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Com um pé em Londres

Ópera é no cinema
Por: Alessandra Santos

Foto: Royal  Opera


“Viajar todos os anos para fora, para acompanhar o cenário de óperas é muito caro e complicado. Às vezes, não é possível nem conseguir ingressos na hora, já que os amantes da música compram com até um ano de antecedência”, conta o crítico, jornalista e professor de cinema Sérgio Moriconi. Assim como ele, muitos brasileiros não têm condições de sair de daqui para assistir óperas renomadas, como Carmen, Fausto, La Bohème, entre outros.

De olho nesse nicho, o Cinemark implantou um projeto em que são apresentados óperas e balés durante todo o ano e com um preço bem mais acessível ao público. Os ingressos variam entre R$ 60 (inteira) e R4 25 (meia). Dede 2012 a Rede Cinemark iniciou uma parceria com o Royal Opera House, uma das casas de espetáculo mais importante do mundo e de Londres. Antes, eles trabalhavam com o Metropolitan Opera House, de Nova York.

“Em outubro de 2010, a Cinemark incluiu na programação dos cinemas a temporada da ópera Metropolitan Opera House(Met). E em 2011, a Rede exibiu pela primeira vez uma ópera em 3D, com o espetáculo Carmen”, explica a diretora de marketing da Rede, Bettina Boklis. A iniciativa não se restringe apenas em Brasília, mas passa pelas 37 salas do Cinemark, que estão divididas em 24 cidades brasileiras. A transmissão fica toda por conta do próprio Royal e o som chega aos cinemas via satélite.

Tudo isso facilitou a vida de quem é apaixonado pelo gênero, como o escritor e apresentador do programa Vesperal Lírica, que vai ao ar todos os sábados, às 17h, na Brasil Super Rádio Fm, João Carlos Taveira. “Este ano eu já fui a todas e conheço o projeto desde o início, quando ainda havia a transmissão ao vivo aqui na rádio. Se formos comparar as duas casas, tanto a Met quanto a Royal, são magníficas”, reporta Taveira. Ele que começou desde cedo, aos cinco anos a escutar óperas e música clássica a partir de seu pai e avô.

Hoje, com 65 anos e nove filhos criados, não conseguiu transmitir o mesmo amor pela música para a geração seguinte e critica a falta de investimento no setor. “O empresário brasileiro não dá um níquel para a área, muito menos o governo. O Brasil ainda tem muito o que aprender com os Estados Unidos, por exemplo, onde os cidadãos podem inclusive, ajudar a financiar este tipo de arte”.

A figurinista Nina Maria ao contrário de Taveira não passou pelo Pier ou Cinemark, locais onde são exibidas as óperas em Brasília, mas morre de vontade de ir. “Eu nunca fui, porque sempre esqueço daí lembro quando vou assistir a um filme e passo pelo cartaz no local. Acabo me desorganizando”. Mas mesmo assim, está louca para conhecer. “Para mim, é uma mistura de diversão, hobby e trabalho, já que eu sou fissurada por figurino”, completa ela, que já trabalhou com alguns musicais infantis, como Os Saltimbancos.

A programação completa do festival, que vai até junho, está no site oficial do projeto (http://www.cinemark.com.br/royal-opera-house). As próximas apresentações são Fausto, La Fille Mal Gardée e Nabucco.







Eleitores do DF serão obrigados a votar com Biometria


Por Heron de Andrade

Foto por Heron Andrade

O sistema eleitoral brasileiro é reconhecido como um dos mais avançados  do mundo. A introdução de recursos tecnológicos, como a urna eletrônica, facilitou a vida dos eleitores e principalmente do processo de apuração, possibilitando resultados mais rápidos e seguros. Para o pleito de 2014 uma nova ferramenta já disponível em alguns estados da federação será adotada no Distrito Federal. Trata-se da biometria, um sistema adicional de identificação individual do eleitor por meio das impressões digitais que torna o sistema ainda mais seguro contra fraudes. Para tanto, o Tribunal Regional Eleitoral – DF  (TRE) convocou   os eleitores para um recadastramento obrigatório, cujo processo se iniciou em  29 de fevereiro desse ano,  e vai até 31 de março de 2014.

Segundo dados divulgados pelo TRE, desde o inicio do recadastramento, até 22 de março, 37.149 eleitores já haviam procurado os cartórios eleitorais para o recadastramento biométrico.  Os postos que mais receberam eleitores foram o de Ceilândia (2.240 ),  o cartório de Taguatinga Norte (2.238), o do Gama: (1.965), e em quarto lugar, o de Sobradinho (1.919). Segundo a Assessoria de Comunicação do TRE - DF, muitas pessoas, por comodidade,  preferem vir ao Plano Piloto  se cadastrar, uma vez que a atualização do registro de  eleitor pode ser feita em qualquer  posto ou cartório eleitoral. 

Esse primeiro balanço do processo de recadastramento representa 1,99 %  dos 1.863.129 eleitores registrados no DF. A continuar nesse ritmo, dificilmente o prazo estabelecido será suficiente. A 14ª Zona Eleitoral abrange a Asa Norte e Vila Planalto, e têm 110 mil eleitores. Segundo o chefe da 14ª Zona, Fábio Carvalho, a procura na Asa Norte tem sido maior. Fábio explica que o atendimento é prioritariamente realizado por agendamento, que pode ser feito pela internet ou por telefone, e que em média tem recebido entre 80 a 90 pessoas diariamente . No dia em que foi feita esta reportagem o  cartório eleitoral da 14ª Zona estava praticamente vazio.  “O TRE está buscando ampliar a capacidade para atender a demanda. O prazo é improrrogável, mas o tribunal está aumentando a capacidade de atendimento”, diz Fábio.
  
A desinformação de parte da população quanto ao recadastramento é outro problema a ser enfrentado pelo TRE. “Não estou sabendo de nada. Não vi ninguém comentar na TV nem em outro lugar”, diz José Carvalho, 22, morador de Ceilândia Norte. Gerson Dalvino, 24 ,estudante de Direito e também morador de Ceilândia afirma não estar sabendo do recadastramento “ Ainda não vi nada a respeito. Propaganda  até agora só de política, mesmo.”  Segundo Fábio Carvalho, o TRE imprimiu  folders para   divulgação,  convocou uma coletiva  e ainda conta com a divulgação na  imprensa . Micael Natalino, 22, técnico em enfermagem é eleitor na 12ª Zona Eleitoral em Ceilândia. Ele ouviu falar sobre o recadastramento na TV, mas não sabe como funciona. “Não agendei ainda. Mas disseram na TV que é rápido. Como não é urgente a gente acaba deixando pra fazer mais pra frente”, diz Micael. Ceilândia é o maior colégio eleitoral do DF.

Saiba mais sobre o recadastramento no DF:
 https://soundcloud.com/joonline2013/pod-cast-heron-16-04-13-ok
 
Idosos são mais conscientes
 Segundo o chefe do cartório da 14ª Zona Eleitoral, os idosos são os que mais estão procurando fazer o recadastramento. “Eles são mais conscientes, ficam preocupados.” É o que confirma o estudante de administração Wellington Santos, 23 morador de Santa Maria e registrado na 4ª Zona Eleitoral. “Só estou sabendo do recadastramento porque meu pai me avisou, mas ainda não agendei porque meu título está suspenso e precisa ser regularizado.” diz o jovem. 

Mutirão
Se os brasilienses deixarem para agendar na última hora, os cartórios eleitorais terão de se adaptar para atender a todos. “Já atendemos no limite da capacidade. Essa demanda exige atenção, é preciso empreender mais esforços, mas o servidor da justiça eleitoral já está acostumado”, diz Fábio Carvalho com a experiência de quem já trabalha no tribunal há 8 anos.  O servidor acrescenta que além do recadastramento, os cartórios eleitorais ainda têm que manter toda a rotina tradicional realizando novos alistamentos e transferência de eleitores. Segundo o servidor, o TER planeja realizar um sistema de mutirão, caso seja necessário.  O site oficial do TER-DF divulgou a informação de que o Governo do Distrito Federal planeja ceder servidores para reforçar os trabalhos do recadastramento. Seriam em torno de 92 servidores e 192 estagiários, além disso, são esperados 95 militares do Exército.  

Segundo Fábio, o cadastro é gratuito, se a documentação estiver em dia, tudo é feito no cartório ou no posto eleitoral em torno de 20 minutos. Todos devem fazer o recadastramento ainda que não seja  obrigado a votar, é o caso das  pessoas com mais de 70 anos de idade, maiores de 16 e menores de 18 anos e analfabetos. Pessoas com dificuldade de locomoção que a impossibilitem de se dirigir a um posto eleitoral deverão solicitar a quitação plena com a justiça eleitoral. “Eleitores que não se cadastrarem terão seus títulos cancelados”, acrescenta Fábio. 

Agendamento: 
Pelo telefone: 3048-4000, das 12 às 18h. 
Pelo site:  www.ter-df.jus.br

Prazo: até 31 de março de 2014.

Documentos necessários:
Carteira de identidade (RG);
Carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício funcional;
Certidão de nascimento ou casamento;
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
Instrumento público no qual se infira, por direito, ter o eleitor idade mínima de 16 ( dezesseis anos) e do qual constem,também,os demais elementos necessários a sua qualificação;
Certificado de quitação do serviço militar, para os maiores de 18 anos do sexo masculino, quando for tirar o título pela primeira vez;
Documento do qual se infira a nacionalidade brasileira do requerente ( Lei n° 7.444/85, art.5°).

Segurança nos grandes eventos



Foto: Projeto Castro Mello - Arq. Esportiva
Por: Lucas Salomão

Sede da Copa das Confederações e da Jornada Mundial da Juventude em 2013; da Copa do Mundo de 2014; e das Olimpíadas de 2016, o Brasil se tornou o centro das atenções do mundo. Para realizar tais eventos, foram necessários investimentos em infraestrutura para capacitar as cidades a fim de receber turistas de todos os lugares do globo. Apesar dos esforços, há muito a se fazer. Um dos pontos que mais preocupa, em especial após o atentado terrorista na maratona de Boston, nos Estados Unidos, é o da segurança pública. Quase R$ 2 bilhões foram investidos em todas as esferas acionadas para os eventos - defesa, segurança pública e inteligência. O Coronel  Ruy Costa Júnior, Gerente de Operações de Segurança e Inteligência do Ministério da Defesa, falou com o Esquina sobre as expectativas e perspectivas dos órgãos de defesa durante a realização de quatro dos maiores eventos mundiais.


Brasília de graça


Confira os principais lugares que oferecem eventos culturais gratuitos em Brasília

Imagem: Google Maps


Por: Talita Carvalho e Carolina Goulart

A capital federal está mais para capital cultural. Brasília oferece um enorme leque de opções para quem gosta de cultura, mas não gosta de gastar dinheiro. Peças de teatro, shows e filmes – é possível encontrar tudo isso de graça no Plano Piloto, de segunda a segunda. A programação é ampla e atende todos os públicos, desde os bebês até os mais velhinhos.

De acordo com o secretário de cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, Brasília é o espelho cultural de todo o País. Para ele, cultura é um direito básico de todo cidadão. No entanto, eventos culturais não podem ser apenas entretenimento - devem envolver arte, educação e meio ambiente, ou seja, cultura no seu sentido mais amplo.

Confira abaixo a entrevista completa com o Secretário de Cultura Hamilton Pereira:

Esquina: Como anda o cenário cultural de Brasília?

Hamilton Pereira: É importante introduzir no debate a noção de cultura como direito básico do cidadão e como um fator relevante no processo de desenvolvimento do Distrito Federal. Ao longo desses 20 meses pautamos a política pública de cultura em diálogo com a sociedade retirando-a daquela relação estreita, exclusivamente voltada para o entretenimento.

Esquina: Há muitos eventos culturais no Plano Piloto?

Hamilton Pereira:Nós estamos, ainda, engatinhando embora já tenhamos devolvido alguns Espaços importantes para a cidade. É papel da Secretaria cumprir um diálogo construtivo com outras áreas do Governo, como Educação, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Inclusão Social e Turismo que são fundamentais para uma ação cultural pública que vá além do entretenimento.

 Esquina: Os eventos gratuitos acontecem sempre?

Hamilton Pereira: Sim. Espetáculos teatrais, apresentações da Orquestra Sinfônica, shows musicais, carnaval, etc... Estes eventos ocorrem nos espaços Culturais como Teatro Nacional, Museu Nacional, nas Administrações Regionais, Centro Cultural Três Poderes,  Esplanada dos Ministérios e inclusive na Funart. Os eventos são destinados para pessoas dos diversos níveis da sociedade.

 Esquina: Os brasilienses costumam frequentar esses eventos? O senhor tem dados para nos fornecer?

Hamilton Pereira: As apresentações da Orquestra Sinfônica que ocorrem todas as terças-feiras por exemplo contam com a Sala Vila Lobos sempre lotada. Os shows de Ano Novo e Natal e aniversário de Brasília que ocorrem na Esplanada e Torre de Tv também apresentam um ótimo público. O Festival de Bonecos que é uma iniciativa da sociedade que nós apoiamos alcançou mais de 100 mil alunos da rede escolar.

Esquina: Podemos considerar Brasilia uma capital cultural?

Hamilton Pereira: Brasília recebe o que é produzido em todos os cantos do Brasil, mas também produz sua própria arte. Brasília precisa valorizar esta diversidade cultural. É o espelho cultural de todo o País.

Esquina: Como está o funcionamento dos espaços públicos que oferecem eventos culturais?

Hamilton Pereira: O Cine Brasília é a próxima obra que vamos entregar - não se trata como ocorreu ao longo dos anos passados de realizar uma mão de tinta - trata de um restauro. É preciso recuperar o Teatro Nacional, o MAB, a Casa do Cantador o Espaço Renato Russo, concluir a recuperação do Museu do Índio para que a gente possa chegar em 2014 com os espaços culturais de Brasília adequados para o cidadão do DF e para as pessoas que nos visitam.

Listas de lugares no mapa:



Confira também no mapa os locais:


Ver Brasília de graça num mapa maior

Unficação do piso é medida para resgatar a coletivada do jornalista brasiliense


Por:Amanda Lima
Amandalima1507@gmail.com

Mesmo com denúncias, sindicato dos jornalistas do DF afirma que não há discriminação entre os profissionais de diferentes mídias.


Há quase trinta dias da implantação do piso salarial unificado para o jornalista, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), afirmou sem citar nomes, que ainda recebe denúncias por parte de trabalhadores, alegando que os “patrões” oneram os profissionais abaixo do salário estabelecido para a categoria.

“Hoje com a transparência do piso, os trabalhadores têm nos procurado e feito algumas denúncias. Temos denúncias que os patrões estão pagando abaixo do piso[salarial]. São poucas, mas temos”, disse o vice-presidente do SJPDF, Wanderlei Pozzembom.

Desde o dia 01 de abril, o piso salarial do jornalista foi unificado, ou seja, não há distinção de valor mínimo entre profissionais da mídia impressa e eletrônica. Até esta data os veículos contratavam os jornalistas por distinção de mídia.

Por ser mais antiga, em geral, a mídia impressa possui os salários mais altos. Os profissionais da mídia eletrônica do Distrito Federal, afirmam que o piso salarial está longe de ser o ideal, mas que Brasília se sobressai se comparada a alguns estados.“Nós aqui conseguimos algumas melhorias, como a unificação do piso, que eu espero que seja praticada mesmo. Mas existem lugares em que você trabalha 13, 14 horas diárias sem nenhum tipo de remuneração. Em Brasília, apesar da hierarquia de salário do impresso, o jornalismo online tem o seu valor e seu preço, precisa ficar melhor, mas já é um começo”, afirmou a jornalista de uma agência do DF, que quis preservar sua identidade.

O sindicato afirma que “não há discriminação dentro da redação entre os jornalistas e que por enquanto na há resistência por parte dos patrões”, mas ressalta a importância do cumprimento do acordo por parte dos veículos.

 “Eu espero que eles cumpram com o compromisso assumido, porque caso contrário vamos cobrar na justiça. Apesar de ainda estarmos no ciclo de pagamento, é preciso que os patrões tenham essa consciência para acabar com o individualismo e resgatar a coletividade dentro dos veículos”, disse Pozzembom.

O SPJDF classificou essa divisão de pisos como uma ação astuta por parte dos “patrões”, e que pode ser perigoso para o próprio veículo.

“A gente percebeu que os patrões de uma forma muito esperta, criaram dois pisos: um para a mídia eletrônica e outro para a mídia impressa – e isso se tornou perigoso, pois a mídia eletrônica está crescendo mais que a impressa causando certa estagnação do meio impresso. O profissional de mídia eletrônica acaba atuando na mídia impressa também”, destacou Pozzembom.

A intenção da unificação do piso, segundo o sindicato, é resgatar a coletividade e acabar com o individualismo, uma vez que a premissa do acordo parte do princípio que os jornalistas independentemente da mídia que atuam, estão unidos pela mesma atividade: a produção da notícia.

A negociação

Para chegar a um acordo,  a negociação entre patrões e trabalhadores arrastou-se por mais de dois anos. O acordo conduzido pela atual gestão do SJPDF teve o  apoio do Ministério Público do Trabalho que identificou várias irregularidades na categoria. No último dia 1 de abril, a negociação teve um desfecho: o valor do piso salarial unificado para os jornalistas de Brasília, independentemente do veículo que atuam.

Para jornalistas que trabalham cinco horas, o menor salário passa a ser R$1.950,00. Para os profissionais que exercerem 6 horas de trabalho, o salário é de R$2.613,00 e para os que fazem jornada de 7 horas ou 8 horas de trabalho a remuneração é de R$3.276,00.

O acordo também prevê descanso remunerado para os profissionais que trabalharem mais de 5 horas diárias.

O sindicato não considera o piso unificado como uma conquista, e sim como um avanço. É a reafirmação de que a categoria ainda precisa brigar por direitos básicos, como descanso remunerado e vínculo empregatício por meio da Consolidação da Lei do Trabalho (CLT)”. Para o vice-presidente, estes são direitos que já deveriam estar consolidados.







Trabalhadores informais em Brasília

 Por:Isis Mendes
Imagem: Projeto História
 
 
Mesmo com os benefícios de abrir uma empresa na legalidade, os trabalhadores fazem da informalidade um jeito improvisado de ter o ganha pão diário.Basta dar uma voltinha pelas ruas da capital federal para perceber que a lista de trabalhadores e serviços informais oferecidos é extensa. São chaveiros, costureiras, lavadores de carro, vendedores de frutas, roupas, bolsas e por aí vai. Além das lanchonetes presentes em qualquer esquina. Segundo dados do Sebrae, a informalidade no Distrito Federal movimenta R$ 6 bilhões ao ano e abriga 230 mil trabalhadores. Lucimar Santos, gerente da Unidade de Atendimento do Sebrae no DF, afirma que o principal motivo que leva algumas pessoas a abrirem o seu negócio de maneira informal é a impressão de que há muita burocracia no registro da empresa. Além dos que empreendem por necessidade e acabam optando por oferecer algum tipo de serviço informal mesmo com as dificuldades que o trabalho sem carteira assinada impõe. Sem a regularização esses trabalhadores perdem em direitos e segurança.
 
Conheça a história do ex-pedreiro Ronaldo  e do ex-zelador Reinaldo:

NO SINAL - Ambulante vende balas depois de demissão




A vida nos sinais é uma realidade recente para Nilson dos Santos Araújo. Demitido há pouco mais de um mês, o baiano de 24 anos se vira para pagar o aluguel da casa onde vive com a mulher, em Águas Lindas de Goiás. Primeiro tentou vender biscoitos e pipoca nos semáforos de Brasília. Agora, decidiu vender balas e doces nos ônibus que aqui circulam.

Emprego

Desde que chegou de Riachão das Neves (BA), há 3 anos, Nilson conseguiu alguns empregos formais. Já trabalhou como ajudante de pedreiro, como repositor de mercadorias em uma rede atacadista, e também foi garçom. No último caso, nem chegou a ter carteira assinada.  “Foram poucos dias. Teve uma vez que faltei e não pude avisar, daí cheguei no restaurante e a dona soltou os cachorros pra cima de mim. Fui demitido na hora”, conta, queixando-se da humilhação desnecessária que sofreu.

Foi como ajudante de pedreiro que Nilson experimentou a maior estabilidade. Trabalhava numa obra em Taguatinga já tinha 18 meses, quando sofreu a última demissão. “Tava faltando material na obra, eu fui atrás e o cara achou ruim”, explica. Então arrumou um bico para revender biscoitos de polvilho e pipoca doce de uma fábrica de Águas Lindas.

Informalidade

De segunda a sexta Nilson passava as tardes nos semáforos próximos ao Tribunal de Justiça em Brasília, até conseguir vender o bastante. “Recebia comissão pela quantidade que vendia. Tinha vez que dava R$10,00, outras vezes R$15,00 por dia. No máximo isso!”, revelou.  Devido ao retorno insuficiente, ele decidiu largar o negócio.

Agora Nilson vende balas, amendoim, pirulito, e outros alimentos industrializados dentro dos ônibus do Distrito Federal. A maior dificuldade, segundo ele, é que nem todo motorista gosta de lhe dar carona. Mas não reclama. “Até agora tem sido bem melhor. Por dia tô ganhando mais”, comemora, sem dar maiores detalhes.

Sonhos

Com o dinheiro que começa a juntar, Nilson pensa em tirar a habilitação para dirigir. “Mais pra frente quero arrumar um serviço melhor, como motorista. Também quero juntar uma grana extra para visitar meu pai na Bahia, em agosto”, vislumbrou. Por enquanto, ele aproveita os finais de semana para fazer o que mais gosta no tempo livre: visitar a "parentaiada" – como chamou –  espalhada por todo o Distrito Federal. São tios, primos e irmãos, todos em busca dos respectivos sonhos.

Por Sérgio Bertoldi

Marco civil da internet

Por: André Bello

Foto: Cultura Digitial
 
A Constituição brasileira de 1988 significou o marco legal da liberdade do país. Até essa data a democracia era considerada frágil. O regime militar terminou oficialmente em 1985, mas ainda existia uma forte sensação de medo e receio de um retrocesso. Depois de uma ampla participação popular, o Brasil promulgou a nova Constituição que é considerada a mais democrática por muitos cidadãos. Após 25 anos, os brasileiros discutem agora o marco civil da internet. É para muitos a “Constituição da internet”.  

O projeto, que deve ser votado ainda este ano no Congresso, estabelece a primeira regulamentação geral da rede no país. Os direitos e deveres se aplicam aos indivíduos e aos provedores, que não mais poderão ser responsabilizados pelas publicações dos usuários (salvo em questões determinadas pela justiça). Dois pontos são mais sensíveis nesse debate: regras de uso dos dados pessoais e a neutralidade da rede. 

O marco civil da internet pretende estabelecer um prazo para que as informações pessoais dos usuários sejam guardadas pelas empresas. Hoje não existe uma transparência e esses dados ficam em mãos das empresas, de acordo com Ronaldo Lemos, especialista em Direito digital.
 
Escute a entrevista com Ronaldo Lemos, especialista em Direito digital:
 
 

O segundo ponto de discussão é a neutralidade da rede, ou seja, qualquer informação que  “navega” pela rede deve receber um tratamento igualitário. Dessa forma, os provedores de conexão não poderão determinar quais dados são prioritários, o que colocaria o usuário como um ator passivo, sem liberdade de escolhas. Para o deputado Alessandro Molon, relator do projeto, a neutralidade da rede é importante para garantir que a internet continue sendo um espaço democrático e aberto.
 
Escute a entrevista com o deputado Alessandro Molon sobre Constituição na Internet:
 

NO SINAL - Vendedor de caqui no Lago Norte tem 10 filhos




Aos dezessete anos de idade, o vendedor Jonas Oliveira foi pego de surpresa com uma notícia que mudou sua vida e o rumo dos seus planos: uma filha estava para chegar. O que ele tinha como objetivo virou um sonho distante. A vontade de estudar para tornar-se aviador civil passou a ser uma lembrança e deu lugar à necessidade de trabalhar para sustentar a família.

Jonas já teve vínculos empregatícios como frentista, gerente de comércio, cobrador de ônibus e vigilante. O vendedor diz que não quer ter chefe nunca mais por já ter sofrido muitas humilhações. As decepções e a falta de oportunidade o afastaram do mercado formal. Ele conta que trabalhou durante dezessete anos em uma empresa de vigilância que declarou falência e deixou, assim como ele, cerca de mil funcionários sem receber um centavo.

Hoje, aos 46 anos de idade, Jonas vende frutas da época em um sinal próximo ao Centro de Atividades do Lago Norte. Nesse ponto está há dois anos, mas a experiência em sinais já vem de longa data. Em 1998, paralelamente ao trabalho como vigia noturno, começou a vender bandeirinhas do Brasil durante a Copa do Mundo de Futebol.

O vendedor reconhece que o trabalho de venda no sinal não é formal, mas afirma que vive melhor que muita gente que atua na formalidade. Para ele é muito melhor trabalhar, ainda que não seja dentro da lei, do que depender das bolsas do governo, que ele batiza como “bolsa eleitoreira” e “bolsa preguiça”.

Não ser subordinado a ninguém é um fator positivo do trabalho autônomo, mas lidar com a fiscalização não é fácil. Jonas, que mora em Ceilândia, diz ter escolhido um ponto de venda tão longe de casa, pois o lugar não tem muita gente vendendo, o que atraí menos fiscalização. Quando ela vem, o prejuízo é grande. “Dependendo do dia, se eles chegam logo de manhã cedo e recolhem toda a mercadoria, eu tenho um prejuízo de uns duzentos reais”, afirma.

Hoje, o seu ganho diário é em torno de R$80,00 a R$100,00 reais.  Para garantir um bom lucro no final do mês ele trabalha todos os dias, debaixo de sol ou chuva. “Se chove, eu coloco uma proteção nas frutas e continuo vendendo. A qualidade é que não pode cair”.

  Com o dinheiro que ganha, além de pagar as contas de água, luz, colocar gasolina e pagar o INSS como autônomo, Jonas ainda ajuda os dez filhos.  “O meu trabalho e dos meus colegas do sinal pode até ser informal, mas com certeza a gente movimenta a economia legal”.

Apesar de todos os gastos o vendedor conta que ainda consegue juntar dinheiro para tentar abrir um negócio. Jonas diz que apesar de o trabalho no sinal ser gratificante e mostrar a capacidade que ele tem de trabalhar, não quer ficar pra sempre no mesmo lugar. Ele tem como objetivo ser um pequeno empreendedor e afirma que quer continuar no ramo da venda de frutas.

Por Marina Corrêa - Jornal Esquina On-line

Grupo de dança faz a diferença em comunidade no ParkWay

 Por: Débora Carvalho
 
 
Jovens sem muitas opções de lazer encontram nos passos do free step uma forma de se divertirem e se afastam do crime e das drogas

Integrantes do grupo de dança
Jovens, música eletrônica e dança. A mistura de sons e movimentos não é apenas lazer para os adolescentes de Vargem Bonita, no ParkWay. Na comunidade localizada a cerca de 25 km do Plano Piloto, o free step é também uma forma de superação e ocupa corpo e mente de quem antes flertava com o mundo das drogas e crime.

O ritmo, que chegou a Vargem Bonita em 2010, reuniu os jovens e deu início a um grupo voluntário de estudantes. A dança consiste em passos que são conduzidos pelos sons eletrônicos com o deslize dos pés pelo chão e uma mistura de movimentos com as mãos.

Apesar de dançar há pouco mais de um ano, Danilo Lopes já fundou um grupo. O jovem deu os primeiros passos em uma festa de ano novo com a família e amigos. Para Danilo a dança é um refúgio. “Sempre que dançamos nossa mente está focada somente ali. Sendo assim, esquecemos dos problemas do dia-a-dia”, diz. O rapaz, de 17 anos, ainda destaca que além de competições em encontros chamados de meet up, o grupo já realizou algumas apresentações na comunidade.

Leandro também tem 17 anos e conta que sua vida mudou depois que entrou para o grupo. “Eu levava uma vida meio errada, sem futuro. Até o dia que eu vi os meninos dançando”, destaca o jovem. Leandro diz ainda que desviar o foco da ideia de consumir drogas para a dança foi essencial. “Você se distrai, fica com a cabeça ocupada”.

Seu Zezão é padrinho do grupo. Ao elogiar o grupo o comerciante local não economizou palavras. “Eu dou o maior apoio. Vi esses meninos crescerem e acho incrível a iniciativa do Danilo.

 
 
Saiba mais sobre o grupo de dança na reportagem dos alunos do Esquina:




Busque seu direito, ele é seu!


Por: Camila Muguruza e Jhady Arana




Direito do consumidor, direito de todos os brasileiros, mas que nem todos buscam. O Código de Defesa do Consumidor foi criado em 1990, após a criação da última Constituição Federal em 1988, e com ele, muitos benefícios para todos os consumidores que antes eram lesados pelas empresas.

As relações de consumo são a base do sistema brasileiro, o capitalista, e a importância do Código de Defesa do Consumidor é garantir que a relação entre empresa e cliente seja igual para a prosperidade do mercado. Segundo o advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC), Geraldo Tardin, a relação entre empresa e consumidor ainda precisa melhorar: “Existe uma convergência dos empresários em afirmar a importância do Código de Defesa do Consumidor na relação do consumo, principalmente na melhoria da qualidade de produtos e serviços ofertados, porém está muito longe do ideal”.

Para alguns brasileiros a burocracia é um empecilho para a busca de seus direitos, mas para a maioria, a falta de instrução é o grande problema, para o advogado de Direito do Consumidor, Erick Dantas, isso tem que mudar: “Existe uma grande parte da população que adota o método ‘deixa pra lá’ por questões burocráticas, e isso é uma falha que fez com que as empresas adotassem isso como uma estratégia empresarial”. Diferente do biblioteconomista Rômulo Nascimento, que comprou uma motocicleta nova da marca Kasinski – na revendedora Cia Motors localizada no Setor de Industria e Abastecimento (SIA) do DF – que apresentou diversos defeitos, inclusive falhas que ameaçaram sua vida. Rômulo recorreu à empresa, que não atendeu à suas reclamações, sendo assim, procurou um advogado e entrou com uma ação judicial.

Segundo balanço feito pelo Procon, em 2012, as empresas com mais reclamações foram companhias de telefonia e bancos. Entre as que menos solucionaram as queixas estão lojas de móveis, eletrodomésticos, roupas e supermercados. De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2012, o Procon-DF fez 197 mil atendimentos, entre eles recebimento de queixas, consultas e orientações. “Para você ter uma ideia, cerca de 78% das ações em juizados especiais, são de relação de consumo” conta Geraldo Tardin.

Existem também os direitos desconhecidos até pelas pessoas mais informadas.Você sabia que proibir a troca ou devolução de um produto em liquidação é ilegal? Além desta situação, muitos outros casos cotidianos que ferem o Código de Defesa do Consumidor são desconhecidos pela maioria. A cobrança pela entrada em restaurantes e casas noturnas, a cobrança extra pela perda de uma comanda, o pagamento obrigatório de couvert artístico e a espera de mais de 30 minutos em filas de bancos, são atitudes ilegais, que vão contra o Código de Direito do Consumidor.“O direito do consumidor é o puro exercício da cidadania, assim o consumidor deve sempre procurar informação quando se sentir lesado e caso tenha razão, procurar a justiça”, orienta Geraldo Tardin.

NO SINAL - Vendedor de balas no centro desencantou-se com profissão

O vendedor ambulante de doces e balas Marcos Rogério, 32 anos, trabalha perto da rodoviária há 17 anos, e diz que trabalhar de maneira informal garante o sustento da família. “Ganho muito mais dinheiro vendendo balinha do que se eu fosse fichado. Sei trabalhar como pedreiro, sou eletricista formado, mas trabalhando por conta própria ganho mais do que um salário”, afirma. “Não daria para sustentar meus filhos e minha mulher, então me adaptei na rua”.


Para o vendedor, trabalhar como ambulante é melhor, pois não precisa pagar impostos para o governo. “Se eu comprar um pacote de balinha por vinte e cinco centavos na distribuidora e vendê-lo por cinquenta, eu ganho cem por cento em cima da mercadoria”, diz.

Rogério ressalta que o sofrimento de todo vendedor na rua é o mesmo. Ele afirma que se o ambulante não se adaptar a esse tipo de emprego, ele se derrota. “Todo dia a gente tem um não, e temos que correr atrás do sim. O não já é garantido, então temos que oferecer de carro em carro, de pessoa em pessoa, e ficar feliz quando receber um sim”.

Ele trabalha em só um ponto da cidade onde mantêm sua clientela, e ganha cerca de R$ 50,00 trabalhando no mínimo seis horas por dia.

Dificuldades

O ambulante diz que enfrenta dificuldades diárias no trabalho. “Muitas vezes vou até o carro vender e a pessoa emburra a cara pra mim e fecha o vidro na hora”, diz. Para ele, essa atitude por parte de algumas pessoas é preconceituosa.

Outra barreira que Rogério enfrenta é o governo. “A fiscalização já me pegou algumas vezes, mas eu consegui recuperar meus produtos. Se eles levam 100 reais meu, o prejuízo é pra minha família”, relata.

A concorrência também preocupa o vendedor. “Se estou aqui e um deficiente chega para vender as mesmas mercadorias que eu, as pessoas preferem comprar com ele, e o mesmo acontece com as crianças que aparecem aqui”, afirma. “Assim como acontece preconceito em tudo nessa vida, na venda não é diferente”.

Como conseguir licença para trabalhar nas ruas

Para trabalhar como vendedor ambulante sem ser abordado, multado e ter os produtos apreendidos, é necessário atenção às normas de regulamentação, licença e autorização para essa prática comercial nas ruas.

Cada estado ou município tem um procedimento próprio para regularizar os trabalhadores. Para ficar em dia com a lei, o vendedor precisa procurar a sede do governo ou prefeitura da região.

É possível também regularizar a situação pela internet. Acesse www.portaldoempreendedor.gov.br  

Especialistas garantem que poder de decisão é fundamental para alcançar objetivos

Não bastar ter vontade para alcançar objetivos. E mais: é preciso decidir que metas traçar e aonde se pretende chegar. Quem afirma é a consultora e coach, Adriana Marques, em entrevista. Ela diz que para alcançar o objetivo tão desejado, é preciso realizar o passo-a-passo para prever resultados e buscar os recursos necessários para atingir as metas.
Assista a entrevista completa

Vida pessoal e profissional

É comum as pessoas acreditarem que, ao se traçar metas, o âmbito profissional está em primeiro lugar. Mas a coach Adriana Marques alerta que as pessoas devem traçar metas em, pelo menos, quatro áreas da vida. “A área pessoal é a que oferece base e consistência à vida das pessoas, e por isso é a mais importante quando se pensa em atingir objetivos”, diz Adriana Marques.
Não menos importantes, o âmbito profissional, os relacionamentos e a qualidade de vida, são as outras áreas em que as pessoas devem também se dedicar e buscar resultados.
A aluna de Letras, Rafaela Alves, acredita que a área profissional continua sendo a mais importante e mais difícil para alcançar os objetivos. Para ela, a maior realização a ser conquistada é passar em um concurso de taquígrafo, seu sonho desde criança. Além disso, Rafaela destaca que ninguém vive sem estudo, portanto pretende fazer intercâmbios e falar mais de quatro línguas fluentemente.
Características brasileiras

Os brasileiros não são as pessoas que mais traçam metas no mundo. Segundo Adriana Marques, os brasileiros vivem muito bem e não se preocupam em sair da zona de conforto em que estão. 

Além do famoso jeitinho, o povo brasileiro é caloroso, cordial e amigável e isso faz com que estejam sempre de bem com a vida e com os outros. Essas características são os principais motivos para os brasileiros não pensarem em traçar metas na vida.
Para a estudante de Jornalismo da UnB, Ingridy Peixoto, que mora sozinha em Brasília, no momento, a principal meta que ela pretende atingir é ser independente e garantir um emprego estável que lhe possibilite viajar pelo mundo inteiro, quando quiser.

Variáveis fundamentais

A consultora e coach, Adriana Marques, destaca três fatores essenciais quando se quer atingir um objetivo. É preciso que, além de estabelecer um prazo para alcançar essa meta, a pessoa tenha regras fundamentais para caminhar em direção ao objetivo.

Outro fator importante destacado pela consultora é a satisfação pessoal. As pessoas não devem pensar em satisfazer os pais ou amigos ao traçar metas. O objetivo da sua vida deve ter um significado pessoal para você, e não para os outros.

Por Gabriela Echenique - Jornal Esquina On-line
 

Brasilienses que moram nas satélites gastam tempo excessivo no trânsito

 
Percurso Brasília/ Gama em horário de pico. Foto de Noa Abe.
 
Brasília. A cidade que foi sonhada e planejada cresceu (veja pesquisa do Ipea) e hoje já sofre com os mesmos problemas enfrentados por antigas metrópoles brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo. Um deles é o transporte urbano.
 
A quantidade de carros nas ruas – em média, 37 para cada 100 pessoas – e as grandes distâncias dos percursos entre residência e trabalho fazem com que grande parte da população gaste tempo excessivo no trânsito. Estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o tempo de deslocamento casa-trabalho no Brasil revela que, por ser a sede do governo federal, o Distrito Federal é um caso particular. Segundo o estudo, isso explica em parte por que o DF possui os níveis mais elevados de PIB per capita e de taxa de motorização.
 
Entretanto, para muitos brasilienses, Brasília é apenas o local de trabalho. Embora existam muitas oportunidades de emprego, sobretudo em órgãos públicos, a renda da massa de trabalhadores não é compatível com o alto padrão de vida em Brasília. Os imóveis são de altíssimo custo (confira matéria da Exame ).

 Com isso, morar em cidades satélites, que, em contrapartida, não oferecem a mesma estrutura (algumas não tem estrutura alguma) e as mesmas oportunidades, é a alternativa. É um grande paradoxo.
 
Estresse

 

Trânsito na Esplanada dos Ministérios. Foto de Noa Abe.
 
O agente de segurança judiciária Paulo Lustosa considera que o tempo gasto no percurso entre casa e trabalho afeta consideravelmente a qualidade de vida dele, pois gera estresse, desgaste e ainda compromete o descanso e o tempo disponível para a família. Ele mora no Valparaíso (em média, 43 km de BSB) e chega a gastar duas horas por dia no trânsito, isso porque utiliza o carro próprio ou o transporte disponibilizado pelo Tribunal.
 
“Gostaria de vir de carro para o trabalho, porque, pelo menos, viria sentada”, disse a atendente comercial Aline Fiungo, que mora na Santa Maria (em média, 34 km de BSB). Para chegar à empresa onde trabalha (na Asa Norte) às 8h, ela sai de casa antes das 6h e, às vezes, ainda chega depois do horário.

 
Transporte público
 

Ao contrário de Aline, há quem prefira usar o transporte público. O servidor público Alisson Bruno Dias, que mora no Gama (em média, 30 km de BSB), gosta de ler enquanto está no caminho para o trabalho. “Sou totalmente a favor do transporte público. Atualmente, considero um sacrifício devido à qualidade do serviço prestado. Mas, ainda assim, a opção pelo transporte público beneficiaria a todos, com a diminuição do tráfego. Creio que este ano o serviço melhorará com as novas empresas, regras e ônibus”, afirmou.
 
O advogado Tiago Dias costuma usar o metrô pra evitar os engarrafamentos. Morador de Águas Claras (18 km de BSB), Tiago já pensou em morar perto do trabalho, mas mudou de ideia. “Cheguei à conclusão de que haveria perda da qualidade de vida, uma vez que as habitações da área central de Brasília são pequenas e desprovidas de infraestrutura (piscina, churrasqueira, playground, grandes salões de festas etc.), geralmente encontradas em novos condomínios, como, por exemplo, em Águas Claras”, comentou.
 
Quem não trabalha, também sofre com os problemas do trânsito. João Marcos Sales estuda na Universidade de Brasília, mas mora no Gama. Ele leva entre uma hora e meia e uma hora e quarenta e cinco minutos para chegar à UnB. “Utilizo o ônibus porque é o transporte mais barato para mim, além do mais porque tenho direito ao passe livre estudantil”, afirmou. Para ele, o tempo gasto no ônibus é perdido. “Posso até estudar e ler algum livro no ônibus, mas não é um estudo de qualidade”.

Por Noa Abe - Jornal Esquina On-line
 

Lojas comercializam pólvora falsificada e sem controle no DF



Ataque contra civis durante a maratona de Boston (nos Estados Unidos). Bombas caseiras utilizadas em assaltos no país inteiro. Tentativas de assassinatos por motivos diversos, como o que ocorreu em Anápolis no início do ano. Nessas histórias, algo em comum: a utilização da pólvora negra. No Distrito Federal, centro das decisões políticas do Brasil, às vésperas de receber visitantes de todo o mundo com a Copa das Confederações e a um ano da Copa do Mundo, um risco se esconde em lojas simples próximas à capital.
O material é vendido livremente, sem qualquer obediência à legislação do Exército que regula o setor. Em geral, são estabelecimentos que vendem fogos de artifício e até lojas de pesca sem os certificados de registros que autorizariam a venda.
Essa fiscalização que parece ser rigorosa, não é tanto assim, já que, segundo o Exército, a fiscalização obrigatória do comércio de explosivos é feita a cada dois anos. Dentro desse intervalo de tempo, muitas lojas desrespeitam a lei.
A equipe do Jornal Esquina percorreu lojas de fogos de artifício em diferentes regiões administrativas no Distrito Federal e consultou os vendedores sobre a pólvora. Em uma das visitas, em uma loja (Fogos Batata), no centro do Núcleo Bandeirante, o pedido de nossa reportagem foi tratado como trivial e desacompanhado de qualquer instrução sobre autorização de venda. O vendedor ofereceu pólvora em qualquer quantidade, sem nem se preocupar em pedir o certificado de registro que o comprador deve ter para ter acesso ao material.
Na Ceilândia, o fato se repete. Em um contato com um funcionário de uma loja de pesca (Casa São João), foi indicado um vendedor que atendeu a reportagem, que também ofereceu a pólvora sem limites de quantidade.
Autorização- O comércio da pólvora negra só pode ser realizado em estabelecimentos especializados em armas e munições, que possuam o Certificado de Registro (CR), documento emitido pelo Exército Brasileiro que habilita a empresa a vender explosivos. Porém, segundo o Exército, no DF não existe nenhuma loja que venda fogos de artifício e seja registrada no órgão autorizada a comercializar explosivos.
Para uma pessoa comprar algum tipo de explosivo, como a pólvora negra, ela precisa ser registrada no Exército e possuir o mesmo certificado. O consumidor deve ainda portar o Guia do Tráfego, que o permite circular com explosivos.
Dificuldades na fiscalização (Fiscalização intensificada)
Um total de 900 profissionais ligados a 290 organizações militares intensificou a fiscalização de produtos controlados como a pólvora, informou o Coronel Antônio Ruy Costa Junior, representante do Ministério da Defesa no grupo de trabalho que cuida da segurança dos próximos eventos esportivos internacionais.
O oficial admitiu que há dificuldades para rastrear a venda desses produtos e a sociedade precisar apoiar e denunciar a prática ilegal. “A segurança deve ser uma ação de todos, não apenas dos militares ou de outros representantes públicos. Essa reportagem que vocês estão fazendo é um bom exemplo de como todos podem participar”, disse.
O que diz a lei
De acordo com o Regulamento 105 (regulamento para a fiscalização de produtos controlados) do Exército, quando um produto é considerado controlado pelo Exército, significa que ele tem poder de destruição e é necessário que seu uso seja restrito a pessoas físicas e jurídicas legalmente habilitadas, seja com o Termo ou Certificado de Registro (TR ou CR). Esse registro tem validade de até três anos e pode ser suspenso ou cancelado, caso ocorra penalidade.
Ainda de acordo com o R-105, as repartições públicas federais, estaduais e municipais estão isentas do registro no Exército. Elas devem, apenas, solicitar autorização ao Exército, informar o produto requerido, a quantidade, a empresa onde vai adquirir, o local a ser depositado e a finalidade do uso.
Pólvora falsificada
Os tubos de pólvora aos quais a reportagem teve acesso (de cor verde escura) têm a marca “Elefante”, com a letra “f” inscrita. Porém, uma das principais empresas de explosivos do país, a Elephante (inscrita com “ph”), que tem sede em Barreiros (PE), negou que os tubos vendidos no DF sejam produzidos pela indústria. “Trata-se de uma falsificação. Há uma rede que produz em Minas Gerais e que usa o nosso nome (para conquistar espaço no mercado). Coloca nosso nome em tubos verdes”, disse a gerente da empresa, Edileuza Tavares. Ela lembra que o Exército havia iniciado uma investigação a respeito do assunto.
A gerente ainda destaca: “Não vendemos em tubos. Vendemos em sacos de 12 quilos apenas para empresas que possuem certificados de registros autorizados pelo Exército”. A Elephante produz também cerca de 300 toneladas de dinamite e alega que vende apenas também com a devida autorização da Força Armada.
A equipe de reportagem do Jornal Esquina entrou em contato com a Polícia Civil do Distrito Federal que não quis dar entrevista a respeito da fiscalização de explosivos e do combate a ataques a caixas eletrônicos no DF.
Por Gabriela Echenique – Jornal Esquina