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Danos à saúde provocados pelo cigarro

• 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);
• 25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;
• 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
• 85% das mortes causadas por bronquite crônica e enfisema pulmonar (doença pulmonar obstrutiva crônica);
• 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
• 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
• 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia);

Governo anuncia aumento do imposto sobre o cigarro

Medida pretende incentivar fumante a largarem o vício
Por Carla Souza e Talita Diniz

 Após o governo anunciar o reajuste sobre produtos industrializados (IPI) sobre cigarros, o consumidor já percebeu a diferença nos preços do produto. A empresa Souza Cruz aumentou o preço de uma de suas marcas mais populares de R$ 4,75 para R$ 6.
Segundo o cronograma da Receita
Federal, a tributação sobre os cigarros continuará crescendo, com alíquotas maiores do IPI no início de cada ano.
Campanha do Ministério
Alguns fumantes consideraram o aumento abusivo, como é o caso da bancária Irinede Faria, que sustenta o vício há dez anos e gasta em média R$ 300 por mês com carteiras de cigarro. “Já havia pensado por vezes parar de fumar, agora com esse aumento, o qual considero abusivo, só me deu mais força de vontade", diz a bancária.
Há quem consiga ver um lado positivo na medida do governo, mesmo sendo fumante. A estudante de artes cênicas Ana Cláudia reduziu de duas para uma carteira de cigarro por semana. “Acredito que a melhor a maneira para largar o vício, seja eliminando ele aos poucos, no final preservo minha saúde e meu bolso também”, ressalta a estudante.
Apesar de o governo arrecadar com o aumento do cigarro, o principal objetivo do aumento do IPI sobre o produto seria tentar reduzir as vendas, prevenindo que outros fumantes surjam no país. De acordo com o Ministério da Saúde, houve queda de 14,4% no número de fumantes no Brasil. Atualmente, no Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo.

Economia
Segundo o Banco Mudial o tabagismo gera uma perda mundial de US$ 200 bilhões por ano, sendo que a metade ocorre nos países em desenvolvimento.  Este valor é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de faltas ao trabalho e menor rendimento produtivo. Hoje o cigarro é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Balé: mães escolhem a dança pelas filhas

Por Camila Ferreira e Veltz Capone

Especialista alerta que influenciar nas decisões pode ser negativo

Em geral, segundo o bailarino e escritor de dança, Dalal Achcar, a menina calça sua primeira sapatilha aos sete anos. Nessa idade, é natural que as mães levem as filhas para as escolas de balé. Muitas delas se encantam com o colã e as saias rosa, mas para outras, a aula de balé pode ser um momento de tortura.
 Nathália(à esquerda) com a amiga Fernanda
É o caso de Nathália Andrade, 14 anos, bailarina desde os seis anos de idade que pratica a dança por obediência à mãe. “Eu nunca gostei de balé, quando era bem pequena vinha chorando todos os dias para a aula. Até hoje não gosto muito da dança, mas minha mãe disse que para ser uma bela mulher, tem que ser bailarina. Só não parei de praticar ainda para não arranjar confusão”, relata a garota.

Márcia Andrade, 54 anos, mãe de Nathália, conta que sempre sonhou em fazer balé, mas, quando era criança, não tinha condições financeiras. “Não é que eu a obrigue a fazer, mas digo que é o certo. Com certeza o balé é muito importante na vida de qualquer menina, faz bem para a alma e para o corpo, além de ser chique”, relata.

Segundo a psicóloga especialista em tratamento infanto-juvenil, Carina Cartaxo, o balé, como qualquer outra atividade física, precisa dar prazer. “É importante que a criança ou o adolescente se sinta bem com aquilo que faz. O problema é quando a atividade vira uma obrigação”, explica.

Carina Cartaxo relata que as mães pensam que estão incentivando as filhas, quando, na verdade, estão criando nelas uma aversão ainda maior àquela atividade. Além disso, se a menina tiver dificuldade com a feminilidade, passará ainda mais a ver o mundo feminino como algo pouco atrativo e até mesmo desagradável. “Uma menina que não se sente confortável dançando balé, se sentirá ainda mais desajeitada sendo forçada a fazê-lo”, conta a especialista.

Já Beatriz Resende, 10 anos, conta que gosta da dança e que pretende ser professora de balé. “Faço balé há dois anos e não falto nenhuma aula, minha mãe me trouxe para uma aula experimental e estou adorando todos os movimentos”.


Professora de balé há 18 anos, Jamille Ferreira relata que o balé como qualquer outra dança tem vantagens e desvantagens. “A maior vantagem do balé é o fato de o gênero ser a base para qualquer outro tipo de dança. Como desvantagem, eu citaria a grande disputa que se cria por um papel no espetáculo. Muitas meninas ficam até sem comer para entrar no figurino”, conta.

O balé é um estilo de dança que teve origem nas cortes italianas durante o século XV. A dança exige muita técnica e possui um vocabulário próprio. No Brasil, o gênero surgiu em 1813 e a primeira apresentação foi realizada no Teatro Real de São João no Rio de Janeiro. A dança requer muita prática e é ensinada em escolas próprias em todo o mundo. No DF, por exemplo, existem por volta de 84 escolas especializadas.

Psicoterapia ajuda atletas a lidar com estresse em competições

Por Elaine Andrade

Em entrevista, a psicóloga esportiva Mariana Moura contou um pouco sobre o tratamento do estresse de atletas com  psicoterapia. A profissional atua na área há três anos e já foi terapeuta do time de basquete UniCeub/BRB.

Esquina: O que faz um psicólogo esportivo?

Mariana Moura: nossa atuação junto ao atleta busca promoção da excelência do atleta como um todo. Consiste em ensinar algumas técnicas e estratégias mentais, psicológicas para que seu desempenho seja o melhor possível, bem como trabalhar com emoções e sentimentos envolvidos com o esporte.

Esquina: Que tipo de benefícios a psicologia esportiva pode trazer para o atleta e para o time como um todo?

Mariana Moura: Bom, isso se resume bastante na motivação do atleta. Trabalhamos com o por que o atleta está jogando, por que ele resolveu fazer disso uma profissão. A psicologia do esporte entra com o intuito de melhorar essa motivação e trabalha para que o atleta esteja sempre motivado com sua prática, tanto no âmbito do esporte profissional como na seara do esporte amador.

Esquina: Que tipo de dificuldades você já encontrou nos atletas com quem já trabalhou?

Mariana Moura: As dificuldades da prática esportiva variam de acordo com a faixa etária. Em atletas adolescentes encontramos um quadro de ansiedade muito mais acentuado. A vontade desses atletas em entrar em uma seleção profissional, por exemplo, gera bastante ansiedade. Com adultos encontramos, na maioria das vezes, um quadro de agressividade até mesmo pelo porte físico, que o favorece bastante.

Esquina: O que pode gerar estresse?

Mariana Moura: Normalmente, a busca por um contrato melhor, ou saber que naquele jogo há um ´olheiro`, pessoas que avaliam o desempenho dos jogadores com possibilidade de ascensão na carreira, tudo isso podeser um fator desencadeante de estresse para o atleta.

Esquina:Será que o atleta de hoje está mais vulnerável a esse estresse pelos contratos milionários e ampla divulgação da sua atuaçãomuitas vezes no país e no mundo?

Mariana Moura: Com certeza. Às vezes uma briga em família ou com a namorada ou namorado, às vezes uma dívida, problemas pessoais, enfim, podem levar o atleta a ter seu desempenho comprometido. Por isso o acompanhamento psicológico voltado para o esporte é fundamental não apenas após uma crise, mas antes e durante. O acompanhamento ajuda o atleta a manter o foco mesmo nas situações adversas.

Esquina: Você é a favor daquelas longas concentrações dos jogadores longe da família, como acontece com os jogadores de futebol?

Mariana Moura: Em termos. Não vejo necessidade de os atletas ficarem dois ou mais dias concentrados em hotéis longe de tudo, inclusive daquilo que gostam de fazer, pois é muito possível que isso já gere um estresse. Mas considero muito importante que algumas horas antes do jogo os atletas estejam juntos e com a comissão técnica, até para que algumas intervenções sejam feitas. É importante prezar a presença do grupo como um todo, que consigam trabalhar juntos e ter como objetivo ganhar aquele determinado jogo.

Esquina: Pode acontecer de um único atleta com problemas, seja físico ou psicológico, passar essa dificuldade para todo o time?

Mariana Moura: Com certeza, por isso a atuação do psicólogo com o grupo ecom o indivíduo é tão importante. A busca pela sintonia é sempre muito importante para que o desempenho do grupo e do indivíduo seja sempre a melhor.

Esquina:Como funciona o atendimento psicológico?

Mariana Moura: É importante que o atleta seja atendido no mínimo uma vezpor semana em sessões de 50 a 60 minutos. Os atendimentos coletivos também têm que ser com periodicidade. O individual e o coletivo sempre têm que ser trabalhados na busca pelo bom desempenho do time.

Atletas têm alto nível de estresse em competições

Por Elaine Andrade

Estudo comprova que competições esportivas são fontes importantes de estresse para atletas, qualquer que seja o nível do competidor. A pesquisa do professor da Universidade de São Paulo (USP) Dante de Rose Junior mostrou que esse estresse pode influenciar bastante o desempenho do profissional caso não haja um trabalho específico para reduzir o impacto da pressão ao atleta.

Para a jogadora profissional de vôlei de praia Giscele Campos,  o estresse é fator comum em sua rotina. Aos 32 anos, Giscele compete desde os 13 em circuitos interescolares e interestaduais em vôlei de quadra e há seis meses profissionalizou-se em vôlei de areia. “Nós nos acostumamos ao estresse, inclusive, ele também é gerado por uma cobrança não apenas do técnico, mas nossa”, explica a atleta.

Além do fator psicológico, Giscele conta que o cansaço físico e a falta de sono também são fontes de preocupação. “Muitas vezes competimos em outras cidades e o voo atrasa ou temos que viajar em um horário difícil. No dia seguinte temos que treinar ou competir”, afirmou.

Segundo a psicóloga esportiva Mariana Moura, a terapia do atleta e do time pode ajudar a reduzir os níveis de estresse e ansiedade. “O acompanhamento psicológico voltado para o esporte é fundamental não apenas após uma crise, mas antes e durante. O acompanhamento ajuda o atleta a manter o foco mesmo nas situações adversas”, salientou Mariana. Confira a entrevista com a psicóloga na íntegra.

População dividida sobre projeto que pretende usar lago Paranoá como fonte de abastecimento de água

Por José Maurício

O ex-presidente do Ibram e professor da UnB, Gustavo Souto Maior, garante que Caesb já possui autorização da Agência Nacional de Águas para implantar a medida

O pesquisador explicou que a barragem de Santa Maria e a barragem do Descoberto não são suficientes para atender a demanda da população do Distrito Federal por água. Por isso, o especialista em gestão ambiental afirma que o governo vai usar o lago como fonte de abastecimento. “As barragens são suficientes para atender 90% do DF. Os outros 10% vêm de pequenas captações”, disse o especialista.
A moradora da Asa Sul Paula Ferri desaprovou o possível projeto: “Sou contra, acho que a retirada de água do lago Paranoá significa o primeiro passo para a degradação de um de nossos maiores cartões-postais.”.
“Depende de como será feito, porque se a população precisa de água, é bom que usemos o lago. Mas Brasília é muito seca, então temos que ficar de olho no prejuízo que isso pode trazer.”, ponderou Carolina Kairala, estudante de Direito.
Já a dona de casa Maria do Carmo afirma que, para ela, não vai fazer diferença. “Eu moro em Taguatinga, para mim tanto faz, esse lago não chega aqui mesmo. Talvez com essa ideia, pare de faltar água lá em casa.”, considera.
Procurada pela reportagem, a assessoria da Caesb não quis se manifestar.

Lago Paranoá será usado como fonte de água para população de Brasília, aponta professor da UnB

Por José Maurício


De acordo com o ex-presidente do Ibram, CAESB já possui autorização para implantar um projeto que garante abastecimento de água por meio do lago

O ex-presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e professor da Universidade de Brasília (UnB), Gustavo Souto Maior, especialista na área de gestão ambiental, afirma que a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB) possui um projeto com o objetivo de usar o lago Paranoá para suprir a demanda da população do DF por água.
Segundo o professor, a ideia já possui a autorização da Agência Nacional de Águas (ANA), órgão do governo responsável por regular o acesso aos recursos hídricos.
            “Atualmente a barragem de Santa Maria (responsável pela água oriunda do Parque Nacional) e a barragem do Descoberto são suficientes para atender 90% do DF. Os outros 10% vêm de pequenas captações”, disse o especialista.
De acordo com Souto Maior, em pouco tempo será preciso investir em novas formas de abastecimento de água. “A população é crescente, logo o consumo também”, explicou.
            Para tentar sanar a questão, em 2006, durante um dos governos Roriz, foi criado um projeto de captação de recurso por meio da Usina Corumbá IV, localizada em Luziânia (GO). Mas, segundo Souto Maior, a proposta pode ser considerada como propaganda enganosa. O professor garantiu que, devido à distância e aos altos custos com dutos e equipamentos, “o processo de moção da água através dessa estratégia é complicado e desinteressante do ponto de vista financeiro.”.
             O ambientalista não conseguiu assegurar um prazo para a implantação da medida, mas afirmou que é para breve.
Não se sabe a quantidade de água que precisaria ser retirada ou de que forma isso seria feito. Procurada pela reportagem, a assessoria da Caesb não quis se manifestar.

Designer de joias brasiliense expõe seu trabalho em Nova Iorque

Por Gabriela Vogado e Paulo Rocha


Cláudia Araujo em exposição na Joias da Vila

 A designer brasiliense Cláudia Araújo vai expor seu trabalho em Nova Iorque na NY Desing Week, entre os dias 18 e 21 de maio. Há oito anos no mercado local e depois de fazer cursos de especialização na Universidade de Brasília, na Associação Brasileira de Gemas e Joias (Abragem) e no Sebrae a designer começa a conquistar projeção internacional.
 “O meu trabalho é essencialmente de criação. Tendo como objeto a produção e a venda de joias autorais”, explica. A execução, quando não terceirizada, é feita no ateliê do professor Cássio Mundim. Para chegar até a arte final, a designer precisou estudar gemologia – ciência que se dedica à pesquisa da composição, estrutura, propriedades e origem de pedras preciosas -, desenho técnico e processo criativo.
Sobre a exposição em Nova Iorque, Cláudia disse que considera a oportunidade um coroamento desses anos de dedicação, esforço e investimento. “Acredito na abertura de novas portas e oportunidades a partir deste evento", disse.
 A designer afirma que não tem como estabelecer uma média de preços, pois fatores como originalidade, exclusividade da peça, tamanho, materiais utilizados e o esforço empreendido no processo produtivo variam muito. Segundo ela, o maior desafio é agregar valor ao produto final, de forma a garantir um retorno financeiro que compense o investimento.
 Independente do preço, Cláudia acredita que o mercado do DF é promissor, pois existem consumidores com bom poder aquisitivo.

Confira entrevista na íntegra
Quando e como você começou a carreira de designer?

Sempre me interessei por joias e moda em geral. Mas a minha carreira nessa área teve início há cerca de oito anos, quando fiz um curso de design de joias com Andrea Tibery, profissional muito respeitada no ramo, formada em Desenho Industrial e Professora da Universidade de Brasília. A partir daí, passei a me interessar cada vez mais pela área. Já fiz cursos nas áreas de gemologia, joalheria, desenho técnico e processo criativo, dentre outros, em instituições como a Universidade de Brasília, a Abragem e o Sebrae. Também participei de catálogos e exposições promovidas pelo Sebrae e do Projeto Joias na Vila.

Onde é o espaço que você produz as joias?

O trabalho de criação e concepção da joia é realizado em meu escritório particular. A execução propriamente dita, quando não é terceirizada, tem sido feita atualmente no ateliê de Cássio Mundim, professor de joalheria largamente conhecido em Brasília e que disponibiliza seu espaço a diversos profissionais da área.

Agora você vai expor os seus produtos na NY Design Week. Você imaginava chegar tão longe em pouco tempo de trabalho?

Não diria que o tempo de trabalho foi curto, pois foram quase dez anos de intensa dedicação e muito investimento até adquirir o nível de visibilidade que, graças a Deus, tenho hoje no mercado. Considero a oportunidade de expor uma joia minha na NY Design Week como um coroamento desses anos de dedicação, esforço e investimento, mas também como um presente muito especial de Deus em minha carreira profissional. Acredito na abertura de novas portas e grandes oportunidades a partir desse evento.

O material utilizado é muito caro?

Certamente. A mais importante matéria-prima do meu trabalho é o ouro, além de gemas preciosas como o diamante. O grande desafio é, a partir de materiais com custo de mercado tão elevado, agregar valor ao produto final de forma a garantir um retorno financeiro que compense o alto investimento. Daí a importância que confiro à busca de plena qualidade em todo o processo produtivo, que abrange: (a) a concepção da joia, que deve revestir originalidade e criatividade suficientes para torná-la especial e exclusiva; (b) o processo de execução da peça, que deve ser feito com extremo zelo para não gerar nenhuma imperfeição no produto final; e (c) as atividades de acabamento e preparo da peça para entrega ao cliente, onde os mínimos detalhes devem ser observados para assegurar alto nível de satisfação para o cliente.

Qual é a média de preço das joias?

Não há como estabelecer uma média, pois o preço varia muito em função de diversos fatores como a originalidade do design, a exclusividade da peça, o tamanho, os materiais empregados e o esforço empreendido no processo produtivo.

Como é o processo de venda? São encomendas, ou você cria o produto e apresenta aos seus clientes?

O meu trabalho é essencialmente de criação, tendo como objeto a produção e a venda de joias autorais.  Algumas vezes, o cliente me procura para a confecção de uma joia exclusiva para ele, e outras, pelo interesse em adquirir peças já produzidas por mim e divulgadas na internet ou em catálogos e exposições de que participo. Em todos os casos, porém, o processo de venda é sempre por encomenda, porque se trata de um trabalho artesanal e personalizado.

Quais são os principais clientes?

Em sua maioria, são mulheres de bom poder aquisitivo e gosto refinado, que procuram uma joia única e exclusiva.

Como você enxerga o mercado de Brasília para este ramo?

Acredito que o mercado é muito promissor, pois tenho percebido um interesse crescente das pessoas pela joia artesanal e autoral. Brasília tem um elevado poder aquisitivo em comparação com outros Estados brasileiros. Também tenho percebido serem cada vez mais comuns as parcerias entre os vários profissionais da área em nossa cidade, por meio de iniciativas que tendem a consolidar o mercado local.

Quer viver mais?

Por Gabriela Vogado e Paulo Rocha


Pesquisas comprovam que a prática de esportes aumenta a expectativa de vida. Na terceira idade, também não é diferente


Atleta da terceira idade na aula de natação

Um estudo feito na universidade de Harvard comprovou que indivíduos que param de praticar esportes têm um aumento de 35% no risco de morte em relação aos que continuaram praticando. Já as pessoas que começaram a praticar esportes experimentam um índice de morte 21% menor comparado àqueles habitualmente sedentários.
Não é novidade pra ninguém que com a prática continua de uma atividade física, e uma alimentação saudável, é possível prolongar, com qualidade, a expectativa de vida. Hoje em dia, já existe um nicho de mercado especializado nessa geração, com diversas formas de exercício que comprovadamente melhoram a vida dos praticantes em diversos níveis.
Desde pacientes em depressão, até com problemas locomotores a atividade pode ajudar, conta o fisioterapeuta Luiz Gustavo. “A atividade física para a terceira idade é fundamental para uma boa qualidade de vida”, porém o fisioterapeuta ressalta a importância de um acompanhamento durante a prática do exercício.
Aparecido, 61 anos, começou a nadar com 40 anos de idade, pois sentia que estava ficando sedentário. Entre os vários benefícios que o aposentado lembra está a melhora no humor e o ganho de disposição após a prática esportiva. “Comecei a nadar com orientação de professores, agora após 20 anos de prática, eu prefiro nadar por conta própria” explica Aparecido.
A estrutura fisiológica do idoso requer mais cuidados se comparados a de um adulto jovem, reitera Luiz Gustavo. “A realização de atividades faz com que hormônios, como a testosterona e a endorfina, sejam liberados, causando uma sensação de prazer”, o que ajuda a elevar a autoestima do praticante.
Já existem em diversas cidades, academias para a terceira idade, localizadas em parques públicos. Basicamente, ela funciona como um circuito. São exercícios que visam movimentar as articulações, sem carga demasiada de peso.
Contudo, vale lembrar que é sempre bom ter um profissional acompanhando. E é preciso ir ao médico antes de iniciar as atividades físicas. Assim o idoso receberá um melhor direcionamento para a prática desportiva mais adequada.

Lei que obriga a instalação de bicicletários no Distrito Federal é aprovada pela Câmara Legislativa

Especialistas acreditam que mais do que leis é preciso uma mudança de cultura



Por Dener Giovanini e Erika Suzuki


Lei que obriga a criação de bicicletários em locais com grande fluxo de pessoas foi aprovada esta semana pela Câmara Legislativa do DF. Estacionamentos, shoppings e prédios de escritórios e de órgãos públicos, por exemplo, terão de construir espaços apropriados para a guarda de bicicletas. O prazo para as empresas cumprirem a lei é de dois anos.

A iniciativa, de autoria do deputado Rôney Nemer, ainda prevê equipamentos em que seja possível prender as rodas das bikes. O objetivo é aumentar a segurança de quem guarda as bicicletas nesses locais.

Essa não é a primeira lei a obrigar a instalação de bicicletários em pontos de grande circulação de pessoas no DF. Outras nove leis já existem, além da lei Orgânica. O presidente da ONG Rodas da Paz, Uirá Lourenço, acredita que a medida é pertinente, porém se mostra reticente quanto à eficácia da nova lei.

“Espaços adequados para a guarda de bicicletas são necessários, porém a medida deve sair do papel”, diz Uirá.

Ele vai ainda mais longe. “Acredito que, mais do que leis, é preciso haver uma mudança de cultura. É possível usar a bicicleta para se locomover no dia a dia, mesmo que a cidade não esteja adaptada”, defende.

Uirá utiliza a bicicleta como meio de transporte há 12 anos em Brasília. Vai ao trabalho de bicicleta e leva as crianças para a escola na garupa todos os dias. Ele garante ser seguro. “Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, pedalar nos horários de trânsito pesado é menos arriscado porque os carros estão parados nos congestionamentos”, observa.

Hoje, há uma frota crescente de mais de 1 milhão de veículos no Distrito Federal. Em 2011, 36 ciclistas morreram em acidentes de trânsito no DF, o que representa 8,6% do total de vítimas fatais, sendo que 22 deles pedalavam em vias urbanas e não em rodovias.

Presidente da ONG Rodas da Paz, Uirá Lourenço (Elza Fiuza / ABr)









Da construção civil para obra de arte feita de papel

Por Danielle Rodrigues e Juliana Rabelo

O engenheiro Virgílio  Mota trocou os canteiros de obra pelo trabalho com materiais reciclados

O mestre da arte de reciclar Virgílio Mota, de 60 anos, é baiano da pequena cidade de Amargosa (BA). Ele é artesão da Tempo Eco Arte, espaço de artes e ofícios dedicado à reutilização de resíduos sólidos.

Virgílio trabalhava na construção civil e há mais de 12 anos começou a fazer artesanato em PVC por acaso. Logo, passou para o papelão, onde deu início à produção de caixas de papelão para o transporte das obras feitas com o PVC. Depois do encontro com a artesã Carol Nóbrega, parceira e incentivadora nos trabalhos com o papelão, decidiu deixar a construção civil de lado e dedicar-se apenas ao artesanato de reciclados.
Na arte de Virgílio, praticamente todo o material usado veio ou iria para o lixo. Peças de geladeira, de automóveis, tubos de papelão e sacos de cimento usados ganham forma nas mãos do artesão, que dedica extrema atenção a todas as etapas da produção: do esboço ao acabamento.

“Trabalhamos com o conceito de reciclagem. Por ignorância, desperdiçamos matéria-prima valiosa. Papelão só é lixo para os olhos que o veem com lixo. Para mim é uma raridade”, afirma.

Para a confecção dos objetos, nada além de tesoura, cola, cera e criatividade. “Não há nenhum tipo de reforço, é tudo de papelão mesmo. Um dos tratamentos é lavar os sacos de cimento para tirar os restos de massa”, detalha.



Sacos de cimento viram matéria-prima para obra de arte

Por Danielle Rodrigues e Juliana Rabelo

O engenheiro Virgílio Mota desenvolveu técnica que reaproveita restos da construção civil


O artesão Virgílio Mota abandonou a engenharia civil para realizar experiências para ver a plasticidade,a resistência e todas as possibilidades que o saco de cimento e o papelão poderiam oferecer para a produção da sua arte. Hoje, o forte de seu trabalho são as obras confeccionadas com papelão e sacos de cimento reaproveitados de obras de construções.
O processo de reciclagem do saco de cimento usado por Virgílio é bastante simples. Após o corte correto do saco, para não estragar ou espalhar pequenos resíduos de papel (além de não desperdiçar cimento), as embalagens devem ser separadas e lavadas com água reaproveitada dos vizinhos: a água utilizada na lavagem das roupas tem qualidade excelente para o trabalho, por conter sabão e amaciante, elimina todo resíduo de cimento do papel.
O formato dos objetos vem do papelão, o acabamento dos sacos de cimento e a durabilidade de uma camada de cera que garante a impermeabilidade.
Virgílio pretende para os próximos meses dispor de mais um local para o reaproveitamento das sobras dos materiais que são usados por eles. Além disso, a Universidade de Brasília pretende criar em sua grade curricular para o ano de 2012 uma matéria em parceria com a Tempo Eco Arte.
Com diversos projetos em mente e a procura de apoio para desenvolver idéias como a reciclagem de vidro para ser aplicada na construção civil, Virgilio segue com sua arte.

Moradores de rua podem contar com o apoio de equipes especializadas

Por Camila Ferreira e Veltz Capone


O governo do DF tem um setor que realiza a triagem e a identificação dos moradores de rua. Os profissionais são treinados para fazer a aproximação e a abordagem sem causar conflitos. A equipe faz a identificação de dependentes químicos e alcoólatras, verificando há quanto tempo a pessoa esta na rua.
A equipe tenta localizar a família e as instituições de acolhimento pelas quais já passou para, então, por meio de estudo de caso, traçar estratégias de reabilitação.

O Sistema de Garantia dos Direitos, órgão responsável por reparar danos de violência, abuso e defesa dos direitos, promove ações como a reinserção familiar e comunitária, o acolhimento institucional e a internação em centro de tratamento para dependentes químicos. Os locais da abordagem são definidos por mapeamento das denúncias pela atuação das equipes nas Regiões Administrativas.

A Sedest informou que está em andamento um projeto para a construção de três novos albergues de atendimento a públicos específicos. Além disso, o projeto também prevê a construção de dois centros especializados em população de rua.

Ações da Sedest

Por Camila Ferreira e Veltz Capone

Ações realizadas pela SEDEST:


•         Abordagens sociais sistemáticas, com objetivo de construção
de um processo educativo que vise a desconstrução do espaço das ruas
como única alternativa de local para pernoite e meio de sobrevivência;

•         Encaminhamento para Unidades de Acolhimento Institucional,
caso a pessoa esteja de acordo;

•         Acompanhamento sistemático por equipes especializadas
(psicólogos, assistentes sociais) nas unidades de proteção social da
Secretaria – CRAS e CREAS, visando à garantia dos direitos;

•         Análise das demandas individuais e encaminhamentos que se
fizerem necessários;

•         Conscientização da população em geral, por meio de campanhas
educativas e informativas, sobre o uso do espaço público e sobre a
problemática da população em situação de rua.

•         Disponibilizar o telefone SOS Cidadão- 0800-647-1407 para
que a população de Brasília faça denúncias sobre violações de direitos
sociais.

Mais de duas mil pessoas moram nas ruas do DF


Por Camila Ferreira e Veltz Capone
Moradores de rua vivem á margem da sociedade, sem acesso à saúde e educação
Dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estaística (IBGE) mostraram que, no Brasil, há cerca de 192 milhões de habitantes. Desse número, estima-se que de 0,6% a 1% da população more na rua, cerca de 1,8 milhões de pessoas. A pesquisa relatou que a maior dificuldade
na reabilitação é o vício em bebidas alcoólicas, causando problemas familiares e financeiros.

No DF, o quadro não é muito diferente, um levantamento feito pelo Censo da População em Situação de Rua do Distrito Federal, ação do projeto Renovando a Cidadania, da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP/DF), apontou que 45,3% dos moradores de rua estão nessa situação há mais de três anos e que 77% não têm casa para retornar.
É o caso de Ednei Lopes da Costa, 34 anos, nascido na Bahia, há 15 anos mora nas ruas do DF e ganha dinheiro praticando malabarismo nos sinais de trânsito. Ele conta que trabalhou em várias fazendas e sítios em Luziânia (GO) e que foi depois de assistir a uma reportagem sobre malabarismo na TV que decidiu ganhar a vida assim. “Fiquei encantado com aquela arte. Arrumei dois paus e ficava jogando
para cima até enjoar”, relata Ednei,conhecido como Foguinho.
Ednei prefere morar na rua, mesmo sabendo da existência de albergues públicos. “Faturo entre R$ 40 e R$ 50 por noite, esse negócio de albergue é perigoso e não sou obrigado a ir. Até trabalhando já fui levado pela polícia para acareação. Não sou bandido, trabalho igual a todos”, afirma.
“Os moradores de rua são tratados como se fossem criminosos que precisam ser punidos e não protegidos. Muita gente não os vê como pessoas que têm direitos”, observa Camila Potyara, socióloga e consultora do projeto Renovando a Cidadania, responsável pela pesquisa
sobre pessoas em situação de rua no Distrito Federal, da Universidade de Brasília (UnB).
Para a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF (Sedest), as políticas públicas voltadas aos moradores de rua devem ser pensadas de forma intersetorial e integral. De acordo com a assessoria da Sedest, existem 11 fiscais distribuídos entre a Asa Sul e Norte para cuidar dos moradores de rua.
A Secretaria disponibiliza um canal chamado SOS Cidadão (0800-647-1407) para a população de Brasília.