Conic - Uma igreja que acolhe os homoafetivos

A Comunidade Athos é uma igreja recente, com visão inovadora no País

Conic - Seis estúdios fazem a festa dos tatuadores

A tatuagem encontrou no Conic sua casa no Plano Piloto

Conic - O brilho das Drag Queens

Assim que Savanna Berlusconny sobe ao palco, o público da boate se aglomera para assisti-la

Postagem em destaque

Nova plataforma!

Prezadas leitoras, prezados leitores, estamos com uma nova plataforma de conteúdo, lançada em junho de 2017. As reportagens são produtos tr...

Mundo Animal: Mercado de luxo para animais movimenta Brasília


Foto: Di Petti
Coleiras cravejadas de cristais Swarovski, hotéis de luxo, banhos relaxantes, produtos para deixar os pêlos macios e brilhosos, tinturas especiais, massagem, aplicação de máscaras de lama. Estes são alguns dos tratamentos extravagantes que vem conquistando os donos de animais e ganhado espaço nos petshops de Brasília.

Pensando na crescente procura por tratamentos de luxos para os animais de estimação, Graça Souza, proprietária do petshop Di Petti, sempre busca novidades no exterior para poder atualizar a loja com as novidades.

O espaço oferece ofurô, que utiliza sais de banho para acalmar os pets e sai por R$60, tinturas especiais para animais, cauterização, que deixa o pêlo mais macio e pode durar até um mês. E o mais procurado pelos clientes, a hidratação para o pêlo com chocolate, que sai por R$ 35.

Outro estabelecimento que tem apostado na tendência é o Bicho Bacana Pet Boutique. Anderson Siqueira, um dos proprietários, conta que preza por produtor importados e tratamentos que relaxem os animais.

 Os cães tomam banhos terapêuticos com shampoo de maracujá e óleo de argan, o espaço também oferece a vinhoterapia, outra opção para que os pêlos fiquem macios e brilhantes e sai por R$ 50. Além disso, o dono do animal pode escolher com qual penteado o pet vai sair do espaço.

Mimos
A atenção especial não para nos tratamentos, uma variedade de roupas, camas, laços, brinquedos, sapatos, coleira folheada a ouro e escovas de dente especiais com pasta de dente sabor morango também podem ser encontradas nos estabelecimentos.
Para conferir imagens dos produtos oferecidos pela pet shop Bicho Bacana Pet Boutique, acesse http://www.youtube.com/watch?v=2Ok76wUku0I&feature=youtu.be
Por Catarina Boechat

Mundo Animal: Veterinários são os responsáveis pela qualidade dos alimentos na mesa do consumidor



Leite, ovo, carne, pescado e mel. O que muitos não sabem é que os alimentos de origem animal devem obrigatoriamente passar por uma inspeção e o responsável por esse controle é o médico veterinário.
O veterinário que é denominado inspetor sanitário deve fazer o controle higiênico, sanitário e tecnológico desde a observação da matéria prima até o produto final para que os alimentos cheguem às mesas dos consumidores com alta qualidade. “A inspeção visualiza o produto, desde a carcaça e define se o produto está apto ou não para o consumo”, afirma a veterinária especialista em higiene e inspeção de produtos de origem animal, Loiane Mayra.
Para isso, é obrigatório o uso de ferramentas de qualidade, como Boas praticas de Fabricação, Procedimentos de Operação Padrão (POP) e a Analise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC). “O inspetor é obrigado a utilizar as ferramentas de qualidade para analisar os produtos e depois assinar embaixo, pois se houver problemas de ordem sanitária ele é o responsável”, diz Loiane.
Tanto na área de fiscalização de órgãos públicos como também em todas as indústrias que comercializam produtos de origem animal é obrigatório ter um responsável técnico veterinário. A responsável técnica veterinária do Extra/Grupo Pão de açúcar, Barbara Lopes, afirma que somente o veterinário pode ser responsável técnico. “O veterinário é qualificado para verificar todas as etapas de produção. Ele sabe analisar se a carne é boa ou não quanto à cor, o cheiro, ou seja, pelas condições físicas e microbiológicas”, ressalta.
 “Todo esse processo é necessário para evitar que alimentos clandestinos cheguem até as mesas dos consumidores oferecendo riscos à saúde, já que os matadouros clandestinos não garantem a sanidade dos animais”, afirma a estudante de medicina veterinária da UNB, Mariana Calixto.
Inspeção no DF
O DF está se adequando para aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA). Esse é o selo de inspeção que permite a comercialização de produtos de origem animal em todo território nacional. A fiscalização já se adequou e depois, os estabelecimentos vão se adaptar às exigências para aderir ao novo sistema de inspeção para conseguir um alto padrão de qualidade nos produtos. “Esse trabalho da fiscalização junto aos estabelecimentos transmite mais segurança aos consumidores”, afirma Loiane Mayra.

Por Thais Valentim Chaves

Ceilândia, uma cidade esportiva

Por Marquezan Araújo
Em busca de incentivar a prática esportiva na Ceilândia, o 8° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (BPMDF), criou há dez anos uma espécie de escolinha voltada para crianças e adolescentes, com espaço reservado para futsal e judô. Um dos objetivos era entreter as crianças para tirá-las das ruas, explica o soldado Átila Cruz, professor de futsal. “Tentamos trazer a comunidade para perto da polícia a fim de que ela se sinta mais segura. Queremos também ocupar a criança para afastá-la das drogas e da violência”, ressalta o oficial.
A dona de casa e mãe de um dos alunos, Miriam Francisca, garante que a ideia tem dado certo. “É ótimo, pois tira as crianças da rua. A minha filha e a minha sobrinha deixam de fazer qualquer coisa para treinar, e têm levado muito a sério”, garante Miriam.
O segundo sargento da PM e professor de judô da escolinha, Paulo Roberto, revela que a punição para alunos indisciplinados, tanto na escola como nas aulas disponibilizadas no Batalhão, é bem severa. Em casos mais graves o aluno chega a ser afastado de vez da escolinha. “A gente tenta primeiro com o diálogo, mas se não resolver o problema, o aluno é afastado dos treinos e perde a vaga”, explica o militar.
Os alunos que apresentam um bom rendimento nos treinos têm a oportunidade de participar de algumas competições. Orgulhoso, Paulo Roberto afirma que as crianças foram premiadas em todos os campeonatos que participaram. “Algumas vezes tivemos até 100% de aproveitamento com primeiro, segundo e terceiro lugar, no mesmo campeonato”, diz o segundo sargento. Os que se destacam no futsal são levados para treinar em um time que participa de campeonatos regionais.

Corrida em parque ecológico reúne atletas e amantes da natureza

Por Sussane Martins

O Parque Ecológico Ermida Dom Bosco foi cenário neste ano do 6º Circuito Cross – Parques. A competição, promovida em parceria com o Instituto Brasil Adentro, buscou mostrar a importância da interação dos participantes com a natureza por meio de atividade esportiva. O evento mobilizou não somente os atletas competidores, mas também os usuários do parque, que tiveram a oportunidade de assistir e praticar aulas de ginástica.

As inscrições foram gratuitas mediante a doação de 5kg de alimentos não perecíveis. Os competidores receberam um kit de corrida completo, com camiseta, lanche, hidratação e cronometragem. Para animar o público, a banda de percussão Maria Vai Casoutras tocou alguns dos próprios sucessos nas largadas e chegadas dos atletas.

O Distrito Federal possui 26 parques estaduais administrados pelo GDF, com urbanismo e infraestrutura. Em grande maioria, são abertos ao público em geral e alguns deles realizam o Circuito Cross Parques, que visa promover e incentivar a visitação pública. Eles têm como objetivo principal interagir e orientar as comunidades vizinhas a utilizarem as reservas como espaço de lazer de forma ambientalmente correta.

Região rural do Paranoá convive com saúde precária

Por Stella Maris

Em Sobradinho dos Melos, área rural do Paranoá, não há nenhum posto de saúde. Os moradores contam com a ajuda de uma assistente de saúde do Paranoá, que tem a função de marcar as consultas para os moradores. Nos dias marcados, todos se deslocam até o hospital. Apesar disso, os pacientes reclamam que a demora no atendimento é grande. “A verdade é que a saúde é ruim. Tem muita gente e poucos médicos. Às vezes perco o dia inteiro esperando uma consulta que pode ser feita rapidinho”, reclama a dona de casa Carmem da Silva.
E não é de hoje que os moradores pedem por um posto de saúde. “O posto de saúde é uma reivindicação antiga da comunidade, não adianta fazer um posto e abandonar, não são apenas quatro paredes. Posto de saúde é atendimento, enfermeiro, material. Precisa funcionar. O ser humano está jogado nos corredores”, comenta o vice-diretor da Escola Classe Sobradinho dos Melos, Antônio Carlos.

A Diretoria de Atenção Primária à Saúde do Paranoá esclarece que a comunidade era atendida anteriormente pela Equipe de Saúde da Família do Altiplano Leste, que foi desativada por falta de espaço físico. Ela informa que existem verbas para construção de Postos de Saúde, mas a falta de terrenos públicos destinados à saúde dificulta a construção, tanto na área urbana como na rural.

Já na comunidade do Café sem Troco, que fica a quarenta quilometros do Paranoá, uma vitória é bastante comemorada: foi inaugurado recentemente um posto de saúde no local. Mas, se não fosse à boa vontade dos moradores, talvez esse sonho ainda não tivesse sido realizado. “A comunidade bancou a construção e depois foi entregue para a Secretaria de Saúde para colocarem médicos e equipamentos”, comenta Damião Firmino Gomes, Presidente da Assossiação de Produtores e Moradores. “Um posto de saúde não se cria de um dia para o outro. Para isso é necessario recursos. Com a festa de inauguração, ficou em torno de R$ 60 mil”, acrescenta Damião.

Teatro vira opção de lazer para a terceira idade

Por Gabriela Lapa

Eles trocam os trabalhos manuais, os carrinhos dos netos e as tampas das panelas por sapatos de dança, cenários e figurinos.  As cruzadinhas dão espaço à leitura e ensaio de peças teatrais no exercício da memória. O grupo teatral ASA’S Companhia de Teatro é formado por cerca de oito idosos. Eles realizam os encontros em espaço cedido pela Casa da Cultura, um projeto vinculado à Administração Regional do Guará.
A professora aposentada Inad Fernandes, 72 anos, descobriu o teatro depois que a terceira idade chegou. “Passei a viver. Quando mais nova, cuidei de casa, de filho, do marido, do neto... mas não mais. Agora sou independente e minha vida é essa. Se tirar o teatro e a dança de mim, fico inválida", declara Inad.

 O diretor do grupo, Juca Costa, sempre trabalhou com teatro.  Aos 74 anos, ainda afirma ser completamente apaixonado pela profissão. “Teatro é a minha vida. Quando estou no palco e me maquio, é a coisa mais deliciosa e a mais maravilhosa”. Segundo Juca, a Companhia está à disposição para quem deseja entrar para o mundo do teatro, seja idoso ou jovem.  “Se você for inibido, vai desinibir”, garante o diretor.

Falta de segurança marca o condomínio Sol Nascente

Por Maria Helena Lopes


O Sol Nascente é um condomínio da cidade de Ceilândia localizado a 40 minutos de Brasília. De acordo com o site do GDF, é a maior ocupação irregular do Distrito Federal, com 56 mil habitantes. Porém, a administração local afirma que 150 mil pessoas moram na região. Ele ocupa atualmente a primeira de três etapas de regularização.
Dentre os diversos problemas enfrentados pelos moradores, a segurança é o mais preocupante. As ruas não são asfaltadas e as erosões aumentam no período da chuva. Devido ao grande volume de ocorrências, nem todas são atendidas. O posto policial, que fica na frente do condomínio, dispõe de apenas dois oficiais. Segundo o cabo Kleber Ramos, não existem viaturas disponíveis para a realização das rondas. “Não tem infraestrutura. Os moradores anotam e ligam para o 190 que resolver a ocorrência”, afirma a autoridade.

A moradora Kaline Fernandes, 32 anos, funcionária do Colégio Adventista de Taguantinga, vive no Sol Nascente há cinco anos e considera a segurança péssima. Ela sai para trabalhar por volta das cinco horas da manhã e afirma sempre ver muitos bandidos. “Já fui assaltada três vezes. Rondas na frente da minha casa não existem. Só quando ligamos que os policiais atendem os pedidos”, lamenta Kaline. A assessoria de imprensa do 8º Batalhão de Polícia Militar de Ceilândia informou que registra uma média diária de quatro ocorrências por dia.

Em busca do quarto título

Por Cecilia Sóter


A Liga Nacional de Basquete (LNB) divulgou neste mês a tabela de jogos da fase classificatória da quinta edição do Novo Basquete Brasil (NBB), temporada 2012/2013. O primeiro jogo acontecerá no dia 24 de novembro, entre as equipes Vivo/Franca e UniCEUB/BRB, em São Paulo.

Diferente das temporadas anteriores, que contavam com quinze equipes, a nova edição do NBB contará com dezoito times. Além do Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Ceará terão representes na disputa do campeonato.

O time de Brasília, atual campeão, busca o quarto título do torneio, o quinto nacional.  Dentre as novidades, destaca-se a contratação do ala-armador norte-americano Danilo Pinnock, primeiro estrangeiro a integrar o time, e o armador Isaac Rafael, que jogava no Vila Velha. O UniCEUB/BRB estreia em casa no dia 29 de novembro, no Ginásio da ASCEB, que atualmente recebeu piso e tabelas novos.

Ritmo e poesia black na capital federal

Por Ana Nery

O rap foi criado nos pobres bairros norte-americanos de Nova York, na década de 1970 . O ritmo só foi chegar a Brasília em 1992. A primeira produção candanga foi realizada no mesmo ano, com o disco Peso Pesado, do rapper Gog, que faz sucesso até hoje entre os jovens. Segundo o cantor e compositor Bruce Oliveira, mais conhecido como Capone, geralmente os shows são compostos por uma dupla. O DJ é o responsável pelos efeitos sonoros junto com as trilhas, enquanto o MC canta as letras.

 Atualmente existem pessoas que fingem viver determinada realidade dentro do mundo do rap, conta Capone. “Às vezes a pessoa não é pobre, não vive no meio da bandidagem, mas nas letras se fala muito disso. Porém, isso acontece pelo fato de ter um público que gosta e adquire o material”. Mas esse não é o ideal de quem vive no meio musical, destaca o cantor. “Nós cantamos a nossa realidade”, esclarece.

As roupas largas e a batida pesada são características que assustam algumas pessoas que passam e observam Capone conversando e cantando. “As pessoas tendem a olhar com ‘olho torto’ para todas as pessoas que fogem bastante do normal. Exatamente por não estarem acostumadas, é algo que foge dos padrões”, comenta.

Um dos efeitos sonoros mais conhecidos no rap é o scratch, som provocado pelo atrito da agulha do toca-discos no vinil. De acordo com Capone, esse é um diferencial que atrai muitas pessoas para o mundo das baladas “black”. “Os adeptos são apaixonados pelo que fazem, pela batida, pelas letras. E respeitam o gosto de todos”, afirma o rapper. “Acho legal que algumas pessoas não curtam a música, pois mostra que elas gostam realmente de outros estilos”, finaliza o compositor.

Projeto busca auxiliar comunidades carentes por meio de inclusão digital


Por Luisa Ikemoto

 Uma iniciativa promete mudar a realidade das comunidades carentes do Distrito Federal a partir da inclusão digital. É essa a ideia da professora Adja Rego, uma das responsáveis por trazer para Brasília o projeto que nasceu no Rio de Janeiro há 15 anos. Ela conta que usa a informática como porta de entrada para ter acesso aos jovens das regiões mais carentes do DF. O programa funciona integralmente pelo próprio interesse da comunidade, que procura conforme as próprias necessidades. Para passar o conteúdo, professores especializados atuam na área com aulas de informática para a população.

Até mesmo o material é resultado de doações. Os computadores utilizados no projeto foram doados pelos próprias pessoas da cidade. A professora conta que na Estrutural as instalações usadas ficam em uma igreja. Com a estrutura montada, os professores reúnem-se com as turmas e escolhem um tema de interesse comum. A partir de então, os jovens aprendem a usar computadores e navegar na internet, o que resulta em uma melhora de autoestima, em uma formação mais completa, e em novas oportunidades para os envolvidos.

Os alunos formados viram monitores, e dessa forma, com a estrutura estabelecida e instrutores da própria comunidade, os professores podem se retirar e se concentrar em outras regiões administrativas. A iniciativa, que já chegou até a atuar em outros países da América Latina, passa agora por uma fase de reformulação.

Evento traz cinema e outras artes para pista de skate no Distrito Federal

Por Mariana Fernandes

O grupo Radicais livres S/A, em parceria com o coletivo Muruá, traz cultura e arte para o Skate Park de São Sebastião, no Distrito Federal. O evento faz parte do Sarau Radical Livre, que ocorre praticamente todos os meses e este ano contou com uma mostra de cinema com diversos vídeos curtas-metragens de artistas brasilienses, além de shows e poesias. Em setembro, o evento reuniu mais de sete tipos de arte, Além dos filmes que representaram a mostra, pequenos clipes da performance dos skatistas foram exibidos à plateia.

 Como em eventos anteriores, artistas locais tiveram a oportunidade de se apresentar. Bandas de rock e de rap tocaram enquanto artistas divulgavam poesias de vários estilos para efetivar o desejo de misturar estilos e promover a diversidade cultural. A música foi representada pelo grupo de rap Dialeto Crew. Já o rock ficou por conta da banda Recalcitrantes. Na poesia, o Saurau Radical recebeu a literatura de cordel e causos do poeta Ruiter Lima, a fim de resgatar as raízes nordestinas que também existem no Distrito Federal. Para completar, nas artes plásticas, Maurício Faria e Fabrício Murback fizeram pinturas ao vivo e graffiti para o público.

O Sarau

De acordo com Vinícius Borba, poeta e produtor cultural do evento, o grupo Radicais Livres surgiu em 2003 com a necessidade de dar espaço para os artistas locais. “Faltava dinheiro, força e até mesmo auto-estima para que eles pudessem chegar aos palcos”, ressalta. Vinícius, junto com o grupo, já roda Brasília há nove anos para reunir diferentes artes e divulgar os artistas, em busca de devolver o interesse da população para a cultura local. “O Sarau é para a comunidade e objetiva democratizar a arte nas periferias do Distrito Federal”, completa.

Os eventos são organizados pelos voluntários do grupo e os artistas se reúnem para a produção de grandes misturas de estilos. Os saraus já acorreram em praticamente todas as regiões administrativas do Distrito Federal, além de Piauí, São Paulo e Goiânia. Os poetas radicais livres já realizaram espetáculos para a Feira do Livro de Brasília e para seis saraus simultâneos na programação do Brasília Outros 50, em 2010.

O grupo é formado por aproximadamente 15 pessoas, entre artistas e apreciadores que se mobilizam por meio de redes sociais. Em geral, são moradores de São Sebastião que buscam a diversidade de apresentações culturais. “Buscamos espaço para outras artes que, normalmente, não tem voz em Brasília, seja pelo preconceito ou pela falta de apoio estatal,” diz Vinícius.

Além das mulheres, Lei Maria da Penha atende também homens e homossexuais

Por Mariana Fernandes

A lei Maria da Penha foi criada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de proteger mulheres contra a violência em todos os âmbitos. O que poucos sabem é que os direitos garantidos pela lei se estendem a quaisquer tipos de vítimas, como homens e homossexuais. Ela atende esses outros grupos em casos de vítimas de violência doméstica, familiar ou moral. As medidas devem ser tomadas da mesma maneira e com a mesma urgência que em casos de agressão contra mulheres.

A psicóloga Ciomara Schneider lembra que antes da criação da lei, as mulheres podiam denunciar normalmente. “A diferença era que a vítima registrava uma ocorrência e ela mesma precisava entregar o ofício ao agressor, que muitas vezes respondia com mais agressões”, explica. “Com a aprovação da lei, há proteção, procedimentos policiais e judiciais para as vítimas. A lei busca promover uma real mudança nos valores sociais”, acrescenta a especialista. Segundo ela, há aspectos sociais que devem ser modificados para que os casos de agressão diminuam. “Atividades de conscientização deveriam ocorrer com maior frequência, pois o Estado tem esse dever”, completa Schneider.

Surgimento

A lei faz referência à Maria da Penha Maia Fernandes, biofarmacêutica que sofreu sucessivas agressões do ex-marido. Marco Antonio tentou matá-la duas vezes e, por conta de um tiro de revólver, Maria ficou paraplégica. Nove anos depois, o ex-marido foi condenado a oito anos de prisão. Entretanto, permaneceu encarcerado apenas por dois. O caso foi então analisado pela Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e considerado um crime de violência.

E-books surgem como meios eficientes para ampliar a busca pela informação

Por Raísa Nunes

Costuma- se dizer que o hábito da leitura diminuiu entre as novas gerações. Esta, por sua vez, pertence cada vez mais a uma sociedade ‘fluida’. O conceito do filósofo Zygmunt Bauman ajuda a compreender a diminuição do interesse por leituras mais aprofundadas ou oferecidas em meios já desgastados, como o jornal. Os estímulos são vários, o que dificulta a concentração em determinado objeto por muito tempo. Isso não é diferente com a informação, que também é afetada pela transição tecnológica. Dessa forma, os e-books podem ser um instrumento de influência para readaptação a leituras mais consistentes.

Hoje um mesmo aparelho possui múltiplas funções e uma delas é o suporte existente para livros, jornais e revistas eletrônicas. Esta pode ser uma maneira de estimular o hábito da leitura e da procura de informação por meio da praticidade de que esses recursos dispõem. A demanda é intensificada por uma oferta cada dia mais preparada para atender aos anseios do novo perfil do público. O crescente número de blogs e agências de notícias on-line explica essa tendência, onde a informação é apresentada de uma maneira não linear. Assim, o espectador não precisa percorrer os olhos por um texto inteiro para que a essência da informação seja capturada.

Para o jornalista e escritor Paulo Machado, a facilidade de acesso aos livros proporcionada pelo meio virtual possui boas vantagens. “Sem dúvida este é um fator positivo, mas a tecnologia por si só não faz novos leitores, e tampouco tem a capacidade de criar hábitos que não foram incentivados desde cedo”, afirma. As inovações tecnológicas dependem da maneira como são utilizadas. “Os usos dos e-books precisam estar associados à informatização das escolas e a políticas públicas de incentivo à leitura, caso contrário será apenas mais uma ferramenta na mão de quem não sabe usar”, explica Paulo. “Mais importante do que pensar em reabilitação é refletir sobre readaptação”, conclui o escritor.

Escalada vira paixão para brasilienses que gostam de se exercitar

Por Raisa Nunes



Boulders, vias, regletes, crashs, magnésio e mosquetões. Essas são as palavras mais conhecidas do vocabulário dos esportistas apaixonados por escalada. O esporte que cada vez mais ganha espaço em Brasília é considerado pelos praticantes uma filosofia de vida. Além de exercitar força, equilíbrio e elasticidade, o desenvolvimento motor de cada músculo do corpo também é trabalhado.

Os chamados “boulders” são uma modalidade de escalada em blocos de pedra baixos, com até sete metros de altura. Sem cordas, a única segurança são os “Crashs Pads” – colchões de espuma especialmente desenvolvidos para este propósito – que são posicionados na base da pedra. A segurança de corpo também é feita com a ajuda de um colega que apara a queda, a fim de direcionar o escalador aos crachs. Para evitar o suor nas mãos e, consequentemente que elas escorreguem, eles utilizam o pó de magnésio.

A altura vai bem mais além quando se fala em “vias esportivas”. São pedras acima de 10 metros que alcançar paredões até 70 vezes maiores. Dessa forma, os equipamentos de proteção são indispensáveis. Os mosquetões – anéis metálicos – são usados para o auxílio de cordas e cadeirinhas. Segundo Gabriel Bello, empresário e estudante de ciências da computação, a prática da modalidade de vias é feita somente em duplas, onde um faz a segurança do outro.

A assistente administrativa Fabíola Xavier, 28 anos, reforça que é necessário estar em vigia. “Por ser um esporte radical, a segurança é fundamental tanto nos equipamentos quanto da pessoa que auxilia o escalador”, afirma. Escaladora há sete anos, Fabíola conta que a quantidade de mulheres praticantes do esporte tem aumentado significativamente. “A escalada vem se tornado cada vez mais popular e, consequentemente, aumenta o número de mulheres praticantes. No entanto, ainda é pequeno em relaçao ao público masculino”, explica. 

A consciência ambiental também é necessária para os escaladores que querem alcançar o topo da pedra. Normalmente os lugares mais procurados por eles estão em meio ao cerrado. “O local onde se pratica o esporte muitas vezes é completamente selvagem e pouco visitado pelo homem, exigindo assim que tenhamos respeito e cautela, degradando o mínimo possível para não prejudicar a fauna e flora nativa”, afirma Gabriel Bello.

Polícia prende rival de Cachoeira e estima que ponto de jogo ilegal rende até R$ 20.000 por dia

Por Willian Farias

A Polícia Civil do Distrito Federal (PC/DF) prendeu nesta sexta-feira (14/9) um suspeito de ser o contraventor rival de Carlinhos Cachoeira na disputa pelos pontos estratégicos do jogo ilegal. De acordo com informações da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), o homem tinha envolvimento em três dos sete cassinos interditados no Distrito Federal durante a operação Jackpot. Ela é responsável por prender três suspeitos de participar da organização ilegal de Cachoeira.

O delegado responsável pelo caso, Fernando Cocito, diz que o suspeito detido fornecia as máquinas de jogo para o interessado, e em troca cobrava 60% de todo o rendimento obtido com o jogo. Cocito afirma que cada ponto rendia em média R$ 10.000 a R$ 20.000 por dia. Nesse caso, o contraventor poderia lucrar, com apenas um ponto, até R$ 360.000 em um mês.

Segundo o delegado, o grande esquema de negócios dos contraventores está no estado de Goiás. No entanto, o lucro alto da empreitada leva os líderes do jogo ilegal a desejarem expandir o mercado. "Acontece que essas casas são muito lucrativas. Se as máquinas funcionarem durante cinco dias, já é o suficiente para pagá-las por completo”, explica Cocito.