Conic - Uma igreja que acolhe os homoafetivos

A Comunidade Athos é uma igreja recente, com visão inovadora no País

Conic - Seis estúdios fazem a festa dos tatuadores

A tatuagem encontrou no Conic sua casa no Plano Piloto

Conic - O brilho das Drag Queens

Assim que Savanna Berlusconny sobe ao palco, o público da boate se aglomera para assisti-la

Postagem em destaque

Nova plataforma!

Prezadas leitoras, prezados leitores, estamos com uma nova plataforma de conteúdo, lançada em junho de 2017. As reportagens são produtos tr...

Surfe sobre quatro rodas

Apontado como 2º esporte urbano mais praticado no Brasil, o skate ganha espaço entre todas as gerações e consagra seu estilo de vida e comportamento

Por Cevs Volpi e Kaká Guimarães

(Rick Rodrigues)
Noite de lua cheia. Cerca de 200 pessoas se confraternizaram e andaram de skate nas dependências externas do Museu da República. O 4º Drop da Lua reuniu skatistas de várias gerações na última segunda-feira (12/09). Profissionais, amadores, iniciantes, apaixonados, radicais, todos juntos.
A associação organizadora do evento é conhecida como “Longbrothers”. Os integrantes do grupo se comportam como uma tribo urbana: do modo de se vestir às gírias e trejeitos, todos compartilham o prazer de surfar sobre quatro rodas. Mas o líder do grupo, Francisco Pessanha, 30 anos, afirma que o movimento em nada lembra a imagem de transgressão: “Os mais velhos já não associam mais o skate à rebeldia e baderna do movimento punk. Agora, a onda é outra”.
Junto aos “Longbrothers”, outras associações unidas formam a FSKTDF – Federação de Skate do Distrito Federal e Entorno. Francisco Pessanha, mais conhecido como Chikin, acredita que o movimento ganha cada vez mais adeptos. “O skate veio para ficar. As associações unindo as forças trarão cada vez mais adeptos para o esporte. Queremos parcerias com o poder público para construção de pistas profissionais. Com isso, vamos desenvolver projetos sociais para crianças carentes e levar cidadania a quem precisa por meio do esporte e do skate.”, diz .

Hospital de Base atende 200% acima da capacidade, diz gerente do PS

Eduarda Bahouth

O Hospital de Base do Distrito Federal atende 200% a mais de pacientes em relação a sua capacidade, relata a gerente do pronto socorro, a médica Alessandra Sandrini. Na foto ao lado, há inúmeras macas quebradas e inservíveis. No mês passado, foram 11 mil atendimentos. Ela acrescenta que, por causa disso, o hospital sofre com a insuficiência de material para atender todos os pacientes. Ela justifica que a procura elevada pelo hospital ocorre porque chegam pacientes encaminhados de outras unidades que deveriam ser atendidos em postos de saúde.

Leia também: Três ONGs atuam no Hospital de Base

No mês de junho de 2011, o Hospital de Base fez o levantamento sobre quantos pacientes foram atendidos de acordo com a Classificação de Risco. O que se conclui é que apenas 1% dos pacientes atendidos no último mês se enquadra no quesito “Vermelho” que significa que o caso é emergencial e que casos classificados como “azul” são como consultas de baixa complexidade representam a maior parte de ocupação tanto de recurso quanto de espaço físico do hospital. 

Ela explicou que o hospital é classificado como “terciário” que atende preferencialmente problemas de alta complexidade. O Pronto Socorro conta com 94 leitos, com 50 médicos de plantão na parte da manhã e mais 30 no plantão da noite que atendem em média por dia 180 pacientes. A estrutura do hospital conta com 200 banheiros, 14 elevadores e 52 mil m² de área construída.

A médica relata que há uma falta de comunicação entre os centros médicos públicos que causam uma superlotação no HBDF, porque todos os casos, mesmo de pouca gravidade que poderiam ser tratados em Postos de Atendimentos são encaminhados sem prévio aviso para o hospital.



O HBDF decidiu adotar o sistema delume de pessoas dando entrada, o HBDF decidiu adotar  osistema de Classificação de Risco, que é uma forma de triagem. A triagem sempre ocorreu em serviços de urgência e emergência, segue, no entanto, a lógica da exclusão. “A expectativa de acesso rápido ao atendimento médico é crescente em nossa população, embora os Prontos Socorros (PS) não disponham de estrutura física, recursos humanos nem de equipamentos adequados para atendimento de tal demanda.”, disse a gerente da emergência.  

Três ONGs atuam no apoio ao atendimento no Hospital de Base

Por Julia Carneiro

       Três organizações não-governamentais (ONGs) atuam em apoio a profissionais do Hospital de Base do Distrito Federal para oferecer auxílios materiais e emocionais para os pacientes e acompanhantes.

      Os médicos e gerentes hospitalares assumem serem dependentes dessas doações e consideram os voluntários a “alma do hospital”. “Nosso trabalho é simplesmente o de reforçar os direitos do cidadão.” explica a Gerente do Serviço Social, Jocyane da Silva (ouça entrevista), que considera o termo “caridade” equivocado para o serviço que prestam.

            Uma das ONGs é a Rede Feminina de Combate ao Câncer, fundada há 15 anos por Maria Thereza Simões e um grupo de senhoras da sociedade de Brasília. O objetivo, segundo as coordenadoras, é de prestar assistência gratuita, prioritariamente, a mulheres de baixa renda portadoras do câncer.  Além disso elas promovem campanhas públicas de combate e prevenção ao câncer de mama dentro e fora do hospital. 

            Com a mesma tônica, atua  o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC). Idealizado por parentes de pessoas portadoras da doença, no inicio só ofereciam um lanche na Radioterapia e na Quimioterapia para os outros parentes que esperavam.

             Hoje, o serviço atende diariamente os pacientes portadores de câncer com 150 cestas básicas mensais e outros tipos de doações para os que não tem condições financeiras de continuar o tratamento em casa. Todas as doações recebidas são avaliadas e revertidas aos pacientes. Porém o maior motivo de orgulho dos voluntários do MAC são as visitas feitas “com muito amor” principalmente àqueles pacientes que são de fora do DF e não têm família.

            O serviço voluntário mais utilizado pelos pacientes de emergência é o Serviço de Auxiliar Voluntário que atua no hospital há 30 anos. Criado por iniciativa do Oscar Mender Moren, o SAV é registrado no Conselho Nacional de Assistência Social, detém o Certificado de Entidade de Beneficiente de Assistência Social e possuí o titulo de Utilidade Publica Federal. Um total de 130 voluntários proporciona diversas atividades desde a doação de cadeiras de roda, muletas ou colchão até festas ou passeios com pacientes internados no Hospital e seus acompanhantes.

Profissionais de posto de saúde no Lago Sul dizem acumular funções

Por Luísa Peleja

“Chego a fazer o serviço de três pessoas. Nós somos poucos. Então, tudo se atrasa. Isso quando não temos que atender o paciente por causa da falta de médico”, explica a enfermeira Jumaida Insaurriaga, servidora do posto de saúde no Lago Sul. De acordo com a profissional, o sistema sobrecarregado não consegue evitar e muito menos prevenir doenças.

.O posto de saúde localizado na QI 21, é um dos que sofrem com o problema da suposta falta de profissionais de saúde. Mesmo com três clínicos gerais, três ginecologistas, três ortodontistas, quatro pediatras, um homeopata e nutricionista disponíveis todos os dias, ainda não é o suficiente, garantem os profissionais.

 Na opinião da enfermeira, para atender cerca de 400 pessoas que passam por lá diariamente, era preciso de uma equipe maior. “O processo de atendimento passa primeiro pelas enfermeiras para que seja feita uma avaliação clínica junto com a triagem e logo depois o encaminhamento”.

O centro de saúde do Lago Sul funciona das 7h  às 18 horas e atende pessoas de Brasília e todo o entorno para atendimentos básicos de saúde. Quando os casos são muito graves, uma ambulância é chamada para encaminhar o paciente para o HRAN ou para o Hospital Público do Paranoá.

Quando um paciente procura atendimento de uma especialidade médica não disponível, o doente é direcionado à agenda de consultas para a espera de atendimento que, conforme relatos dos servidores, levam “anos” para serem chamados.

“É uma falta de respeito não ter médicos suficientes para atender as pessoas que precisam. Como um sistema de saúde pode funcionar assim?”, questiona o técnico administrativo, Ferdinand Bezerra, responsável pelo agendamento de consulta.

Os casos mais comuns do posto são gripes e viroses com sintomas de vômito e diarreia. O técnico conta que quando há algo mais grave, a pessoa já sai desacreditada de lá, pois sabe que não será atendida tão cedo. Os profissionais esperam que seja tomada uma medida para aumentar o número de médicos e que, pelo menos, o tempo de espera dos pacientes diminua.  Hoje, o cartão de visita do posto localizado no Lago Sul é a sala de imunização e o serviço social que oferece.

Para "primeira consulta", Hospital de Taguatinga encaminha para posto de saúde



Por Larissa Rehem

No ambulatório do Hospital Regional de Taguatinga, pacientes relataram que não havia atendimentos de “primeira consulta”.Foi informado que o hospital só atenderia retornos.
Para que o paciente marque a consulta é necessário levar o encaminhamento do posto de saúde. Foi por esse motivo que uma das pacientes que não quis se identificar chegou ao hospital com fortes dores de cabeça. A atendente teria encaminhado a paciente para o posto de saúde. Nenhum funcionário do hospital prestou informações à reportagem.
O hospital conta com 343 leitos ativos de internação, 22 ambulatórios – que atendem as mais diversas áreas, desde clínica cirúrgica até endoscopia, passando por dermatologia, pediatria, fisioterapia, ginecologia e outros ­– e a emergência.
Todos esses recursos somados com a estrutura do local, que inclusive terá uma ala a mais na emergência. No dia que a equipe de reportagem esteve na unidade de saúde, o hospital não apresentava filas de atendimento. Moisés Medeiros - que passou mais de 3 dias com o irmão internado à espera de um transplante de coração - e Francisco Edmundo, que passou horas aguardando notícias sobre a esposa, são fáceis de encontrar no local.
No corredor da emergências, havia pacientes deitados em macas e na sala de espera, havia paciente recebendo soro na veia, e caminhavam com o medicamento.

Número de leitos do Hospital de Taguatinga não consegue atender à demanda de pacientes

Por Lucas Pacheco             

A reportagem do Esquina on-line flagrou no mês passado um retrato do problema de atendimento no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O Pronto Socorro da unidade tinha 86 pacientes internados. Entretanto, a capacidade é de 40. Em 2010, foram atendidas 285.302 pessoas no Pronto Socorro, segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Leia mais


            Para contornar esse problema, o hospital iniciou a construção de um novo pronto-socorro, porém, as obras estão atrasadas, que deveriam estar prontas no dia 15 de agosto. A estimativa é que a nova unidade de atendimento seja apresentada à população no dia 14 deste mês.

            Quem chega ao HRT para ir à emergência encontra dificuldade para estacionar. No local possui somente dois lugares para deixar o carro e eles ficam distantes do Pronto Socorro. Muitas pessoas deixam seus automóveis em cima da calçada ou rente ao meio fio.
            Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta matéria.

Maioria dos médicos que se aposenta no HRAN é de cardiologia

Por Maria Fernanda Alves Nalon

Quando se fala em hospital público, há quem fique tenso ao imaginar filas, faltas de médico e de medicamentos. Sobram reclamações. O Hospital Regional da Asa Norte atende, na emergência, em média 11 mil pessoas por mês, um número maior do que o hospital suporta, segundo Rosângela de Jesus, da Ouvidoria. De acordo com ela, um dos problemas é que médicos se aposentam e não há reposição. A maioria dos que deixam o serviço público é da especialidade de cardiologia.

De acordo com as informações, esse aumento de demanda pode ser explicado pela fato de que a unidade oferece assistência a "muitas" pessoas vindas de cidades satélites do Distrito Federal.
Leia mais sobre HRAN

"Se atendêssemos apenas moradores de Brasília, nós conseguiríamos atender a demanda". O hospital foi construído, segundo informações que constam no site do hospital, com o objetivo de assistir moradores da Asa Norte, Lago Norte, Paranoá, Vila Planalto, Varjão e Cruzeiro.
Uma das principais reclamações reclamações registradas pela ouvidoria nos corredores do hospital é que o tempo de espera para as consultas é "grande". Segundo uma das recepcionistas da unidade, o processo de triagem é rápido, porém o atendimento não tem previsão

Ouvidoria do HRAN diz que falta de médicos explica demora no atendimento

Por Laísa Vinhas

A ouvidoria do Hospital Regional da Asa Norte explicou, em entrevista à reportagem do Esquina On-line, que a falta de médicos pode ser a causa da demora de atendimento na unidade de saúde. Só neste ano, foram mais de 55 mil consultas de janeiro a julho de 2011, 15 mil a mais do que no mesmo período do ano passado. A marcação de cirurgias, por exemplo, também registrou um aumento de 63%

A explicação do hospital é que muitos médicos se aposentam e não há reposição com novas contratações. Dessa forma, ainda segundo a ouvidoria, não conseguem atender à demanda de pacientes.  Outra justificativa é que pacientes também vêm de fora do Distrito Federal, o que aumenta a fila de atendimento.  
Entre as consultas de clínicas especializadas, a dermatologia foi a mais procurada em 2010, e continua assim também em 2011. De janeiro a julho, essa especialidade já atendeu mais de quatro mil pessoas. De  fato, a reportagem observou que a ala de espera é uma das mais cheias do hospital. Outro problema, que pode acentuar a espera, é que os documentos circulam apenas em papel, sem qualquer computador para organizar o atendimento.

 Além da suposta falta de médicos, há também atrasos. Pacientes que estavam com consulta marcada desde as 7h30 esperaram uma das médicas que se atrasou mais de duas horas.

“Por mais que demore...”
Pacientes ouvidos pela reportagem acham que, por mais que demore, ainda assim é mais rápido do que em outros hospitais. Bastaria conseguir chegar bem cedo. Uma paciente que se identificou como Conceição, moradora do Guará, levou a filha para ser atendida e diz que valeu à pena ir ao HRAN. “Prefiro vir para cá porque por mais que demore eu tenho certeza que minha filha será atendida. No posto e no hospital do Guará você só sabe se vai ser atendida depois de, no mínimo, três horas de espera”, explica.

Saiba mais sobre saúde pública no DF

Pacientes relatam via crucis para tratamento de câncer no HRAN

Por Ludmyla Barbosa

Só este ano foram realizadas, aproximadamente, 84.063 consultas na emergência e cerca 79.812, no ambulatório.  Apesar do grande número de atendimento, pacientes reclamam de demora no atendimento.


A aposentada Vanderli de Oliveira, de 60 anos, acompanha a irmã Antônia Lúcia de Oliveira, 66, que faz revisões periódicas na dermatologia, por causa de um câncer de pele diagnosticado em 2009. As irmãs reclamam do tratamento que recebem no hospital. Elas chegaram às 7h45 da manhã e a médica só apareceu no consultório às 9h40, depois que Vanderli decidiu reclamar da demora na Ouvidoria do hospital.

O atraso da médica não foi o único problema que elas enfrentaram. É a segunda vez que vão ao HRAN na mesma semana. Dois dias antes,  a paciente não pôde ser atendida porque sua consulta havia sido desmarcada, mas ela não foi avisada com antecedência. “Existe muita má vontade dos profissionais da saúde, muita falta de humanidade”, reclama Vanderli, que não se conforma com os problemas enfrentados pela irmã todas as vezes que precisa de uma consulta.

A funcionária da ouvidoria, Rosângela de Jesus, conta que os problemas enfrentados por Antônia são “comuns”, os pacientes costumam esperar meses para marcar uma consulta, o hospital está sobrecarregado e os médicos estão em falta. Para ela, nos últimos anos o HRAN foi sucateado, principalmente por causa dos desvios de verbas e falta de investimento e contratação de funcionário. “Tudo isso reflete no atendimento precário que os pacientes recebem”, disse a funcionária.

Cresce a procura pelas aulas de luta nas academias

Preconceito não é mais impedimento para a prática do esporte


Por Rosinha Martins

Os profissionais da área afirmam: os benefícios à saúde são o principal incentivo para a prática de lutas nas academias. Pessoas que praticam esse esporte tendem a ter melhor condicionamento físico, uma mente mais saudável e grande capacidade de combate a doenças. Os professores garantem, ainda, que são esportes mais completos que a natação, por exemplo. Os praticantes dizem que, além de proporcionar qualidade de vida, o esporte se torna uma defesa. “É bem legal, é um esporte bastante aeróbico. É bom porque queima calorias e principalmente porque serve para a minha defesa também”, conta Julia Almeida, 15 anos, aluna de boxe.

O professor de boxe, judô e mestre de capoeira de uma academia na Asa Sul, Jomar Vieira, 51 anos, pratica o judô desde os sete. Segundo ele, a luta na academia não incentiva a violência: “É o esporte da disciplina, da cultura, da arte e da dança. Ao praticar o esporte, o aluno exercita o autocontrole, o conhecimento da cultura de onde o esporte se originou e exercita a musicalidade”.

 Durante algum tempo, as lutas passaram sofreram preconceito por se acreditar que elas incentivariam a violência. Mas, hoje, essas modalidades atraem pessoas de todas as idades. Márcia Lameu, 26 anos, é aluna de capoeira. Para ela, a capoeira faz parte da vida “Tudo que faço hoje na minha vida profissional devo à capoeira”.

Para o professor Ronildo Augusto, 32 anos, de outra academia localizada na Asa Sul, a procura pelas aulas de luta se deve à mídia: “O artista malhado, sarado, corpo perfeito é sempre associado às aulas de lutas nas academias, até mesmo porque é um esporte completo que favorece o condicionamento físico e trabalha o corpo como um todo”.

O professor Jomar Vieira aconselha que, antes de iniciar qualquer atividade física, é importante procurar profissionais qualificados.

Loira ou morena? Eis a questão.

As mudanças visuais muitas vezes estão relacionadas com as tendências ditadas pelas celebridades


Por Amanda Carvalho

A enfermeira Daniela Bueno
mudou o visual e agora aderiu o loiro e
a escova progressiva
Quem tem cabelo liso quer ter cacheado. Quem tem cacheado quer ter liso. Quem é loira quer ser morena. As mulheres mudam o tom, o corte, o tamanho do cabelo como trocam de roupa. Segundo a cabelereira Idalina Almeida, 52 anos, defende que essas mudanças podem fazer bem: “A mulher gosta de se sentir bem, bonita. Mudar o visual melhora a autoestima. O que não pode é ficar louca correndo atrás de tendências, com modelos que não combinam com o seu estilo. Mudar faz parte”.
Há quem concorde com isso. A estudante de fisioterapia Arlane Oliveira, 23 anos, acha que mudar o cabelo tem a ver com o momento que está vivendo “Meu cabelo reflete o agora. Acabei de reprovar na monografia, fiquei muito triste, mas passou. Agora, estou pronta para começar de novo. Para a nova fase, um novo cabelo que me deixou muito melhor”.
A enfermeira Daniela Bueno, 24 anos, nunca deixa de ir ao salão. Para ela, é como fazer terapia “Vou ao cabelereiro todas as semanas, nem que seja para fazer a unha. Vou ao mesmo há 12 anos e ele, além de um grande amigo, ouve todas as minhas confidências”. Para ela, as mulheres gostam de mudar de acordo com o estado de espírito “acho que todas as mulheres mudam a partir das fases que estão vivendo. Quando enfrentei um término de namoro longo, cortei os cabelos bem curtos. Aquilo pra mim, foi como encerrar um ciclo na minha vida” desabafa. Hoje, Daniela entra no time das loiras com escova progressiva: “Meu cabelo original é castanho escuro e ondulado. Mas, depois de toda a química, ele ficou liso e loiro”.
A designer de moda Crislayne Patriota, 22 anos, acredita que o cabelo referencia a personalidade da pessoa “Tem gente que quer estar na moda de qualquer jeito e não respeita a própria personalidade”. Ela mesma já cometeu uma gafe: “Quando a [atriz] Carolina Dieckman platinou os cabelos para uma novela, achei aquilo o máximo e fui com tudo para o salão”. As dicas do cabelereiro de Crislayne não surtiram efeito: “Ele fez de tudo, disse que o cabelo ia ficar igual uma vassoura, se não fosse tratado semanalmente, mas, mesmo assim, eu bati o pé e fiz. Não deu outra, me arrependi semanas depois do cabelo de Barbie”, relata.
A cabelereira Idalina Almeida atende cerca de 40 mulheres por semana em seu salão, localizado em Sobradinho. Segundo ela, a maioria prefere os cabelos chapados e loiros: “A pessoa vem com o modelo que viu em uma revista, e pede para que eu faça igual. Eu aconselho a cliente a fazer algo que tenha mais a ver com seu formato de rosto e seu tom de pele”.
Mesmo que a última tendência seja usar cabelos na cor verde, atente-se para o formato do rosto e o tom de pele: “Nunca faça uma mudança que não condiz com seu estilo. Converse sempre com o seu cabelereiro, ouça-o. O que fica bom para a sua amiga ou para uma artista pode não ficar bom para você. Respeite seus próprios limites”. Outra dica da cabeleireira é em relação à qualidade dos produtos: “Hoje já se sabe que é proibido usar formol nos alisantes. Procure sempre se informar sobre quais materiais vão ser usados em seu cabelo. Saúde é primordial”, afirma Idalina, que ganha cerca de R$ 4 mil por mês cuidando da cabeleira das mulheres enlouquecida com as tendências.

Assange vê queda do Estado de Direto no Ocidente

Por Flávia Franco

Julian Assange falou sobre o Estado de Direito (Flávia Franco)
O criador do site Wikileaks, Julian Assange, garante que o Estado de Direito fracassa em todo o Ocidente. Como exemplos, ele cita a prisão de Guantánamo, a reação do governo britânico aos protestos em Londres e a própria prisão. “Eu nunca fui acusado de nada, mas estou em prisão domiciliar”, disse.
Em relação a Guantánamo, localizada em Cuba, o ativista político disse que “pessoas escondem dinheiro nas Ilhas Cayman, e o governo dos EUA esconde pessoas em Guantánamo”. Assange deu as declarações na abertura do congresso InfoTrends, na última quinta-feira (1/9). Como está em prisão domiciliar, ele não pôde comparecer pessoalmente e participou por videoconferência. Segundo a organização do evento, essa foi a primeira vez que o australiano falou publicamente desde que teve a prisão decretada pela Justiça de Londres.
Outro exemplo citado por ele para a queda do Estado de Direto é o bloqueio financeiro ao site. Desde o dia 3 de dezembro de 2010, bancos como Bank of America, cartões de crédito como Visa e Mastercard, assim como instituições como Paypal, estão impedindo doações ao Wikileaks. “Washington proibiu vocês de usarem seu cartão para doarem para o Wikileaks. Cadê o Estado de Direito? Você não pode mais manifestar suas crenças e valores. Washington o proibiu”, protestou.
O criador do site também criticou a cobertura da mídia britânica em relação aos tumultos e saques ocorridos em Londres em agosto. Para ele, a cobertura local, realizada pela BBC, excluiu completamente o elemento político que levou aos acontecimentos. Nenhum protestante foi entrevistado. Para Assange, a postura do governo britânico de vigiar as redes sociais se parece a do ex-ditador egípcio, Hosni Mubarak, após o início das manifestações.

Entenda o caso de Hosni Mubarak no Egito

Entenda o caso de Hosni Mubarak no Egito

Por Flávia Franco
Em janeiro deste ano, a população do Egito se uniu em protestos exigindo reformas políticas no país, até então governado pelo ditador Hosni Mubarak. Nos primeiros dias de revolta, a população usou o Twitter e o Facebook para organizar e divulgar os protestos.
Na tentativa de impedir que os protestantes organizassem manifestações pelas redes sociais, Mubarak suspendeu o uso da internet no país. Para efetuar o bloqueio, as quatro principais empresas provedoras de internet cortaram o acesso simultaneamente.
Após 18 dias de revolta, Hosni Mubarak, que ficou 30 anos no poder, renunciou à presidência do Egito.

Moderno e sustentável: Casa Cor traz ideias para morar bem

Mostra de 42 dias comemora 20 anos em Brasília na edição 2011

Por Natalia Aquino


‘Loft in the city’, do arquiteto André Alf. Moderno e rústico em um mesmo ambiente. (Fotos: Natalia Aquino)

Os preparativos estão quase finalizados. Até o dia 14 de setembro, serão 65 ambientes, 97 profissionais participantes e uma área construída de 17 mil m².

O tema deste ano é o ‘Dia a dia com tecnologia’. A ideia, segundo as organizadoras Eliane Martins, Moema Leão e Sheila Podestá, é mostrar de forma criativa como a tecnologia pode ser integrada à rotina das pessoas.


“Os projetos são tecnológicos, mas também são engajados”, define em uma frase uma das organizadoras, Sheila Podestá

Para elas, seja para trazer conforto, economizar tempo ou ainda colocar a casa em sintonia com o meio ambiente, soluções sustentáveis são sempre bem-vindas. Além disso, o intuito do evento é inspirar o visitante para que ele possa aplicar ideias de funcionalidade e de inteligência de espaços no próprio lar.

A proposta da Casa Cor 2011 é mostrar a casa do futuro, em que tudo é automatizado e tecnológico, mas o entulho também é utilizado. É a sustentabilidade que conta.

Ambientes



‘Banheiro Público 1’: projeto do arquiteto Guilherme Rodrigues para o banheiro que será usado pelos visitantes durante a exposição. “Banheiros unissex integrados são última tendência”, aposta o especialista


Projeto do arquiteto Pedro Paulo do Rêgo Luna para o café do local. Com gramas artificiais e mesas redondas, o cenário imita um campo de futebol. O objetivo é entrar no clima da Copa do Mundo que vem aí, de 2014


Bancos de madeiras aproveitadas de arquibancadas do estádio de futebol Morumbi, em São Paulo-SP. Objeto faz parte do ‘Futebol Café’, de Rêgo Luna


‘Loft 01’, do arquiteto Hélio Albuquerque. “A ideia da piscina de uma raia apenas, para pequenos espaços, veio a partir da seca de Brasília. O ambiente fica mais fresco”, acredita o arquiteto


‘Consultório de Psicologia’ de Dênis Sarges. O intuito é acompanhar o tratamento psicológico de crianças de forma lúdica

Bodas de prata da decoração 

A Edição 2011 da exposição Casa Cor celebra o 20º aniversário em Brasília. E a homenagem não acaba por aí. Neste ano, os 25 anos da marca Casa Cor também serão comemorados. A mostra teve início no Brasil em 1987, com a primeira edição em São Paulo.

A ideia e criação do evento surgiram em uma viagem a Buenos Aires, na Argentina. A brasileira Yolanda Figueiredo e a argentina Angélica Rueda, durante o passeio, se encontraram com amigos que fizeram a proposta de organizar um evento de decoração no Brasil. A Casa Cor conta, hoje, com 17 franquias no Brasil e duas internacionais, no Peru e no Panamá.

No Brasil, a Casa Cor se divide entre Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sorocaba.




Fachada da exposição Casa Cor 2011

Serviço

A Casa Cor vai de 14 de setembro a 25 de outubro, no Espaço Eletronorte, na 904 da Asa Sul. O evento conta com estacionamento e serviço de manobristas. A bilheteria fica aberta das 12h às 22h, de terça a domingo e feriados. O preço do ingresso é de R$ 36,00. Para estudantes, com comprovante de escolaridade referente a 2011, R$ 18,00. Para mais informações, www.casacor.com.br ou pelo telefone (61) 3248 6902.

Cidadãos marcham pela moralidade

Marcha contra a corrupção reúne 25 mil pessoas em Brasília no feriado de 7 de setembro.

Por Camila Griguc

Manifestantes pediram moralização da
política brasileira. (Foto: Sérgio
Vinícius)
Nada de propagandas políticas e referências partidárias. A marcha contra a corrupção - na Esplanada dos Ministérios no feriado de 7 de setembro -  não tinha patrocínio nenhum. Todos se reuniram com o mesmo objetivo: protestar contra a corrupção no governo.

Organizado por meio de redes sociais, na internet, o protesto reuniu cerca de 25 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. O número de participantes surpreendeu a todos e dividiu atenção com o desfile comemorativo do dia 7 de setembro, em Brasília. Muitas pessoas que foram assistir ao desfile aderiram à marcha. “Eu nem sabia, mas adorei o grito de guerra, o objetivo, e resolvi me misturar, já pintei o rosto e vou até o final!”, afirmou o estudante de direito Pedro Almeida.

Vestidos de preto, com narizes de palhaço, apitos, pinturas no rosto e faixas, os manifestantes não desanimaram nem com o sol forte e a seca. Era um grito de guerra seguido de outro. Em sua grande maioria, as críticas eram sobre a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) na Câmara Federal, o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo e a manutenção do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no comando do legislativo.

Na abertura do protesto, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, fez um breve discurso afirmando o seu apoio ao movimento. "Essa é uma forma de dizer ao País o que queremos, com moralidade e justiça. É um grito que precisa ser ouvido. A classe média saiu de casa e veio para a rua. Foi assim com as Diretas-Já e com o impeachment. É assim que começa", afirmou.


Mais de 25 mil pessoas fizeram o percurso da caminhada
contra corrupção. (Foto: Sérgio Vinícius)

 
Luiz Miguel, 64 anos, já participou de muitas manifestações, mas garantiu que essa marcou sua vida. “Não dá para caminhar e não se comover com os gritos e as faixas. Eu sempre via partidos promovendo passeatas, mas essa aqui veio do coração. O povo tá cansado de roubalheira, dá pra ver na cara de todo mundo”. Mesmo com dor, seu Miguel ficou até o final. “A coluna incomoda, mas eu não vou sair daqui de jeito nenhum, me sinto um jovem nesse meio, quero viver pra ver essa mudança no país”.

Veja mais fotos da Marcha Contra a Corrupção: