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Adultos e idosos retornam às salas de aula

O desafio de aprender


Estudos melhoram o raciocínio, a atenção e previnem doenças psicológicas


A idade não é um problema para voltar a se dedicar nos estudos

O envelhecimento populacional é um fenômeno recente em todo o mundo. Este é um processo biológico dinâmico em que ocorrem modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas. Até 2025, segundo a Organização Mundial de Saúde (2002), o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. Entre 1980 e 2000, a população com 60 anos ou mais cresceu 7,3 milhões, totalizando mais de 14,5 milhões em 2000.

A gerontologia é uma ciência que estuda o envelhecimento humano e busca tratamentos para atender as necessidades físicas e emocionais que acometem os idosos. O profissional em gerontologia, Tiago Nascimento, vê o envelhecimento como uma experiência positiva, "uma vida longa deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação, segurança e, principalmente, de educação”. Acrescenta, “há diversos fatores que podem influenciar os efeitos do envelhecimento sobre a memória: composição genética; nível educacional e socioeconômico; acuidade visual e auditiva; relações sociais e estilo de vida, incluindo, por exemplo, tabagismo e atividade física”.

Formada na área da saúde, Maria Nascimento, 45, aconselha a população idosa a voltar às salas de aula, porque os estudos melhorar a autoestima e prevenir doenças relacionadas a memoria e raciocínio. "O indivíduo percebe seu potencial para o bem-estar físico, social, mental e ao mesmo tempo, propicia proteção, segurança e cuidados adequados." 

Os idosos que estudam na Educação de Jovens e Adultos (EJA) abandonaram os estudos quando mais jovens porque precisavam trabalhar para ajudar nas despesas de casa, ou porque a distância dificultava o acesso às escolas. São casos como o de Sebastião Vidal, 84, que estudou até o terceiro ano do ensino fundamental e, com muita dificuldade, sabia escrever apenas o nome. Aos 7 anos de idade, ajudava os pais no trabalho rural: acordava cedo, tomava café e logo seguia para a roça. Com isso foi possível sustentar a família humilde de muitos irmãos.

Hoje aposentado, vive com a segunda esposa, teve um filho, Diego, que faleceu aos 19 anos em um acidente de moto. Com a primeira companheira possui oito filhos. Mesmo com a idade avançada, Sebastião se encheu de dedicação e esforço e decidiu voltar a estudar, aprendeu ler e escrever. Por causa da morte de Diego, a depressão e dores no corpo o fizeram parar de estudar, mas pretende voltar o mais rápido possível.

Mãe de três filhos, Rosinete Coelho concluiu os estudos com 42 anos. Quando jovem, não teve oportunidades para completar os anos letivos. Morava no interior do Maranhão, o acesso às escolas era difícil e os locais de ensino só disponibilizavam até o quarto ano do ensino fundamental. Mesmo com algumas pessoas desconfiando da sua capacidade, Rosinete enfrentou as responsabilidades de estudante e tem em mãos o certificado do ensino médio.

Diretora e professora, Sônia Regina Rodrigues, 53, com base em anos de experiências nas instituições públicas de ensino, segue uma estratégia didática com os alunos e valoriza os saberes nas experiências de vida. “É preciso ensiná-los a processar novos conhecimentos, não adianta enche-los de informações, porque não garante uma aprendizagem concisa, é necessário desenvolver a capacidade do raciocínio e imaginações”.

EJA

O EJA é destinado a pessoas que não conseguiram estudar no tempo regular. Esse curso tem duração de quatro meses para concluir o ensino fundamental e de três semestres para as disciplinas do ensino médio. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2000, a população de idosos representa quase 15 milhões de pessoas com 60 anos ou mais de idade. Desse total, 58,4% de idosos responsáveis pelo domicílio tinham no máximo três anos de estudos. Já os de 75 anos ou mais são considerados analfabetos ou analfabetos funcionais. O analfabetismo funcional corresponde a uma pessoa que demonstra incapacidade na compreensão de textos simples e não desenvolve habilidade para fazer operações matemáticas. A proporção de idosos com escolaridade ainda é pequena. Em 1991, 2,4% dos idosos responsáveis ou não pelo domicílio tinham de cinco a sete anos de estudo. Já em 2000 essa proporção passou para 4,2%.


Esse acesso à educação surge como um tesouro a todos os idosos e adultos para continuarem se desenvolvendo, e apesar das alterações ligadas ao envelhecimento, a terceira idade pode ser vivida com avanços e conquistas.

                                       
                                     Números de matriculados no DF, segundo o Censo Escolar 2015. 


Por: Raquel Siqueira
Contado: Raquelsansiqueira@gmail.com

Bem estar que vem pela fé

Entre o dom, o ofício e a solidariedade, ainda hoje as rezadeiras promovem a cura do corpo e da alma. Leia a matéria completa.


Por Tuíla Rodrigues

Presos na mente, jovens sofrem com quadro de ansiedade

Transtornos na adolescência e no início da vida adulta, se não tratados, podem causar danos por toda a vida, alertam médicos

Por Anna Carolina Peres

Foto: Matheus Azevedo/ Arte: John Matos

A ansiedade vital é o estado de alerta do nosso corpo, essencial para a sobrevivência humana. Mas vários motivos transformaram a ansiedade em uma doença crônica. É preciso saber qual é a hora de procurar um médico. De acordo com o psicólogo Rhodrygo Pereira, ela se torna doentia quando impede o bom funcionamento da vida como um todo. Vivemos numa sociedade urgente e rápida. Nunca as pessoas tiveram uma mente tão agitada e estressada. Pensar é bom, mas pensar demais é uma bomba contra a saúde mental. Compreender o que se passa na cabeça de uma pessoa que sofre com esse transtorno é um desafio. Entenda o que é o transtorno de ansiedade e o que ele causa na vida das pessoas que sofrem desse mal.

De forma geral, a ansiedade é um sentimento de incômodo projetado para o futuro. Ansiosos têm uma visão distorcida da realidade, percebendo diversas experiências normais como negativas, mal que afeta várias áreas da vida do paciente. No Brasil, estima-se que 23% da população tenha algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida, segundo pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Consequências
A ansiedade patológica compreende diferentes tipos de transtornos. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM) prevê quais são eles, o que diferem nos sintomas e no tratamento indicado. Os mais comuns são: fobias, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada (TAG), síndrome de Burnout (estresse profissional), Transtorno do estresse pós traumático (TEPT).  (Veja o quadro abaixo)


Arte: Anna Carolina Peres


O transtorno de ansiedade é um dos problemas psicológicos ou psiquiátricos mais comuns, e pode preceder vários outros problemas mais graves, tanto mentais como físicos. São mais de 30 sintomas que podem aparecer do nada. Os sintomas mais comuns são fadiga inexplicável, dor de cabeça, dores musculares, queda de cabelo, insônia, sudoreses, tremedeira e falta de ar.  Mentes estressadas desenvolvem doenças psicossomáticas, como hipertensão, doenças intestinais, alergias, gastrite entre outras.

O tratamento é feito com remédios em conjunto com a terapia. Mas é preciso, primeiro de tudo, consultar um médico. Para superar a ansiedade, o enfrentamento direto do problema é essencial. Exercícios físicos, ioga e meditação são formas que proporcionam alívio.

Era da ansiedade
A ansiedade foi relegada ao posto de vilã do mundo moderno. O estilo de vida atual, composto pelo trabalho intelectual intenso, excesso de informações, tempo prolongado diante da TV, excesso de preocupações, uso exagerado de smartphones e internet, além do consumismo, são grandes fatores para que o século 21 seja considerado a época mais afetada pelo Transtorno de Ansiedade Generalizado.


O fator gerador de ansiedade típico dos nossos tempos é a informação. No passado, o número de dados recebidos por uma pessoa dobrava a cada dois séculos; hoje, dobra a cada ano. De acordo com o psicólogo, Rhodrygo Pereira, “hoje existe uma divulgação de 400% mais que antes. Um estudo mostrou que, no mundo inteiro, a violência diminuiu em 7,5%. E temos a sensação de ter aumentado 1.000%. Mas na verdade só a maior divulgação das tragédias”.

Além do Controle
Fernanda, Marcela e Lara são algumas das pessoas que sofrem diariamente com o transtorno de ansiedade.


Marcela começou ter crises na escola
Marcela Martins, 22 anos, consultou vários médicos, tinha taquicardia, queda de pressão, tontura e visão turva até descobrir que todos os sintomas eram advindos da ansiedade. “Eu realmente achava que estava com alguma doença física e nos exames sempre dava tudo certo”. Marcela perdeu o ano letivo, começou a ter crises quando ia para a escola “Ficava muito nervosa, chorava muito, comecei a me arranhar. O ato de me machucar era para que a dor física pudesse superar a dor emocional. É um momento que você consegue tirar atenção um pouco dos pensamentos por causa da dor”.

Fernanda sofre de TOC
 A estudante Fernanda Tiberti é diagnosticada com o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e tem os sintomas desde criança. Tem pensamentos ruins que a “forçam” a fazer coisas repetidamente: “eu vivo um conflito dentro da minha própria cabeça”. A estudante começou a ter problemas mais sérios por causa do transtorno. “Na casa da minha avó eu criei um TOC que eu não podia fazer xixi, fiquei quase dois dias sem ir ao banheiro, eu fui parar no pronto socorro com infecção urinária séria”


Lara tem crises de pânico desde 2014
Lara Nepomuceno Xavier, 21 anos, tem crises de pânico desde 2014. Porém, os sintomas do transtorno estão presentes na vida dela desde a infância. Procurou ajuda médica, mas com o preço elevado das consultas e medicamentos, não continuou por muito tempo: “tem que ser muito privilegiado para ter acesso a esse tipo de tratamento”. Buscou alternativas menos invasivas, começou a fazer exercícios mentais e, às vezes, toma remédio de emergência quando tem ataque de pânico.  Este ano, Lara sofreu abuso sexual e tem ainda alguns traumas e crises por causa disso. Mas se orgulha da superação. “Mesmo com o grande trauma, o caso do estupro, meus ataques ficam vindo menos intensos, eu tenho mais controle da situação”.


Preconceito

“O maior conselho que eu daria para uma pessoa que acha que a ansiedade é algo banal: pensa no pior dia da sua vida que você se sentiu pior, agora multiplica isso por 365 dias no ano. E tenta viver com essa dor”, desabafa Marcela. 
A ansiedade, por ser uma doença mental, ainda é alvo de muita descriminação. As estudantes ouvidas pela nossa redação falam que a pior coisa que passam é serem taxadas como frescas, e que seria mais fácil se as pessoas conhecessem mais sobre a ansiedade. Elas acreditam que, assim, seriam mais respeitadas e teriam mais apoio. Fernanda conta que a família dela “nunca entendeu, não só meus pais e sim toda minha família, sempre acharam que eu era doida e que eu era muito fresca”.


Na tentativa de fazer com que as pessoas compreendam e aceitem a ansiedade, a designer indiana, Pranita Kocharekar, criou a série “Is That You”. Que ilustra situações que captam as emoções dela e de alguns amigos que vivem com esse transtorno.

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Se você viu tudo o que foi mostrado acima, mas ainda está com dúvidas se sofre com o transtorno de ansiedade, clique aqui e faça um teste gratuito. Mas atenção: independentemente do resultado do teste, se você tem essa dúvida, procure um médico.

Confira a matéria do jornal impresso:

Auto-hemoterapia: o sangue como método de tratamento

Apesar da ilegalidade, técnica atrai adeptos a métodos alternativos de saúde


O avanço da medicina traz consigo a criação de novas técnicas com a finalidade de buscar curas por meio de métodos alternativos. Um novo tratamento, rústico e ilegal, porém barato, faz surgir burburinhos em Brasília. Clínicas clandestinas são utilizadas para a realização da auto-hemoterapia, um tratamento que consiste na retirada de sangue e a reinserção no próprio organismo de um mesmo indivíduo.

Confira a matéria para o Jornal Esquina, na íntegra, através deste link.


Por  Matheus Azevedo

Socialização através do esporte

Alunos no Centro Olímpico de São Sebastião, no DF (Foto: Agência Brasília) 

Com o intuito de promover mudanças na sociedade, projetos sociais promovem a inclusão de crianças, jovens e adultos por meio de práticas esportivas gratuitas. O DF conta hoje com 11 Centros Olímpicos e paraolímpicos mantidos pelo GDF. Eles estão localizados em Ceilândia, Brazlândia, Samambaia, Riacho Fundo I, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Sobradinho, São Sebastião e Estrutural. O Centro Olímpico de Planaltina ainda está em construção.

O coordenador dos Centros Olímpicos e Paraolímpicos da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do DF, Marco Aurelio Guedes, informou que os centros contam com piscinas, quadra de tenis, quadra de areia, futebol society e ginásio.

“Atendemos hoje cerca de 35 mil pessoas. Procuramos envolver além do esporte, uma proposta pedagógica, ter o esporte como qualidade de vida e ressocialização. O esporte é apenas um instrumento para que a gente alcance esse objetivo. Nós recebemos alunos a partir de quatro anos e não temos um limite de idade para participar”, diz.

De acordo com o coordenador, os centros servem de apoio para outros projetos, como o Futuro Campeão, que busca, dentro dos centros, alunos aptos a praticar determinados esportes profissionalmente.

“Procuramos também desenvolver diversas atividades com os nossos alunos, como por exemplo a leitura de livros, em parceria com a secretaria de Cultura do DF. Além disso, temos dentro dos centros, os projetos de PSC, prestação serviço à comunidade. Neste projeto, jovens que cometeram alguns delitos e tiveram como pena a prestação de serviços, ajudam na limpeza e manutenção dos centros", conta Guedes.

Os centros oferecem atividade física orientada (para idosos), atletismo, basquete, boxe, bocha, capoeira, capoterapia, desenvolvimento motor (para crianças), futebol de areia, futebol society, futsal, ginástica localizada, ginásticas rítmica, acrobática e artística, handebol, hidroginástica, caratê, jiu-jitsu, natação, pilates, tênis, voleibol e judô.

Para participar das atividades dos centros, é preciso se inscrever no site da Secretria de Esporte, portando cópias e os originais da documentação exigida: atestado médico, uma foto 3x4, carteira de identidade e CPF.

Menores de idade devem apresentar o comprovante de residência atual, a declaração escolar, a certidão de nascimento, a identidade e o CPF dos pais, um atestado médico e o documento de guarda ou autorização do conselho tutelar, caso o responsável não seja o pai ou mãe, além de uma foto 3x4.


Alunos na aula de natação no Centro Olímpico da Estrutural no DF (Foto: Agência Brasília)


Já em São Sebastião, outro projeto faz sucesso.  O professor de jiu-jitsu Adalberto Ventura, mais conhecido entre os alunos por Betinho, realizou em janeiro de 2015, um sonho antigo, criar o projeto social Campeão no Esporte e na Vida. O projeto conta hoje com 150 alunos entre 4 e 42 anos. A iniciativa é gratuita e se mantém cim donativos e ações voluntárias da comunidade e dos pais dos alunos.

"Eu via os alunos desistindo das aulas, e não sabia o que fazer, eu não queria ver eles nas ruas, sujeitos a más influências. Então, pensei em montar o projeto. Os alunos hoje tem condições de competir e encontraram no esporte, uma alternativa a vida que tinham˜, conta Betinho.

Um dos apoiadores do projeto, o motoboy Magno Rezende, conta que levou seu sobrinho de sete anos para participar das aulas. "Aqui na região é difícil encontrar opções de lazer gratuitas, além do mais, a luta ensina disciplina, mantém a criança ocupada, longe das drogas, e também tem a parte da saúde que conta muito".

Alunos do Projeto Social Campeão no Esporte e na Vida (Foto: Adalberto Ventura)

No Varjão, em 2002, iniciou o projeto "Gracie Barra Varjão". Idealizado pelo atleta de jiu-jitsu Rodrigo Carvalho, o projeto atende hoje mais de 200 alunos carentes da região. Rodrigo conta que a primeira grande vitória do projeto veio em 2007, quando levou a aluna Thaise Fernandes Ramos, na época com 17 anos, para disputar o campeonato mundial de jiu-jítsu em Los Angeles, Califórnia. A jovem participava do projeto desde 2004.

"Ela começou a treinar quando ainda usávamos um barracão sujo, sem estrutura, bem no começo. Ela nos procurou pedindo para treinar. Era magrinha, muito tímida, falava pouco, mas no tatame era uma gigante. Sempre foi uma aluna muito aplicada e disciplinada. Quando voltamos com a medalha, fizemos uma carreata pelo Varjão. Foi bem emocionante. Ela foi a primeira mulher brasiliense a ser campeã mundial dessa modalidade", relembra.

Alunos em aula na Gracie Barra Varjão (Foto: Rodrigo Carvalho)

Segundo Carvalho, a Administração do Paranoá cedeu um espaço para treinamento, dessa forma, não é cobrada taxa para as crianças participarem do projeto. "Para os adultos, pedimos uma taxa simbólica, de R$ 20 por mês, mas aqueles que não têm condições também são bem vindos".

Thaise Ramos, hoje com 26, faz parte da equipe de professores do projeto. "Eu procuro incentivar meus alunos e mostrar que mesmo em condições precárias, conseguimos ter uma vida melhor através do esporte. Eu consegui medalhas em um mundial, o que até hoje é muito surpreendente pra mim, mas se eu consegui, qualquer um consegue".


O Instituto de Ações, Projetos e Pesquisas Sociais(INAPPES) também é um dos exemplos de ações sociais que tem no esporte uma nova oportunidade para os jovens em necessidade. O projeto foi iniciado em 2005, e tinha como intuito a captação e distribuição de cestas básicas, além de dedicar-se à inclusão digital de pessoas de baixa renda. Somente em 2010 foi criado o PROBOLA, que tem como prioridade crianças e adolescentes da Cidade Estrutural.


Alunos do projeto PROBOLA (Foto: divulgação)


PROBOLA


Esse é o principal projeto que envolva o futebol. O objetivo é transmitir fundamentos do futebol e valores sociais, gerando oportunidades à crianças e adolescentes de regiões desfavorecidas e mais vulneráveis do DF.


De acordo com o presidente Hélio Alfinito, o intuito do projeto é de conciliar o esporte com a educação. 
"Nós temos trabalhado com esse projeto do PROBOLA exatamente para tirar as crianças da rua, poder envolvê-los com o esporte, no caso o futebol, de tal modo que eles possam colocar o coração deles no esporte. Um dos requisitos é que todos estejam estudando,"diz. Alfinito ressalta ainda que é fundamental que os jovens não troquem os estudos pelo esporte, mas sim que façam os dois, de maneira complementar.

Para facilitar o trajeto o projeto freta toda semana um ônibus para levar os garotos de suas escolas para o centro de treinamento, que é cedido pela Sociedade Hípica de Brasília. Ainda não há nenhum auxílio do Governo do GDF, porém já existem negociações. "A gente quer firmar uma parceria com o GDF para que a gente eduque os treinadores com a nossa metodologia, e no final do ano realizar um torneio no Eixão do lazer." afirmou o presidente.

Vídeo institucional do PROBOLA (Fonte: INAPPES)

FIFA


No ano de 2013 o INAPPES foi convidado pela FIFA para participar do fórum internacional FIFA for hope, em Belo Horizonte. Lá foi possível desenvolver novas técnicas para projetos socias, tendo como principal o desenvolvido pela StreetFootballWorld, que é uma organização mundial sediada em Berlim, na Alemanha, com o objetivo de utilizar o futebol para mudar a vida de crianças em todo o planeta.


ESPORTE EM TRÊS TEMPOS


O Esporte em três tempos é a metodologia utilizada após o evento da FIFA. O aprendizado de valores sociais é promovido por por meio do esporte lúdico, no turno ou contraturno das aulas. Essa metodologia divide a atividade em três partes. Na primeira, o treinador discute com os alunos quais as regras serão utilizadas na atividade. Na segunda parte eles realizam a atividade, e por fim, eles se reúnem novamente para conversar sobre os resultados obtidos. Nessa atividade o placar não é o mais importante. 

"O objetivo é de que a criança perceba que o placar não é o mais importante, mas sim a maneira com que a atividade é praticada", diz o presidente.


O projeto necessita apenas de uma quadra esportiva ou qualquer outro lugar que traga segurança para os jovens e de um mediador treinado especificamente para utilizar essa metodologia, sendo capaz de transmitir tal experiência.

Alfinito ainda comentou sobre as mudanças que esse projeto tem causado na vida dos jovens. 
"Nós temos vários casos de garotos que chegaram aqui como causadores de problemas, que brigavam muito, e após seis meses nós já notávamos mudanças de comportamento. Um desses atletas já se tornou até auxiliar técnico aqui", relatou.

Por Hugo Reis e Jéssica Simabuku

Disfunção na ATM afeta metade da população

Complexo craniomandibular 
Dores perto do ouvido, estalos e deterioração de dentes são os sintomas mais conhecidos da disfunção temporomandibular, também chamada DTM. Um distúrbio articular comum que atinge até cinco a cada dez pessoas, de acordo a Universidade de Jordânia, mas apenas 5% desse número procura ajuda profissional, por falta de informação. A doença pode causar um leque de problemas diferentes e, às vezes, passa despercebida até chegar a um nível mais grave. O tratamento acaba se complicando, e pacientes podem acabar sofrendo fisicamente e financeiramente, sem saber que rumo tomar, explica o dentista Afonso Teatini, especialista em odontologia neuromuscular.

“Por ser um tratamento que ainda não é oferecido por servidores da saúde que não são especializados, muitas vezes a pessoa nem sabe que a doença existe, ou não sabe identificar se o tratamento que está recebendo é ideal”, diz Afonso.

As causas também podem pegar o paciente de surpresa. Uma mordida aberta é um problema considerado estético, mas pode ser na verdade o resultado de uma doença autoimune ou infecciosa, desgastando o osso da junta. Outra possível causa por trás de uma disfunção, estudada pela especialista Lidia Graciela, tem origem na primeira infância, quando um trauma na mandíbula causa uma leve deflecção dos côndilos (ossos localizados ao fundo da mandíbula). Mais tarde na vida, isso pode acabar apertando um nervo e causando dor intensa.

A situação complica graças a sintomas secundários que a maioria das pessoas simplesmente não associa à DTM, por falta de informação, pois dores na coluna e de cabeça podem vir de músculos mandibulares desequilibrados. Afonso afirma que já houve até casos de pacientes desnutridos, pois as dores impediam os mesmos de se alimentar direito.

A chave de um diagnóstico claro, de acordo Afonso, é uma exploração clara do paciente. “Sem uma tomografia para ver o estado da junta em três dimensões e uma ressonância magnética para enxergar os tecidos moles, é simplesmente impossível dizer onde fica a raiz do problema. Exames de sangue também são importantes para garantir que a artropatia não vem de uma infecção ou de um problema autoimune.”


Ouça Afonso Teatini sobre o tópico



Tratamento equivocado
Com um número pequeno de especialistas que conhecem tais conceitos da patologia, mas um número grande de pessoas que sofrem da disfunção, podem ser encontrados casos em que o indivíduo gastou tempo e dinheiro sofrendo à toa, como conta o paciente que preferiu se identificar como João Roberto.

“Fui a um dentista lá no Shopping, o doutor me garantiu que era um problema simples e que era só fazer todos os meus dentes encostarem, que resolvia a dor e a tensão na minha mandíbula, então botou logo um aparelho ortodôntico em mim.” Mas as dores de Roberto não aliviaram nem quando o tratamento acabou. Ao procurar ajuda com outros profissionais, descobriu que tinha um côndilo entortado por uma pancada durante a infância. Não adianta ajeitar os dentes sem reposicionar a mandíbula direito, e teve que começar outro tratamento.

SUS e planos de saúde também não oferecem tratamentos para a área. De acordo com Marcelo Matos, especialista em Articulação Têmporomandibular (ATM) de Salvador. A razão para isso é que, pelo fato de a especialidade não ser ensinada em faculdades comuns para tratamento diferencial de ATM, o profissional precisa investir muito dinheiro em cursos e congressos. Portanto acaba cobrando caro pelo serviço.

Marcelo também lembra que, muitas vezes, pacientes sofrem em consequência de erro médico, especialmente cirurgias feitas sem necessidade ou sem um entendimento mais profundo da razão por trás do problema. Esse procedimento pode acabar tornando a regeneração dos tecidos impossível mais tarde.

Por Matheus Augusto 

Educação para deficientes auditivos: da reabilitação à inclusão

Educação para deficientes auditivos: da reabilitação à inclusão

Instituição do DF trabalha para desenvolver a audição e a linguagem de crianças e jovens surdos


Há 40 anos, o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL-LP) trabalha para a evoluir a fala das crianças e dos jovens com deficiência auditiva. O diretor da instituição, o Padre Rinaldi, explica que os principais objetivos do Centro são o diagnóstico e a reabilitação precoce, além da inclusão no ensino regular.             

Confira aqui a reportagem completa.


Tratamentos para o peso do transtorno alimentar

             Medo, desconfiança e vergonha foram os principais sentimentos relatados e demonstrados pelas fontes desta reportagem ao contarem as próprias histórias. O anonimato trouxe um pouco de conforto, mas o assunto ainda é difícil de ser abordado. Mais de 70 milhões de pessoas possuem transtornos alimentares em todo o mundo, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos. Doenças como anorexia e bulimia nervosas e transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP), afetam aspectos profundos e primordiais para o convívio social, além da saúde física e mental.
 
Durante a apuração, foi necessário mergulhar no complexo mundo dos transtornos alimentares. Entrevistei profissionais da área que lidam com as doenças diariamente e achei que havia compreendido todos os aspectos necessários para a reportagem. Finalmente, comecei a entrevistar portadores de transtornos alimentares. Somente durante esta última etapa entendi o tamanho do desespero e sofrimento que uma pessoa com esse tipo de diagnóstico enfrenta.
 
“Mas não vai aparecer meu nome mesmo, não é? Ninguém vai saber que fui eu que falei, certo?”. Mesmo após explicar que o jornal Esquina não iria expor as identidades dos entrevistados, perguntas como essas foram feitas repetidamente durante duas conversas, tanto pela pessoa diagnosticada com anorexia nervosa como por aquela com bulimia nervosa.
 
Aos poucos fui percebendo que os transtornos alimentares não têm como consequência apenas a diminuição radical de peso. Eles diminuem também a confiança, a autoestima e sufocam a vida de quem enfrenta essas doenças. Por isso, os tratamentos com profissionais especializados na área tornam-se fundamentais para a recuperação integral de pacientes que buscam ajuda.
 
             Os tipos de tratamentos variam, mas, de acordo com a psicóloga Renata Pires, as estratégias utilizadas geralmente para superar essas doenças são: 

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 Arte: Gabriela Caixeta

 
Caso você ou alguém que conheça esteja enfrentando algum transtorno alimentar, procure ajuda na rede pública do DF. O Grupo de Atendimento e Trantornos Alimentares (GATA) oferece suporte com uma equipe multidisciplinar para tratar doenças como anorexia, bulimia ou TCAP.
 
Para mais informações entre em contato pelo telefone: (61) 3326-3346
 
Confira a matéria completa do Jornal Esquina sobre transtornos alimentares e seus tratamentos a seguir:

http://issuu.com/blog_esquina/docs/pg_29_obsess__o_pela_comida


Por: Gabriela Caixeta