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Escolas do DF têm alimentação saudável após mudança de regras


Alimentos em cantinas escolares do DF. Foto: Jéssica Simabuku

O cardápio das escolas do Distrito Federal mudou após uma decisão que já se aplicava ao menu das escolas públicas. Agora os colégios particulares também têm de se adequar à nova alimentação. O decreto que regulamenta a Lei nº 5.146 de 2013 está publicado no Diário Oficial do DF de 24 de novembro de 2015.

Pela norma, podem ser vendidos no ambiente escolar legumes, frutas, sucos naturais, iogurtes, bebidas lácteas, sanduíches naturais sem maionese, pães e biscoitos integrais, tortas ou salgados assados e barras de cereais sem chocolate.


As cantinas comerciais localizadas no interior das escolas ainda devem oferecer para consumo, diariamente, pelo menos uma variedade de fruta da estação in natura, inteira ou em pedaços. De acordo com a lei, as unidades só poderão funcionar mediante alvará sanitário.



Decreto publicado no Diário Oficial que regulamenta a Lei nº 5.146, que estabelece diretrizes para alimentação adequada e saudável nas escolas de rede de ensino do DF. Foto: Diário Oficial da União/Reprodução


De acordo com o presidente da Associação de Cantinas das Escolas do DF (ACEDF), Luiz Magalhães, a transição está sendo tranquila, já que comerciantes haviam se preparado para cumprir a lei. “As cantinas já se anteciparam à regulamentação da lei e deixaram de servir alimentos gordurosos e prejudiciais à saúde há algum tempo."


Segundo o decreto, “a promoção da alimentação adequada e saudável compreende as ações da educação alimentar e nutricional e a oferta de alimentos e refeições nutricionalmente adequadas com controle de qualidade e condições higiênico-sanitárias dos alimentos”.
Frutas in natura, lanches naturais e gelatinas oferecidas em 
cantina escolar. Foto: Jéssica Simabuku

O decreto não se aplica somente às cantinas das instituições de ensino. Os comerciantes instalados a até 50 metros dos portões das escolas também devem seguir os novos padrões.

A nutricionista Bruna Parente afirmou apoiar a nova medida, e acredita ser algo positivo para a alimentação dos jovens. “Eu acho um avanço (o novo decreto), porque a gente sempre tem que estar visando a alimentação saudável da criança. Se uma cantina tem um salgadinho e uma salada de frutas, a criança sempre vai escolher o salgadinho.“

Porém, ela acredita que, mesmo com esse novo decreto, as crianças não vão mudar. Por isso o ideal é que elas levem o lanche diretamente de casa. “Na lancheira você sabe qual a procedência, quem preparou a comida, quais ingredientes foram utilizados para preparar aquele alimento e qual foi a forma de higienização dos utensílios." Ouça trecho da entrevista. 


Bruna apresenta algumas sugestões de itens essenciais nas lancheiras das crianças, para que se possa reduzir e controlar o alto índice de obesidade infantil observado no Brasil:
  • 1 tipo de carboidrato integral: pão integral com queijo branco, biscoito integral ou um bolinho de banana integral sem açúcar; 
  • 1 fruta ou suco: caso a escolha seja de suco, ele deve ser natural ou de polpa sem açúcar.
Sugestão de itens para composição de lancheira. Foto: Reprodução

O papel da Secretaria de Educação é orientar os alunos e cantineiros com relação às medidas estabelecidas no decreto. Por meio da Diretoria de Alimentação Saudável, a pasta disponibiliza nutricionistas que vão até as escolas para fazer esse trabalho. 

Dona de uma cantina em uma rede de escolas particulares de Brasília, Patrícia Cipriani diz que conseguiu se adaptar facilmente ao novo cardápio porque desde que estabeleceu a cantina no colégio, serve alimentos mais saudáveis para os alunos. Para ela, a mudança estimula os jovens a se desenvolverem com saúde, porém é de difícil adaptação. 

Patrícia afirma ainda que a cantina recebe uma nutricionista duas vezes por semana, para adaptar o cardápio para os alunos. Ouça entrevista. 


De acordo com a Secretaria, cantinas que descumprirem a lei sofrerão multas ou demais penalidades que variam de R$ 2 mil a R$ 1 milhão, dependendo das irregularidades. A pasta informa que até o momento foram inspecionadas 84 escolas, mas a Vigilância Sanitária está organizando um cronograma para verificar as condições das cantinas de todas as escolas do DF.


Alimentos proibidos e permitidos nas cantinas escolares 
do DF de acordo com decreto que regulamenta a 
Lei nº 5.146 de 2013. Foto: Reprodução 

A servidora pública Renata Pinheiro tem um filho de 12 anos que estuda em uma escola onde a cantina também oferece um cardápio mais saudável na merenda. Segundo ela, o garoto aprovou a qualidade do lanche na cantina da escola, e tem se alimentado melhor em casa também.

"Ele mesmo notou uma diferença que não tem nada frito e que os lanches são bem saborosos. Apesar de reclamar no início, ele percebeu que era uma qualidade de vida para ele em termos de alimentação, e gostou disso. Acho que tudo inicia em casa. A alimentação saudável tem que vir primeiro de casa e o apoio da escola é fundamental".

Nas escolas públicas, foi preciso colocar à venda no mínimo duas das frutas em estado natural descritas no parágrafo único do artigo 4º da Lei nº 5.232, de 5 de dezembro de 2013. As opções são banana, laranja, mexerica, maçã, pera e goiaba.

Auditores da Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde do DF, analisam se as cantinas estão trabalhando de acordo com as normas estabelecidas do decreto. Se necessário, são feitas recomendações de ajustes, e é dado um prazo para que se adequem e cumpram as solicitações feitas. 
Salgados assados servidos em escola do DF. Foto: Jéssica Simabuku


Materiais publicitários sobre alimentos que fazem mal à saúde não podem ser expostos no ambiente escolar. Também não são permitidos alimentos industrializados cuja taxa de calorias provenientes de gordura saturada ultrapasse 10% das calorias totais. 



Por Hugo Reis e Jéssica Simabuku

Tratamentos para o peso do transtorno alimentar

             Medo, desconfiança e vergonha foram os principais sentimentos relatados e demonstrados pelas fontes desta reportagem ao contarem as próprias histórias. O anonimato trouxe um pouco de conforto, mas o assunto ainda é difícil de ser abordado. Mais de 70 milhões de pessoas possuem transtornos alimentares em todo o mundo, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos. Doenças como anorexia e bulimia nervosas e transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP), afetam aspectos profundos e primordiais para o convívio social, além da saúde física e mental.
 
Durante a apuração, foi necessário mergulhar no complexo mundo dos transtornos alimentares. Entrevistei profissionais da área que lidam com as doenças diariamente e achei que havia compreendido todos os aspectos necessários para a reportagem. Finalmente, comecei a entrevistar portadores de transtornos alimentares. Somente durante esta última etapa entendi o tamanho do desespero e sofrimento que uma pessoa com esse tipo de diagnóstico enfrenta.
 
“Mas não vai aparecer meu nome mesmo, não é? Ninguém vai saber que fui eu que falei, certo?”. Mesmo após explicar que o jornal Esquina não iria expor as identidades dos entrevistados, perguntas como essas foram feitas repetidamente durante duas conversas, tanto pela pessoa diagnosticada com anorexia nervosa como por aquela com bulimia nervosa.
 
Aos poucos fui percebendo que os transtornos alimentares não têm como consequência apenas a diminuição radical de peso. Eles diminuem também a confiança, a autoestima e sufocam a vida de quem enfrenta essas doenças. Por isso, os tratamentos com profissionais especializados na área tornam-se fundamentais para a recuperação integral de pacientes que buscam ajuda.
 
             Os tipos de tratamentos variam, mas, de acordo com a psicóloga Renata Pires, as estratégias utilizadas geralmente para superar essas doenças são: 

...
 Arte: Gabriela Caixeta

 
Caso você ou alguém que conheça esteja enfrentando algum transtorno alimentar, procure ajuda na rede pública do DF. O Grupo de Atendimento e Trantornos Alimentares (GATA) oferece suporte com uma equipe multidisciplinar para tratar doenças como anorexia, bulimia ou TCAP.
 
Para mais informações entre em contato pelo telefone: (61) 3326-3346
 
Confira a matéria completa do Jornal Esquina sobre transtornos alimentares e seus tratamentos a seguir:

http://issuu.com/blog_esquina/docs/pg_29_obsess__o_pela_comida


Por: Gabriela Caixeta


Tem arte na Vila do Boa

Uma pesquisa da Companhia de Planejamento do Distrito Federal, aponta que São Sebastião é a região administrativa com maior índice de pobreza da capital. A equipe foi até a cidade conferir de perto as alegrias e os desafios de quem mora por lá. O artista plástico Nivaldo Nunes é um dos moradores que fazem a diferença, principalmente para as crianças.





Confira no link abaixo mais detalhes sobre essa história

Arte na Vila do Boa





clique sobre a imagem para a leitura integral da reportagem realizada para o esquina

http://issuu.com/blog_esquina/docs/pg_12_e_13_-_vila_do_boa_comunidade

Por Júlia Campos e Nabil Sami


Os deficientes fomos nós



Tudo começou com uma pauta. Era simples. Precisávamos falar com secretarias para saber sobre inclusão e acessibilidade no Distrito Federal. A gente teria que entrevistar especialistas e entender algumas limitações do atendimento a portadores de necessidades especiais. Por fim, precisaríamos de deficientes para ilustrar a matéria, mostrar as dificuldades na prática – o que, dentro do jornalismo, chamamos de "personagens".

Nosso primeiro passo foi conversar com os deficientes. E o que parecia sem mistério, modificou o nosso jeito de pensar. Nunca tínhamos refletido sobre o fato de que remédios em conta-gotas excluem cegos que precisam aplicar o medicamento, pois como poderiam medicar filhos pequenos, por exemplo, sem enxergar as gotas? Fomos pegos de surpresa ao pensar que poderiam existir grupos musicais só de surdos. Descobrimos um mundo meigo e gentil das pessoas com síndrome de Down. Encontramos um cego que, com 17 irmãos que enxergam, é o único integrante da família com diploma de ensino superior. Nós havíamos sido furtados de uma realidade. Isso fez com que invertêssemos não só a ordem dentro do cronograma de apuração, mas dentro da nossa lógica de pensar.

Clique aqui e confira o material completo.

Veja a reportagem publicada no Jornal Esquina.




Por Gabriela Caixeta, Jade Abreu, Julyana Sousa e Thiago Marcolini

J. Botânico: 99% dos condomínios usam fossas


A região do Jardim Botânico, apesar de ser considerada de elevado padrão de vida, ainda não tem sistema de saneamento básico. Apenas são encontradas fossas sépticas e poços artesianos nas casas de moradores. Este fato reduziu o Índice de Oportunidade Humana (IOH) da região para “abaixo do esperado”, segundo pesquisa recente publicada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

“O serviço de saneamento de esgoto ainda não foi implantado no Jardim Botânico, porém alguns condomínios que foram regularizados possuem água fornecida pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb)”, afirma a Presidente da Associação Comunitária dos Condomínios da Região do Jardim Botânico (Ajab), Viviane Fidelis. Ela acrescentou que o serviço de esgoto ainda não foi implantado, uma vez que 99% dos condomínios possuem fossas sépticas.
Segundo pesquisa divulgada pela Codeplan, a região do Jardim Botânico está com o segundo IOH mais baixo (86,2) da unidade federativa Apenas quatro das 31 regiões administrativas apresentaram o índice menor que 90. O Lago Norte, que também é considerada uma área de moradores com alta renda, chamou a atenção negativamente dos pesquisadores, com o IOH de 92, também por conta da reduzida cobertura do saneamento.
Vista do Jardim Botânico
Crédito: Administração do Jardim Botânico 
Essas posições segundo a pesquisa são inferiores a regiões reconhecidamente menos favorecidas, como o Varjão, que totalizou 97,2 de IOH. Essa taxa mostra o nível de desigualdade de oportunidades por região em termos de acesso aos bens e serviços públicos.
De acordo com a presidente da Associação, o governo ainda não apresentou a eles nenhuma iniciativa para melhorar o saneamento básico no lugar. Além disso, segundo ela, os moradores apresentam diversas reclamações, pois não há uma estação de tratamento de esgoto na região.
Para trazer um sistema de saneamento organizado para o Jardim Botânico, a associação participa de reuniões junto as concessionárias (Caesb E CEB) e ainda espera a  necessária a liberação de verbas do governo para obras na região como um todo.
Resposta da Caesb
Apesar da associação não ter recebido retorno das reclamações, segundo a Caesb, existe um projeto de redes coletoras de esgotos na região do Jardim Botânico apenas nos condomínios Solar de Brasília e Villages Alvorada. Há 23 condomínios da região.

As obras estão previstas para serem executadas em duas etapas: o processo de implantação que abrangerá cerca de 35% dos lotes e o início efetivo das obras com previsão para outubro deste ano e duração de exatos três anos. O esgoto coletado por essa nova rede será tratados na estação de tratamento de São Sebastião, atualmente em operação, de acordo com a companhia.
“Essa obra deverá beneficiar cerca de 40% da população desse setor, no aspecto da coleta de esgotos”, respondeu a Caesb em nota por e-mail. Com relação ao abastecimento de água, a companhia explicou que o sistema produtor de água do Paranoá permitirá o abastecimento a partir de 2018. Atualmente, moradores da região trabalham com poços profundos.

Moradores tomam conta

Essa diminuição no índice da Codeplan pode ser explicada pela separação de administradores ocorre na área de condomínios, a área de comércio e no Jardim Botânico 3. De acordo com o secretário da Administração do Jardim Botânico 3, Luiz Rocha, a área dos condomínios é organizada pelos próprios condomínios e a área mais recente é administrada pelo governo.

Essa ideia é confirmada pela Codeplan. “Existem duas explicações para que, tanto o Jardim Botânico, quanto o Lago Norte, apresentem IOHs mais baixos: a primeira delas é que nestas regiões há uma elevada desigualdade no acesso às oportunidades analisadas”. Outro aspecto que a companhia de planejamento reforça é que devido às características da região, a cobertura tanto de água canalizada, quanto de saneamento, é mais restrita.

Ainda segundo a companhia, o resultado encontrado não quer dizer que o Jardim Botânico tem um baixo padrão de vida, mas que, para determinadas pessoas que moram na região, o acesso às oportunidades é mais restrito.

O Índice de Oportunidade Humana construído pela Codeplan considera o acesso a quatro oportunidades (eletricidade, escolaridade, água tratada e saneamento). No cálculo do índice, são consideradas as taxas de cobertura de cada um dos serviços, descontadas as desigualdades no acesso, dadas algumas características das pessoas (como cor, renda, sexo, entre outros). “Isso mostra que existem importantes desigualdades dentro de cada Região Administrativa do Distrito Federal que devem ser consideradas”, afirma a Codeplan.

Moradores

Existe uma divergência de opiniões entre os moradores sobre a qualidade do sistema de esgoto no Jardim Botânico. Enquanto para uns o sistema é muito bom, para outros é péssimo. O morador da região, Williston Souza, considera positiva a atuação do sistema.
“A água é de cisterna, é boa, não temos falta de água. Periodicamente, ocorre a limpeza. Comparado com a outros lugares onde morei, como a Candangolândia e o Riacho Fundo, o sistema do Jardim Botânico é bem melhor”, afirma.

Confira a entrevista com o morador Williston Souza

Já na casa de Geraldo Barcellos, na Estância Jardim Botânico, não existe saneamento básico, apenas um poço artesiano, que, segundo ele, tem a água tratada e clorificada de modo a garantir a sua qualidade. Ele não reclama das condições do condomínio.
Outro morador, Ricardo Quirino usa fossa como modo de esgoto na área dos condomínios. Para ele, o sistema é “péssimo”. Ele julga que isso ocorre pelas irregularidades e pela má administração.
É unânime a opinião de que o governo não trouxe nenhuma melhoria nem na região e nem na redondeza, nem mesmo o Programa de Aceleração de Crescimento Saneamento trouxe alguma contribuição. “Você não vê governo no condomínio, tudo é feito com a taxa paga pelos moradores aos condomínios”, completa Souza.

Por Thaís Betat
Foto: Administração do Jardim Botânico

Conic - Lojistas a céu aberto


Os camelôs que ficam nos arredores do Conic são parte integrante do local, e é impossível imaginar um passeio pelo Setor de Diversões Sul sem os vendedores de roupas íntimas, meias, bolsas, redes e edredons que ficam espalhados pelas calçadas expondo seus produtos, na localização que eles dizem ser a melhor de Brasília para trabalhar.


                   Conic - Desafio do comércio diário
                   Conic - Espaço Cultural para todas as tribos

Cleide Pedrosa, têm 59 anos, trabalha como camelô há desde 1993 e vende roupa íntima feminina. Normalmente ela se estabelece no Gama e nas proximidades do Banco Central, no último sábado (18) era a primeira vez que tentava a sorte no Conic. “Há alguns dias passei por aqui e vi isso aqui muito cheio, decidi vir aqui tentar. Perguntei se não tinha rapa e me disseram: tem, mas a gente corre”, disse Cleide rindo.

Confira o trecho em que Cleide conta um pouco sobre a rotina de trabalho.

Enquanto Cleide se arrisca pela primeira vez, Fábio e Elizabeta são fixos no Conic há anos e não pensam em mudar de lugar. O camelô que preferiu se identificar apenas como Fábio, trabalha nesse ponto há 15 anos e vende artigos femininos como bolsas e calças. Ele conta que há muitos anos definiu seu público alvo, prefere vender artigos para mulheres. “ A mulher é menos murrinha”.

Ouça o camelô explicando o porquê da predileção pelo público feminino

O vendedor de bolsas, Fábio organizando seus produtos / Foto: Marina Adorno

Elizabeta Bazan Chirinos, é natural do Peru e chegou em Brasília há 15 anos. Em busca de liberdade ela abriu mão do emprego em um banco e largou tudo para trás. Hoje, ela possui uma casa em Planaltina e vive com os 25 cachorros que adotou  nas ruas. Elizabeta diz que não tem família, apenas cachorros, e afirma que trabalha todos os dias por eles. “Quando cheguei tentei trabalhar no setor comercial, mas as pessoas lá são muito egoístas. Não fui bem aceita e aqui no Conic não existe esse comportamento, tem lugar para todos”.


Elizabeta no momento em que foi abordada pela fiscalização / Foto: Marina Adorno

Enquanto a reportagem do Esquina conversava com Elizabeta agentes da Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social do Distrito Federal (SEOPS) abordaram a vendedora e ela teve que recolher todo seu material rapidamente e sair do local. Quando ela voltou várias pessoas vieram perguntar se estava tudo bem e ficou claro que Peru, apelido pelo qual outros camelôs e flanelinhas chamam Elizabeta, fez a escolha certa. O Conic é mesmo um lugar plural que não faz restrição a ninguém.

Após ser abordada por agentes da SEOPS, Elizabeta conta que é preciso ficar atenta: ouça

A presença da van da Seops já funciona como forma de intimidação para os camelôs / Foto: Marina Adorno


Por Marina Adorno – Esquina Online