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Doadores precisam seguir “vida saudável”

Por Renata Franco

Quem deseja se tornar doador de sangueprecisa seguir recomendações de “vida saudável”. Não serão aceitas doações de portadoresde doenças infecto-contagiosas (Sífilis, AIDS, Chagas, malária, hepatite B ouC), pessoas com vários parceiros sexuais e que mantiveram relações sem o uso dacamisinha nos últimos 12 meses, usuários de drogas injetáveis e mulheresgrávidas, que estão amamentando ou tiveram aborto nos últimos 3 meses.

Que não está nessesgrupos precisa seguir as condições para a doação mesmo assim. “ Não ter bebidonas últimas 24 horas, não ter colocado piercing ou tatuagem nos últimos 12meses, não estar usando medicamentos” , relata o médico Luiz Atta, 53.

“Meu sangue é O+,sempre que tenho a possibilidade, vou no hemocentro doar, já que o meu sanguepode ajudar muita gente”, comenta a arquiteta Claúdia Mendes,45.

Conscientização - O hemocentro tem um projeto chamado “Hemocentro nasescolas”, com o pensamento de que desde cedo as crianças precisam aprender a importância do ato dedoar sangue. Na adolescência, os jovens estão construindo novos valores. É importante, que desde cedo todos entendam o valorda doação de sangue.

 O artista Lee Ki Seug, criou bolsas de sangueem formato de bota de papai Noel, além de uma proposta interessante, as botasainda ajudam na decoração de natal nos hemocentros. O pensamento do artista, éque o melhor presente que você pode colocar na botinha, é que a doação desangue possa salvar a vida de alguém. As propostas e campanhas feitas peloshemocentros em relação a doação, sempre é feita no final do ano, já que osestoques de sangue, por causa dos acidentes durante a comemoração do natal eano novo, deixando uma grande baixa nos estoques de sangues.





ALIMENTAÇÃO ACONSELHÁVEL PARA A DOAÇÃO:


a) No dia anterior à doação:
- Alimente-se normalmente e hidrate-se bem.

b) No dia da doação pela manhã (das 7 às 12 horas):
-Não doar sangue em jejum: alimentar-se com leite de soja ou desnatado,suco,
frutas (menos abacate e jaca),  café, chá, pão com geléia;
-Não ingerir leite integral e seus derivados (manteiga, queijo, iogurte) ou alimentos gordurosos
até três horas antes da doação;
-Ingerir 02 copos de água antes da doação;

c) No dia da doação à tarde (das 12 às18 horas):
-Tomar o café da manhã normalmente, a restrição quanto a alimentosgordurosos antes da
doação é de 3 horas;
-Doar sangue 02 horas após o almoço (obedecer o período da digestão);
-Alimentar-se normalmente com carnes grelhadas, saladas, arroz, feijão;
-Não ingerir alimentos gordurosos (frituras, ovos, massas, maionese, sorvete,chocolate e etc.);
-Ingerir 02 copos de água antes da doação.



 OS CUIDADOS APÓS A DOAÇÃO DE SANGUE


-Permanecer nas dependências da FHB por pelo menos 15 minutos;
-Não fumar nas 2 horas seguintes à doação;
-Beber grande quantidade de líquidos nas 12h seguintes à doação.
-Evitar ingerir bebida alcoólica nas próximas 12h seguintes à doação.
-Pressionar o local da punção para evitar hematomas;
-Interromper atividades de esforço físico nas próximas 12 horas seguintes;
-Não dirigir veículos pesados, coletivos ou motocicletas.

Das 265 escolas integrais no DF, não existe "ensino modelo", afirma coordenadora

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem
Os dados da Secretaria da Educação mostram que, no Distrito Federal, existem 265 escolas públicas de período integral, mas segundo a coordenadora da Escola Classe 18 de Taguatinga, Olair Camargo, no DF, não existe nenhuma escola que forneça um tipo de serviçomodelo. “É o modelo do ensino integral que se adequa ao espaço que a escolatem”, afirma.
Os alunos da Escola Classe 18 possuem carência de espaço. Todos que participam do período integral ficam na mesma sala, independente da idade e da série, e fazem as mesmas atividades, como aulas de informática, acompanhamento no dever de casa, oficinas e atividades lúdicas. Os alunos que desejam praticar esportes no horário integral devem pagar uma taxa de R$ 30,00 para custear o deslocamento porque como a escola não tem espaço, as crianças são encaminhadas para o SESI.
A coordenadora diz que a falha na estrutura dificulta o trabalho, mas mesmo assim o período integral tem seu lado favorável. “Nosso foco principal é tirar a criança da vulnerabilidade. De quebra ainda trabalhamos com elas a socialização, a inclusão social e ainteração”, explica Olair.
Mais três escolas particulares deperíodo integral foram visitadas, mas a situação é bem diferente da descrita acima. Há salas para todas as turmas, depois do almoço tem o horário de descanso, que varia de trinta minutos à uma hora, horário do banho, um tempo reservado para o dever de casa e reforço escolar e depois os alunos são direcionados para outras atividades. Como aulas de língua estrangeira, artes, informática, participação em atividades culturais, sociais e modalidades esportivas.

Pais colocam filhos no período integral para mantê-los ocupados

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem

Mesmo com disponibilidade de tempo, pais dizem que colocam o filho no período integral para mantê-lo ocupado com atividades educativas. João Cunha, aos 8 anos, por exemplo, foi para uma escola de período integral, pois o pai, Sérgio Cunha, 42, queria mantê-lo ocupado e ver se o desempenho na escola melhorava. Mas Sérgio diz se arrepender dessa decisão.
 “Nenhum tempo a mais na escola substitui o acompanhamento de um pai e de uma mãe dentro de casa. Se fosse hoje, não colocaria João no período integral, porque o desempenho escolar dele não melhorou e eu cheguei à conclusão de que durante a infância as crianças têm mesmo é que aproveitar o tempo livre”, afirma.
Compulsão - A psicóloga Ângela Lins afirma que a “neurose” dos pais pode prejudicar as crianças.  “Os pais não deveriam se sentir pressionados com a neurose coletiva. Preservar os filhos da compulsão social e educá-los para uma verdadeira atitude criativa e construtiva seria o melhor a fazer”.
Além disso, nem todas as crianças reagem e se adaptam da mesma forma ao período integral. Todos os professores e coordenadores de escolas consultadas afirmaram que é necessário ter um acompanhamento de perto com cada aluno. Todos passam por uma fase de adaptação no início, mas existem crianças que mesmo ao longo do tempo não se adaptam e começam a ter atitudes negativas.

Rotina atribulada diminui demonstrações de afeto, diz psicóloga

Por Laísa Vinhas e Larissa Rehem

A psicóloga infantil Ângela Lins considera que não se pode afirmar que as crianças que ficam por período extenso na escola correm o risco de ter problemas no desempenho escolar e psicológicos. "Porém há grandes chances que isso aconteça".
De acordo com a especialista, as crianças podem se privar de ter um contato mais próximo e afetivo com os pais. "Se entendemos que é imprescindível para a saúde mental e emocional da criança ter segurança e certeza do amor dos pais, essas crianças muito ‘ocupadas’ têm ainda menos tempo para sentir essa afetividade”.

Ela descreve o típico comportamento das crianças que possuem uma rotina cheia de ocupações, como ansiedade, agitação, alteração do sono e do humor.

Pais colocam filhos no período integral para mantê-los ocupados
A advogada Vânia Wanderley é favorável à ideia de escola em período integral se houver uma boa estrutura para receber os alunos. Mas o resultado no desempenho da filha, Júlia, não foi como o esperado. As notas começaram a cair.
“Acho que o que fez a nota da Júlia cair foi a falta do meu acompanhamento. A criança sente falta da ajuda e atenção dos pais, assim como da disciplina que recebe em casa. Percebi que minha filha as vezes se sentia um pouco abandonada”, explica Vânia Wanderley.

Escoteiros já somam 60 mil em todo o país

por Maria Fernanda Alves Nalon

O escotismo foi fundado por Baden-Powell, em 1907. Baseado na Promessa e Lei Escoteira, o movimento tem como objetivo o desenvolvimento do jovem, através da prática de atividades em equipe e ao ar livre. No Brasil, o movimento conta com cerca de 60 mil afiliados à União dos Escoteiros do Brasil (UEB) e, no ano de 2010, comemorou seu centenário.

O movimento escoteiro é dividido por ramos, que são: o lobinho (crianças de 7 a 11 anos), o escoteiro (de 11 a 14 anos), o sênior (de 15 a 17 anos) e o pioneiro (de 18 a 21 anos). O ramo lobinho é baseado no Livro da Jângal, de Rudyard Kipling, que conta a história de "Mowgli, o menino-lobo".


Quando Baden-Powell criou a lei escoteira, ele decidiu por não criar leis que proibissem as crianças de fazerem alguma coisa, mas criou alguns conceitos de formação. Entre os 10 artigos criados, o que chama mais atenção é o terceiro, que diz que "o escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação", ou seja, é dever do escoteiro, lobinho, pioneiro ou sênior ajudar a todos e ser útil quando necessário. Segundo Baden-Powell, "como escoteiro, seu mais alto objetivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço."

Movimento escoteiro é nova opção para tirar criança da rotina escolar

Por Maria Fernanda Alves Nalon

Eles montam barracas, aprendem a fazer fogueira com lenha, sabem fazer amarras e não têm mais que 11 anos.  O escotismo é uma forma diferente de tirar a criança e o jovem da rotina escolar. É um movimento jovem educacional, e tem como diferencial o método utilizado, com o objetivo de ajudar seus integrantes a buscarem o seu autodesenvolvimento. "O objetivo do grupo escoteiro é contribuir na educação de jovens e crianças de 7 a 21 anos", conta o chefe Tadeu Júnior, do Grupo Escoteiro João XXIII, com sede no Guará II, no Distrito Federal.  

O chefe Tadeu Júnior explica melhor sobre o método utilizado - EM BREVE

O movimento escoteiro não funciona como uma babá particular. Quem trabalha com escotismo faz um trabalho voluntário e as crianças só participam se quiserem. Os pais levam as crianças para ter um dia de atividades no grupo. Se elas gostarem, voltam mais vezes e assumem o compromisso da “Lei e Promessa Escoteira”.

Há 10 anos, Elenita Alves levou os dois filhos, pela primeira vez, ao grupo escoteiro. Ela conta que conheceu o movimento quando era criança, por causa dos uniformes que eles usavam. Quando seus filhos cresceram, ela pensou na possibilidade de apresentar um grupo para eles. Sua filha entrou como lobinha e hoje já é uma escoteira e seu filho começou como um escoteiro e hoje já faz parte do ramo pioneiro. "Minha intenção foi arrumar uma atividade que integrasse aprendizagem com diversão, ensinando um pouco mais sobre trabalho voluntário, socialização, partilha, respeito e amor a Deus e à pátria", relata.


No ramo lobinho, a alcateia é divida em matilhas, cada uma com seis ou oito crianças, e eles realizam diversas atividades como primeiros-socorros, trabalhos manuais, vivência com a natureza e outros. Como são novos, os trabalhos são mais "leves" que os realizados nos ramos escoteiro, sênior e pioneiro.

Os lobinhos exercem diversas atividades fora do grupo escoteiro, como, por exemplo, um  encontro entre todos os lobinhos da cidade, denominado Jam-Bra. Todos os anos, o evento tem uma proposta diferente para as crianças. O evento é a oportunidade de eles aumentarem o seu conhecimento sobre o movimento, conhecer novos lobinhos da cidade e aprender a trabalhar em grupo.

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Pais precisam analisar as características de cada criança para escolher a atividade ideal, diz psicóloga

Por Elisa Chagas e Patricia Arce

A psicóloga infantil Adriana Andrade afirmou que é muito difícil dar um parecer fechado em relação a qual atividade é certa para cada criança. “Temos que tentar indivi­dualizar e levarem consi­deração as características de cada uma, o que ela precisa e qual é omeio em que está vivendo.”

Adriana diz que o ideal é descobrir se a ati­vidade é pertinente para a criança. “O que não pode­mos fazer é levar a criança para um extremo ou outro. Tem que ter o cuidado desaber se aquele é o movimento certo.”

Além disso, ressal­ta que uma das grandes dificuldades dos tempos atuais é que a educação tem sido delegada cada vez mais para a escola e menos para os pais. “An­tigamente, os pais tinham uma maior preocupação em acompanhar o filho, incentivar. Agora, tudo está sendo delegado para a escola. É cada dia mais comum os ‘pais de fim de semana’, que saem com os filhos apenas para brin­car e se divertir”. Para Adriana, a função de um pai atento é colocar o filho na escola, mas mesmo as­sim não abrir mão de sua educação.

Segundo ela, quando os pais não são ativos na edu­cação do filho, mexe-se principalmente com as relações familiares e com os sentimentos mais profun­dos. “Se a criança achar que não é interessante para o pai, ela não cons­trói uma referência fami­liar tão segura e estrutu­rada como deveria ser.” Cria-se então, a necessi­dade de buscarsolidez em algum lugar, e a tendência é que as crianças busquem essas referências em outra pessoa. A psicóloga ga­rante que a referência familiar é uma necessida­de essencial de cada um e que ela sempre existirá.

Rigidez - Carla Coelho, de 35 anos, é mãe de Marina, 6, e Be­nedito, 2. Ela matri­culou Marina no ballet quando acriança completou dois anos de idade. Mas não aprovou o resultado. “Não gostei da rigidez com que tratavam as crianças tão pequenas e tirei”. Hoje em dia a me­nina faz “apenas” aulas de artes uma vez por semana.

Carla conta que esco­lheas atividades dos filhos observando suas preferên­cias no dia-a-dia, sempre com o intuito de estimular o desenvolvimento e co­nhecimento das crianças. “Marina sempre teve um dom para desenho, então este semestre estamos ex­perimentando aaula de ar­tes, que está dando muito certo”, explica a mãe.

Dias lotados de compromissos atrapalham crianças

Por Elisa Chagas e Patricia Arce



A rotina de Maria Eduarda Hollanda tem tantos compromissos que pode até ser confundida com a de um adulto. Filha única, ela tem apenas seis anos de idade e está no 2º ano do Ensino Fundamental de uma escola particular bilíngue, que segue as tradiçõesdas instituições americanas. A menina, que ilustra um comportamento comum a famílias privilegiadas, começa a estudar às 8h, almoça na própria escola e vai embora às 15h, direto para os outros compromissos.

Todos os dias da semana são ocupadoscom alguma atividade. Segunda, quarta e sexta ela faz natação. Terça e quinta, francês e ballet. Ela diz que não se importa com a agenda cheia, mas que às vezes fica cansada, já que à noite ainda tem que fazer odever de casa. Entre as atividades, segundo a criança, ela dispensaria anatação. “É meio chato”, sorri.

O pai, Manuel Ricar­do Hollanda,50, não acha que a filha está sobrecar­regada, afinal todas as crianças hoje em dia tem essa rotina. “Ela até que­ria fazer mais alguma ati­vidade, mas achoque está na medida certa”, diz ele.

A psicóloga Adriana Andrade, especializada em crianças, explica que mui­ta oferta nem sempre vai significar muito aprendi­zado. “Se a criança não ti­ver uma boa capacidade de entender o que está apren­dendo, muita estimulação vai resultar em nenhu­ma elaboração”, afirma.

Pais precisam analisar as características de cada criança para escolher a atividade ideal, diz psicóloga

Quanto às diferentes correntes pedagógicas e ao ensino bilíngüe, a psi­cóloga questiona o fato da criança aprender uma segunda língua ao mes­mo tempo em que a lín­gua de origem. Para eles, pode haver um prejuízo no desenvolvimento da língua mãe. “Aprende­mos a comunicar não só o básico, mas tudo que acontece com a gente, principalmente os sen­timentos. Identificamos isto com a língua mãe.”

A educadora Mariana Almeida acredita que os pais se preocupam muito em ocupar as crianças e, normalmente, isso acon­tece para suprir a ausência deles pela falta de tempo.

TCU encontra falhas no Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil

(Foto: Lourdes Amaral)
Por Larissa Coelho

O Tribunal de Contas da União (TCU) através de uma auditoria, encontrou falhas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), programa do governo que tem por finalidade retirar crianças e adolescentes de até 16 anos das práticas de trabalho infantil consideradas perigosas nas zonas urbana e rural.
A fiscalização avaliou como o Peti tem contribuído na retiradas de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos das atividades laborais precoces, principalmente nas suas piores formas, mediante a implementação das ações relativas à concessão da Bolsa Criança Cidadã e de atendimento à infância e ao adolescente em jornada escolar ampliada.
De acordo com o Sumário Executivo disponibilizado pelo Tribunal, não existem dados sobre o total de crianças exercendo atividades laborais. Outro problema encontrado foi a inexistência de critérios uniformes entre os municípios para a inclusão de crianças no Programa, dificultado a identificação e seleção do público alvo, que são famílias em situação de extrema pobreza e excluídas socialmente, cuja renda per capita seja de até 1/2 salário mínimo, com filhos na faixa etária mencionada e que trabalham.
Existem, ainda, municípios que entendem que o programa é destinado às famílias pobres, não o relacionado à condição de que as crianças estejam efetivamente trabalhando. Também foi detectada a falta de equilidade em razão da ausência de ações específicas para a execução do programa nos municípios mais carentes.
No que diz respeito aos recursos para o pagamento da Bolsa Criança Cidadã, vêm sendo repassados através da transferência do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para os Fundos de Assistência Social estaduais, municípios ou do Distrito Federal, desde que atendidos certos critérios de habitação. O principal critério é a adimplência junto á União quanto às obrigações previdenciárias, comprovada pela Certidão Negativa de Débito (CND) junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Os estudos de caso foram realizados no Distrito Federal e mais sete estados, escolhidos em função da quantidade de crianças atendidas e o tempo de inclusão no programa.
Foi constatado que mais de 53% dos municípios estavam impedidas de receber recursos devido à falta da referida certidão. O atraso ou suspensão temporária no envio dos recursos levava famílias a retirar seus filhos da escola e levá-los para o trabalho.
Nos aspectos qualitativos da Jornada Escolar Aplicada, o problema diagnosticado foi a falta de espaço para comportar as crianças, não havendo condições esportivas e recreativas. Outra deficiência encontrada diz respeito à infraestrutura de alguns locais, que ainda é mais grave na área rural.

Recomendações
O TCU recomendou à Secretaria de Estado de Assistência Social que implemente ações no sentido de uniformizar, em âmbito nacional, os critérios para inclusão das famílias no programa, inclua no Manual Operacional do Peto parâmetros mínimos de qualidade para locais e instalações da Jornada Ampliada, considerando as condições de infraestrutura administrativa e peculiares locais de cada município, dente outras determinações.
O Tribunal também fará o monitoramento das implementações recomendadas certificando de que os problemas levantados pela auditoria serão efetuados.

Acidente no Eixão Norte provoca trânsito nesta manhã

Por: Ludmyla Barbosa e Luiz Leão
Fotos:  Luiz Leão


Um acidente grave provocou fechamento do Eixão, na altura da 106 Norte, na
manhã desta quinta-feira (17). A batida entre dois carros, um VW Gol e um VW Fox,
ocorreu por volta das 7 horas.

A motorista do Gol, Marina Monteiro de Queiroz Ravazzi, 25 anos, morreu no
local. Os passageiros do outro carro foram encaminhados para o Hospital de
Base sem risco de morte.

Segundo informações do policial militar Anderson de Souza Silva, a polícia
foi chamada às 7h30 da manhã. “Provavelmente a condutora do veículo gol
invadiu a pista contrária, causando o acidente, mas é preciso esperar o laudo
da perícia para saber o que realmente aconteceu”, conta o policial.


O trânsito no local estava lento até às 10 horas e não havia, segundo o Corpo
de Bombeiros, previsão para liberação das pistas sentido norte e sul do  
Eixão. A batida entre os carros acabou derramando muito óleo na pista, e os
bombeiros aguardavam o fim da perícia para limpar o local.

Moradores do Varjão indignados com o transporte público

Ônibus que atendem a região estão velhos e não passam no horário
Por Rosinha Martins

Localizado  entre o Setor de Mansões do Lago Norte e o Setor Habitacional Taquari, o Varjão tem cerca de 9 mil habitantes. O moradores estão revoltados com as dificuldades de transporte, porque a grande maioria da população trabalha na Asa Sul e regiões do Lago e depende dos ônibus.
 Entre as queixas, a precariedade dos ônibus, a insegurança e o não cumprimento dos horários. “O transporte aqui é uma vergonha. A gente fica horas esperando para ir para o trabalho e o ônibus não passa. Às vezes, ficamosaté duas horas no ponto de ônibus ou na Rodoviária do Plano. Esperamos que os políticos pensem um pouco mais na gente e façam melhorias, porque dependemos do transporte para sobreviver”, afirmou Roberto.
E os problemas atingem também quem precisa se deslocar para o Varjão. No Instituto Migrações e Direitos Humanos, o público não consegue chegar na hora marcada.“Se marcamos às 10h eles chegam às 12h, por causa dos ônibus que não passam e porque quando passam não tem uma hora certa.O transporte público aqui no Varjão, de fato, deixa a desejar”, comenta Rosita Milesi, diretora do Instituto.
Os funcionários do Instituto também não conseguem chegar no horário. “Além das condições precárias dos veículos e da demora, a gente tem que lidar com a falta de preparo dos motoristas e cobradores”, relata Guilherme Almeida, residente em Taguatinga, que depende do transporte públicoaté o Varjão.
O administrador do Varjão, Hélio Ferreira das Chagas, afirmou quemedidas serão tomadas para melhorar a situação. “É verdade que a população sofre com a precariedade e a falta de transporte. Já tenho encaminhado pedidos para o DFTranse, com certez,a para os próximos anos haverá mais e melhores ônibus para a população do Varjão.”
Ao ser procurada, a Secretaria dos Tranportes não quis dar entrevista alegando que a responsabilidade pelo Transporte Público no DF é oDFTrans, que também se negou a falar sobre o problema.
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope sobre locomoção urbana, 61% dos brasileiros tem o transporte público como principal meio de locomoção de casa para o trabalho ou para a escola. 



Alunos do ensino médio disputam maratona de conhecimentos com atividades práticas

Por Rodolfo Rodrigues (texto) e Eduardo Aiache (fotos)
Estudantes de jornalismo

A Semana das Engenharias, evento organizado pelo curso de Engenharia de Computação do UniCEUB, encerrou-se na sexta, dia 11, com uma maratona de conhecimentos. Alunos de instituições de ensino médio, monitorados por estudantes do Centro Universitário de Brasília, assistiram a uma pré-aula e depois realizaram provas teóricas e práticas, quando puderam desenvolver os experimentos. O acontecimento foi realizado por meio de diversas etapas, que levaram quase seis horas de duração.

Seis duplas participaram da maratona, cada uma de uma escola de ensino médio do Distrito Federal. No decorrer do dia, as equipes desempenharam tarefas com foco em assuntos correlacionados engenharia. “Os alunos executaram experimentos modelados a exemplo do que fazemos no curso. Eles tiveram acesso ao ambiente e a informações que farão com que se identifiquem com determinado curso na área de engenharia”, disse o professor de Engenharia Civil e de Computação. João Marcos Souza Costa, responsável pela maratona. O coordenador do curso, professor Abiezer Fernandes, destacou a integração com as escolas e o entusiasmo dos estudantes com o evento.
       
Premiação

A dupla vitoriosa foi a formada pelos estudantes Gustavo Canedo Gusmão, 17 anos, e Daniele Firme Miranda, 16 anos, ambos do colégio Leonardo da Vinci. “Tivemos que estudar bastante, pois toda a maratona foi dada com conteúdo universitário, mas todos os monitores nos auxiliaram bem”, afirmou Daniele. “Os estudos ajudaram, mas se não houver dedicação, não faz muita diferença. Foi uma excelente oportunidade de aprender e colocar conhecimentos em prática”, acrescentou Gustavo.
As três melhores duplas foram premiadas com medalhas e os campeões receberam um Netbook cada.

Colocação

1º) Gustavo Canedo Gusmão e Daniele Firme Miranda - estudantes do colégio Leonardo da Vinci, de Taguatinga ,


2º) Ana Luiza Feitosa e Rodolfo Prado Torres - estudantes do colégio Mackenzie.


3º) Thiago Pfeifer Menck e Alexandre Augusto de Sá dos santos - estudantes do colégio Pódion.


- Colégios participantes: Colégio Sol; Colégio Militar de Brasília; Pódion; Sigma; Mackenzie; Leonardo da Vinci. Todos os participantes receberam um certificado de participação.

Obras da nova rodoviária de Taguatinga já começaram

por Natália Aquino

Novo terminal será construído para resolver os problemas de estrutura do atual.

Foto: Vinícius Werneck
As obras do novo Terminal Rodoviário de Taguatinga já começaram. A futura sede será ao lado do Estádio de Futebol Serejão, em Taguatinga. Daqui a quatro meses, segundo a Administração, os comerciantes que pagam as taxas de aluguel em dia (R$27,00 por mês) serão transferidos para lá. O espaço atual será demolido e, no lugar, será construído um centro administrativo da cidade.

A Administração, que é coordenada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), conta com uma equipe de 18 pessoas. O administrador, Evandro Cardoso, quando indagado sobre a segurança do local, afirmou que providências já estão sendo tomadas desde que ele assumiu o cargo, há cinco meses.

Segundo Cardoso, na semana passada, houve uma reunião entre a Administração e os comandantes da Polícia Militar de Taguatinga, responsável pela área. Há quatro dias, segundo ele, vistorias já têm sido feitas.

Quanto aos problemas de higiene da rodoviária, Evandro Cardoso culpa a empresa de limpeza contratada. “Eles dizem que não vale a pena investir nos banheiros, já que o endereço da rodoviária vai mudar de lugar. Ou seja, a empresa não vai querer investir em uma coisa que amanhã ou depois já não vai mais estar aqui”, afirma.

Cidadãos reclamam da falta de segurança e de infraestrutura em terminal rodoviário de Taguatinga

por Natalia Aquino

O Terminal Rodoviário Interestadual Estação Metropolitano de Taguatinga-DF foi inaugurado em 1982. De lá pra cá, a qualidade dos serviços prestados pelo local só piorou.
Administrador do Terminal Foto: Vinicius Werneck
Cerca de 1,5 mil pessoas passam por lá diariamente. As principais reclamações feitas pelos usuários do Terminal Rodoviário de Taguatinga são em relação à falta de segurança e à infraestrutura precária do local, principalmente dos banheiros públicos.

“Falta segurança, tem muitos usuários de droga, de crack, gente pedindo dinheiro. A primeira impressão que dá é de falta de zelo”, opina o editor de imagem Mauro Manoel.
A aposentada Norma Lúcia disse que fica indignada com o descaso da Administração. “Essa rodoviária é um lixo. Não tem segurança, não tem limpeza, os banheiros não têm higiene. Tem muito mendigo solto e eu não vejo PM por aqui”, afirma.

Segundo a Administração da rodoviária, uma nova sede já está sendo construída para substituir a que existe ha quase 30 anos. “Eles dizem que vai melhorar, mas nunca melhora. A mudança de endereço vai ser boa, porque aqui não dá mais pra ficar. Aqui está entregue à própria sorte”, desabafa Ciro Neves, que afirma ser o camelô mais antigo de lá. “Eu ajudei a construir essa rodoviária”, finaliza o vendedor cujo irmão já foi assaltado dentro do próprio banheiro do terminal.

Outra vendedora da rodoviária, Rita dos Santos, também afirma que falta policiamento. “Tem muito roubo e até homicídio. Esses dias um cara matou o outro dentro do banheiro aí”, conta assustada.

G7 fala sobre o futuro do grupo e do teatro em Brasília

Por Flávia Franco
Benetti, Rodolfo, Fred e Felipe: amizade de
escola que virou profissão (Foto: Flávia Franco)
Felipe Gracindo, Benetti Mendes, Fred Braga e Rodolfo Cordón. Esses são os integrantes do grupo de teatro G7. Juntos há 10 anos, eles comemoram cada sala de espetáculo que enchem em Brasília.

Os comediantes são um dos grupos que mais ficam em cartaz na cidade. A última peça, Manual de Sobrevivência ao Casamento, ficou em cartaz no teatro La Salle de maio a outubro deste ano. No mês de novembro, eles estreiam A advogada que Viu Deus, o Diabo e Depois Voltou Para a Terra; e em dezembro fazem o Festival G7, que reúne três dos maiores sucessos do grupo: Como Passar em Concurso Público, Manual de Sobrevivência ao Casamento e Eu Odeio meu Chefe.

O grupo não tem pretensão de escrever novos espetáculos para o ano que vem. “A gente pode fazer uma releitura de outras peças, como A Paixão Nacional, para ficar com umas sete peças do mesmo nível”, explica Rodolfo.

Um dos planos para o futuro é divulgar mais o G7 pelo país. O grupo já se apresentou em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, mas não considera deixar a capital federal. “Para fazer peça a gente tem que estar aqui (em Brasília). Nós não conseguimos criar um espetáculo em São Paulo, por exemplo, não dá para fazer a rotina, a gente não tem carro”, comenta Fred. O ano que vem será dividido em peças que serão exibidas em outras cidades e espetáculos que estarão em cartaz em Brasília.


Em relação ao crescimento da arte na cidade, o grupo só tem uma critica. “Não tem como crescer mais porque não tem estrutura como no Rio de Janeiro ou em São Paulo, falta espaço para o número de artistas existentes”, diz Rodolfo. Para ele, o ideal seria reformular o sistema educacional, tornar obrigatório o estudo de música e artes. “As crianças são obrigadas a estudar matemática, mas não é obrigado a tocar um violão, fazer uma aula de dança”, finaliza.