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Espaços Esportivos: Quadras em áreas nobres sofrem sem cercamento

Se você está jogando bola com um amigo que não é um grande “craque”, dá um passe a ele e a bola sai na lateral, se prepare para correr até a parte de fora da quadra. Essa realidade ocorre em Brasília, área central do Distrito Federal.  As quadras de esporte das Asas Sul e Norte não recebem investimento da administração e ficam abandonadas, com as cercas quebradas e o piso sem pintura.
Na Asa Norte, o local para prática esportiva da superquadra 114 está abandonado. A cerca não completa a volta inteira em torno da quadra, a pintura está desgastada e parece que nunca foi acabada. Os gols para jogar futebol não possuem redes e as traves de ferro já apresentam sinais de ferrugem pela falta de manutenção. A tabela de basquete não existe e a grama já começa a tomar conta do concreto desgastado.
 

Quadra na 114 norte não tem rede para o gol e nem tabela para basquete

 

Também na Asa Norte, na 404, a situação é semelhante. Apesar de contornar todo o perímetro da quadra poliesportiva, a cerca metálica está rompida em vários pontos, onde os arames ficam expostos para fora ou para dentro da quadra, um risco para os esportistas e para os pedestres. Na falta de lixeiras por perto, o chão se torna depósito para os resíduos deixados no local, muitas vezes por pessoas que utilizam o espaço apenas para consumir bebidas alcóolicas e fazer bagunça durante as madrugadas.

Arte Urbana – “Está tudo pichado”, diz o neto de Iridê Moll enquanto joga bola com o seu avô. Na quadra da 310 norte, as pichações e os desenhos tomaram conta da quadra mal conservada. Além disso, a cerca quase não existe e o concreto está todo quebrado. Alguns moradores sem consciência aproveitam o espaço para descartar objetos no local: uma impressora ocupava o canto da quadra.
Pichação em muro da quadra 310 norte

Iridê vem à capital há oito anos de Erechim, no Rio Grande do Sul, para visitar a filha e os netos que moram em Brasília. Em sua percepção, a quadra de esportes nunca recebeu melhorias em todo esse tempo. “Tem gente que recebe dinheiro para investir no espaço público. Não tem nenhum banco para sentar, eles poderiam cuidar muito mais”, relata. Para ela, a administração poderia investir em banheiros para quem pratica esportes na quadra. Além disso, não há iluminação.
Em alguns pontos das quadras 400 na Asa Norte várias pichações onde se lê “400 F.C.”, pintado nos suportes onde deveriam existir tabelas e cestas para a prática de basquete.
Quadra? – Na 405 sul, está o maior exemplo de falta de investimento das quadras que foram visitadas. O cimento, que deveria caracterizar o piso de uma quadra de esportes não existe. A área está tomada por grama e barro, o que restou foram apenas as cercas inacabadas e as traves que um dia deveriam ser utilizadas como gols. A área fica no meio da superquadra e está apenas ocupando espaço, já que não serve para prática de nenhum esporte.
Ana Caroline Seidler, que mora no bloco próximo a quadra, acha que virou apenas um espaço de perigo aos moradores. “Não tem mais nada aqui, então se você tem que passar por essa grama toda, corre o risco de ser assaltada. Eles podiam limpar isso. Faz a quadra ou dá um jeito no espaço”, comenta.
Novamente na superquadra 404 Norte, é difícil reconhecer que um espaço vazio do gramado foi inicial planejado para ser uma quadra de vôlei. Dominada pela vegetação, a quadra ainda possui as hastes onde a rede que divide os campos adversários deveria se fixada, uma delas quase caída, e ambas bastante enferrujadas.

Cercas quebradas, pontas de metal espalhados, riscos para todos – Em boa parte das quadras de esporte visitadas, é possível encontrar o mesmo grande perigo: cercas quebradas. As telas metálicas podem ter sido rompidas, ou as barras superiores separadas do resto do perímetro e até mesmo alguns alambrados inteiros podem ser vistos ao chão. O que ficam são os riscos de acidentes que essas estruturas metálicas representam.
Considerado o tipo de ferrugem encontrado em praticamente todas essas grades, a possibilidade de contração de doenças em caso de cortes por esses materiais é altíssima. Na quadra esportiva da 114 Norte, barras de metal sujo e enferrujado estão expostas em todos os quatro cantos do local. Numa partida de futebol, onde todos correm para todos os lados e não se pode saber para onde a bola vai, barras assim significam grandes e perigosos obstáculos para os jogadores.
Aparelhos de musculação também tendem a se desgastar com o tempo. Além de enferrujados e velhos, ficam tortos e propensos para ferir os usuários.
Na quadra 404 Norte, ao lado da quadra de vôlei escondida pela grama, fica um parquinho infantil cercado por essas estruturas perigosas. Quando um alambrando se despende de alguma das vértices do cercamento e cai, o normal é que os pontos de fixação dessa estrutura continuem firmes e expostos, por serem pequenos pedaços de metal que costumam estar colados ao resto da grade. Brinquedos caindo aos pedaços, com correntes fracas e desgastadas também podem machucar. O espaço para as crianças brincarem se transforma então num campo minado.
 
Reforma agrada moradores - Um bom exemplo de espaço público destinado à prática de esportes está na quadra 406 Norte. As traves para os gols estão inteiras e ainda contam com redes brancas de metal. As duas tabelas e cestas também continuam montadas, pintadas, e perfeitas para o uso. Ao lado de um parquinho que também foi reformado recentemente, a quadra possui iluminação durante a noite e atrai todos os moradores da superquadra, crianças, adolescente e adultos.
Maria Beatriz Koth reúne todas as crianças do prédio onde mora quando vai descer para brincar com o neto. Ela conta que os dois espaços de diversão foram reformados em 2012, mas não sabe dizer quem foi o responsável pela restauração. “Tanto no parquinho quanto na quadra, as crianças da superquadra passam a tarde aqui” comenta a moradora, que aproveita os benefícios de um espaço seguro para brincar com o neto.

Apesar disso, o alambrando que cerca a nova quadra, recém pintado e ainda em boas condições, já está quebrado em alguns pontos, deixando a tela metálica solta.
Na quadra 205 Sul a situação também é muito boa. De acordo com moradores, a quadra foi construída a pouco mais de um ano e é utilizada por vários moradores. Comparada com outras áreas, a dificuldade de jogar basquete é o de menos. Difícil mesmo seria jogar qualquer esporte nas quadras que não recebem nenhum investimento e manutenção da administração responsável.
 
Luísa Leite e Camila Schreiber- Jornal Esquina On-line

Espaços esportivos - Cruzeiro tem 10 quadras, mas todas precisam de revitalização

Espaço é o que não falta para praticar esportes no Cruzeiro. No entanto, na avaliação da própria Administração, todas as instalações precisam ser reformadas ou revitalizadas para que a população seja atendida plenamente. A reportagem do Esquina Online conferiu de perto a situação das quadras poliesportivas da região, e também como está o uso do Complexo Esportivo do Cruzeiro.

Números

Espaços Esportivos Públicos
Qtd.
Cruzeiro Novo
Quadras poliesportivas

3
Campo de areia
1
Cruzeiro Velho
Quadras poliesportivas

6
Campo de areia
1
Quadra de basquete
1
Complexo Esportivo
Campo de futebol
1
Ginásio
Quadra poliesportiva
Campo de areia
1
1
1


O Cruzeiro Velho dispõe de três quadras poliesportivas e um campo de areia. No Cruzeiro Novo existem seis quadras poliesportivas, uma de basquete, um campo de areia e o Complexo Esportivo do Cruzeiro – que envolve uma quadra, um campo society, um campo de futebol e um ginásio.
O gerente Jonas Figueiredo de Lima – responsável pela seção de Esportes e Lazer da Administração Regional do Cruzeiro – afirmou que a maior parte dessas áreas está em condições de uso, mas todas necessitam de revitalização. “Pequenas reformas, substituição dos alambrados, traves, uma nova pintura”, explicou o gerente.
A melhor e a pior
Para a Diretora de Serviços do Cruzeiro, Darli Máximo, a quadra poliesportiva da SRES 12 é a única em bom estado. “Ela é menos usada, por isso se mantém conservada”, disse a diretora. Na avaliação dela, as quadras que apresentam as piores condições são as da SRES 10 e o conjunto da 1205. “Estão detonadas”, reconheceu.
Darli Máximo disse que já foram abertos processos de licitação para revitalizar todas as quadras do Cruzeiro.  “As obras já começaram na 10. O orçamento da Administração é limitado, mas pequenas reformas podem ser feitas, uma a uma, porque o processo (administrativo) é mais fácil”, explicou a diretora de serviços. Já a ampla reestruturação do Complexo Esportivo, por exemplo, ela alegou que envolve procedimento mais burocrático.

Situado na parte central da RA XI, o Complexo Esportivo do Cruzeiro tem uma área equivalente a 3 campos de futebol, mas a estrutura das instalações estão precárias. “O ginásio coberto foi interditado pelo corpo de bombeiros para eventos de médio e grande porte”, disse o gerente de esportes, Jonas de Lima. “O campo society e a quadra poliesportiva precisam de reformas. O campo de futebol está em boas condições, mas as instalações físicas (vestiário, arquibancada) não”, completou a descrição do cenário, Darli Máximo.

No estádio do Cruzeiro, obras inacabadas oferecem risco
A diretora de serviços explicou que por se tratar de uma obra de grande porte, com gastos previstos de no mínimo R$ 3 milhões, a reforma do complexo ultrapassa o orçamento da Administração Regional. “Envolve a Secretaria de Obras do GDF, ou mesmo a Secretaria de Esportes. Daí o processo é mais vagaroso, os trâmites são maiores, tem que passar pelo Tribunal de Contas do DF”, argumentou a diretora. Darli Máximo assegurou que o processo já foi iniciado, e que a reforma está na fase de elaboração de projetos técnicos (de engenharia, arquitetura, parte elétrica).
População em atividade
O estudante Lucas Liberalino, de 18 anos, não se importa com o estado precário das quadras. No tempo livre, gosta de jogar futebol com os amigos. “A situação é essa. Dá pra ver que falta tela de proteção em alguns lugares; rede dos gols, pintura... Mas a gente gosta de vir aqui, bater uma bolinha”, disse o estudante, já com os pés na quadra poliesportiva do complexo.
Peladeiros aproveitam quadra em pleno sol de meio-dia
Na avaliação de Lucas, a melhor quadra é a da “Quina”, localizada na SHCES 1409. O Esquina Online visitou o local, que fica próximo à avenida das jaqueiras. Em plena quarta-feira útil, sob o sol de meio-dia, peladeiros da região aproveitavam o tempo livre do horário de almoço para jogar. “É a hora que dá pra reunir todo mundo. Aqui é bom”, elogiou um dos jogadores, entrando em campo sem querer perder tempo com a entrevista.

Elogios também para os equipamentos de ginástica espalhados pelo Cruzeiro. O militar Manoel Pedroso aprova as novas instalações, que considera importante para a população. “É bom pra fazer exercício físico, melhorar a saúde”, comentou. “Eu venho umas quatro, cinco vezes por semana”, afirmou Pedroso, enquanto se exercitava no Ponto de Encontro Comunitário – uma praça com diversos aparelhos, ao lado da avenida das mangueiras.
Críticas

Era dia de jogo no Ninho do Carcará – como é conhecida a parte do campo de futebol e arquibancada do Complexo Esportivo do Cruzeiro. O time da casa perdeu de 1 a 0 para o Ceilândia, em partida válida pela rodada inicial do Campeonato Candango de Futebol Júnior. Após o apito final, o presidente do Cruzeiro Futebol Clube, senhor Ivanir Alves, falou um pouco com o Esquina Online. Ele fez severas críticas ao governo, a quem culpa pelo descaso tanto com as instalações quanto pelo futuro dos jovens.

Na quadra de basquete da 1205 é impossível fazer cesta
“Pra fazer aquele estádio gigante [Mané Garrincha] tem dinheiro. Pra melhorar as condições aqui, onde nós recuperamos até jovens envolvidos com crime, não tem!”, reclamou Nyto – como é conhecido o presidente do clube. Em seguida, o senhor Jacy Fonseca, diretor de futebol, explicou como o campo é utilizado pelo Cruzeiro F.C. “Nós pagamos DAR [Documento de Arrecadação Avulso do GDF] de R$ 300,00 por semana, para utilizar o campo quatro vezes. Mas o gramado é a gente que cuida, corta, põe remédio. A pintura é o clube quem faz”, alegou o diretor.
As precárias instalações do estádio eram perceptíveis. A arquibancada não tem cobertura e a pintura já está desgastada. Há um trecho inacabado, com resquícios de obras – entulhos e estruturas de metal – que oferecem risco à população. O banheiro público do local é inacessível. Ainda assim, e debaixo de chuva, o público compareceu em bom número para assistir aos futuros craques de Brasília.
Por Sérgio Bertoldi - Jornal Esquina On-line

Espaços Esportivos: Grupo promove ginástica chinesa de graça no Parque da Cidade

Grupo participa da aula em aréa verde do Parque
 
          Todas as manhãs, um grupo formado por jovens e idosos se reúnem no estacionamento 12 do parque para praticar o Lian Gong, conhecida também como ginástica chinesa. Oferecida desde 2005 em Brasília, a modalidade chinesa atende cerca de 50 pessoas por dia, sendo auxiliadas por profissionais voluntários. Tudo de graça. “Não existe idade estabelecida, nem o máximo nem o mínimo, apenas que cada um respeite os limites do corpo sem exagerar”, lembra o professor Elcio Muniz. Os brasilienses podem se exercitar gratuitamente de segunda a sexta-feira, a partir das 7h30. Mas aos sábados e domingos, o horário é diferenciado, com início às 8h e 9h, respectivamente, com duração de 45 minutos.      
            De acordo com o professor, a ginástica chinesa é composta por uma sequência de 18 exercícios a fim de diminuir os casos de dores musculares e articulares, além de proporcionar mais flexibilidade e tranquilidade aos praticantes. “As atividades englobam exercícios terapêuticos e preventivos, como o tui-na, manobras de massagem, métodos de respiração e movimentos de artes marciais tradicionais”, explica. No início, o objetivo de Elcio era apenas se tornar mais um voluntário na modalidade, mas hoje tem como propósito casar harmoniosamente a saúde com o lazer, fazendo com que as pessoas se sintam cada vez mais atraídas pelo bem estar. 
            Acordar pela manhã, sempre foi uma luta para nutricionista Carla Simões, 36, ainda mais para levar os dois filhos à escola. Com uma rotina bastante cansativa e corrida, Carla sempre sentiu falta de fazer algum exercício físico que a fizesse relaxar e entrar em contato com a natureza. Pensado nisso, a nutricionista resolveu investir na sua “paz interior”. Atualmente deixa os filhos na escola e segue para o parque da cidade para praticar a ginástica chinesa. “Como uma mera principiante, a ginástica chinesa pode me proporcionar um momento comigo mesmo, sem me preocupar com o exterior. Me desliguei da rotina caótica, das preocupações e principalmente do trabalho, o que não costumo fazer com  frequência”, relata.

Por Karina Jordão - Jornal Esquina On-line
Complementando a medicina
            Na década de 60, o terapeuta Zhuang Yuan Ming, médico e ortopedista da medicina chinesa, desenvolveu na China a ginástica Lian Gong em 18 terapias, a fim de diminuir os casos de dores musculares e articulares de seus pacientes. Acredita-se que isso ocorreu devido à mudança na situação econômica da China, que deixava de ser uma sociedade agrícola para ser uma sociedade industrial, tendo como consequência a mudança na postura corporal. Baseado no Tui-na e na tradição dos trabalhos corporais chineses, o Dr. Zhuang sintetizou, em um primeiro momento, um conjunto de 18 exercícios que atuassem desde a coluna cervical até os dedos dos pés. Logo em seguida, desenvolveu mais duas sequências de 18 movimentos cada, ampliando assim as possibilidades terapêuticas dessa prática, com exercícios para as articulações, tendões, e para o fortalecimento do coração e pulmão.

Espaços esportivos: pista de skate vira ponto de encontro e afasta jovens de vícios




Garotos fazem de pista um ponto de encontro 

Ponto de encontro de crianças e adolescentes, o skatepark (pista de skate) do Gama foi projetado pelo estudante Maurício Magalhães e inaugurado em maio de 2011, com um campeonato da modalidade por uma associação de esportistas local. Além disso, passou a ser palco de diversos eventos na cidade. A iniciativa pretendeu dar novos ares para a comunidade e afastar a possibilidade de envolvimento com drogas.
O estudante Fabrício Souza Dias, de 16 anos, é um dos frequentadores da pista que mora em outra cidade, no Valparaíso (GO). Há nove meses, ele fica hospedado na casa de um amigo que mora no Gama, todos os fins de semana, somente para poder praticar o esporte. “Quando eu chego, já olho os outros e vou tentando fazer as manobras; já caí muito, né?”, comentou.
 
Confira uma manobra do rapaz.  
 
Muitas crianças e adolescentes que costumam ir ao local sonham em profissionalizar-se e têm inspirações do skate. Fabrício Dias disse que já participou de um campeonato na Santa Maria, mas que, na ocasião, não conseguiu ser classificado porque ainda não sabia fazer muitas manobras. Ele pretende seguir a carreira. “Eu me inspiro num skatista brasileiro, Luan de Oliveira. Ele é muito bom”, comentou.

Skatepark do Gama. Foto de Noa Abe.
Gabriel Rodrigues, de 14 anos, que anda de skate há dois anos e meio, disse que aprendeu a prática do esporte “com a vida”. E continuou: “Tive o incentivo dos meus amigos. Mas, quem teve a força de vontade em aprender fui eu”. Paulo Vítor Mendonça, de 11 anos, não hesitou em falar que aprendeu a andar de skate com o amigo Gabriel Rodrigues.

Gabriel e Paulo Vítor  

Para eles, todo dia é dia de andar de skate. Eles contaram que chegam a ficar durante seis horas na pista durante a tarde e que nem notam o tempo passar. “Às vezes, o skate atrapalha os estudos, principalmente quando tem muito dever de casa e a gente fica com vontade de andar”, comentou Paulo Vítor.
Veja o que os rapazes já sabem fazer:
 
O skatepark costuma lotar, principalmente aos fins de semana e, para os moradores, é uma ótima opção de lazer. Ao lado da pista, há equipamentos de ginástica para quem gosta de se exercitar ao ar livre.
Noa Abe – Jornal Esquina on-line




Espaços esportivos: Jovens da Estrutural encontram, no esporte, nova chance para a vida

Mestre ensina golpes para alunos de jiu-jitsu
 
São as aulas de jiu-jitsu, que acontecem em frente ao Restaurante Comunitário da Estrutural, que há cinco anos, mudam a vida dos jovens que moram na cidade. Sem ajuda do governo, os meninos treinam três vezes por semana no estacionamento do restaurante somente com a iluminação pública. Faça chuva, ou faça sol, o treino é pesado e todos comparecem com frequência. Na cidade que possui altos índices de criminalidade, os jovens encontram uma nova oportunidade para iniciar uma nova vida.
Marco Aurélio, mais conhecido como Júnior, tem apenas 17 anos e já tem histórias para contar. A vida nunca foi fácil, mas foi o esporte que o resgatou e o tirou do mundo do vício. Foi há mais de dois anos que Júnior resolveu mudar completamente de vida e se dedicar ao esporte. Quando era mais novo, não queria saber de nada, até largou os estudos por um tempo. Sem estudar, entrou no mundo das drogas. Depois de viver na rua e passar por experiências que prefere não lembrar, Júnior entrou para o jiu-jitsu. Desde o começo sabia que o mestre não permitia bebidas ou drogas, mas que estava ali para tirá-lo desse mundo. “A gente tem que ter uma vida saudável no esporte. O mestre pega no nosso pé o tempo todo”, conta Júnior.
Hoje, ele cursa o 2º ano do ensino médio e pretende se formar. Por incentivo do professor, já fez cursos de inglês, informática e de web design. No jiu-jitsu, Júnior é faixa azul e já foi campeão brasileiro e mundial.
Outro jovem sonhador é Breno José, de 20 anos. “O jiu-jitsu deu novas metas para a minha vida”, afirma. Antes de começar a treinar, Breno estudava, mas não se interessava por nada. Gostava de jogar videogame e só dormia nas horas vagas. Foi à curiosidade que o trouxe pro jiu-jitsu. O esporte é levado a sério e já virou uma rotina na vida de Breno, ele já se considera um viciado em esporte.
Breno acredita que o lugar do treino deveria ser bem melhor, mas para ele, que já passou por situações piores, já é uma vitória conseguir um lugar para treinar. “Já treinamos em um lugar 3 x 3, sem janela e ventilação alguma”, conta.
Alunos participam das aulas em frente ao restaurante comunitário
Respeito e admiração. É assim que os meninos veem o professor de jiu-jitsu, Meiji Ito, o “mestre” para eles. Quando Meiji chega para dar aula, todos já estão enfileirados para cumprimentar o mestre.
O professor que iniciou todo o projeto na cidade é Maike Ferreira. Há cinco anos luta para que os meninos tenham um lugar para treinar. E ele conta com a ajuda do Meiji para garantir o sonho dos 30 alunos que procuram no esporte, uma nova chance para a vida.
Meiji tem 41 anos e conheceu o jiu-jitsu em 2000. É professor de matemática da Secretaria de Educação do DF, e nunca conseguiu um apoio ou lugar para treinar com os alunos.  O preconceito e a discriminação fizeram com que ele perdesse os espaços que utilizava para dar aulas. “Quando descobriam que meus alunos eram da Estrutural, não aceitavam e pediam para que eu treinasse em outro lugar”, lembra o professor.
“O que me define? Exemplo. Quero ser um exemplo pra eles em tudo. Meu objetivo é mostrar pra eles que não tem que ser vencedor só nos tatames, mas na vida”, afirma Meiji. No começo, o jiu-jitsu era um hobby, mas com os projetos sociais, passou a ser um objetivo de vida.
Meiji tem orgulho de dar aulas sem cobrar nada. Ele destaca que ainda falta muita técnica dos meninos, mas a dedicação e o esforço deles deixa o professor cada vez mais orgulhoso. “Eles não aceitam perder, o espírito guerreiro dos meninos vem de berço”, comenta. Lição do dia: “Para ser um campeão, é preciso ter força, preparo físico, raça e técnica. Eles serão campeões e eu estou aqui para garantir isso”, finaliza Meiji. E os meninos continuam sem espaço e sem apoio para conquistarem os seus sonhos. O jeito é continuar a lutar.
Gabriela Echenique- Jornal Esquina On-line

Recadastramento Biométrico:Justiça Eleitoral prepara um plano B


Foto: Heron Andrade
O recadastramento biométrico dos eleitores dos DF continua lento.  Até maio apenas 5% dos mais de 1.863.129 eleitores registrados  do DF haviam procurado um dos 15 cartórios ou postos de atendimento para renovar o cadastro. Com isso, a Justiça Eleitoral colocou em prática um Plano B, reforçando as equipes, já pensando no aumento da procura nos postos, daqueles eleitores que deixarem pra última hora.
A introdução da identificação por biometria, tecnologia que identifica o individuo por impressões digitais, começou a ser implantada no sistema eleitoral  a partir de 2008, de forma gradativa e deve estar concluída até 2018, segundo a Justiça Eleitoral. A urna biométrica   diminui o risco de fraudes no processo eleitoral.   O recadastramento no DF  continua até o dia 31 de março de 2014.

Saiba mais :
O plano da Justiça Eleitoral para cumprir as metas do recadastramento:




Marco regulatório:  a implantação da biometria em todo o Brasil. 


Mais de 100 mil pessoas movimentam Goiás Velho em festival de cinema

Alessandra Santos
FICA adolesce e a cada ano se renova. Crédito:Divulgação/FICA
Entre os dias 2 e 7 de julho, Goiás Velho (confira o caminho de Brasília até a cidade), recebe a 15ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – FICA, um dos pioneiros no tema. Ano passado, a organização do festival registrou a passagem de cerca de 150 mil pessoas pela cidade histórica, a maioria delas jovens.

Muitos atraídos não só pelos filmes exibidos, como também pelos shows, que ano passado, além de atrações goianas, trouxe a big band Orquestra Imperial (RJ), Caetano Veloso e Nado Reis. A programação ainda abrange mesas redondas, cursos, exposições, oficinas, palestras e muitos shows.

Entre elas estava Daniela Léda, 24 anos, que frequenta o festival desde 2010, mas vai apenas aos shows ao contrário do que acontece com Bruna Viana, 25 anos, que foi pela primeira vez em 2008 e só deixou de ir ano passado porque não estava no Brasil. E foi em Goiás Velho que ela teve uma experiência emocionante.

“Em 2009 tive a oportunidade de conhecer o Yamandú Costa, que sempre admirei bastante. Ele ficou bebendo conosco e foi até a casa onde estávamos (os amigos). Este é clima do festival. Palestrantes e todo mundo se mistura”, conta Bruna.

Uma das novidades deste ano é que o festival irá sediar o encontro anual do GreenfilmNetwork, grupo que reúne festivais de cinema ambiental de todo o mundo. Os encontros, como explica o superintendente executivo da Secretaria de Cultura de Goiás, Délcio Coutinho, são uma troca de experiências.

Sobre os shows, ainda nada foi confirmado e as inscrições para as bandas acabaram no último dia 2 (domingo). Serão escolhidas 20 para as apresentações durante os sete dias de festival.

Entre os filmes escolhidos para esta edição, destaca-se o longa de Kléber Mendonça, “O Som ao Redor”, que já passou pelos cinemas nacionais, que ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro no respeitado Festival do Rio. Segundo Coutinho, foram inscritos cerca de 500 películas este ano.

Veja a lista completa de filmes aqui. 



O FICA foi idealizado em 1999 por Luiz Felipe Gabriel, Jaime Sautchuk, Adnair França e Luís Gonzaga, sob a coordenação geral do cineasta João Batista de Andrade. Hoje, ele é comandado pelo Secretário Estadual de Cultura, Gilvane Felipe, e recebe consultorias de Lisandro Nogueira (professor da Universidade Federal de Goiás) e do jornalista Washington Novaes; e tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado, que todo ano reserva cerca de R$ 4 milhões para os investimentos.

Fotos do festival de cinema:



slideshow | Viewer

Confira outros festivais de cinema ambiental pelo Brasil


Mercado do peixe atrai consumidores brasilienses


O Mercado do Peixe de Brasília, localizado no CEASA-DF, surgiu há um ano e meio de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal – SEAGRI-DF, e o Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA.

O Mercado do Peixe é uma Associação, sem fins lucrativos a associação composta por 90 criadores e pescadores, que chegou a Brasília visando a autossuficiência no abastecimento de pescado da cidade.  Além da autossuficiência, o Mercado cria oportunidades e  valoriza a produção dos pequenos produtores e pescadores, o que possibilita a inclusão destes no mercado.

Uma grande vatangem do Mercado do Peixe é a relação direta entre produtor e consumidor.  Ao mesmo tempo que o produtor tem seu produto valorizado, o consumidor tem à sua disposição peixes fresquinhos. O cliente chega no Mercado, escolhe o peixe no tanque e em seguida ele é abatido e limpo na hora. Esse é o grande diferencial do Mercado.“Esse procedimento é feito para preservar a cor, o sabor e a textura do peixe”, afirma o presidente da Associação, Elmar Wagner (75).

No Mercado do Peixe pode-se encontrar os seguintes tipos de peixes: Tilápia, Pintado, Tambaqui, dentre outros. Todos de água doce e vindos da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal – RIDE-DF, da qual fazem parte o Distrito Federal, 19 municípios do Goiás e 3 de Minas Gerais.  Além de peixes, são vendidos mexilhões, trazidos de Santa Catarina.

Em um sábado comum, a venda média do Mercado é de 650 quilos de peixe, podendo chegar a 3 toneladas no feriado de Semana Santa.O Mercado do Peixe é aberto aos sábados de 7h às 17h.

Curiosidades:
Como saber se o peixe está fresco?
. Os peixes devem ter boa aparência, ou seja, sem manchas, furos ou cortes na superfície;
. Os olhos devem ser brilhantes, salientes e transparentes;
. As escamas devem ser unidas entre si, brilhantes e fortemente aderidas à pele;
. As brânquias (guelras) devem possuir cor que vai do rosa ao vermelho intenso, sem viscosidade, úmidas e brilhantes;
. Odor característico e não repugnante;
. Livre de contaminantes (como areia, pedaços de metais, plásticos, combustíveis, sabão e moscas).


Por- Bruna Salvador Santos-Jornal Esquina on-line

NO SINAL - PALHAÇOS TRANSFORMAM FAIXA DE PEDESTRE EM PICADEIRO


Roupas coloridas, maquiagem exagerada e o inconfundível nariz vermelho. Quem nunca se encantou por esse personagem tão característico do universo infantil? Conhecido há mais de quatro mil anos, o palhaço não se limitou aos picadeiros e, ainda hoje, é um dos personagens favoritos dos que se dedicam a arte de fazer rir. Mesmo em lugares simples e imediatos, a magia do palhaço de rua não se apagou. Prova disso é o espetáculo de outro palhaço, Francisco Lima, que há oito meses descontrai o dia a dia dos brasilienses se apresentando nos semáforos da capital.
Nascido e criado no interior de São Paulo, Francisco veio a Brasília para proporcionar melhores condições de vida a sua família. Mas não satisfeito com o mercado de trabalho, em uma roda de amigos descobriu que tinha o dom de fazer as pessoas rirem. Sobre seu espetáculo, Francisco afirma não seguir nenhum roteiro. “Crio palhaçadas na hora, gosto de brincar com o humor de cada motorista para descontraí-los”, conta.  Segundo o artista, o palhaço sempre será o personagem principal do universo infantil.
Persistência - Sem dúvida é no universo infantil que o palhaço conquista o maior espectador. É o que afirma Genilson Francisco, mais conhecido como o palhaço Psiu. Na profissão há 15 anos, o animador de festas infantis atribui às crianças sua perseverança. “Muita gente que começou comigo na profissão desistiu. Eu acho que o fato de gostar mesmo de criança me levou a continuar”. Apesar de ter tido uma infância difícil em um orfanato, Psiu (como prefere ser chamado) não perdeu o sorriso e o espírito brincalhão. Além do trabalho com animação em festas, ele desenvolve atividades voluntárias em creches e orfanatos.
“O motivo verdadeiro disso tudo foi saber, até pela minha própria vida, que essas crianças precisam de alegria. Foi o que me deu forças pra continuar o palhaço Psiu”. Apesar dos outros personagens que invadiram o mercado das festas infantis, Genilson ressalta que o palhaço não deixou de ser o favorito da criançada. O trabalho com música e gincanas envolve até os adultos e sempre se torna o principal atrativo do evento. “O palhaço tem uma capacidade de segurar a atenção da criança. Eu ainda não sei como eu consigo segurar tantas crianças por tanto tempo”, afirma Psiu. Questionado sobre como faz para sempre manter o bom humor e a alegria do personagem, Genilson não exita: “É fácil! O Genilson fica em casa. Vai pra festa o Palhaço Psiu, cheio de amor”.
Outro brasiliense, hoje consagrado ator e coreógrafo Zé Regino conseguiu, na pele do Palhaço Zambelê, conquistar o teatro brasiliense. Participou com seus trabalhos de festivais em vários estados do Brasil, Espanha, EUA, Portugal, Itália, Alemanha e Malta. No espetáculo “Saída de emergência”, o público é convidado a participar das ingênuas trapalhadas de Zambelê, que sempre encontra um desfecho divertido para suas confusões. Para compor o Palhaço Zambelê, Zé Regino aliou o talento ao estudo e técnica. “Quando eu comecei a fazer não sabia que tinha técnica. E tem! Tem curso, tem treinamento. Nos anos 80 não tinha. Você aprendia pela cara e a coragem”.
Nos anos 90, porém, segundo ele, este quadro começa a se modificar. A arte clown chega com força ao Brasil e começam a surgir estudiosos dispostos a falar sério sobre o riso. Foi na Inglaterra que Zé Regino conheceu o manual “A arte da bobagem”. O material, de autora brasileira, rege os princípios básicos para se trabalhar com o estado de graça e manter o público numa espécie de ingenuidade dilatada. “É nisso que eu venho me aprofundando. Nessa questão de trabalhar com a bobagem. Quanto mais simples, mais legal pode ficar. E aí o importante não é o que você faz, mas como você faz”, afirma Zé Regino.
A pedagoga e pós-graduada em administração escolar Daniela Salazar ressalta o caráter lúdico do personagem. Segundo ela, a imagem do palhaço é associada a um momento prazeroso, de descontração. Além disso, o personagem tem a possibilidade de transmitir mensagens educativas através das brincadeiras. Sobre a faixa etária que mais se interessa pelo personagem afirma: “Todas! Se for criativo até eu sou despertada e me recordo dos tempos de criança. Alegria contagia qualquer um”.

Por Karina Jordão - Jornal Esquina On-line

NO SINAL - Ambulante lamenta pressão

Sacos de lixo, pano de chão, frutas da época. Vende-se de tudo nos semáforos de Brasília. Ambulantes disputam espaços com panfleteiros e artistas; todos buscam o pão de cada dia. O trabalho informal sustenta chefes de família como o ambulante Hélio da Silva, que trabalha no semáforo da 708 Norte. Ele comprou panos de chão e frutas, mas reclama que é perturbado por mafiosos, ‘donos da Asa Norte’.

O ambulante revela que o investimento não tem trazido o retorno desejado. "Comprei os produtos com meu dinheiro, mas não está valendo a pena", afirma Hélio da Silva.

Trabalho em família

Os irmãos Santos saem do Itapoã às seis e meia da manhã e seguem para um dos pontos que Daniel Santos gerencia na Asa Norte. O empregador do trabalho informal, cunhado de Daniel, tem quatro pontos na Asa Norte e paga a alimentação e mil reais por mês, como salário, ao jovem. "Ele (o dono do ponto) já chegou a me oferecer os direitos trabalhistas, mas ainda não resolvi", afirmou o gerente.

Para sustentar a mulher e o enteado, Daniel prefere trabalhar no sinal a procurar um emprego com carteira assinada. Davi Santos, pai de quatro filhos, trabalha por porcentagem e revela seu ganho mensal e também não quer mudar de emprego. "Chego a ganhar 1600 reais por mês", afirmou.

Vendedores ambulantes tentam ganhar o pão de cada dia entre carros parados no sinal. Em pequenas andanças, durante de três minutos, enquanto o sinal permanece vermelho na 713 Norte, dois irmãos vendem panos e frutas da época.

Por Luciano Villalba Neto - Jornal Esquina On-line

NO SINAL - Vendedor ambulante em semáforos quer legalização da profissão

            ”Na semana passada, eu perdi uma caixa de balas. A fiscalização tomou as flanelas que uma mulher estava vendendo no sinal e ainda levou minha caixa de balas. Tudo bem se fosse material pirata, mas eu tinha a nota fiscal”, afirma Edson Valadares, 30 anos. Ele trabalha há sete anos nos semáforos de Brasília, começou vendendo óculos de sol, paçocas, balas, flanelas e ultimamente vende mais canetas e carregadores para celulares. Mas diz que depende da época, ele observa que no final do mês é melhor revender produtos mais baratos e os que as pessoas compram mais, como panos de saco, sacos de lixo e frutas.

            Esse homem, morador do Recanto das Emas, conta que a ideia de ir comercializar em semáforos surgiu a partir da necessidade, quando a filha nasceu e ele não tinha trabalho: ”eu tinha que trabalhar, eu não tinha profissão, profissão minha é vendedor e agora eu tenho de serviços gerais de limpeza, eu sou muito bom de limpeza. Eu to aprendendo alguma coisa na vida, agora né?”.

            Há três meses, pela primeira vez, Vasconcelos conseguiu um trabalho com carteira assinada, fazendo a limpeza de um shopping do Distrito Federal em dias alternados. ”Na minha folga como é hoje, eu estou vindo fazer mais um bico porque o salário lá é pouco, e nós temos que pagar água, luz, gás, fazer refeição e não dá”, ressaltou.

            Ele fala que a maioria das pessoas que são vendedores nos semáforos não quer ter um trabalho fichado, pois não tem horário para ir ao serviço e nem para voltar, vai trabalhar no dia que quer e pode sair para resolver outras questões quando precisa. Mas além dos benefícios, conta que há os malefícios: ”não tem seguro desemprego, nós temos que pagar nossas passagens, nós temos que pagar nossos almoços e quando vende ganha, quando não vende, não ganha. A outra desvantagem é que a gente tem que correr do rapa, que sempre estão aí fazendo o trabalho deles”.

            Vasconcelos quer que a profissão de vendedor em semáforos seja regularizada, assim como foi a de flanelinha. ”Eu acho que eles deveriam legalizar, assim, igual fizeram com os flanelinhas, que agora eles têm colete e têm carteirinha. Acho que no semáforo podia ter colete e carteira para as pessoas que trabalham com mercadorias que não são piratas. A gente poderia trabalhar tranquilamente”, afirmou.

Por Weslian Medeiros - Jornal Esquina On-line

Polêmica sobre a prática de acupuntura persiste

A acupuntura – técnica da medicina chinesa que utiliza agulhas aplicadas em diversos pontos do corpo – tem conquistado cada vez mais adeptos no Brasil. A prática chegou ao país por meio de imigrantes japoneses, há muito tempo – em 1908. Contudo, somente em 1995 foi reconhecida como uma especialidade da medicina, por meio da Resolução nº 1.455/95, do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O grande debate em relação ao tema é que, embora muitos profissionais da saúde e técnicos exerçam a acupuntura, o CFM vem lutando desde 2001 – por meio de ações judiciais contra Conselhos de outras categorias – pela exclusividade médica para a prática.

O artigo 5º, inciso XIII, da Constituição Federal, estabelece que “é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. No caso da acupuntura, como não existe regulamentação legal, inclusive no que diz respeito à competência para o exercício dela, qualquer pessoa pode “livremente” aprender a técnica e aplicá-la.

De acordo com o médico acupunturista David Gonçalves Nordon, “do ponto de vista de requerimentos técnicos, para o exercício da acupuntura no Brasil é necessário adquirir uma formação”. Existem dois tipos de capacitação: o curso técnico (para profissionais que têm somente o nível médio) e o curso de pós-graduação (para quem tem nível superior em alguma área da saúde).

No caso dos médicos, ele explicou que existe a residência em acupuntura, que, segundo ele, aborda a acupuntura não do ponto de vista da medicina tradicional chinesa, mas do ponto de vista ocidental.

Decisão favorável ao CFM

Em abril de 2012, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região deu provimento a um recurso do CFM para restringir a prática da acupuntura a médicos. Isso provocou grande insatisfação por parte de enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos e outros profissionais que a exercem.

Os argumentos do CFM são baseados na afirmação de que a acupuntura trata doenças e que, no Brasil, o diagnóstico e o tratamento destas são atividades exclusivas de médicos. Veja o posicionamento do Conselho. Saiba mais

Contudo, como a decisão judicial não tem força de lei, ainda pode ser reformada pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo Supremo Tribunal Federal (se a discussão abordar aspectos constitucionais), desde que haja recursos. O Conselho Federal de Enfermagem já se posicionou e, em nota, afirmou que defenderá em juízo os direitos dos enfermeiros acupunturistas.

Além dos profissionais da saúde, técnicos em acupuntura também não concordam com o posicionamento do CFM – é claro. O acupunturista Marco Aurélio Valadão considera que o tratamento com agulhas vem de uma fonte de conhecimento muito diferente da medicina ocidental.  

A verdade é que, enquanto o exercício da acupuntura não for regulamentado por lei, a discussão permanecerá e as decisões judiciais também.
Por Noa Abe - Jornal Esquina on-line

NO SINAL - Para ser independente, vendedor de caquis inicia jornada 4h30

Aos 18 anos de idade, o vendedor de caquis Reidison da Silva faz, pelo menos, duas viagens por dia. Ele mora na cidade de Luziânia (GO), a 60 quilômetros de Brasília, onde trabalha. O ponto de vendas é um sinal no Eixo Monumental. O rapaz nasceu em Salvador e há um ano saiu da casa dos pais e veio morar em Brasilia para tentar a vida e criar uma independência em relação aos pais.

Segundo o vendedor, tinha boas condições de vida com a família. Mas resolveu morar sozinho em Luziânia e, conforme garante, com o dinheiro que consegue vendendo caqui, paga todas as contas. Desde que chegou em Brasilia, o rapaz já fez de tudo um pouco. Trabalhou como embalador, atendente de lanchonete e posto de gasolina.

Ele conta que faz parte de uma empresa, onde trabalham cerca de 40 pessoas, desde pessoas mais novas até os mais velhos. Às 4h30, o transporte fornecido para o grupo de vendedores busca todos eles em casa e deixa cada pessoa em um ponto de venda. Nessa atividade, ele diz ganhar R$ 80 por dia, sendo que R$ 20 são descontados para cobrir despesas de transporte e da refeição.

O vendedor explica que cada um recebe cerca de vinte bandejas com dez caquis cada uma. “Normalmente, vendo tudo. Mas, ultimamente, o movimento não tem sido bom”. O tempo de trabalho é dividido com os estudos. Ele frequenta uma escola pública perto de casa, onde cursa o primeiro ano. E mesmo debaixo do sol e sob o cansaço de um dia inteiro de trabalho Reidison não perde o bom humor. Conta que além do trabalho e dos estudos sobra tempo pra namorar. ”Aos finais de semana, eu vou para a igreja rezar e paquerar”, conta.
Por Marília Saldanha - Jornal Esquina on-line