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Moradores deTaguatinga Norte denunciam tentativa de golpe na QNM 38

Por Laísa Vinhas

Um suposto golpista se diz funcionário da Administração de Taguatinga, faz uma proposta para a melhoria e reforma dos becos do bairro, cobra de cada morador por volta de R$ 1.300,00, manda o material de construção e diz que a mão-de-obra fica por conta deles. Mas até agora ele não foi identificado, pois apesar de já ter ido a algumas casas pessoalmente, na maioria das vezes aborda os moradores por telefone.

O curioso é que os materiais de construção realmente chegaram nos becos, mas estão encostados. “Se realmentenão é a Administração, de onde está vindo essa verba para comprar material, quem mandou tanta areia, tanto meio fio? E essa história de pagar mão de obra? Apenas alguns pagam? E pagam para quem?”, indaga Dilmar. A suspeita, segundo alguns moradores, é de que alguém está barganhando alguma coisa no escuro.

A assessoria de imprensa da Administração de Taguatinga informou que há uma iniciativa por parte deles, um projeto chamado “Parceria Popular”, que existe desde março de 2011. O objetivo é a revitalização, fiscalização e preservação de quadras e pequenos setores da cidade, em parceria com a comunidade.

“Em hora nenhuma a Administração propõe a parceria, são eles que nos procuram. Além disso, não falamos em valores, muito menos R$1.300,00 de cada um. Apenas perguntamos se eles aceitam entrar com a mão-de-obra, não precisam passar nenhum valor para nós”, explicou a assessoria.

Projeto esportivo emTaguatinga reúne 550 crianças em situação de risco social

Por Laísa Vinhas
Afastar os jovens da criminalidade e unir a comunidade são os principais objetivos doprojeto “mutirão comunitário”, que transformou o campinho de areia da QNM 38, em Taguatinga Norte em um espaço de transformações.
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São em média 550 crianças, a maioria de cinco a nove anos de idade, em situação de riscosocial, e é o policial militar Dilmar Nunes de Carvalho que convoca a meninada.
O pretexto é o futebol, mas a ação tem como pano de fundo promover a educação, cidadania e o interesse no bem-estar da comunidade. “A inclusão social move os ideais do projeto”, diz Dilmar. Além do incentivo ao futebol, o projeto promove ações de cidadania, como a limpeza do bairro, segurança, transporte, arrecadação de materiais e alimentos.

O projeto tem como finalidade transformar o lugar em um campo sintético, com arquibancada, vestiário e iluminação. A maquete já está pronta e é um projeto de grande porte, que pretende chegar a outros lugares também. “Queremos estender a iniciativa para vários lugares. É abraçar mesmo com amor, porque todos merecem atenção”, explica o fundador do projeto. Hoje, além de Taguatinga, o projeto abraça também crianças de São Sebastião, Alexânia, Águas Lindas, Ceilândia e Brazlândia.
A escolinha também incentiva a mudança comportamental. O treinador diz que muitos chegam de forma agressiva e ao longo do tempo começam a mudar, porque são instruídos ao que é certo e errado. “Nosso objetivo é mostrar que a violência não leva a nada, porque não adianta bater, isso fica gravado na memória da criança. É preciso instruir”, afirma.

Empreendimento sustentável prevê critérios além da ecologia

Por Juliana Bergmann


Para um empreendimento ser considerado sustentável, ele deve ser ecologicamente correto, ter uma economia viável, ser culturalmente aceito e sociologicamente justo, disse a professora do curso de Engenharia Civil do UniCEUB, Marusca Tatiana. A palestra sobre Sustentabilidade na construção nesta quarta-feira, 5, no Bloco 8 da faculdade, contou ainda com a participação da ex-aluna de Engenharia Civil Marcela Fialho.
Marusca acrescentou como é importante o aproveitamento das condições naturais do terreno quando se pensa em projetos, da política adequada quanto à geração de resíduos, da redução dos consumos energéticos e do uso das novas tecnologias, desde que se tenha cuidado com o custo. ”Quando todo mundo começar a usar, o preço vai baixar”, disse.

Iniciativa - A ex-aluna do UniCEUB Marcela Fialho foi chamada para falar sobre o projeto que criou, chamado Casa Eficiente. Ela contou, então, sobre as medidas que devem ser adotadas para o seu plano de construção, como telhas ecológicas (com uso de vegetação), reaproveitamento das águas pluviais, cinzas e negras, energia solar, iluminação e ventilação natural, entre outros. A Casa Eficiente deve ser construída no Bloco 11, no UniCEUB. “As pessoas não tomam cuidado com a ecologia. Devemos rever esses conceitos. O Brasil é um país com muitos recursos culturais”, finalizou.

Hora de pico - W3 significa estresse para motoristas

Por José Maciel


Seis da tarde em Brasília. O horário em que a maioria dos trabalhadores saem do trabalho, e também um sinônimo de engarrafamento. Na semana do dia mundial sem carro, a reportagem do Esquina On-line foi à avenida W3 conferir o trânsito em uma das principais vias de acesso ao centro da capital.

Vista como uma cidade planejada e com distâncias muito grandes, a capital carece, de acordo com entrevistados, de um bom transporte público. As três pistas que compõem a avenida se tornaram insuficientes. “Está impossível de a gente conseguir se locomover. Brasília cresceu demais, hoje em dia todo mundo tem carro e  as vias públicas não estão acompanhando esse crescimento”, conta o consumidor Paulo Filgueiras.


Pontos - Paradas cheias e ônibus lotados são comuns na via W3. Na entrada da avenida, na Asa Sul, está localizado um dos principais shoppings da cidade, que significam engarrafamentos. A funcionária pública Cacilda Pereira, 34, prefere lembrar-se de como era a cidade na década passada. Hoje, Cacilda reclama da falta de estacionamentos e das condições de um bom transporte público na cidade. Um meio de transporte que poderia aliviar o tráfego da avenida é o metrô, mas há quem discorde. “Nosso metrô vai de lugar nenhum pra nenhum lugar. Não tem na Asa Norte, por exemplo”, reclama Cacilda.

Há menos de três anos para receber a Copa do Mundo de 2014, os projetos de melhorias da mobilidade urbana não saíram do papel, e os congestionamentos continuam assombrando a população.

Eduardo Heineken, 59, demorou 20 minutos para passar da Asa Norte para a Sul. “Com o trânsito normal, a gente vai de uma extremidade da asa à outra, e nesses horários de pico, a gente anda muito pouco”. O taxista Cleiton Naves, 30, considera normal o trânsito de Brasília, mas acredita que melhorias serão bem vindas. “Os funcionários de empresas têm que ser levados em casa por um ônibus, e os estacionamentos subterrâneos têm que ser mais comuns”, pondera Cleiton.

Estatística - Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), até agosto deste ano, 68.817 veículos foram emplacados na capital. A média em 2009, segundo a Secretaria de Transportes do GDF, era de 2,45 carros por habitante. “Tenho dois carros e eu e minha mulher usamos bastante eles. O meu trabalho é diferente do dela, em locais diferentes e no mesmo horário. O carro acaba só com um motorista e contribuímos para o engarrafamento”, diz Eduardo.

Congresso tem encerramento sob inspiração do futuro e com poesia

Por Willian Lustosa (texto) e Sérgio Gama (fotos)

No encerramento do IX Congresso de Ensino Pesquisa e Extensão, o Professor Antônio Carlos Caruso Ronca, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), apresentou a palestra "A qualidade da educação superior e a sustentabilidade do país". O professor promoveu uma discussão acerca de três grandes temas: Educação, Brasil e Sustentabilidade. Antônio Carlos citou poetas e fez grande menção a cultura para exemplificar as questões discutidas.

Segundo o professor, o Brasil teve um grande avanço socioeconômico nos últimos 20 anos, mas alerta que, apesar da melhora, o país cresce em ritmo lento. Para exemplificar, o Presidente do CNE apresentou um dado que comprova que de 2007 para cá, houve um aumento de 13% dos estudantes que permanecem na escola até o ensino médio. Apesar do crescimento, ele revela que 50 % dos jovens brasileiros não chegam a cursar esta etapa de ensino.

O professor faz críticas à sociedade capitalista e sentenciou que a sustentabilidade só pode ser plenamente alcançada quando a população mundial começar a analisar e modificar os padrões de consumo. Para Antônio Carlos, mudar a situação do planeta não depende apenas de atitudes, mas sim de uma filosofia. “Sustentabilidade é um valor, e valores são pensamentos que escolhemos seguir”, declarou Antônio Carlos.

O presidente do CNE resolveu encerrar a palestra com um apelo aos jovens que o assistiam no auditório. Citou o poeta modernista, Carlos Drummond de Andrade, com os versos do poema Mãos Dadas, e o compositor brasileiro Paulinho Moska com a poesia Espaço Liso.  Para o professor as duas obras servem como um guia para o futuro; com Moska ele faz um paralelo com a luta do jovem para um futuro melhor e com Drummond ele mostra que não se devem perder as esperanças apesar das adversidades.

“A invisibilidade pesa sobre as mulheres negras”, destaca palestrante em congresso

Por Rafael Lopes e Karen Fontenele 

“O que nós (mulheres) queremos é o fim da opressão. A invisibilidade pesa sobre as mulheres e o conceito geral é que não temos perfil intelectual” afirmou a professora Joelma Rodrigues em palestra realizada nesta quinta, dia 6, no IX Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão. A pesquisadora foi a primeira mulher negra a defender uma tese de doutorado na Universidade de Brasília (UNB).

A palestrante defendeu o protagonismo das mulheres negras na formação da sociedade brasileira e lembrou como nasceram os movimentos. “As feministas dos anos 50 e 60eram raivosas e faziam um movimento reformista. A mídia adorava” disse. Para ela,esses movimentos tiveram uma motivação clara. “Vivíamos e vivemos em uma sociedade patriarcal, sexista, machista e racista”, advertiu.

Imigrantes - Outro tema de destaque comparou as formas de migração de diferentes etnias para o Brasil. Mesmo considerando que ocorreram em períodos diferentes, segundo Joelma, fica evidente a diferença no tratamento dado a determinados grupos, mesmo os que vieram para trabalhar na lavoura. “A diferença entre os imigrantes do Brasil e os negros estava no passaporte e na bagagem” ressalta.

Mesa-redonda discute atividades sociais de extensão em prol da sustentabilidade e de pessoas carentes

Por Luísa Peleja
Fotos: Juliana Bergmann



Uma mesa-redonda com o tema "A inserção e o papel do aluno em programas sociais mostrou, nesta quinta-feira, experiências de profissionais nas atividades sociais de extensão, a fim de sensibilizar os alunos a participarem de projetos de responsabilidade social para crescimento pessoal, profissional e contribuição para uma sociedade melhor e sustentável.

O professor Marcelo Boia iniciou os trabalhos dizendo como falar de responsabilidade social é um desafio nos dias atuais, mas que, quando discutida numa instituição a sensibilidade toma conta das pessoas e acaba sendo mais fácil. Envolvido em projetos sociais a mais de 10 anos, Marcelo acredita que para que as atividades que visam ajudar pessoas com vulnerabilidade social, é preciso qualificação, pois não é todo mundo que entende o problema.

“Quando começamos a entender o ato infracional numa perspectiva sistêmica, você começa a perceber que a esperança de ressocialização é real e concreta. E não é todo mundo que entende“. Na perspectiva sistêmica estão incluídos vários fatores. Na formação pessoal; o cognitivo, espiritual, emocional, sexual e também experiências escolares, familiares, no trabalho, esportiva e recreativa. “Se você não participa de ações sócias educativas, você não vai conseguir entender essas variáveis”, conta.
Segundo a professora Renatta Innecco, é visível um diferencial nos alunos que participam desses projetos. “Esses alunos pensam no macro. Formamos esses estudantes para pensarem na sociedade e agir em prol da sustentabilidade, não só para exercer a profissão”.  Além disso, o profissional que tem um histórico de participação em atividades sociais entra no mercado de trabalho com mais segurança e qualificação. “Desde o meu 3º semestre de faculdade que participava de tudo o que o UniCEUB oferecia de projetos sociais. Com certeza isso teve um peso enorme na minha decisão de abrir um consultório de nutrição assim que me formei. Já me sentia suficientemente seguro”, dividiu o Dr. Victor Braga.
Desde o início de sua carreira, Dr. Victor abriu seu consultório com um sonho de transformá-lo em uma ONG e hoje ele vê esse sonho se tornando realidade. Durante a conversa o Dr. e ex aluno do UniCEUB falou sobre agricultura familiar e projetos que estão sendo desenvolvidos para mudar a forma de produção alimentar, área em que trabalha. A mesa redonda realizada no auditório do bloco 3, terminou com a participação de Sandra Faraj, sub secretária dos cursos sociais de extensão que encerrou fazendo uma reflexão com os alunos que estavam presentes: “Para onde está indo a sociedade? No que estamos contribuindo?”
Conforme a opinião da mesma, os problemas sociais de hoje são resultado da nossa omissão no passado. Isso incluí, governo e nós como cidadãos. “Temos mania de culpar o sistema por tudo. Com certeza falta política de inserção e o governo agindo no todo, mas precisamos fazer a nossa parte. Somos como o elo entre o governo e a sociedade. A iniciativa pode e deve partir da gente”, finalizou.
Como participar dos projetos de extensão
Durante o evento desta manhã, os alunos que estavam presentes receberam um livreto, "Ser Sustentável" que aborda variados temas que envolvem o meio ambiente, integração comunitária, direito e políticas públicas, sustentabilidade nas relações internacionais, centro de atendimento à comunidade, apresentando os diferentes projetos sociais. Para os interessados em ingressar nas atividades mostradas é só entrar em contato com alguns dos coordenadores do curso de extensão e se inscrever.
Projetos de extensão:
Enfermagem em ação - setor responsável: enfermagem@uniceub.br
Adote uma escola - setor responsável:direcao.faces@uniceub.br
Adote uma nascente - setor responsável: geografia@uniceub.br
Exame parasitológico e intervenção educativa - setor responsável: biomedicina@uniceub.br
Atendimento laboratorial a lares de idosos - setor responsável: biomedicina@uniceub.br
Vale a pena - Revitalização da Penitenciária Feminina do DF - setor responsável: engenharia.civil@uniceub.br
Observatório Direito e políticas públicas - setor responsável: coordenacao.direito@uniceub.br
Núcleo de Direito do Consumidor - UNICON - setor responsável: coordenacao.direito@uniceub.br
UniCEUB na rede pela erradicação do analfabetismo - setor responsável: redealfa@uniceub.br
Centro de atendimento à comunidade - entrar em contato com a Supervisão do CAC (61) 39661696
Atividades de gestão ambiental - setor responsável: cga@uniceub.br
Museus de geografia - setor responsável: geografia@uniceub.br
Análise e criatividade na resolução de situações problema - setor responsável: engenharia.civil@uniceub.br
Educação para saúde - setor responsável: psicologia@uniceub.br
Núcleo de esportes - setor responsável: esportes@uniceub.br
Educação Física para a cidadania - setor responsável: ed.fisica@uniceub.br
Saúde mental: subjetivação, cidadania e interdisciplinaridade - setor responsável: psicologia@uniceub.br
Atendimento ambulatorial de Nutrição - setor responsável - nutricao@uniceub.br
Alimentação saudável na escola - setor responsável: nutricao@uniceub.br
Ensino e cidadania em creches - setor responsavel: nutricao@uniceub.br
Fisioterapia do trabalho - setor responsável: fisioterapia@uniceub.br
Fisioterapia em saúde coletiva - setor responsável: fisioterapia@uniceub.br
Atendimento de fisioterapia ambulatorial - setor responsável: fisioterapia@uniceub.br
Educação continuada - setor responsável: assessoria.extensao@uniceub.br

      

Congresso no Uniceub apresenta quadro da Pós-Graduação a distância no Brasil

Por Cecília Soter

A coordenadora geral de avaliações dos cursos de graduação do INEP, Suzana Schwerz Funghetto, apresentou, durante congresso científico no UniCEUB, em palestra, o tema “a virtualização da pós-graduação:cenários e desafios”, mostrando o quadro da pós-graduação à distância hoje no país. Hoje no Brasil cerca de 840 mil alunos estão cursando pós-graduação lato sensu á distância e mais de 260 cursos são oferecidos.
A palestrante afirmou que o mercado de trabalho exige um profissional preparado e com acesso às novas tecnologias. A partir de 2001, 20% das disciplinas dos cursos de pós-graduação passaram a poder ter atividades não-presenciais. Uma portaria estabeleceu que se a instituição não for de educação, não poderá oferecer curso de pós-graduação lato sensu à distância.

De acordo com pesquisa do INEP, o perfil das pessoas que fazem pós-graduação é de homens de 35 anos, pais de família e que estudam em horário oposto ao de trabalho, em curso da área que já atua profissionalmente. As áreas mais procuradas são administração, direito, meio ambiente, gestão publica e comunicação social.
Suzana acredita que, embora ocorra a virtualização, para o Brasil crescer ainda dependerá da melhora do conhecimento científico, da patente de suas idéias e trabalhar melhor os seus alunos. “Vai aumentar o nível de escolaridade e ainda não teremos bons profissionais e não vamos ter ninguém adequado para competir lá fora.”

Congresso: Projeto interdisciplinar auxilia crianças com necessidades especiais


Por Júlia Carneiro (texto)
e Gabriela Miziara e Jéssica Lins e Ísis Mendes (vídeo ao lado)

Através de um programa de interdisciplinaridade entre o corpo docente de fisioterapia e psicologia do UniCEUB, foi criada uma clínica de estimulação precoce. Conhecido como o Centro de Atendimento a Comunidade (CAC), esse projeto visa à melhoria de crianças de 0 a 3 anos com problemas como prematuridade, uma grande variação de síndromes e paralisia cerebral.
                                                 


O centro disponibiliza uma sala de atendimento equipada com brinquedos e jogos para estimular as crianças na idade mais crucial para a articulação e integração na sociedade. A professora do curso de psicologia, Ciomara Schneider, em sua palestra a respeito do programa explica que: “os atendimentos em ambas as áreas segue a visão de desenvolvimento atual, a qual considera este processo multidimensional e multifatorial, com interferência do ambiente”.

Além dessa troca de informação entre as duas áreas, para poder melhor entender as dificuldades de cada criança, existe também uma troca de experiência entre as mães e os médicos. São realizadas sessões mensais integradas com a família para haver uma orientação de um trabalho contínuo com a criança em casa. Mais importante ainda é favorecer o processo de inclusão educacional e preparar as famílias para criar um diálogo entre a criança e a sociedade.

Waneli Cristine Morais Sampaio, docente do curso de fisioterapia do UniCEUB e orientadora de prática da pediatria, justificou a importância dessa relação. “Geralmente existe uma desestruturação familiar no inicio, pela falta de informação e os estresses que lidar com as dificuldades da criança trazem. Nosso dever é mostrar para as mães, e para as família, que existe um novo caminho que pode ser levado. Então essas reuniões são importantes para darmos um espaço para as mães e as famílias que geralmente não tem chances de falar deles mesmos porque todos os momentos são feitos em volta da criança”.   

Duas estagiárias do centro de atendimento também tiveram a chance de contar um pouco sobre suas experiências durante a palestra. A aluna do décimo semestre de psicologia, Lúcia Helena Tósca Baí, ilustrou como funciona o atendimento grupal e individual psicológico com as crianças, e quais foram as melhoras que ela percebeu em cada caso. A estagiária Ana Maria Lopes de Oliveira, que está terminando o curso de fisioterapia, contou também sobre a importância desse acolhimento a crianças com necessidades especiais através dessa estratégia terapêutica criada em conjunto com a psicologia.

A partir da construção de ambientes propícios para o crescimento da criança, essas iniciativas auxiliam na integração de alunos com necessidades especiais na escola. Esse diálogo, entre professores e especialistas na área da saúde, facilita o processo de adaptação entre alunos e instituições educacionais. Desta forma as escolas ficam mais preparadas para colocar em prática o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, que traz a educação como direito de todos.

Congresso: Professora de Comunicação defende ousadia na arte e garante que todos são criativos

Por Maria Fernanda Nalon

A professora Déia Francischetti realizou na manhã desta quinta-feira a oficina Teoria x Prática: repertório e criatividade. Ela garantiu que a ousadia na produção é essencial para os trabalhos, seja qual for a faixa etária do "artista". O encontro contou com a participação de alunos de Comunicação Social e outras habilitações, como Engenharia Civil.


A professora apresentou o objeto da palestra, que era a mulher na arte atual. Ela traçou uma linha histórica de várias mulheres que revolucionaram a moda e a arte, entre elas Coco Chanel, que tentou a liberdade através das roupas.

Déia explicou para os alunos o que é criatividade e falou que até aqueles que se dizem “não criativos” também são. A criatividade é uma solução, o cérebro passa por questionamentos e para responder a eles, precisamos ser criativos. Segundo a professora sempre que temos algo em desequilíbrio, tendemos a procurar algo para nos equilibrar, ou seja, a criatividade. Ela frisou que estimulo e aprendizado são necessários para coisas novas serem criadas. 

Para que cada um conseguisse entender sobre os próprios sentidos, a professora propôs um exercício de respiração e concentração.

Foi traçada uma linha histórica sobre a função do homem e da mulher na arte e segundo a professora Déia, foi apenas no séc XX que a mulher começou a ser considerada uma artistas, antes só o homem carregava esse status. Foi mostrado para os alunos como a idéia de estilismo do homem e da mulher mudou com os anos, para apresentar isso a professora passou pelos movimentos da Grécia, Gótico, Rococó, Neoclássico, Romantismo e Realismo.

No Brasil as condições do homem e da mulher como artistas era diferentes também, ela apresentou várias artistas consagradas que em suas épocas foram muito criticadas, entre elas Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Djanira Motta e Silva etc.

Conhecimento global é de grande importância para os universitários, afirma palestrante

Por Laísa Vinhas (texto) e Lucas Pacheco (foto)

"A educação na universidade deve levar o aluno a pensar globalmente”, disse Monique Azevedo, professora do curso de fisioterapia do Uniceub, na palestra sobre a Integração e interdisciplinaridade como componentes da qualidade no ensino. O evento faz parte do IX Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Segundo a palestrante, é importante que todos tenham a preocupação de juntar as áreas de conhecimento para o bem comum. Um tratamento fisioterapêutico muitas vezes precisa do apoio da Nutrição e da Psicologia, por exemplo. E, mesmo não sendo um tema da própria área, é importante conhecer um pouco de tudo, pois ninguém trabalha sozinho. “Tem que trabalhar junto em prol do paciente, todas as áreas precisam de apoio”, afirma.
Além disso, a professora Monique ressalta que, quando a educação é entendida e trabalhada de forma interdisciplinar, "O aluno é agente ativo, comprometido e responsável, e tem capacidade para planejar boas ações, assumir responsabilidades, tomar atitudes diante dos fatos e interagir no meio em que vive".
Estágio Supervisionado
“O Estágio Curricular Supervisionado é de extrema importância durante a vida acadêmica, pois não é interessante para a sociedade quando não há aplicação na prática”, comentou a palestrante sobre a relevância de que todos os universitários passem pelo estágio.
As professoras Fabíola Souza Amaral, Izane Nogueira e Valéria Sovat, dos cursos de Nutrição, Psicologia e Arquitetura, também participaram do evento e fizeram a apresentação de projetos que possuem a parceria de alunos e universidades.

Assista a vídeo de Aline Ribeiro, Sthael Silva

Projetos socioeducativos reúnem lições de vida e entusiasmo

Por Rodolfo Rodrigues

No segundo dia do IX Congresso de Ensino,Pesquisa e Extensão, uma das palestras focou projetos socioeducativos de diferentes áreas. O evento reuniu ex-alunos de licenciatura das disciplinas de Geografia, História,Letras, Ciências Biológicas e Educação Física. Com experiências de vida na bagagem, os palestrantes apresentaram com entusiasmo seus intentos.

Com a educação como meio de inserção de crianças eadolescentes na sociedade, diferentes métodos foram apresentados, cada qual emsua respectiva área. “Meu projeto foi direcionado a jovens carentes. O objetivoera falar da história do futebol no Brasil e como se dá o impacto socialcausado pelo esporte, demonstrando que ele independe de classes socioeconômicas”,disse Levi Rodrigues, professor de História.

Entre outros trabalhos selecionados, destacaram-se um com tema em Geografia, onde os convidados buscaram uma terapia para o descobrimento de atividades ligadas à música, e outro de Ciências Biológicas, visando a assimilação do conteúdo de Citologia para alunos com deficiência auditiva de uma instituição de ensino médio. “Fizemos um processo de ensino-aprendizagem para estes alunos e foi maravilhoso. É outra visão”, afirmou Queila Gomes.

Bons profissionais do Direito sempre são absorvidos pelo mercado, garante presidente da OAB

Por Gabriela Lapa e Sussane Martins

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Francisco Caputo, afirmou, nesta quarta-feira, dia 5, que o mercado para profissionais do Direito não está saturado. "O bom profissional consegue ser absorvido”.   Ele esteve presente no segundo dia de palestra do congresso no UniCEUB.

Segundo ele, o advogado precisa estar em constante aperfeiçoamento para acompanhar a evolução e o dinamismo do Direito.O papel do bacharel em Direito é contribuir com o Estado para fazer valer as garantias previstas no Art. 5º da Constituição Federal, definiu Francisco Caputo. Sobre o exame que é realizado pela OAB, o presidente ressaltou a importância da aplicação.“A OAB não pode deixar um profissional despreparado causar dano à sociedade”, afirmou.
  

Hierarquia - A professora Loussia Félix, da UNB,  apresentou uma proposta de educação baseada em competências. Segundo ela, o conteúdo que é ministrado nas salas de aula deveria ser direcionado às expectativas dos estudantes. “Em lugar de sufocar os alunos com conteúdos, nós os professores, avaliaríamos os conteúdos que realmente são essenciais e importantes para eles”. Loussia definiu como um desafio enfrentado pelos estudantes a capacidade de trabalharem equipe. “No Direito nós trabalhamos hierarquicamente, mas um trabalho de qualidade depende de um trabalho em equipe”, acrescentou.


“Na verdade há que se repensar o ensino jurídico no país”,disse o coordenador do curso de Direito do UniCEUB, Roberto Freitas. Ele explicou que há um “descompasso” entre aquilo que os alunos querem aprender e o que os professores querem ensinar.Segundo ele, muitos jovens ingressam no estágio e não colocam em prática, teorias e conceitos que são cobrados rigorosamente em sala de aula. Retomando ao assunto anteriormente abordado, o Exame da Ordem, Roberto exemplificou a cobrança de disciplinas que não são necessárias para o desempenho da profissão.“Filosofia jurídica é uma matéria que vai passar a ser cobrada pela OAB. Só será avaliada a capacidade de decorar termos”,afirmou.

Parcerias são essenciais, diz presidente de sindicato

“É necessário que haja uma parceria público-privada para dar agilidade ao processo educacional brasileiro”, disse a vice-presidente do Sindicato de Escolas Particulares (SINEPE), professora Fátima de Melo Franco. Ela finalizou a palestra sobre “Educação Básica no PNE”, defendendo a importância da participação das instituições particulares na montagem do Plano Nacional de Educação.

Segundo Fátima, o SINEPE não participoudiretamente na execução do PNE. Mas foi apresentado ao Congresso Nacional 12Emendas Constitucionais, para serem juntadas as 20 metas já apresentadas peloMinistro da Educação, Fernando Haddad. Dentre elas estão a isenção no Impostode Renda de pessoa física, para facilitar o custeamento de mensalidades porparte das famílias e o Pró-Básico, projeto semelhante ao Pró-Uni, que abririaespaço para alunos menos abastados em escolas particulares.

Chuva forte volta a fazer parte da paisagem em Brasília e causa transtornos. Confira imagens da noite

Por Luiza Ikemoto (texto) e Yuri Freitas (fotos)
Fazia tempo que o brasiliense não sabia o que era chuva forte. Depois de mais de 110 dias de seca, a água tão esperada que atingiu a cidade nessa quarta-feira (05/10) já causou transtornos na rotina da população. A grande quantidade de água preovocou engarrafamentos nas principais vias de Brasília e tumulto no eixo monumental.
A grande aglomeração, já habitual,de pessoas na rodoviária, atingiu novos patamares com a incômoda e sempreestranha chuva. Longas filas de espera, ônibus lotados e o mau-humorcaracterístico do brasiliense atrapalharam a volta para casa de quem aindatinha uma longa viagem pela frente.

TRÂNSITO - Não foram apenas os motoristas no Eixo Monumental que sofreram. Havia registros de um acidente na subida do Colorado deixou o trânsito ainda mais lento do que o normal. As principais vias ficaram paralisadas no final da Asa Sul: w3, eixão e saída sul.