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A Comunidade Athos é uma igreja recente, com visão inovadora no País

Conic - Seis estúdios fazem a festa dos tatuadores

A tatuagem encontrou no Conic sua casa no Plano Piloto

Conic - O brilho das Drag Queens

Assim que Savanna Berlusconny sobe ao palco, o público da boate se aglomera para assisti-la

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Prezadas leitoras, prezados leitores, estamos com uma nova plataforma de conteúdo, lançada em junho de 2017. As reportagens são produtos tr...

Capital federal faz mais propaganda que publicidade, segundo especialistas

Alunos de publicidade discutem o mercado em Brasília com profissionais.
Bate-papo informal (Dyelle Menezes/Esquina)
Por Dyelle Menezes
A empresa de cursos práticos para publicidade, Funyl, marcou presença na Semana de Comunicação do Centro Univesitário de Brasília (Uniceub).
 
Os palestrantes começaram falando do novo, porém crescente mercado em Brasília. Segundo eles, a capital federal faz mais propaganda do que publicidade. O mercado é tomado pela demanda do governo. Na noite dessa quarta-feira (25/05), cerca de 40 alunos de publicidade puderam conhecer as perspectivas da área em Brasília, por meio da oficina denominada “O Divã”.

O bate-papo aconteceu de forma bem informal e contou com a presença quatro publicitários renomados: Edir Peixoto, diretor de criação da Agência DM9; Gera Oliveira, redator da agência Nova SB; Carlos Grilo, sócio diretor da agência de comunicação multidisciplinar Monumenta e Mauro Assis, proprietário da Funyl e atuou como mediador.

Palestrantes da Oficina "O Divã" (Dyelle Menezes/Esquina) 
Edir Peixoto se disse apaixonado pela propaganda de Brasília. “O mercado é único. Não se tem esse produto em nenhum outro lugar. É recente e tudo ainda está por fazer e por falar. É uma porta de entrada muito valiosa”, afirma.

A segunda parte do “bate-papo” foi marcada pelas perguntas dos alunos. E não foram poucas. As diversas áreas da atividade e as possibilidades diante das novas mídias, além da carreira e da troca de experiência renderam mais de duas horas de discussão.

Outro assunto que chamou a atenção foi a utilização de teoria e prática. Para Mauro Assis, a troca de experiências deste tipo é fundamental e deveria acontecer com mais frequência. “Os alunos precisam conhecer as atividades e adquirir foco com os profissionais. E nós precisamos deste gás extra de pessoas que dominam novas mídias”, concluiu.

Rugby ganha força entre mulheres

O esporte se livra do rótulo de violento e ganha adeptos entre adolescentes e mulheres. O clube Brasília Rugby é pioneiro na capital federal.
Jogadores durante partida de rugby (Divulgação)
Por Sara Bueno
Um esporte democrático, aberto a qualquer jogador, mas que não alcançou o sucesso do futebol no Brasil. O rugby nasceu na Inglaterra na mesma época em que a paixão nacional e se assemelha ao futebol americano. Mas, só agora, começa a chamar a atenção nos gramados do País.
Na capital federal, a equipe do Brasília Rugby, clube fundador do esporte na cidade, comemora 10 anos e começa a atravessar uma nova fase. “O rugby está vivenciando um crescimento muito forte, não só no Brasil, mas também aqui em Brasília. No nosso time, tivemos um aumento grande do número de atletas e estamos com expectativas de, em breve, lançar dois ou três times novos dentro do nosso clube”, destaca Raphael Rizzo, presidente do Brasília Rugby.
Mulheres também praticam o esporte na capital federal
(Divulgação) 
O que faz sucesso entre os jogadores é que não existe limite de idade, peso ou sexo para começar a treinar; qualquer pessoa encontra uma posição para atuar nas partidas. Conhecido pelas jogadas ríspidas, o rugby tem atraído, inclusive, as mulheres.
“Gosto muito do rugby porque é um esporte social. Tem lugar para quem está um pouquinho gordinho, para os magrelos, para todo biotipo. E todos são muito bem-vindos”, declara Bianca Ferreira, jogadora do clube Brasília Rugby.
Os treinos do clube ocorrem três vezes por semana, direcionados para os diferentes públicos. Nas terças, às 19h, o exercício é especifico para novatos e adolescente, em campos de futebol na saída para o Sudoeste. Na quinta-feira, às 21h, os adultos mais experientes se reúnem nos mesmos gramados.
Aos sábados, mulheres e adolescentes encontram-se no campo localizado dentro do Hospital Regional.

VIDEO: Ministra comparece a palestra no UniCEUB

MMA: Mistura de Artes Marciais conquista popularidade

Mesmo fora das competições oficiais lutadores arriscam a vida na clandestinidade 

Por Jonnathas Alvarenga 

O termo “vale tudo” deixou de ser usado para este tipo de luta a partir do momento em que aconteceram mortes e acidentes graves nas rinhas.Desde então, o nome dado é MMA (Mixed Martial Arts), uma mistura de artes marciais, com regras. 

Mesmo com as mudanças, o esporte não o deixou de ser perigoso. Principalmente, no caso das lutas clandestinas, em que os praticantes arriscam a vida em locais improvisadas como, piscinas vazias, colchões, tapetes, gramados ou simplesmente concreto. 

Praticante de vale tudo clandestino, Marcelão, luta boxe, jiu-jitsu e MMA há um ano. Nunca fez lutas oficiais porque não conseguiu se profissionalizar, mas defende a prática. “A grande maioria dos lutadores amadores que tentam se profissionalizar começa a treinar e aparecer nesse cenário de clandestinidade”. 

A delegada Jane Paixão, da 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, explica por que essas lutas ainda são realizadas. “Na verdade, não podemos tratar esse tipo de evento como ilícito. A luta denominada ‘vale tudo’ não é competição proibida, mas também não é legalmente permitido, porque não há lei ou legislação que expresse a autorização”. 

Na concepção criminal, a violência esportiva é tolerável. Ou seja, na prática de qualquer esporte se ocorrerem lesões com danos à integridade física ou à vida do oponente, não ocorre crime.

Helena Chagas diz que nunca se intimidou diante de preconceitos

A frase foi abordada durante a palestra “A mulher na Comunicação Social”, no UniCEUB

A ministra Helena Chagas, em Brasília (Antonio Cruz/AB)
Por Giselle Mourão e Camila Bocchino
Na segunda palestra da semana da comunicação do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), a ministra chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Helena Chagas falou sobre o papel da mulher no jornalismo. Um dos pontos altos da palestra foi quando a ministra contou sobre a trajetória até o cargo que ocupa desde o começo deste ano.

Helena contou que sofreu mais preconceito com o fato de ser filha do famoso jornalista Carlos Chagas do que ser mulher. Outros assuntos como a dificuldade de ser mãe aos 19 anos e manter a ética profissional dentro do governo também foram abordados na palestra.

Sobre o grande aumento de mulheres nas redações, a ministra afirmou que o interesse das mulheres em exercer a profissão de jornalismo não é de hoje. “Meu amigo Márcio Moreira comentou que as colunas dos principais jornais eram chefiadas por mulheres”, afirma.

Além disso, a ministra Helena comentou que é muito importante que os futuros jornalistas sejam formados. “É na faculdade que aprendemos como é ter ética profissional. A diferenciar o que é notícia”, explica.

Helena Chagas que já foi chefe da TV Brasil, sempre defendeu a função educativa da televisão pública e afirmou que o meio é um instrumento do Estado. Segundo ela, a notícia deve ser dada de uma forma que o público entenda, explicando a linguagem complicada da política para os cidadãos. Sobre o padrão usado nas televisões, a ministra condena a imposição de algumas emissoras. “O jornal precisa mostrar o sotaque do jornalista, precisa refletir o Brasil”, conclui.

Acesso à internet é fundamental contra desigualdade, diz ministra

A ministra Helena Chagas (Marcello Casal Jr./AB)
Por Filipe Marques 
A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), Helena Chagas, garantiu que a inclusão digital é uma das prioridades do governo Dilma Rousseff. “Aumentar o acesso das pessoas à internet é um dos primeiros passos para combater a desigualdade. Se não for feito, estaremos discriminando aqueles que não têm acesso à cultura e à informação digital”, afirmou, em palestra da "Semana de Comunicação" do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB.
Segundo a ministra, o combate à desigualdade já foi feito, em parte, através de políticas de distribuição de renda. Agora, cabe ao Estado garantir a todos o acesso à informação. “Hoje, o cidadão brasileiro, com comida na mesa, é mais consciente e exigente. No futuro, será ainda mais, porque este é um processo que ainda está em andamento.Buscam cada vez mais informação na televisão, nos jornais, na internet. Por isso, o acesso tem que ser estendido a todos”, disse.
Para Chagas, cabe ao jornalista, então, aprender a lidar com este público mais crítico e exigente. “A informação precisa ser correta, plural, contextualizada. Enfim, uma melhor informação. Por isso, nós, jornalistas, estamos sendo e seremos muito mais exigidos pelas pessoas as quais devemos prestar informações. A informação terá que ser muito mais apurada, checada e trabalhada para que tenha credibilidade”, ensina.
Na época da informação digital, a ministra cobra uma nova postura do jornalistas, pouco acostumados às críticas. “Nós, jornalistas, não gostamos de ser criticados. Mas, agora, a internet tem essa coisa sensacional chamada interatividade, que obrigou os jornalistas a ficarem mais humildes. O público pode opinar, criticar, participar e nós, jornalistas, precisamos descer do salto alto e ficarmos mais humildes. Porque é para eles que nós escrevemos”, conta.
Apesar de todas as vantagens da internet, a experiente jornalista faz uma ressalva. “É muito legal e democrático todo mundo poder dizer o que pensa na internet. Mas existe uma grande diferença entre a opinião e o fato, a informação com credibilidade. O próprio internauta precisa saber separar o joio do trigo. A informação jornalística, de fato, precisa ter credibilidade. Para isso, precisa ser checada e apurada”, explica.
Por fim, Helena Chagas dá um conselho a todos que pretendem se tornar jornalistas. “Nós somos instrumentos da democracia. Os cidadãos só estarão preparados para tomar suas próprias decisões quando esta tem acesso à informação plural e diversificada. É nosso dever, enquanto jornalista, garantir que tenham acesso à informação”, aponta.

Ministra discorda que exista igualdade profissional entre os sexos

A ministra Helena Chagas (Marcello Casal Jr./ABr)
Por Filipe Marques
Primeira mulher a assumir a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), a jornalista Helena Chagas acredita que a ascensão da mulher na Comunicação Social está quase consolidada. “É cada vez maior o número de mulheres na profissão. Desde que eu comecei, tem muita mulher trabalhando em redação, mas só agora os postos de chefia estão sendo ocupados por mulheres. Se observarmos, de uns anos para cá, as principais colunistas passaram a ser mulheres: Tereza Cruvinel, Eliane Cantanhêde, Dora Kramer... Então, já demos grandes passos, mas ainda não alcançamos a igualdade”, observa.
Sobre o tema da Semana da Comunicação – “A mulher na Comunicação Social” –, a ministra afirma que a ascensão feminina precisa ser precisa ser vista num contexto mais amplo. “Essa ‘feminização’ está inserida num contexto maior, de grande mudança social pela qual passamos nos últimos anos no Brasil. Não só para as mulheres, mas para determinados setores da sociedade brasileira, que passaram a ter acesso ao que não tinham antes. Houve uma verdadeira emancipação da cidadania brasileira”, disse.
Filha do jornalista Carlos Chagas, ela não acredita que o fato de ser mulher a atrapalhou ao longo da carreira. “Eu acho que o fato de ser mulher foi indiferente. A maior dificuldade na profissão foi ser filha de um jornalista conhecido, que estava no auge da carreira quando eu comecei. Então, eu sempre tive muita necessidade de mostrar que eu não estava no emprego por causa do meu pai”, conta.
Com a experiência de quem já chefiou várias redações, Helena Chagas garante que não há diferença entre os jornalistas do sexo masculino e feminino.  “Sabe o que o chefe gosta? De gente que trabalha bem, independente se é homem ou mulher”, explica.
Apesar da igualdade, a ministra aponta algumas diferenças que ainda persistem. “Nas questões de salários e de cargos mais altos, ainda tem diferença. São resquícios... Mas ainda encontramos pessoas contra a licença maternidade de seis meses.  Precisamos mudar a cabeça das pessoas em casos como esses”, afirma.

Estabilidade ou sonho?

Quando a comodidade é mais importante e os desejos ficam em segundo plano

 Por Paola Rodrigues

Saber escolher a carreira é o primeiro passo para ser um profissional bem sucedido. Não apenas pelo dinheiro, mas por gostar do que faz. O problema é que nem todos os profissionais são felizes com as carreiras escolhidas ou impostas pela família, mas continuam por comodidade e pelo salário no final do mês.
Vera Guimarães, professora de Ed. Física,
sonha em ser servidora pública
Desde pequenos, escuta-se a mesma pergunta: “O que você vai ser quando crescer”?  Se as crianças soubessem o peso real que essa pergunta tem, talvez pensassem mais antes de responder. Vera Guimarães, 27 anos, professora de Educação Física é um exemplo disso. Quando criança ouvia sua mãe dizer que queria que ela fizesse faculdade de Educação Física.
“Minha mãe foi uma forte influência para que eu decidisse me formar nessa área. Eu dizia que queria fazer outro curso, talvez Direito, mas para prestar concurso público. Ela retrucava, falando que vida de servidor público era ruim e que ela queria que eu trabalhasse cuidando do corpo”, afirma Vera.
A professora conta que continua trabalhando na área por comodidade e que o sonho continua o mesmo: quer ser servidora pública. “Atualmente utilizo parte do meu salário como professora de Educação Física para investir nos meus estudos voltados para concurso público”, explica.
Vera acredita que a família interfere nas decisões, mas garante que isso não acontecerá com a filha. “Eu sempre falo para a minha filha pensar bem antes de escolher o que fazer. Conto o meu exemplo e falo que não quero que ela passe pelo mesmo. Quero que minha filha seja muito feliz na profissão que escolher por conta própria”, conta.
 Vera acredita que a felicidade não está somente no salário no final do mês, mas sim no prazer de trabalhar. “Tudo o que fazemos com prazer sai mais bem feito”, desabafa.
A família e os amigos são grandes influenciadores, mas existem casos em que a pessoa escolhe a profissão, se forma e quando vai trabalhar na área não é do jeito que imaginava. Foi o que aconteceu com Conrado Brites, 25 anos, formado em Odontologia. “Escolhi minha profissão praticamente sozinho. Inicialmente eu queria realizar vestibular para medicina, mas rapidamente percebi que a vida de um médico não se enquadrava no meu perfil”, conta.
 Diante disto, pensou em uma segunda opção que o atraísse na área de saúde e logo veio a odontologia, que acreditou ser uma profissão capaz de conciliar um caráter autônomo no exercício da profissão, junto com um retorno financeiro planejado. O dentista conta que se decepcionou com o que encontrou pela frente quando começou a trabalhar em sua área.
“Atualmente posso dizer que não sou feliz no exercício técnico da minha profissão, pois no meu dia a dia, 95% do que eu executo como procedimentos específicos da profissão, não consistem na minha especialidade, que é a implantodontia”, explica. Conrado afirma que se daqui a cinco anos ou mais não tiver uma alavancada profissional e financeira, pretende fazer medicina mesmo.
Conrado Brites, dentista que deseja ser médico
O dentista acredita que por possuir negócio próprio (uma clínica odontológica), a comodidade e estabilidade influem muito no exercício da profissão escolhida. “A comodidade de ser o patrão é enorme. A estabilidade salarial também me segura, pois meu salário não costuma oscilar”, conta.
 A esperança do Conrado na verdade seria a de um dia tornar-se empresário do ramo odontológico, exercer somente a sua especialidade e contratar dentistas para executarem as outras especialidades.

As implicações psicológicas de escolher erroneamente uma profissão

A psicóloga Suyane Vasconcelos afirma que o trabalho, para dar bons frutos, tem que ser acima de tudo prazeroso. “Acredito que como quase todos os aspectos na nossa vida, ser profissional exige paixão. Paixão suficiente, para acordar com horário marcado, seguir para o trabalho, lidar com pessoas, geralmente, opostas a nossa personalidade e modo de vida e ainda assim ser feliz, manter o bom humor e, de fato, ser profissional”, conta.
Segundo a psicóloga, quando nada disso acontece, as pessoas deixam de ser profissionais da área que escolheram e passam a ser robôs em linha de produção, afetando os relacionamentos interpessoais, o trabalho em equipe, e assim desencadeando uma série de problemas dentro da organização e trazendo, de alguma forma, algum tipo de prejuízo para a mesma.  
O problema vai além de um mau desempenho no trabalho e pode acarretar problemas de saúde. “Fazer o que não gosta é frustrante, é como ser obrigado a carregar um caminhão nas costas todos os dias durante anos e não ter como se livrar daquele peso”, explica.
 Suyane Vasconcelos conta que muitas vezes, pessoas com altos níveis de estresses, têm maior probabilidade de vir a ser um paciente depressivo, com problemas familiares, dependendo da forma como ele lidar com essa infelicidade profissional.
É preciso que o estudante crie uma relação de afeto com a profissão almejada, pois é um dom restrito a poucos aprender a gostar do que se faz. “Vamos fazer hoje o que devemos fazer, para fazermos amanhã o que queremos fazer”, afirma o dentista Conrado Brites. A ordem direta – gostar e escolher- é a mais indicada para não se arrepender no futuro, além de pesquisar o que realmente a profissão escolhida pode oferecer.
                                            

Veja aqui a programação da Semana da Comunicação 2011

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Diário de Bordo: Dia 05 - 20 de maio

Formatura: militares com caminhões ao fundo
(Filipe Marques/Esquina)
Hoje (sexta, 20), acordamos tristes por ser a nossa última manhã em terras amazônicas, mas felizes por todos esses dias que valeram muito à pena. Tomamos café da manhã no hotel, no centro de Boa Vista (RR), pegamos o ônibus e fomos conhecer a 1ª Brigada de Infantaria de Selva.
 
O comandante da 1ª BIS, o general Franklinberg, nos esperava para uma formatura. Com os militares todos em forma, a apresentação começou muito semelhante às duas dos Pelotões de Fronteira.
 
A primeira diferença visível era o tamanho: o número de militares alinhados é incomparavelmente maior. Em seguida, tanques, carros e jipes militares participaram de um desfile motorizado, com música da banda militar ao fundo. 

Com a formatura encerrada, partimos para as fotos e os agradecimentos. Foi a hora de nos surpreendermos. Verônica Machado, aluna de nossa comitiva, fez um belo e sincero discurso, com direito a olhos cheios de lágrima em vários alunos, militares e, surpreendentemente, no general comandante de Boa Vista.
Zoológico da 1ª BIS (Giselle Mourão/Esquina)
Visitamos, por fim, o zoológico da Brigada. Pequeno, se comparado a outros que vimos anteriormente. Chegamos pela primeira vez perto de lindos tucanos, araras, veado, além da onça fêmea, mascote do batalhão, e de uma grande cobra sucuri.
 
Ainda deu tempo de conhecermos o Coronel Nolasco, que vai comandar a tropa com mais de 800 militares para o Haiti em agosto deste ano. Vimos o cronograma e como serão feitas as preparações. Depois, demos uma rápida passada no 33º Grupamento de Artilharia de Campanha de Selva (GAC).
  
No local, assistimos ao disparo de um obus, que é parecido com um canhão. A diferença entre eles é que um canhão é usado para realizar fogo direto, enquanto o obus, popularmente conhecido como obuseiro, faz uma trajetória parabólica, para atingir uma área específica. 
  
Embarcamos no aeroporto de Boa Vista por volta de 13h, com destino a Manaus (AM). Foi um voo tranquilo e rápido. Na parada, os militares abasteceram a aeronave para nossa última jornada aérea.
GAC e dois "obuseiros" (Giselle Mourão/Esquina)
Começamos, então, o último trajeto da viagem, que nos levaria de volta à capital federal. Apesar das fortes turbulências, chegamos sãos e salvos. 
  
Às 16:40 pisamos em terras brasilienses (terras frias, diga-se de passagem, se comparadas ao calor do norte do país) após cinco intensos dias na Amazônia.
 
O saldo, para nós, é a certeza de uma viagem que mudou nossa maneira de pensar. Todos nós já sabíamos que a Amazônia é uma imensidão verde, que exibe riqueza em fauna e esbanja recursos hídricos, mas precisávamos ver de perto para compreender que é muito além disso. 

Nós pudemos chegar perto do "a mais" que não está em simples fotos ou vídeos. Conhecer o povo e a cultura daquele lugar foi sensacional e único. Estamos encantados com tudo o que vimos.
  
Por isso, gostaríamos de agradecer o Exército Brasileiro por esta maravilhosa oportunidade, pela dedicação dos militares e pela organização desta viagem. Agradecemos também ao professor Bruno, que esteve sempre ao nosso lado dando o suporte necessário.
Comitiva do "Projeto Formadores de Opinião" na chegada a Brasília (Comitiva UniCEUB/Esquina)
Agora, a próxima missão é descansar um pouco, rever a família e se preparar para uma semana intensa de trabalho. A meta da nova missão é tentar consolidar tudo o que vimos e sentimos e, em seguida, reproduzir para nossos colegas o que agora já faz parte de nós. Afinal, missão dada é missão cumprida!

Selva!

Diário de Bordo: Dia 04 – 19 de maio

Seguindo o padrão militar da viagem, já estávamos nos ônibus às 6h15. Tomamos café-da-manhã no Hotel de Trânsito de Oficiais de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde jantamos na noite anterior (quarta, 18 de maio). De lá, seguimos para o aeroporto, rumo a Boa Vista, capital do estado de Roraima.

Como choveu muito na madrugada, o tempo estava fechado. O céu coberto por nuvens não seria problema em outros lugares, mas o Aeroporto de Uaupes não possui os instrumentos necessários para orientar no pouso e decolagem quando não há visibilidade da pista lá do alto. Por isso, o voo que estava marcado para às 8h só saiu quando o tempo melhorou um pouco, por volta do meio-dia. E lá estávamos nós atrasados mais uma vez!
 
Antes de chegarmos ao nosso destino, fizemos uma parada em Manaus (AM), para deixar o comandante militar da Amazônia, o General de Exército Mattos. Chegamos em Boa Vista aproximadamente às 15h. No aeroporto da capital de Roraima, fomos recebidos pelo General Franklinberg, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS).
Formatura do 1º Pelotão Especial de Fronteira, em Bonfim (Filipe Marques/Esquina)
Com a programação cheia e pouco tempo, tivemos que improvisar. O almoço foi corrido e, em pouco tempo, partimos de ônibus para a região fronteiriça do Brasil com a Guiana. O destino era Bonfim (RR). A pequena cidade tem cerca de 10 mil habitantes e abriga o 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF).

Durante o percurso, que durou em torno de uma hora e meia, o comandante da 1ª BIS improvisou uma apresentação sobre o trabalho do Exército naquela região, já que não teriamos tempo para a palestra propriamente dita. Primeiramente, o general explicou a diferença entre indígenas Yanomamis (localizados a oeste de Roraima) e os da reserva Raposa Serra do Sol (a leste do estado). Além disso, abordou temas como a cobertura estratégica e as fiscalizações feitas pelo pelotão nas fronteiras.

Comunidade de Bonfim (Filipe Marques/Esquina)
Quando chegamos ao PEF de Bonfim, muitas pessoas da comunidade já estavam à nossa espera, inclusive crianças e adolescentes com uniformes escolares. Assistimos uma formatura muito semelhante à vista pelo grupo Alfa em Maturacá (AM), no dia anterior. Porém, ao invés de pintados somente de preto, os rostos ganharam a cor verde.

Apesar de desempenharem a mesma função de patrulhar as fronteiras brasileiras, as comunidades são bem diferentes. Em Maturacá, o pelotão fica isolado, em meio ao relevo montanhoso e a mata fechada da Floresta Amazônica, e só se chega pelo ar ou pela água. Já o PEF de Bonfim fica dentro da pequena cidade, localizada na vegetação conhecida como lavrado, muito parecida com o cerrado. É possível chegar ao 1º PEF por meio de estrada asfaltada, como fizemos. Além disso, o pelotão de Bonfim tem acesso a internet e uma estrutura visivelmente mais desenvolvida do que a de Maturacá


Militar e familiares
(Filipe Marques/Esquina) 
Depois da apresentação, fizemos uma visita pelo batalhão, e tivemos a oportunidade de conhecer as famílias dos militares. Nesse aspecto, não há muita diferença entre os PEFs: em ambos, os familiares estão presentes e participam ativamente. Além das famílias, conhecemos também outros habitantes da comunidade. Porcos e galinhas são criados no 1º PEF.

Em seguida, fizemos uma simulação de patrulha do rio Tacutú, que delimita a fronteira do Brasil com a Guiana, com quatro voadoras (um pequeno barco com motor) até a chegada da ponte que une os dois países. No final da tarde, cruzamos a fronteira e observamos a troca da mão viária. Em outras palavras, começamos a andar na faixa esquerda das vias, como acontece no Reino Unido e no Japão.


O comércio da cidade que conhecemos, Lether, cresceu muito nos últimos anos, graças à construção de galpões perto da ponte. Infelizmente, não conseguimos conhecer essas lojas já que o comércio local estava fechado. Para alguns da comitiva, foi a primeira vez fora de território brasileiro.
Simulação de patrulhamento em voadeiras no Rio Tacutú (Giselle Mourão/Esquina)
A viagem de volta para Boa Vista passou rápido devido às cantorias dos "Formadores de Opinião". O cansaço foi superado pela vontade de aproveitar cada minuto do penúltimo dia de viagem. Só chegamos ao hotel por volta das 21h. Não tivemos trinta minutos para nos arrumarmos para sair. Afinal, como de costume, estavamos atrasados. Fomos para o Círculo de Oficiais de Boa Vista (COB) para mais um jantar. Selva!

Diversidade no 6º Festival Gastronômico Brasil Sabor

Evento é uma oportunidade para quem gosta de bons restaurantes com preços acessíveis

Filé ao funghi com penne ao molho de limão siciliano,
do Glow Lounge (Site Brasil Sabor/Divulgação)
Por Thayza Resende  
O maior festival gastronômico do país chega à 6ª edição. Até o dia 29 de maio é possível experimentar pratos especialmente elaborados com preços diferenciados. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), e traz como tema “À mesa, o Brasil já é Hexa”, fazendo referencia aos preparativos do setor para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil e terá a cidade de Brasília como uma das sedes.

Este ano o festival oferece ao público diversas opções de restaurantes. Segundo o presidente da Abrasel-DF, Jaime Recena, é uma chance para mostrar que o Brasil não tem apenas belos roteiros turísticos: “O nosso país possui uma grande riqueza quando se trata de comida. É uma oportunidade de oferecer ao público a possibilidade de degustar pratos especiais e diferentes”, acrescenta.

Tilápia Coco Bambu, do Coco Bambu Pizzaria e Cozinha
(Site Brasil Sabor/Divulgação)
O estudante Diogo Oliveira já visitou oito restaurantes participantes. Para ele, que come fora de casa com frequência, a experiência está sendo excelente. “Além dos valores estarem mais acessíveis, experimento iguarias que normalmente não tenho vontade de comer. É uma ocasião para conhecermos o que a culinária brasileira tem de melhor”, comenta.

A relação de restaurantes do festival pode ser encontrada no site oficial do evento. Na página também é possível ver endereços, horários de funcionamento e conhecer quais pratos estão sendo oferecidos em uma lista com fotos e valores. Além disso, as receitas estão disponíveis para quem tiver interesse em se arriscar na cozinha.

Preço alto dos imóveis expulsa população do centro de Brasília

Cidades do DF e do entorno também sofrem com aumentos, mas ainda são alternativas

Ellen se assustou com os preços dos imóveis
(Isa Stacciarini/Esquina)
Por Isa Stacciarini
O Plano Piloto, somado aos Lagos Norte e Sul, figura nos noticiários nacionais como um dos locais mais caros para se viver. Para buscar um alívio no bolso, os brasilienses se afastam cada vez mais do centro da capital, fugindo da inflação nos preços dos imóveis. De acordo com levantamento do Sindicado da Habilitação do Distrito Federal (Secovi-DF), a  diferença do metro quadrado em apartamento de dois ou três quartos em outras cidades do DF, se comparado ao Plano Piloto, pode passar de 100%.

Apesar da divergência no valor do metro quadrado, o especialista Wires Costa explica que os imóveis mais afastados da cidade também estão sofrendo uma constante elevação dos valores, mas, mesmo com as altas taxas, o economista observa que ainda levariam “muitos anos” para as os preços se igualarem. “Em Águas Claras pode não demorar muito, mas em cidades mais longes, onde o preço sobe em velocidade menor, levaria muito tempo”, constata.  O também economista Adolfo Sachsida explica que seriam necessários ao menos 20 anos para o nivelamento ocorrer. “Isso não parece ser possível hoje. Enquanto a estrutura federal estiver no Plano Piloto, o preço dos apartamentos tende a subir naquela região”, completa.

Por conta da procura, quem se assusta com as altas taxas e decide esperar por um momento melhor para efetuar a compra pode correr riscos. É o caso da telefonista Denice da Silva, 22 anos. A um passo do altar, ela e o futuro marido ainda não têm casa própria. O casal preferiu aguardar a melhor oferta e, hoje, o dinheiro não é suficiente para adquirir o imóvel que desejavam no Paranoá, de R$ 80 mil. “Há quase um ano a mesma casa custava cerca de R$ 70 mil”, observa.

A turismóloga recém-casada Ellen Silva, 27 anos, mora em apartamento alugado no Guará há quatro meses. Ela sonha com a casa própria, mesmo que para isso seja necessário se mudar para cidades mais distantes. “No momento estou priorizando preços mais acessíveis”, diz. Ellen explica que vem acompanhando a escalada dos preços nos últimos anos. “O imóvel de um quarto no Guará estava no valor de R$ 120 mil e hoje chega a custar até R$ 150 mil”, afirma.

Para o especialista Adolfo, três fatores contribuem para o aumento excessivo no preço de apartamentos e casas no DF: “Um dos principais motivos é a facilidade da compra pelo plano ‘Minha Casa, Minha Vida’. Além disso, a expansão do crédito imobiliário e o aumento do salário do funcionalismo público elevam o preço dos imóveis”, explica.

Corridas de rua caem no gosto do brasiliense

Esporte reúne amadores e campeões internacionais numa mesma competição

Por Caroline Rosito

5ª Maratona Brasília de Revezamento (Antonio Cruz/ABr)
Para quem quer emagrecer, adquirir condicionamento físico, manter a boa forma ou simplesmente sair da rotina, a corrida de rua é o esporte indicado. Conhecida também como pedestrianismo, a modalidade é a que mais cresce no Brasil. Pesquisa divulgada pela Federação de Atletismo do Distrito Federal (FAT-DF) revela que a corrida de rua é o segundo esporte mais praticado no país. Perde apenas para o futebol.

Em Brasília, esses números também chamam a atenção. Segundo o diretor da FAT-DF, Ronei Danilo dos Santos, este ano já estão programadas 45 competições oficiais na capital. Uma média de quase quatro corridas por mês. “O aumento gradativo dessa modalidade está associado a fatores como criação de assessorias esportivas, participação das academias e valor agregado oferecido pelos organizadores”, diz.

A corrida de rua também está ligada à questão do bem-estar e ao aumento da qualidade de vida. “A preocupação com a saúde tem levado muitas pessoas a começarem a correr e, consequentemente, a participarem das competições. Percebe-se também que muitos atletas iniciam os treinamentos por incentivo de amigos ou por fazer parte de um grupo de corredores”, explica Ronei.

O técnico em agronegócio Cassio, 45 anos, corre há dez e desde o início participa das principais competições no DF e em outros estados. “É um investimento válido. Além de cuidar da saúde, você cria vínculos de amizades muito legais, pois todos estão sempre juntos nas competições”. Para ele, a corrida também ajuda a aliviar o estresse do dia a dia. “Quando estou correndo, eu esqueço os problemas”, revela. 

Além de se um esporte simples de se praticar, a corrida de rua também é democrática. Em uma mesma competição é capaz de reunir atletas amadores e até campeões nacionais e internacionais. No último dia 21 de abril, o maratonista e campeão da São Silvestre (2006) e dos Jogos Panamericanos (2007), Franck Caldeira, participou da 5ª edição da Maratona Brasília de Revezamento, que comemorou o aniversário da cidade.

Durante o evento Franck falou sobre a importância do desenvolvimento do esporte. “Brasília está de parabéns por incentivar e promover as corridas, que traz para as ruas saúde, bem-estar e integração entre os atletas amadores e profissionais.”

Cuidados na hora de correr
Para quem nunca praticou o esporte é preciso tomar alguns cuidados antes de sair correndo. Segundo o professor de Educação Física e organizador de eventos esportivos Antônio Júnior, o atleta necessita ter o acompanhamento de um profissional. “É preciso fazer exames médicos e de resistência física, para identificar qualquer tipo de problema. Não havendo nenhuma contraindicação, o profissional poderá orientar o treinamento mais adequado para cada pessoa”.

Antônio Junior também alerta para os cuidados durante a prática do exercício. “É importante beber bastante água e estar vestido com uma roupa adequada, como camisetas e shorts largos, boné e tênis”.

A estrutura dos eventos também incentiva os corredores. A cada competição, os organizares montam tendas para distribuir lanches, água e oferecer atendimento de primeiros socorros. Antônio Júnior explica que o preço da inscrição varia de acordo com cada evento.  “A inscrição dá direito ao participante receber o “kitatleta” composto por camiseta, boné e mochila, além de garantir a qualidade e segurança durante a competição”, informa.

Diário de bordo: Dia 03 – 18 de maio

São Gabriel da Cachoeira (Natalia Aquino/UniCEUB)

Como nos dias anteriores, seguimos o rigoroso horário militar: às 6h50, já deixávamos o hotel em Manaus (AM) rumo a São Gabriel da Cachoeira (AM). Apesar de se espalhar por mais de 109 mil Km², o que o torna o terceiro maior município em área do Brasil, apenas 40 mil pessoas moram no local. Destes, metade vive em comunidades isoladas, espalhadas numa região conhecida como “cabeça do cachorro”. 


A cidade é tão isolada que não é possível chegar por terra. Só pelo ar ou pela água. O problema é que, além dos militares, só uma companhia aérea voa para o município. Se o transporte for realizado pelos rios que cortam a floresta, a viagem pode levar até cinco dias durante a seca. Além disso, só há uma operadora de telefonia celular. Já a internet, quando funciona, é lenta. 

Por volta das 10h, chegamos ao Aeroporto de Uaupes. Lá mesmo, fomos divididos em dois grupos. O Alfa foi composto pelas repórteres Camila Braga, Dyelle Menezes, Giselle Mourão, Flávia Franco, Mariana Menezes e pelo professor Bruno Nalon. Os outros quatro membros da “tropa” do UniCEUB – Filipe Marques, Natalia Aquino, Vinicius Werneck e Verônica Machado – foram alocados na equipe Bravo. 


Alfa


Maturacá (Camila Bocchino/Esquina)
Nós, integrantes do Alfa, aguardamos a chegada do helicóptero Cougar para irmos a Matucará. Esta comunidade, localizada no Parque Nacional Pico da Neblina, abriga o 5º Pelotão Especial de Fronteira - PEF. Uma das particularidades do PEF é que o mesmo fica dentro de uma reserva indígena da etnia Yanomami. Por isso, militares e familiares vivem e interagem com mais de 1.500 índios. 

Maturacá é ainda mais isolada do que São Gabriel da Cachoeira. As limitações e precariedades são visíveis. O PEF também só pode ser alcançado por vias fluviais ou aéreas. Além disso, placas solares produzem a única fonte de energia local. Por isso, cada família tem direito a oito horas de luz diária. Em dia que o sol não aparece também fica impossível fazer ligações. O local possui também enfermaria, consultório médico e odontológico, e farmácia. 

Militar do 5° Pelotão Especial de Fronteira (Dyelle Menezes/Esquina)
Foram aproximadamente 40 minutos de voo, mas o tempo passou rápido ante a experiência única que é sobrevoar a floresta amazônica. Quando chegamos ao PEF, por volta do meio-dia, fomos recepcionados por todo o pelotão. Os militares realizaram aquilo que chamam de formatura: cerimônia militar rotineira em que a tropa se apresenta a maior autoridade presente. Durante o evento, fizeram diversas apresentações, como cantar o hino nacional, o hino do guerreiro de selva e desfilar em marcha. 

Índia e filho
(Dyelle Menezes/Esquina)
Em seguida, fomos convidados para o almoço, servido no rancho – nome usado para indicar o refeitório em uma unidade militar. Lá, alguns militares se apresentaram acompanhados pelas famílias, bem como os líderes indígenas da tribo Yanomami. Após o almoço, tivemos a oportunidade de conhecer a estrutura do pelotão. São, ao todo, 50 militares e 29 famílias. Cada militar possui uma residência. Apesar de Maturacá ser muito quente, as casas são bem ventiladas e frescas, sem o uso de ar condicionado ou semelhantes. 


Bravo


Braço Forte no Rio Negro (Filipe Marques/Esquina)
Nós, do grupo Bravo, fomos direto para a 2ª Brigada de Infantaria de Selva. Lá, embarcamos para um passeio no Rio Negro a bordo do barco regional Braço Forte. Ao retornar, partimos para o rancho, onde almoçamos. 

O cardápio, com receitas tradicionais da região, foi preparado por uma equipe formada em grande parte por cozinheiros indígenas. O grupo é chefiado pelo sargento Fonseca – o mesmo que preparou a refeição oferecida ao rei e à rainha da Suécia quando visitaram a localidade. 

Após o almoço fomos informados de que haveria um atraso no horário de nossa ida a Maturacá. Enquanto isso, fizemos um breve city tour pelo centro de São Gabriel, onde vimos as vilas militares e o comércio local. 

Vista do Helicóptero (Natalia Aquino/UniCEUB)
Quando o helicóptero chegou, não decolou. O Cougar apresentou problemas no filtro de combustível, que precisou ser substituído. O conserto levou cerca de meia-hora, o que tornou inviável a visita. 

Porém, após o retorno do grupo Alfa, aproveitamos o helicóptero para fazer um breve sobrevoo pela cidade. O passeio, que durou aproximadamente 30 minutos, rendeu ótimas fotos graças à beleza da floresta amazônica. 



Juntos novamente


General Jaborandy
(Filipe Marques/Esquina)
De volta à 2ª Brigada e com a equipe novamente reunida, assistimos a palestra do General Jaborandy. Ele tratou da função do exército de proteger e resguardar a Amazônia limítrofe. Durante a palestra, a luz acabou três vezes. Em São Gabriel da Cachoeira, o blecaute é muito comum, já que toda energia do município é gerada por usinas termoelétricas movidas a diesel. 

Como de costume, um jantar fechou a agenda do dia. Fomos ao Hotel de Trânsito de Oficiais, onde desfrutamos de mais um cardápio preparado pelo sargento Fonseca. Após a refeição fomos diretamente para o Hotel de Trânsito de Sargentos, onde passamos a noite. Selva!