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Mulheres guerreiras











Após várias dificuldades durante o tratamento como o custo e os efeitos psicológicos, mulheres como Andréa Garcia e Cláudia Cybelle, falam sobre as experiências com o câncer de mama. Confira na reportagem na nova plataforma do Esquina On-Line.

Jardins verticais colaboram por estilo de vida saudável

Além de tendência no paisagismo, o cultivo de plantas na vertical oferece praticidade para quem mora em locais com pouco espaço

A vida saudável não consiste apenas em exercícios e atividades físicas. A boa alimentação e o contato com a natureza também são essenciais para evitar doenças e manter o corpo funcionando. Uma boa opção é cultivar um pequeno jardim ou mesmo uma horta orgânica dentro de casa. O melhor de tudo é que esse artifício nem precisa de muito espaço, pois muitas plantas podem ser cultivadas na vertical.

Pensando nisso, a moradora de Vicente Pires, Rosângela Toncovitch, resolveu montar duas estruturas com vasos nas paredes da área externa de casa. Em uma delas foi criado um jardim com flores artesanais, e na outra, ela resolveu cultivar uma pequena horta com os mais variados tipos de especiarias.

“Sempre uso temperos frescos, tudo da minha hortinha vertical. Eu tenho salsinha, cebolinha, pimenta, tomilho, alecrim, manjericão. Tem até hortelã”, diz orgulhosa. A dona de casa explica que teve a ideia após ler uma matéria na internet sobre o assunto e comprou todo o material necessário em uma floricultura.

Rosângela utiliza as plantas cultivadas na horta vertical de casa para preparar as refeições da família

Buscando amenizar a falta de áreas verdes em espaços pequenos, os jardins verticais são muito utilizados não só como uma tendência do paisagismo, mas como forma de interagir com o meio ambiente. Os benefícios desse recurso incluem redução da poluição sonora e revestimento acústico, já que as plantas absorvem ruídos, isolamento térmico e aumento da massa vegetal.

Segundo o engenheiro agrônomo e professor há 12 anos das disciplinas de paisagismo nos cursos de Arquitetura e Design de Interiores do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Alexandre Sampaio, o cultivo de plantas é reconhecidamente importante para o ser humano. “O parque urbano, por exemplo, existe para permitir o contato do ser humano com a natureza, e quando se consegue ter isso em casa é muito bom”.

Alexandre avalia que a jardinagem pode ser um hobby gratificante e agradável. “As pessoas que praticam a jardinagem e o cultivo de plantas, relatam que é uma coisa extremamente prazerosa, lúdica. Muitos psicólogos recomendam aos pacientes passar a praticar jardinagem, até uma pequena horta”, acrescenta.

Outra curiosidade é que, diante das carências financeiras, o cultivo de plantas e a fitoterapia (o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças) é uma alternativa viável para a maioria dos brasileiros. Isso é demonstrado em um trabalho elaborado e coordenado pela equipe de pesquisadores, estagiários e bolsistas do LEBA (Laboratório de Etnobotânica e Botânica Aplicada), da Universidade Federal de Pernambuco.

A pesquisa defende que o uso de plantas de forma medicinal é uma alternativa barata e de fácil obtenção, porque podem ser encontradas até mesmo nas vizinhanças de casas, além de terem eficácia comprovada pelos cientistas. No entanto, as pessoas precisam tomar conhecimento de que, mesmo sendo medicamentos naturais, podem causar problemas de saúde se forem usadas de maneira errada.

Dicas importantes

Para ajudar a montar uma horta ou um jardim vertical, a escolha das plantas precisa ser cautelosa, uma vez que devem se ambientar bem às condições do local. “O que é importante é ter luz natural o suficiente para o jardim se desenvolver”, explica o professor Alexandre Sampaio.  Ele certifica que as plantas ideais são as pequenas, evitando as maiores, como arbustos, palmeiras ou árvores.

A paisagista Marcia Joly tem 14 anos de experiência no ramo e se considera uma das pioneiras na região de Campinas, município localizado a 99 km a noroeste de São Paulo, capital estadual. Ela explica que, além das espécies certas de vegetação, é fundamental que haja um sistema de irrigação. “A planta só vai se desenvolver se ela tiver a quantidade necessária para isso”, garante.

Os sistemas podem possuir irrigação automatizada por gotejamento ou o cuidado pode ser feito manualmente, dependendo do tamanho do jardim. Para Marcia, o ideal é ter um sistema de irrigação automatizado, atentando que é necessário um ponto de escoamento dessa água que será utilizada vai irrigar as plantas.

 Sobre a organização do espaço, a paisagista recomenda colocar plantas pendentes, pois são ricas em volume, forma e textura, e tem o necessário para deixar o espaço aéreo ainda mais bonito. “O que eu recomendo são folhagens, algumas orquídeas, samambaias e algumas plantas pendentes como o aspargo”, propõe.

A paisagista acredita que qualquer pessoa pode ter um jardim vertical, desde que goste de plantas e se disponha a cuidar delas.

Na última edição do Casa Cor Brasília 2016, realizado entre 22 de setembro a 9 de novembro, o jardim vertical marcou presença em vários ambientes. Veja algumas inspirações:

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Por César Raizer


Homens estão menos resistentes ao exame de toque

Facilidade de acesso a informação torna o procedimento mais importante e menos amedrontador



No mês de novembro, surgiu na mídia o retorno da campanha de prevenção ao câncer de próstata. Agendado, o tema retorna e mexe com a cabeça de homens que não procuram prevenção. Diferentemente das mulheres, eles costumam ser criticados por urologistas porque não cultivam o hábito de se cuidar. Um tabu que envolve essa doença especificamente é que o exame é feito pelo toque retal, o que, em um país machista como o Brasil, é associado a brincadeiras homofóbicas. Fato é que para não transparecer fraqueza, os homens procuram menos atendimentos médicos, conforme levantamentos da própria Organização Mundial da Saúde. No entanto, a novidade nos consultórios é que essa história pode estar em transformação.

O psicólogo Luiz Flávio Mendes explica que o homem costuma se abalar muito com qualquer doença, nele ou em familiares e amigos. O diagnóstico de câncer assusta as pessoas, pois por muito tempo foi uma doença com taxa de cura pequena. “Hoje, felizmente, a realidade é outra, devido ao diagnóstico rápido, ao tratamento com início imediato e com a evolução da tecnologia”, conta. Os medos e receios tendem a diminuir quando o paciente tem uma boa rede de apoio. “A maioria já encara o toque como um exame importante. É bom notar que as esposas têm contribuído para que os homens vejam o toque como rotina necessária”, ressalta o urologista Ernando Pinheiro.

 “A masculinidade não tem nada a ver com a verificação de saúde”, afirma o jornalista John Kennedy, 51 anos. O exame dura de 5 a 7 segundos e pode evitar problemas para uma vida inteira. “O câncer de próstata tem um padrão muito diferente dos outros tipos. Ele não é, a princípio, tão agressivo”, pontuou o urologista Rogério Vitiver, que tem 20 anos de profissão. Ele considera que o comportamento do paciente se alterou nas últimas duas décadas.

Os dias de hoje contribuem com a conscientização masculina, e esse excesso de informação tem facilitado bastante para os homens fazerem os exames. O cuidado com a saúde supera qualquer tipo de preconceito ou tabu. “Não é problema para mim. Encaro uma consulta médica como qualquer outra, para prevenir problemas mais graves”, conta John Kennedy.

Um Antígeno Prostático Específico (PSA) – exame de sangue usado para diagnosticar o câncer de próstata precoce é recomendado pelos médicos para a população geral a partir dos 50 anos, Caso exista alguma alteração, o paciente é indicado a fazer um exame de toque. “Se nessa idade o PSA for realmente baixo, as chances de desenvolver câncer de próstata no futuro são muito menores”, esclarece o urologista Rogério Vitiver. De acordo com histórico da doença na família, é prudente que se faça o exame a partir dos 40. 

Brasília incentiva a campanha Novembro Azul iluminando momumentos (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

Ao contrário das mulheres, que desde cedo estão acostumadas a visitas rotineiras ao médico, os homens ainda apresentam alguma resistência quando o assunto é a realização de exames. “A maior preocupação é de ter algum problema mais complicado. “O câncer com certeza é temido, mas eu prefiro evitar esse procedimento“, conta José Silva*. Especialistas alertam que é preciso monitorar de perto os pacientes diagnosticados com qualquer tipo de câncer. Os recém-diagnosticados estão mais vulneráveis ao quadro de depressão clínica, e o atendimento psicológico é necessário para um melhor desempenho no tratamento da doença.

De acordo com a psicóloga Lia Clerot, os homens, por questões culturais e também biológicas, tendem a ficar receosos em situações que possam ameaçar a masculinidade. Questões de saúde atreladas ao sistema reprodutor masculino são tratadas, muitas vezes, com medo e permeadas de dúvidas por pura desinformação. “Enquanto as mulheres tendem a ser muito mais cautelosas com a saúde, em consultas periódicas, eles preferem protelar ao máximo”, explica.  Outra questão pontuada pela psicóloga é o exame de toque, causando inquietação nos pacientes, que ficam com medo de sentir dor ou mesmo sentirem-se violados.

DOENÇA

A próstata é uma glândula que tem em torno de 20 a 30 gramas, do tamanho de um limão taiti, segundo o médico Rogério Vitiver. O órgão fica entre a bexiga e o pênis, e a urina passa por dentro dele, que não tem nenhuma associação com o reto, como a maioria das pessoas confunde. “A gente usa o toque retal porque ela fica próxima ao reto. Pelo toque conseguimos sentir a próstata”, diz. A glândula é responsável por produzir cerca de 30% do sêmen.

De acordo com o especialista, ninguém sabe exatamente a causa do câncer de próstata. Uma associação genética implica que, se já existem casos na família com doença antes dos 70 anos, o risco da pessoa de ter o câncer é quatro vezes maior que o da população geral. “Se existirem dois parentes de primeiro grau, esse risco pula de nove a treze vezes mais que a população geral”, explica Rogério.

A doença é um tumor que, na maioria dos casos, tem um crescimento muito lento. Em geral leva 5 anos do diagnóstico até haver metástase, diferentemente dos outros cânceres, que podem levar ao óbito de 6 meses a 1 ano. “O diagnóstico precoce é fundamental no tratamento. Nessa fase da doença existem boas possibilidades de cura”, garante o médico Eraldo Pinheiro.


Dados do Instituto Nacional do Câncer no Distrito Federal (Arte: Pedro Amaral)


Apesar do câncer de próstata não ser tão agressivo quanto os outros, ele ainda é uma grande preocupação. A campanha de conscientização Novembro Azul, com ênfase, principalmente, na prevenção do câncer de próstata, é destaque nessa época do ano. De acordo com dados de 2014 do Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse tumor é o segundo que mais mata no Brasil, atrás apenas do câncer de pulmões. No Centro-Oeste, com 1.069 mortes, segundo o último levantamento, o câncer de próstata é o que mais mata na região. “A consequência é a possibilidade de emitir metástases para outros órgãos, mais frequente para os ossos de qualquer parte do corpo”.

*Nome fictício, personagem preferiu não se identificar.


Por Pedro Amaral e Rafael Vasconcellos

Especialistas dizem que homens estão menos resistentes ao exame de toque

Facilidade de acesso a informação torna o procedimento mais importante e menos amedrontador



No mês de novembro, surge na mídia o retorno da campanha de prevenção ao câncer de próstata. Agendado, o tema retorna e mexe com a cabeça de homens que em todos os meses do ano não procuram prevenção. Diferentemente das mulheres, eles costumam ser criticados por urologistas porque não cultivam o hábito de se cuidar. Um tabu que envolve essa doença especificamente é que o exame é feito pelo toque retal, o que, em um país machista como o Brasil, é associado a brincadeiras homofóbicas. Fato é que para não transparecer fraqueza, os homens procuram menos atendimentos médicos, conforme os levantamentos da própria Organização Mundial da Saúde revelam. No entanto, a novidade que vem dos consultórios é que possivelmente essa história pode estar em transformação.

O psicólogo Luiz Flávio Mendes explica que o homem costuma se abalar muito com qualquer doença, nele ou em familiares e amigos. O diagnóstico de câncer assusta e abala as pessoas, pois por muito tempo foi uma doença com taxa de cura muito pequena. “Hoje, felizmente, a realidade é outra, devido ao diagnóstico rápido, ao tratamento com início imediato e com a evolução da tecnologia”, conta. Os medos e receios tendem a diminuir quando o paciente tem uma boa rede de apoio. “A maioria já encara o toque como um exame importante. É bom notar que as esposas têm contribuído para que os homens vejam o toque como rotina necessária”, ressalta o urologista Ernando Pinheiro.

 “A masculinidade não tem nada a ver com a verificação de saúde”, afirma o jornalista John Kennedy, 51 anos. O exame dura de 5 a 7 segundos e pode precaver problemas para uma vida inteira. “O câncer de próstata tem um padrão muito diferente dos outros tipos de câncer. Ele não é, a princípio, tão agressivo”, pontuou o urologista Rogério Vitiver, que tem 20 anos de profissão. Ele considera que o comportamento do paciente se alterou nas últimas duas décadas.

Embora recomendado pelos médicos a partir dos 50 anos para a população geral e a partir dos 45 anos, de acordo com histórico da doença na família, é prudente a partir dos 40 que se faça, pelo menos, um Antígeno Prostático Específico (PSA) – exame de sangue usado para diagnosticar o câncer de próstata precoce. A partir dele, caso exista alguma alteração, o paciente é indicado a fazer um exame de toque. “Se nessa idade o PSA for realmente baixo, as chances de desenvolver câncer de próstata no futuro são muito menores”, esclarece o urologista Rogério Vitiver.


Brasília incentiva a campanha Novembro Azul iluminando momumentos (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

 
Os dias de hoje contribuem com a conscientização masculina e esse excesso de informação tem facilitado bastante para os homens fazerem os exames. O cuidado com a saúde supera qualquer tipo de preconceito ou tabu. “Não é problema para mim. Encaro uma consulta médica como qualquer outra, para prevenir problemas mais graves”, conta John Kennedy.

Ao contrário das mulheres, que desde cedo estão acostumadas a visitas rotineiras ao médico, os homens ainda apresentam alguma resistência quando o assunto é a realização de exames. “A maior preocupação é de ter algum problema mais complicado. “O câncer com certeza é temido, mas eu prefiro evitar esse procedimento“, conta José Silva*. Especialistas alertam que é preciso monitorar de perto seus pacientes diagnosticados com qualquer tipo de câncer. Os recém-diagnosticados estão mais vulneráveis ao quadro de depressão clínica e o atendimento psicológico é necessário para um melhor desempenho no tratamento da doença.

De acordo com a psicóloga Lia Clerot, os homens, por questões culturais e também biológicas, tendem a ficar receosos em situações que possam ameaçar sua masculinidade. Questões de saúde atreladas ao sistema reprodutor masculino são tratadas, muitas vezes, com medo e permeadas de dúvidas por pura desinformação. “Enquanto as mulheres tendem a ser muito mais cautelosas com sua saúde, em consultas periódicas, eles preferem protelar ao máximo”, explica.  Outra questão pontuada pela psicóloga é o exame de toque, causando inquietação nos pacientes, que ficam com medo de sentir dor ou mesmo sentirem-se violados.

DOENÇA

A próstata é uma glândula que tem em torno de 20 a 30 gramas, do tamanho de um limão taiti, segundo o médico Rogério Vitiver. O órgão fica entre a bexiga e o pênis, e a urina passa por dentro dela. Ela não tem nenhuma associação com o reto, como a maioria das pessoas confunde. “A gente usa o toque retal porque ela fica próxima ao reto. Pelo toque conseguimos sentir a próstata”, diz. A glândula é responsável por produzir cerca de 30% do sêmen.

De acordo com o especialista, ninguém sabe exatamente a causa do câncer de próstata. Existe uma associação genética que diz que, se já existem casos na família com doença antes dos 70, o risco da pessoa de ter o câncer é quatro vezes maior que o da população geral. “Se existirem dois parentes de primeiro grau, esse risco pula de nove a treze vezes mais que a população geral”, explica Rogério.

A doença é um tumor que, na maioria dos casos, tem um crescimento muito lento. Em geral leva 5 anos do diagnostico até haver metástase, diferente dos outros cânceres, que podem levar ao óbito de 6 meses a 1 ano. “O diagnóstico precoce é fundamental no tratamento. Nessa fase da doença existem boas possibilidades de cura”, garante o médico Eraldo Pinheiro.


Dados do Instituto Nacional do Câncer no Distrito Federal (Arte: Pedro Amaral)


Apesar do câncer de próstata não ser tão agressivo quanto os outros, ele ainda é uma grande preocupação. A campanha de conscientização Novembro Azul, com ênfase, principalmente, na prevenção do câncer de próstata, é destaque nessa época do ano. De acordo com dados de 2014 do Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse tumor é o segundo que mais mata no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pulmões. No Centro-Oeste, com 1.069 óbitos, segundo o último levantamento, o câncer de próstata é o que mais mata na região. “Sua consequência é a possibilidade de emitir metástases para outros órgãos, mais frequente para os ossos de qualquer parte do corpo”.

*Nome fictício, personagem preferiu não se identificar.


Por Pedro Amaral e Rafael Vasconcellos

Tabu vermelho: o ciclo da vida feminina

Coletor menstrual é opção para mulheres que não podem utilizar absorventes externos ou internos

"Vá com o fluxo" (Foto: Pixabay)
O assunto é atual, mas a história já é antiga: segundo o The Museum of Menstruation and Women’s Health (Museu de Menstruação e Saúde da Mulher), o coletor menstrual começou a ser produzido industrialmente na década de 1930. Ele era feito de borracha vulcanizada, mas há registros desse objeto na forma mais rudimentar, datada de 1867.

Alcançou o sucesso no lançamento, mas o coletor tornou-se tabu entre as mulheres, devido a questões culturais que envolviam – e ainda envolvem - os órgãos genitais femininos. Mais de um século depois, em 1987, uma fábrica nos Estados Unidos decidiu criar dois modelos em látex para seres reutilizados. Além da economia de dinheiro, esse protótipo recebeu críticas positivas dos médicos, que o consideraram seguro e mais eficaz em prevenir o surgimento de infecções genitais, que aparecem com o uso de absorventes interno e externo. O médico Dráuzio Varella publicou em seu site uma matéria explicativa sobre  os coletores.

Para a publicitária Giselly Ribeiro, 28 anos, o uso de absorvente externo causava desconforto para andar e dormir, e, recentemente, começou a causar alergia. Na procura de opções, tentou utilizar o tipo interno, mas achou anti-higiênico. "O externo me dava calor e não me permitia dormir na posição que gosto, e me sujava. O interno me causou desconforto. O copinho, quando coloco na posição certa, é só curtição, nem lembro que está lá", conta a moça.

A professora Juliana Mutafi, 28 anos, é simpatizante do veganismo e tinha conhecimento de marcas de absorventes que realizavam testes em animais ou utilizavam produtos de origem animal. Ela diz que, no começo, sentia nojo e insegurança sobre o coletor, mas, “com o tempo vem um autoconhecimento incrível e uma melhor relação com o corpo. Somos cheias de mito, e o do nosso sangue é um deles”. Juliana comenta que o uso do copo não deixa odor ruim, não há aquele excesso de sangue espalhado no absorvente e não há proliferação dos fungos que ficam no absorvente. “Tudo varia para cada mulher, mas a relação com o corpo é maravilhosa!”, declara.

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Saúde vs Preço

O professor da área de ginecologia e obstetrícia da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Carlos Rodrigues da Cunha, atenta para o fato de que, apesar de o coletor não ser fator de risco para infecções, deve-se ter cuidado com problemas já existentes. “Deve-se fazer avaliação periódica com o ginecologista para avaliar infecções pré-existentes ou relacionados a outros fatores”, adverte.

O ginecologista afirma não haver contraindicações, mas observa o uso do copo por garotas virgens ou com o hímen intacto. “Não é recomendado nas mulheres com hímen íntegro, porque pode ocorrer a ruptura himenal na manipulação de introduzir e retirar”, aconselha. Em uma rede social, uma menina deu depoimento sobre ser virgem e usar o coletor. “Uso desde agosto de 2015. No começo, pra colocar, eu senti um pouco de dor sim, mas o mais difícil é superar o nervosismo”, relata a usuária.

O preço do coletor, muito encontrado principalmente em sites das próprias marcas na internet, é um motivo que preocupa muitas mulheres. As dúvidas envolvem adaptação, modelo e tamanho certos, além do medo de comprar o produto e não ser o perfeito para elas. Procurar por vídeos na internet e formar grupos nas redes sociais são alternativas que essas moças encontram para tentar entender melhor o que é o copo e seu estilo de vida.

Os modelos, tamanhos e cores dos coletores variam de fabricante para fabricante. Entre as marcas mais conhecidas estão a Fleurity, cujo copinho custa cerca de R$ 90; a Inciclo, R$ 80; a Meluna, R$ 75; e a HolyCup, R$ 82.

Para o ginecologista, qualquer mulher consegue se adaptar ao copo. “O importante é a motivação para o uso e, principalmente, que não tenha constrangimento em manipular sua genitália e que tenha conhecimento mínimo da anatomia do aparelho genital feminino”, afirma.

O canal Papo de copinho posta vídeos no Youtube sobre dúvidas e dicas para quem usa ou pensa em comprar um coletor. Entre os vídeos mais vistos estão Coletores menstruais brasileiros e Virgem pode usar coletor?.

Nesse vídeo, é explicado como medir o colo do útero para ver qual o melhor tamanho e modelo de copinho:


Kits empoderadores

A menstruação pode atrapalhar a rotina das mulheres e, na África, chega a prendê-las em casa. Por causa da condição financeira de muitas famílias no país, mães e filhas não podem comprar um pacote de absorvente que custa cerca de 50 shilling quenianos (KsH) (aproximadamente R$ 3,90), valor que chega a consumir metade do salário diário dos trabalhadores de base.

Os protetores higiênicos são considerados itens de “luxo” entre a população. Segundo uma pesquisa do Days for Girls, organização não governamental (ONG) que procura ajudar meninas ao redor do mundo a ter acesso à higiene sustentável, as estudantes perdem o equivalente a oito meses de aula a cada três anos, por causa da menstruação. Na tentativa de evitar essa perda, muitas garotas utilizam trapos, jornais e até mesmo lama e casca de árvore no lugar de absorventes. Além de serem desconfortáveis e ineficazes, esses itens ocasionam infecções genitais e doenças.

Para tentar melhorar esse problema, muitas organizações sociais estavam doando absorventes reutilizáveis, como os feitos de pano, para as mulheres que mais precisam deles. Mas, recentemente, essas ONGs passaram a doar os coletores menstruais, pela fácil higienização e o fato de ser econômico e sustentável.

A organização Femme International surgiu em 2013, no Canadá, e trabalha com educação e workshops para quebrar o tabu que envolve a menstruação para ajudar as meninas a se sentirem emponderadas. Por meio de palestras, essa ONG educa as mulheres sobre reprodução feminina, ciclo menstrual e como usar o kit Femme, um conjunto de coletor menstrual ou absorvente reutilizável (à preferência da menina), um espelho, um sabonete, uma toalha e uma tigela que é distribuído em um programa voltado para garotas do ensino fundamental em escolas do Quênia e da Tanzânia, países da África.

Como o coletor menstrual ainda não é muito popular nos países menos desenvolvidos, há empresas fabricantes que querem aumentar o alcance do produto e ajudar mulheres. Fundada em 2011 e vencedora de diversos prêmios, a Ruby Cup doa um coletor para uma ONG parceira, como a Femme International, a cada copo vendido na loja. No site, a companhia informa que o trabalho “desencadeia a mudança ainda maior, que vai além de fornecer coletores para meninas carentes. Sem a nossa influência, estruturas comunitárias diferentes têm desenvolvido de forma automática e mulheres no Quênia criaram seus próprios clubes de Ruby Cup. Estes clubes significam um espaço aberto para elas falarem sobre a menstruação e saúde reprodutiva e, desta maneira, capacitam uma a outra”.

Conheça mais sobre a ONG Days for Girls.

Se deseja ajudar a Femme International a distribuir mais kits, acesse aqui.
Por Gabrielli Nicolau

Hemocentro rejeita doação de sangue de homossexuais


Homossexuais que tiveram relações sexuais no intervalo de um ano não podem doar sangue, mesmo sem apresentar doenças


     Mais de 97 mil litros de sangue são desperdiçados devido a restrição determinada pela ANVISA. Confira a matéria completa aqui.

Por Natália Pires


Confira a reportagem no jornal impresso:








Homeopatia como alternativa

O tratamento homeopático é uma alternativa de prevenção e combate às doenças. Com a proposta de restaurar o equilíbrio energético do paciente com base nos sintomas e tratar qualquer disfunção.
A homeopatia oferece  um tratamento diferenciado do oferecido pela medicina tradicional. Ao contrário de um medicamento único que combate a mesma doença em pacientes diferentes, ela opta por fazer uma terapia individual, atentando-se para o quadro apresentado pelo paciente em determinado momento. 
O método aplicado parte do pressuposto de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas em uma pessoa sadia é capaz de curar esses mesmos sintomas quando apresentadas por uma pessoa doente.
A farmacêutica Flávia Andrade explica que o processo na manipulação em si não é tão simples quanto parece, existe todo um processo especial de preparação que exige muitos cuidados: "Não pode acontecer de maneira alguma de passar a quantidade da dose prescrita pelo médico."
A forma de individualizar o tratamento homeopático é única: o paciente precisa dar vários detalhes sobre o que sente, assim o médico consegue examinar e entender sua história a fim de realizar o diagnóstico e dar início ao tratamento curativo ou preventivo. 



Suas fórmulas são tão diluídas , que muita gente dúvida que exerçam alguma ação no organismo
Reprodução: Google 
     De acordo Iran Augusto Cardoso, homeopata do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a chance de êxito do tratamento gira em torno de 95%. Indagado a partir de quantos anos a pessoa pode se submeter ao tratamento, o homeopata respondeu que  desde o nascimento da criança até o último dia de vida. Ele também explica que os medicamentos homeopáticos não causam efeitos colaterais, contudo pode ocorrer a patogenesia, que é o momento em que os sintomas da doença parecem se agravar. Isso ocorre porque o medicamento homeopático pretende provocar no organismo uma doença artificial, semelhante à doença natural, para estimular o organismo a corrigir o desequilíbrio.

    Flavia Ferraz adaptou-se facilmente à homeopatia. Ainda recém-nascida, teve crises de bronquite asmática, quando sua mãe optou pelo tratamento, não esperava que fosse tão eficaz, mas não demorou muito para que os problemas respiratórios desaparecessem completamente. Desde então adepta do tratamento, hoje conta: “sinto-me totalmente renovada".
  Helena Pontes também utiliza o tratamento, para uma simples dor de cabeça até infecções de natureza mais grave, inclusive ginecológicas. Segundo ela, muitas doenças para as quais seriam prescritos antibióticos, o tratamento homeopático resultou em convalescência rápida e eficaz sem o risco de desenvolver a tão temida super resistência das bactérias.

Uma alternativa é o medicamento em forma de glóbulos de açúcar (impregnados com líquido dinamizado)
Reprodução: Google 
        A homeopatia apresenta as suas fórmulas em bolinhas de açúcar (impregnadas e água) ou em gotas, o que facilita o uso em crianças de tenra idade e em idosos que têm dificuldade de engolir comprimidos isso é um dos motivos que os remédios homeopáticos se tornam uma alternativa para muitos, conhecido como "medicamento natural" por serem extraídos de substancias vegetais, animais e minerais eles tem o poder de estimular o sistema de defesa de um corpo,  propõe restaurar o equilíbrio energético do paciente com base nos sintomas tratando qualquer doença. 

    "Quem já esta acostumado a se tratar com os homeopáticos, o efeito é bastante acelerado e em algumas horas a pessoa já apresenta uma sensação de conforto, mas se o médico der início ao tratamento em uma pessoa que nunca usufruiu da homeopatia, demora mais para fazer efeito, isso porque o corpo esta primeiro tentando se desintoxicar do alópatico para que assim o homeopático faça efeito". Explica Beatriz Moura, farmacêutica homeopática. 
     Existe uma controvérsia quanto à eficácia da homeopatia. Apesar de ser um ramo reconhecido da medicina, muitos alegam a falta de evidências científicas. Mas por outro lado, o método vem ganhando cada vez mais adeptos que, por obterem bons resultados, vão abandonando aos poucos a medicina convencional para tratar ou prevenir doenças, e isso pode ser o indício de uma ampliação nesta área, o que nos abre um leque de opções ainda mais consistente.

Por Bárbara Fontinele