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NO SINAL - Ambulante vende balas depois de demissão




A vida nos sinais é uma realidade recente para Nilson dos Santos Araújo. Demitido há pouco mais de um mês, o baiano de 24 anos se vira para pagar o aluguel da casa onde vive com a mulher, em Águas Lindas de Goiás. Primeiro tentou vender biscoitos e pipoca nos semáforos de Brasília. Agora, decidiu vender balas e doces nos ônibus que aqui circulam.

Emprego

Desde que chegou de Riachão das Neves (BA), há 3 anos, Nilson conseguiu alguns empregos formais. Já trabalhou como ajudante de pedreiro, como repositor de mercadorias em uma rede atacadista, e também foi garçom. No último caso, nem chegou a ter carteira assinada.  “Foram poucos dias. Teve uma vez que faltei e não pude avisar, daí cheguei no restaurante e a dona soltou os cachorros pra cima de mim. Fui demitido na hora”, conta, queixando-se da humilhação desnecessária que sofreu.

Foi como ajudante de pedreiro que Nilson experimentou a maior estabilidade. Trabalhava numa obra em Taguatinga já tinha 18 meses, quando sofreu a última demissão. “Tava faltando material na obra, eu fui atrás e o cara achou ruim”, explica. Então arrumou um bico para revender biscoitos de polvilho e pipoca doce de uma fábrica de Águas Lindas.

Informalidade

De segunda a sexta Nilson passava as tardes nos semáforos próximos ao Tribunal de Justiça em Brasília, até conseguir vender o bastante. “Recebia comissão pela quantidade que vendia. Tinha vez que dava R$10,00, outras vezes R$15,00 por dia. No máximo isso!”, revelou.  Devido ao retorno insuficiente, ele decidiu largar o negócio.

Agora Nilson vende balas, amendoim, pirulito, e outros alimentos industrializados dentro dos ônibus do Distrito Federal. A maior dificuldade, segundo ele, é que nem todo motorista gosta de lhe dar carona. Mas não reclama. “Até agora tem sido bem melhor. Por dia tô ganhando mais”, comemora, sem dar maiores detalhes.

Sonhos

Com o dinheiro que começa a juntar, Nilson pensa em tirar a habilitação para dirigir. “Mais pra frente quero arrumar um serviço melhor, como motorista. Também quero juntar uma grana extra para visitar meu pai na Bahia, em agosto”, vislumbrou. Por enquanto, ele aproveita os finais de semana para fazer o que mais gosta no tempo livre: visitar a "parentaiada" – como chamou –  espalhada por todo o Distrito Federal. São tios, primos e irmãos, todos em busca dos respectivos sonhos.

Por Sérgio Bertoldi

Marco civil da internet

Por: André Bello

Foto: Cultura Digitial
 
A Constituição brasileira de 1988 significou o marco legal da liberdade do país. Até essa data a democracia era considerada frágil. O regime militar terminou oficialmente em 1985, mas ainda existia uma forte sensação de medo e receio de um retrocesso. Depois de uma ampla participação popular, o Brasil promulgou a nova Constituição que é considerada a mais democrática por muitos cidadãos. Após 25 anos, os brasileiros discutem agora o marco civil da internet. É para muitos a “Constituição da internet”.  

O projeto, que deve ser votado ainda este ano no Congresso, estabelece a primeira regulamentação geral da rede no país. Os direitos e deveres se aplicam aos indivíduos e aos provedores, que não mais poderão ser responsabilizados pelas publicações dos usuários (salvo em questões determinadas pela justiça). Dois pontos são mais sensíveis nesse debate: regras de uso dos dados pessoais e a neutralidade da rede. 

O marco civil da internet pretende estabelecer um prazo para que as informações pessoais dos usuários sejam guardadas pelas empresas. Hoje não existe uma transparência e esses dados ficam em mãos das empresas, de acordo com Ronaldo Lemos, especialista em Direito digital.
 
Escute a entrevista com Ronaldo Lemos, especialista em Direito digital:
 
 

O segundo ponto de discussão é a neutralidade da rede, ou seja, qualquer informação que  “navega” pela rede deve receber um tratamento igualitário. Dessa forma, os provedores de conexão não poderão determinar quais dados são prioritários, o que colocaria o usuário como um ator passivo, sem liberdade de escolhas. Para o deputado Alessandro Molon, relator do projeto, a neutralidade da rede é importante para garantir que a internet continue sendo um espaço democrático e aberto.
 
Escute a entrevista com o deputado Alessandro Molon sobre Constituição na Internet:
 

NO SINAL - Vendedor de caqui no Lago Norte tem 10 filhos




Aos dezessete anos de idade, o vendedor Jonas Oliveira foi pego de surpresa com uma notícia que mudou sua vida e o rumo dos seus planos: uma filha estava para chegar. O que ele tinha como objetivo virou um sonho distante. A vontade de estudar para tornar-se aviador civil passou a ser uma lembrança e deu lugar à necessidade de trabalhar para sustentar a família.

Jonas já teve vínculos empregatícios como frentista, gerente de comércio, cobrador de ônibus e vigilante. O vendedor diz que não quer ter chefe nunca mais por já ter sofrido muitas humilhações. As decepções e a falta de oportunidade o afastaram do mercado formal. Ele conta que trabalhou durante dezessete anos em uma empresa de vigilância que declarou falência e deixou, assim como ele, cerca de mil funcionários sem receber um centavo.

Hoje, aos 46 anos de idade, Jonas vende frutas da época em um sinal próximo ao Centro de Atividades do Lago Norte. Nesse ponto está há dois anos, mas a experiência em sinais já vem de longa data. Em 1998, paralelamente ao trabalho como vigia noturno, começou a vender bandeirinhas do Brasil durante a Copa do Mundo de Futebol.

O vendedor reconhece que o trabalho de venda no sinal não é formal, mas afirma que vive melhor que muita gente que atua na formalidade. Para ele é muito melhor trabalhar, ainda que não seja dentro da lei, do que depender das bolsas do governo, que ele batiza como “bolsa eleitoreira” e “bolsa preguiça”.

Não ser subordinado a ninguém é um fator positivo do trabalho autônomo, mas lidar com a fiscalização não é fácil. Jonas, que mora em Ceilândia, diz ter escolhido um ponto de venda tão longe de casa, pois o lugar não tem muita gente vendendo, o que atraí menos fiscalização. Quando ela vem, o prejuízo é grande. “Dependendo do dia, se eles chegam logo de manhã cedo e recolhem toda a mercadoria, eu tenho um prejuízo de uns duzentos reais”, afirma.

Hoje, o seu ganho diário é em torno de R$80,00 a R$100,00 reais.  Para garantir um bom lucro no final do mês ele trabalha todos os dias, debaixo de sol ou chuva. “Se chove, eu coloco uma proteção nas frutas e continuo vendendo. A qualidade é que não pode cair”.

  Com o dinheiro que ganha, além de pagar as contas de água, luz, colocar gasolina e pagar o INSS como autônomo, Jonas ainda ajuda os dez filhos.  “O meu trabalho e dos meus colegas do sinal pode até ser informal, mas com certeza a gente movimenta a economia legal”.

Apesar de todos os gastos o vendedor conta que ainda consegue juntar dinheiro para tentar abrir um negócio. Jonas diz que apesar de o trabalho no sinal ser gratificante e mostrar a capacidade que ele tem de trabalhar, não quer ficar pra sempre no mesmo lugar. Ele tem como objetivo ser um pequeno empreendedor e afirma que quer continuar no ramo da venda de frutas.

Por Marina Corrêa - Jornal Esquina On-line

Grupo de dança faz a diferença em comunidade no ParkWay

 Por: Débora Carvalho
 
 
Jovens sem muitas opções de lazer encontram nos passos do free step uma forma de se divertirem e se afastam do crime e das drogas

Integrantes do grupo de dança
Jovens, música eletrônica e dança. A mistura de sons e movimentos não é apenas lazer para os adolescentes de Vargem Bonita, no ParkWay. Na comunidade localizada a cerca de 25 km do Plano Piloto, o free step é também uma forma de superação e ocupa corpo e mente de quem antes flertava com o mundo das drogas e crime.

O ritmo, que chegou a Vargem Bonita em 2010, reuniu os jovens e deu início a um grupo voluntário de estudantes. A dança consiste em passos que são conduzidos pelos sons eletrônicos com o deslize dos pés pelo chão e uma mistura de movimentos com as mãos.

Apesar de dançar há pouco mais de um ano, Danilo Lopes já fundou um grupo. O jovem deu os primeiros passos em uma festa de ano novo com a família e amigos. Para Danilo a dança é um refúgio. “Sempre que dançamos nossa mente está focada somente ali. Sendo assim, esquecemos dos problemas do dia-a-dia”, diz. O rapaz, de 17 anos, ainda destaca que além de competições em encontros chamados de meet up, o grupo já realizou algumas apresentações na comunidade.

Leandro também tem 17 anos e conta que sua vida mudou depois que entrou para o grupo. “Eu levava uma vida meio errada, sem futuro. Até o dia que eu vi os meninos dançando”, destaca o jovem. Leandro diz ainda que desviar o foco da ideia de consumir drogas para a dança foi essencial. “Você se distrai, fica com a cabeça ocupada”.

Seu Zezão é padrinho do grupo. Ao elogiar o grupo o comerciante local não economizou palavras. “Eu dou o maior apoio. Vi esses meninos crescerem e acho incrível a iniciativa do Danilo.

 
 
Saiba mais sobre o grupo de dança na reportagem dos alunos do Esquina:




Busque seu direito, ele é seu!


Por: Camila Muguruza e Jhady Arana




Direito do consumidor, direito de todos os brasileiros, mas que nem todos buscam. O Código de Defesa do Consumidor foi criado em 1990, após a criação da última Constituição Federal em 1988, e com ele, muitos benefícios para todos os consumidores que antes eram lesados pelas empresas.

As relações de consumo são a base do sistema brasileiro, o capitalista, e a importância do Código de Defesa do Consumidor é garantir que a relação entre empresa e cliente seja igual para a prosperidade do mercado. Segundo o advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC), Geraldo Tardin, a relação entre empresa e consumidor ainda precisa melhorar: “Existe uma convergência dos empresários em afirmar a importância do Código de Defesa do Consumidor na relação do consumo, principalmente na melhoria da qualidade de produtos e serviços ofertados, porém está muito longe do ideal”.

Para alguns brasileiros a burocracia é um empecilho para a busca de seus direitos, mas para a maioria, a falta de instrução é o grande problema, para o advogado de Direito do Consumidor, Erick Dantas, isso tem que mudar: “Existe uma grande parte da população que adota o método ‘deixa pra lá’ por questões burocráticas, e isso é uma falha que fez com que as empresas adotassem isso como uma estratégia empresarial”. Diferente do biblioteconomista Rômulo Nascimento, que comprou uma motocicleta nova da marca Kasinski – na revendedora Cia Motors localizada no Setor de Industria e Abastecimento (SIA) do DF – que apresentou diversos defeitos, inclusive falhas que ameaçaram sua vida. Rômulo recorreu à empresa, que não atendeu à suas reclamações, sendo assim, procurou um advogado e entrou com uma ação judicial.

Segundo balanço feito pelo Procon, em 2012, as empresas com mais reclamações foram companhias de telefonia e bancos. Entre as que menos solucionaram as queixas estão lojas de móveis, eletrodomésticos, roupas e supermercados. De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2012, o Procon-DF fez 197 mil atendimentos, entre eles recebimento de queixas, consultas e orientações. “Para você ter uma ideia, cerca de 78% das ações em juizados especiais, são de relação de consumo” conta Geraldo Tardin.

Existem também os direitos desconhecidos até pelas pessoas mais informadas.Você sabia que proibir a troca ou devolução de um produto em liquidação é ilegal? Além desta situação, muitos outros casos cotidianos que ferem o Código de Defesa do Consumidor são desconhecidos pela maioria. A cobrança pela entrada em restaurantes e casas noturnas, a cobrança extra pela perda de uma comanda, o pagamento obrigatório de couvert artístico e a espera de mais de 30 minutos em filas de bancos, são atitudes ilegais, que vão contra o Código de Direito do Consumidor.“O direito do consumidor é o puro exercício da cidadania, assim o consumidor deve sempre procurar informação quando se sentir lesado e caso tenha razão, procurar a justiça”, orienta Geraldo Tardin.

NO SINAL - Vendedor de balas no centro desencantou-se com profissão

O vendedor ambulante de doces e balas Marcos Rogério, 32 anos, trabalha perto da rodoviária há 17 anos, e diz que trabalhar de maneira informal garante o sustento da família. “Ganho muito mais dinheiro vendendo balinha do que se eu fosse fichado. Sei trabalhar como pedreiro, sou eletricista formado, mas trabalhando por conta própria ganho mais do que um salário”, afirma. “Não daria para sustentar meus filhos e minha mulher, então me adaptei na rua”.


Para o vendedor, trabalhar como ambulante é melhor, pois não precisa pagar impostos para o governo. “Se eu comprar um pacote de balinha por vinte e cinco centavos na distribuidora e vendê-lo por cinquenta, eu ganho cem por cento em cima da mercadoria”, diz.

Rogério ressalta que o sofrimento de todo vendedor na rua é o mesmo. Ele afirma que se o ambulante não se adaptar a esse tipo de emprego, ele se derrota. “Todo dia a gente tem um não, e temos que correr atrás do sim. O não já é garantido, então temos que oferecer de carro em carro, de pessoa em pessoa, e ficar feliz quando receber um sim”.

Ele trabalha em só um ponto da cidade onde mantêm sua clientela, e ganha cerca de R$ 50,00 trabalhando no mínimo seis horas por dia.

Dificuldades

O ambulante diz que enfrenta dificuldades diárias no trabalho. “Muitas vezes vou até o carro vender e a pessoa emburra a cara pra mim e fecha o vidro na hora”, diz. Para ele, essa atitude por parte de algumas pessoas é preconceituosa.

Outra barreira que Rogério enfrenta é o governo. “A fiscalização já me pegou algumas vezes, mas eu consegui recuperar meus produtos. Se eles levam 100 reais meu, o prejuízo é pra minha família”, relata.

A concorrência também preocupa o vendedor. “Se estou aqui e um deficiente chega para vender as mesmas mercadorias que eu, as pessoas preferem comprar com ele, e o mesmo acontece com as crianças que aparecem aqui”, afirma. “Assim como acontece preconceito em tudo nessa vida, na venda não é diferente”.

Como conseguir licença para trabalhar nas ruas

Para trabalhar como vendedor ambulante sem ser abordado, multado e ter os produtos apreendidos, é necessário atenção às normas de regulamentação, licença e autorização para essa prática comercial nas ruas.

Cada estado ou município tem um procedimento próprio para regularizar os trabalhadores. Para ficar em dia com a lei, o vendedor precisa procurar a sede do governo ou prefeitura da região.

É possível também regularizar a situação pela internet. Acesse www.portaldoempreendedor.gov.br  

Especialistas garantem que poder de decisão é fundamental para alcançar objetivos

Não bastar ter vontade para alcançar objetivos. E mais: é preciso decidir que metas traçar e aonde se pretende chegar. Quem afirma é a consultora e coach, Adriana Marques, em entrevista. Ela diz que para alcançar o objetivo tão desejado, é preciso realizar o passo-a-passo para prever resultados e buscar os recursos necessários para atingir as metas.
Assista a entrevista completa

Vida pessoal e profissional

É comum as pessoas acreditarem que, ao se traçar metas, o âmbito profissional está em primeiro lugar. Mas a coach Adriana Marques alerta que as pessoas devem traçar metas em, pelo menos, quatro áreas da vida. “A área pessoal é a que oferece base e consistência à vida das pessoas, e por isso é a mais importante quando se pensa em atingir objetivos”, diz Adriana Marques.
Não menos importantes, o âmbito profissional, os relacionamentos e a qualidade de vida, são as outras áreas em que as pessoas devem também se dedicar e buscar resultados.
A aluna de Letras, Rafaela Alves, acredita que a área profissional continua sendo a mais importante e mais difícil para alcançar os objetivos. Para ela, a maior realização a ser conquistada é passar em um concurso de taquígrafo, seu sonho desde criança. Além disso, Rafaela destaca que ninguém vive sem estudo, portanto pretende fazer intercâmbios e falar mais de quatro línguas fluentemente.
Características brasileiras

Os brasileiros não são as pessoas que mais traçam metas no mundo. Segundo Adriana Marques, os brasileiros vivem muito bem e não se preocupam em sair da zona de conforto em que estão. 

Além do famoso jeitinho, o povo brasileiro é caloroso, cordial e amigável e isso faz com que estejam sempre de bem com a vida e com os outros. Essas características são os principais motivos para os brasileiros não pensarem em traçar metas na vida.
Para a estudante de Jornalismo da UnB, Ingridy Peixoto, que mora sozinha em Brasília, no momento, a principal meta que ela pretende atingir é ser independente e garantir um emprego estável que lhe possibilite viajar pelo mundo inteiro, quando quiser.

Variáveis fundamentais

A consultora e coach, Adriana Marques, destaca três fatores essenciais quando se quer atingir um objetivo. É preciso que, além de estabelecer um prazo para alcançar essa meta, a pessoa tenha regras fundamentais para caminhar em direção ao objetivo.

Outro fator importante destacado pela consultora é a satisfação pessoal. As pessoas não devem pensar em satisfazer os pais ou amigos ao traçar metas. O objetivo da sua vida deve ter um significado pessoal para você, e não para os outros.

Por Gabriela Echenique - Jornal Esquina On-line
 

Brasilienses que moram nas satélites gastam tempo excessivo no trânsito

 
Percurso Brasília/ Gama em horário de pico. Foto de Noa Abe.
 
Brasília. A cidade que foi sonhada e planejada cresceu (veja pesquisa do Ipea) e hoje já sofre com os mesmos problemas enfrentados por antigas metrópoles brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo. Um deles é o transporte urbano.
 
A quantidade de carros nas ruas – em média, 37 para cada 100 pessoas – e as grandes distâncias dos percursos entre residência e trabalho fazem com que grande parte da população gaste tempo excessivo no trânsito. Estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o tempo de deslocamento casa-trabalho no Brasil revela que, por ser a sede do governo federal, o Distrito Federal é um caso particular. Segundo o estudo, isso explica em parte por que o DF possui os níveis mais elevados de PIB per capita e de taxa de motorização.
 
Entretanto, para muitos brasilienses, Brasília é apenas o local de trabalho. Embora existam muitas oportunidades de emprego, sobretudo em órgãos públicos, a renda da massa de trabalhadores não é compatível com o alto padrão de vida em Brasília. Os imóveis são de altíssimo custo (confira matéria da Exame ).

 Com isso, morar em cidades satélites, que, em contrapartida, não oferecem a mesma estrutura (algumas não tem estrutura alguma) e as mesmas oportunidades, é a alternativa. É um grande paradoxo.
 
Estresse

 

Trânsito na Esplanada dos Ministérios. Foto de Noa Abe.
 
O agente de segurança judiciária Paulo Lustosa considera que o tempo gasto no percurso entre casa e trabalho afeta consideravelmente a qualidade de vida dele, pois gera estresse, desgaste e ainda compromete o descanso e o tempo disponível para a família. Ele mora no Valparaíso (em média, 43 km de BSB) e chega a gastar duas horas por dia no trânsito, isso porque utiliza o carro próprio ou o transporte disponibilizado pelo Tribunal.
 
“Gostaria de vir de carro para o trabalho, porque, pelo menos, viria sentada”, disse a atendente comercial Aline Fiungo, que mora na Santa Maria (em média, 34 km de BSB). Para chegar à empresa onde trabalha (na Asa Norte) às 8h, ela sai de casa antes das 6h e, às vezes, ainda chega depois do horário.

 
Transporte público
 

Ao contrário de Aline, há quem prefira usar o transporte público. O servidor público Alisson Bruno Dias, que mora no Gama (em média, 30 km de BSB), gosta de ler enquanto está no caminho para o trabalho. “Sou totalmente a favor do transporte público. Atualmente, considero um sacrifício devido à qualidade do serviço prestado. Mas, ainda assim, a opção pelo transporte público beneficiaria a todos, com a diminuição do tráfego. Creio que este ano o serviço melhorará com as novas empresas, regras e ônibus”, afirmou.
 
O advogado Tiago Dias costuma usar o metrô pra evitar os engarrafamentos. Morador de Águas Claras (18 km de BSB), Tiago já pensou em morar perto do trabalho, mas mudou de ideia. “Cheguei à conclusão de que haveria perda da qualidade de vida, uma vez que as habitações da área central de Brasília são pequenas e desprovidas de infraestrutura (piscina, churrasqueira, playground, grandes salões de festas etc.), geralmente encontradas em novos condomínios, como, por exemplo, em Águas Claras”, comentou.
 
Quem não trabalha, também sofre com os problemas do trânsito. João Marcos Sales estuda na Universidade de Brasília, mas mora no Gama. Ele leva entre uma hora e meia e uma hora e quarenta e cinco minutos para chegar à UnB. “Utilizo o ônibus porque é o transporte mais barato para mim, além do mais porque tenho direito ao passe livre estudantil”, afirmou. Para ele, o tempo gasto no ônibus é perdido. “Posso até estudar e ler algum livro no ônibus, mas não é um estudo de qualidade”.

Por Noa Abe - Jornal Esquina On-line
 

Lojas comercializam pólvora falsificada e sem controle no DF



Ataque contra civis durante a maratona de Boston (nos Estados Unidos). Bombas caseiras utilizadas em assaltos no país inteiro. Tentativas de assassinatos por motivos diversos, como o que ocorreu em Anápolis no início do ano. Nessas histórias, algo em comum: a utilização da pólvora negra. No Distrito Federal, centro das decisões políticas do Brasil, às vésperas de receber visitantes de todo o mundo com a Copa das Confederações e a um ano da Copa do Mundo, um risco se esconde em lojas simples próximas à capital.
O material é vendido livremente, sem qualquer obediência à legislação do Exército que regula o setor. Em geral, são estabelecimentos que vendem fogos de artifício e até lojas de pesca sem os certificados de registros que autorizariam a venda.
Essa fiscalização que parece ser rigorosa, não é tanto assim, já que, segundo o Exército, a fiscalização obrigatória do comércio de explosivos é feita a cada dois anos. Dentro desse intervalo de tempo, muitas lojas desrespeitam a lei.
A equipe do Jornal Esquina percorreu lojas de fogos de artifício em diferentes regiões administrativas no Distrito Federal e consultou os vendedores sobre a pólvora. Em uma das visitas, em uma loja (Fogos Batata), no centro do Núcleo Bandeirante, o pedido de nossa reportagem foi tratado como trivial e desacompanhado de qualquer instrução sobre autorização de venda. O vendedor ofereceu pólvora em qualquer quantidade, sem nem se preocupar em pedir o certificado de registro que o comprador deve ter para ter acesso ao material.
Na Ceilândia, o fato se repete. Em um contato com um funcionário de uma loja de pesca (Casa São João), foi indicado um vendedor que atendeu a reportagem, que também ofereceu a pólvora sem limites de quantidade.
Autorização- O comércio da pólvora negra só pode ser realizado em estabelecimentos especializados em armas e munições, que possuam o Certificado de Registro (CR), documento emitido pelo Exército Brasileiro que habilita a empresa a vender explosivos. Porém, segundo o Exército, no DF não existe nenhuma loja que venda fogos de artifício e seja registrada no órgão autorizada a comercializar explosivos.
Para uma pessoa comprar algum tipo de explosivo, como a pólvora negra, ela precisa ser registrada no Exército e possuir o mesmo certificado. O consumidor deve ainda portar o Guia do Tráfego, que o permite circular com explosivos.
Dificuldades na fiscalização (Fiscalização intensificada)
Um total de 900 profissionais ligados a 290 organizações militares intensificou a fiscalização de produtos controlados como a pólvora, informou o Coronel Antônio Ruy Costa Junior, representante do Ministério da Defesa no grupo de trabalho que cuida da segurança dos próximos eventos esportivos internacionais.
O oficial admitiu que há dificuldades para rastrear a venda desses produtos e a sociedade precisar apoiar e denunciar a prática ilegal. “A segurança deve ser uma ação de todos, não apenas dos militares ou de outros representantes públicos. Essa reportagem que vocês estão fazendo é um bom exemplo de como todos podem participar”, disse.
O que diz a lei
De acordo com o Regulamento 105 (regulamento para a fiscalização de produtos controlados) do Exército, quando um produto é considerado controlado pelo Exército, significa que ele tem poder de destruição e é necessário que seu uso seja restrito a pessoas físicas e jurídicas legalmente habilitadas, seja com o Termo ou Certificado de Registro (TR ou CR). Esse registro tem validade de até três anos e pode ser suspenso ou cancelado, caso ocorra penalidade.
Ainda de acordo com o R-105, as repartições públicas federais, estaduais e municipais estão isentas do registro no Exército. Elas devem, apenas, solicitar autorização ao Exército, informar o produto requerido, a quantidade, a empresa onde vai adquirir, o local a ser depositado e a finalidade do uso.
Pólvora falsificada
Os tubos de pólvora aos quais a reportagem teve acesso (de cor verde escura) têm a marca “Elefante”, com a letra “f” inscrita. Porém, uma das principais empresas de explosivos do país, a Elephante (inscrita com “ph”), que tem sede em Barreiros (PE), negou que os tubos vendidos no DF sejam produzidos pela indústria. “Trata-se de uma falsificação. Há uma rede que produz em Minas Gerais e que usa o nosso nome (para conquistar espaço no mercado). Coloca nosso nome em tubos verdes”, disse a gerente da empresa, Edileuza Tavares. Ela lembra que o Exército havia iniciado uma investigação a respeito do assunto.
A gerente ainda destaca: “Não vendemos em tubos. Vendemos em sacos de 12 quilos apenas para empresas que possuem certificados de registros autorizados pelo Exército”. A Elephante produz também cerca de 300 toneladas de dinamite e alega que vende apenas também com a devida autorização da Força Armada.
A equipe de reportagem do Jornal Esquina entrou em contato com a Polícia Civil do Distrito Federal que não quis dar entrevista a respeito da fiscalização de explosivos e do combate a ataques a caixas eletrônicos no DF.
Por Gabriela Echenique – Jornal Esquina

Distrito Federal possui o 8º maior índice de homicídios de mulheres no Brasil, aponta estudo


O Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari e de autoria de Julio Jacobo Waiselfisz, coloca o distrito Federal como o 8º mais violento para as mulheres no país. Segundo os últimos dados, relativos a 2010, foram 78 assassinatos, o que correspondeu a uma taxa de 5,8 homicídios para cada 100 mil mulheres.Veja a pesquisa

A publicação mostra que o estado do Piauí é o que apresenta menor índice de violência contra a mulher, 2,5 a cada 100 mil e o Espírito Santo, número 1 no ranking, apresenta uma taxa de homicídios de 9,6 mulheres para o mesmo universo. Se nos estados a média em 2010 foi de 4,4 homicídios para 100 mil mulheres, nas capitais ela foi ainda maior, 5,1, sendo as mais elevadas em Vitória, João Pessoa, Maceió e Curitiba, que apresentaram níveis acima dos 10 homicídios para cada 100 mil mulheres no mesmo ano.

Entre 1980 e 2010 foram assassinadas no Brasil mais de 92 mil mulheres, sendo 43,7 mil só na última década. A taxa aumentou 230% nesse período, passando de 1.353 em 1980 para 4.465 em 2010.

Psicóloga explica tipos de agressão

A utilização de objetos cortantes, penetrantes, contundentes e a sufocação são os meios mais expressivos quando se trata de violência contra a mulher, o que pode indicar maior incidência de violência passional.
As armas de fogo ainda são o principal instrumento de homicídio no país, mas quando se trata de homicídios femininos, elas representam pouco menos da metade, enquanto nos masculinos representam 3/4. Ainda fazendo um comparativo entre homicídios do sexo masculino e feminino, pode-se observar que a taxa de morte por meio de violência doméstica é muito mais alta quando se trata de mulheres. Apenas 14,3% dos homens apresentam incidentes desse tipo, já a taxa de mulheres violentadas e mortas dentro da residência é de 41%.

Os dados base da pesquisa realizada por Julio Jacobo Waiselfisz foram obtidos através do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) e foram publicados na obra intitulada Mapa da Violência 2012.

Por Marina Nascimento - Jornal Esquina on-line

Psicóloga alerta para os variados tipos de violência contra mulheres


A violência contra a mulher pode apresentar diferentes características e tipos. A humilhação, a agressão física, como o espancamento e a tentativa ou o ato de estupro, estão entre as características das atitudes violentas contra mulheres. Essa violência pode ser de ordem psicológica, física, moral ou de patrimônio como explica a psicóloga Ciomara Schneider em entrevista. Assista aqui

DF: oitavo em assassinatos de mulheres

Em 2006, foi instaurada a lei 11.340, conhecida como Maria da Penha. Antes do surgimento dessa lei, muitas vítimas não faziam denúncias, pois eram elas que deveriam levar a intimação até o agressor, o que acabava por intimidar as mulheres.

Hoje, com a lei Maria da Penha, as mulheres têm o respaldo legal para fazerem suas denúncias sem medo. Para recorrer à lei, a mulher precisa de testemunhas e provas da agressão. A psicóloga ainda lembra que além do respaldo legal, existem também os grupos de apoio a mulheres vítimas de violência aos quais as vítimas podem recorrer.

A lei Maria da Penha se aplica a qualquer pessoa em situação de fragilidade em uma relação conjugal, portanto, homens e homossexuais também podem recorrer a ela em caso de necessidade.
Para fazer uma denúncia, a vítima deve entrar em contato com o número 180.

Por Marina Nascimento - Jornal Esquina on-line
Entrevista - Mariana Gonçalves

Parque da Cidade mantém qualidade do ar apesar de crescimento populacional


Por Ivan Brandão

Maior parque urbano do mundo, o Parque da Cidade foi fundado em 1974 e é onde o ar
apresenta a melhor qualidade em Brasília. Nem mesmo o kartódromo, que fica dentro do
Parque, é capaz de diminuir a qualidade do ar.



O índice de qualidade é medido através de um complicado cálculo. Aos níveis, são atribuídas
pontuações. Sendo 0 a 50 para a melhor qualidade, caso do Parque, e 299 para a pior.
Taguatinga, por exemplo, tem índice de 160 pontos. Lá o ar é considerado inadequado, de
acordo com IBRAM.

O lixo também diminuiu no Parque. Desde 2011 o parque está mais limpo e, quem frequenta o
parque, já percebeu. “Está bem mais cuidadinho. Na época em que eu corria aqui com o time
de basquete a gente via mato, lixo, mas ainda tem coisa pra melhorar”, diz o militar, Hugo Luís.



De acordo com o administrador do Parque, Paulo Dubois, o trabalho é duro. “Quando assumi,
em 2011, o mato era enorme. Começamos o trabalho e retiramos mais de 100 toneladas de
entulho”. Ele conta ainda, que mais de cem lixeiras foram instaladas, o que diminuiu bastante
a quantidade de lixo jogado em áreas inapropriadas.



O trabalho para manter os 420 hectares do Parque da Cidade pode mesmo ser difícil. “Mas se
a população conscientizar, o trabalho fica fácil”, completa Hugo, que ainda manda um recado:
Lugar de lixo, é no lixo.

Parque da Cidade: Campanha beneficente ganha apoio de frequentadores



Por Ivan Brandão

A campanha "Natal Solidário", uma iniciativa da direção do Parque e da administração de Brasília, foi lançada neste mês de novembro. O evento contou com as presenças do Administrador de Brasília, Messias de Souza, e do Diretor do Parque, Paulo Dubois.

O projeto prevê a coleta de roupas, brinquedos e alimentos não perecíveis que serão doados
para entidades filantrópicas do Distrito Federal. A julgar pelo número de frenquentadores do
Parque, 80 mil por semana, muitas famílias terão um natal feliz.

Os pontos de coleta de donativos serão espalhados por todo o Parque da Cidade. Eles ficarão
a disposição de quem quiser doar, até o dia 23 de dezembro. Na solenidade e lançamento da
campanha, o diretor do Parque ressaltou a importância de doar pelo bem da cidade. “Ajudará
o Natal de quem mais precisa, além de mostrar que a população do DF tem bom coração”.

O administrador de Brasília, Messias de Souza, também acredita no coração dos
brasilienses. “certamente os brasilienses saberão entender o espírito da solidariedade,
propiciando um natal melhor aos que nada possuem”.

Messias de Souza, Administrador de Brasília



Parque da Cidade: Kartódromo é espaço para todos os públicos


Espaço para quem gosta de velocidade

Por Patrícia Figuerêdo


O ritmo mais calmo do Parque da Cidade tem ritmo diferente na pista de kart.  Segundo os responsáveis pelo lugar, o estabelecimento abrange clientes que vão dos 13 aos 75 anos. Fundado em 1987, o local oferecia inicialmente apenas a Mini Fórmula 1, que é destinada para crianças entre 3 e 12 anos.  Seis anos após a inauguração, passou a oferecer o famoso karting indoor – considerado o primeiro degrau para quem quer seguir carreira automobilística-, segundo o gerente Virgílio Quintão.

O automobilismo é uma competição com automóveis considerada um dos esportes mais populares do mundo.  O dono do Carrera, que prefere não se identificar, tem grande amor pela velocidade e foi nessa linha, que resolveu criar um local destinado ao karting. Segundo Virgílio, o proprietário tem três filhos e um deles, inclusive, chegou a Formula 3000.

Os equipamentos básicos necessários para poder correr no kartódromo são: capacete, balaclava – uma espécie de touca que absorve o suor- e luvas. O gerente ressalta que a sensação de andar de kart é a mesma de pilotos de outras vertentes automobilísticas. A diferença básica é a velocidade alcançada, pois o Kart alcança cerca de 65 km, enquanto outros podem alcançar 150 km ou mais.

Faça chuva ou faça sol

Com o período chuvoso, a freqüência diminui cerca de 60%, segundo Virgílio. Porém, há quem considere o período mais emocionante. “Logo após uma boa chuva, uma pista estreita e molhada fez a corrida ficar muito mais divertida”, revelou o jornalista Ricardo Carvalho, 26 anos.  Ele admite os riscos, mas afirmou ter gostado da experiência.

          Ricardo frequenta o Kart há um ano e meio e diz que é algo fantástico, onde a adrenalina sobe a mil. “As ultrapassagens, as defesas de posição, a vontade de sair na frente e de fazer a melhor volta da corrida fazem desse esporte uma emoção à parte”, revelou.

O jornalista tem o kart como um hobby, do qual diz sentir orgulho. Ele considera a ida ao kartódromo mais do que um momento de lazer. “Sempre corro com os amigos e acaba sendo um momento de confraternização também”, contou.

Campeonatos

O Carrera Kart organiza uma competição que reúne os melhores pilotos do mês, baseado em estatísticas que ficam disponíveis no site do estabelecimento.

Para quem ainda quer treinar ou apenas competir com amigos, basta reunir um grupo e organizar a competição. Aqueles que se reúnem têm descontos  e ganham um maior tempo de corrida. É uma espécie de fidelização.

Um competidor que chama a atenção dos funcionários do Carrera é um senhor de 75 anos que participa das competições. “Ele sempre diz: ‘Não importa em que posição eu chegue no final da corrida. O meu maior troféu é estar no kart’”, contou o gerente Virgílio Quintão.

               Maior do mundo

Capacete tem 7 metros de altura

No Carrera Kart se encontra o maior capacete do mundo. Ele pode abrigar até 40 pessoas e foi um investimento estimado em 40 mil dólares. O instrumento tem quase 7 metros de altura e uma viseira móvel com abertura de 2 metros de altura. O capacete está registrado no Guiness Book.



Parque da Cidade: uma turma animada de atletas bate ponto no local




 Por Natasha Flor


Uma turma de aproximadamente oito adolescentes, formados por amigos de escola, estudantes do segundo ano do ensino médio se reúne para estabelecer regras e até mesmo treino de algumas modalidades no Parque.  Vôlei, futsal e corrida fazem parte da vida de cada um deles. “O time parece ser pequeno, mas quando chegamos aqui, todos querem jogar e entrar no time” afirma Jéssica Fonseca – membro do grupo. Ana Beatriz tem apenas 16 anos e participa das gincanas da sua turma e sempre vence, tudo isso graças ao pai Francisco Ferreira, também professor dos alunos. “A idéia foi dela, todos os domingos vínhamos para o parque, como tenho todos os equipamentos, fica mais fácil, além do prazer de ensiná-los” afirma Francisco.

Os treinos são feitos na Candangolândia em uma quadra próxima a casa de Francisco, todas as quartas-feiras, a partir das 19hs e a prática das aulas são feitas no próprio parque da cidade, todos os domingos. Para aquecer, o grupo dá uma volta no parque e depois escolhem o que irão jogar. “Tem dia que nem todos conseguem jogar, muita gente na fila” afirma o professor. Leila Cardoso, de 17 anos, componente do grupo, afirma que muitas vezes já chamou crianças do próprio parque para jogar uma partida de vôlei. “Quando o time não está completo, saio pelo parque a procura de gente para jogar, é raro, mais acontece” diz.

Francisco conta que diversas vezes vê turistas passeando pelo parque e que já chegaram a perguntar quanto custava uma partida.” Quando falo que não custa nada, é de graça, eles saem rindo” sorrir Francisco.  Além do momento de lazer que Francisco oferece ao grupo, há dois meses Francisco vende água no Parque. “Enquanto eles jogam, eu fico aqui, ganhando uma renda a mais” garante. Em quatro horas de um domingo, Francisco chegou a ganhar 200,00.