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1, 2, 3, Gravando!

Diretoras de cinema do Distrito Federal participam de debate com alunos do UniCEUB sobre o cinema feito por mulheres
Hilda Rocha e Julia Chaib
O encerramento da Semana de Comunicação do UniCEUB, na quinta-feira, 26 de maio, reservou uma sessão de cinema especial para os alunos: depois dos filmes houve um debate com três diretoras de cinema. Diante do tema do evento desse ano, “A mulher na Comunicação Social”, as cineastas Adriana de Andrade, Denise Moraes e Dácia Ibiapina foram as convidadas da noite para discutir o cinema feito por mulheres.

Antes do debate, foram exibidos ao público os curtas-metragens “Dona Custódia”, de Adriana de Andrade, “Cinema Engenho”, de Dácia Ibiapina e “Memória de Elefante”, de Denise Moraes.

Da esquerda para a direita: Dácia Ibiapina, Denise Moraes e Adriana de Andrade (Hilda Rocha)
 Após a exibição, as cineastas deram início ao bate-papo em que se discutiu o trabalho da mulher atrás das câmeras, no comando do set de filmagens e sobre as dificuldades que elas encontram para a realização dos filmes.

Para as cineastas, ser diretora de cinema não é tarefa fácil. “É uma luta, uma guerra, uma batalha diária. Você precisa ter recursos, correr atrás”, mencionou Adriana. “Em questão de gênero, o cinema feito por mulheres foi se impondo ao longo dos anos. A partir da década de 60, as mulheres cineastas começaram a se afirmar na linha da direção. Mas o cinema ainda é um ofício muito masculino”, observou a cineasta.
Para Dácia Ibiapina, cineasta e professora do curso de cinema da UnB há 18 anos, as mulheres enfrentam mais dificuldades que os homens na hora de fazer filmes. “Existem mais homens fazendo cinema que mulheres. Nós lembramos vários nomes de cineastas de Brasília, mas nós, mulheres, somos poucas.” Outra questão levantada pela cineasta foi a participação de mulheres diretoras nos festivais de cinema. “Para nós é muito difícil dar visibilidade aos nossos filmes. No Festival de Brasília, por exemplo, são selecionados poucos filmes feitos por mulheres, e o júri, na maioria, é composto por homens. Isso tem que mudar.”
Entre os aspectos presentes nos filmes, as diretoras foram unânimes em apontar a intuição, o olhar feminino e as experiências de vida como fatores fundamentais na hora de pensar no roteiro. “Fazer cinema é uma coisa muito pessoal. Quando a gente faz um filme, nos colocamos na estória. Eu me vejo muito nas minhas personagens. Além disso, as mulheres são mais intuitivas que os homens”, declarou Denise.
Ao final da palestra, o conselho das diretoras às futuras cineastas: “O diretor de cinema é um comandante, por isso vocês devem saber tudo sobre o que falam. Devem estudar bastante, ralar muito, porque vocês vão comandar um monte de ‘machos’, e se não tiverem segurança do que falam, podem se tornar motivo de piada, além de serem desrespeitadas”, apontou a cineasta Adriana.

Festivais de cinema em destaque em Brasília

Por João Paulo Alves

- Segundo semestre de 2013 será palco de diversos festivais de cinema em Brasília, além da tão esperada reinauguração do Cine Brasília -

O mês de setembro está sendo especial para todos os cinéfilos e cineastas com a realização de vários festivais na cidade. Em destaque, o 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a mostra competitiva que conta com cerca de 30 filmes nacionais sendo exibidos em vários locais, mas o principal é a sede do Cine Brasília. Além do Troféu Câmara Legislativa, uma mostra exclusiva para filmes feitos e produzidos no Distrito Federal, com 22 filmes selecionados.

Reabertura do Cine Brasília - Cine Brasília volta a ser palco dos principais eventos do Distrito Federal relacionados ao cinema, após passar por reforma. O local é considerado a marca registrada do cinema em Brasília. A edição anterior do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro teve como principal sede, a Sala Villa Lobos no Teatro Nacional.

O coordenador do festival comentou sobre a importância do Cine Brasília: “Todos os cineastas nos perguntavam com frequência  se o Cine Brasília seria ou não a sede do festival esse ano. Estamos muito contentes com este retorno”.

Longa-metragem de ficção "Depois da Chuva"
No 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, as regiões sudeste e nordeste foram os destaques com mais filmes indicados para a mostra competitiva. 15 filmes da região sudeste estão na mostra, nordeste têm 8, centro-oeste 4, seguido pela região sul com 3 filmes. A região norte não teve representante.
 
Confira os filmes indicados na categoria longa-metragem de ficção


Entre os indicados na categoria longa-metragem de documentário, o “Plano B” foi o único representante do Distrito Federal, filme dirigido por Getsemane Silva. Além disso, o DF contou com mais 2 indicados,  o curta-metragem de documentário “O Gigante Nunca Dorme” de Dácia Ibiapina, e o curta de animação “RYB” de Deco Filho e Felipe Benévolo.
 
Confira os filmes indicados na categoria longa-metragem de documentário


O estado de Pernambuco foi um dos destaques do nordeste, com a indicação de 4 filmes para a mostra, sendo 2 filmes na categoria de longa-metragem e 2 na de curta-metragem. Entre os longas, tem o filme de ficção “Amor, Plástico e Barulho”, e o documentário “O Mestre e o Divino” de Tiago Campos.

O estado do Rio de Janeiro foi o que recebeu o maior número de indicações, com 8 ao todo. Em destaque, o longa-metragem de documentário “A Arte do Renascimento – Uma Cinebiografia de Silvio Tendler”. Confira todos os indicados para a edição deste ano

O Troféu Câmara Legislativa, que chega a sua 18ª edição, com 22 filmes selecionados para mostra, sendo 4 longas e 18 curtas, classificados como ficção, documentário e animação. O Coordenador do festival Andres se mostrou animado com o festival. “Os filmes foram muito bons de acordo com a comissão”, informou.
 
Para o Troféu Câmara Legislativa foram 69 filmes inscritos, sendo 11 longas e 58 curtas. “Se levarmos em consideração à edição anterior, tivemos uma queda de 90 para 69 filmes, porém levamos em consideração o número de filmes do DF inscritos no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que foi basicamente a mesma quantidade”. Informou Andres. A mostra contou com uma mudança de regra, com a inclusão de filmes digitais. “A tendência é aumentar cada vez mais os números de inscritos com a inclusão do digital. Em edições anteriores só eram aceito filmes em 35mm”, complementou.
 
Ao todo, foram convidadas cinco pessoas para a comissão seletiva. “A comissão foi convidada após análises de currículos com especialidades reconhecidas. Além disso, procuramos equilibrar na comissão tendo três cineastas, sendo uma documentarista, um crítico de cinema e um profissional da área de música, para a categoria de trilha sonora” explicou o coordenador do festival.

Premiações - Os festivais têm como objetivo incentivar o cinema, tanto local, quanto nacional. Juntando todas as categorias do Troféu Câmara Legislativa, o prêmio fica acumulado em 200 mil reais, além de receber um reconhecimento no ramo. Já o 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, por se tratar de uma mostra nacional, o prêmio apenas para os filmes de longa-metragem de ficção já o ultrapassam o valor de 300 mil reais.



Cinema alternativo

Brasília oferece opções para todo tipo de público, e o Esquina traz
para você um guia com as diferentes formas de apreciar a sétima arte.


Mães e bebês se divertem juntos no cinema
(CineMaterna/Divulgação)
Por Marcos Oliveira
Cinema para Mães
O CineMaterna é um projeto que teve seu inicio em fevereiro de 2008, quando um grupo de mães cansadas da rotina de trocar fraldas, se juntou e resolveram ir ao cinema A atividade informal se transformou em uma ONG que conseguiu parcerias importantes como o Cinemark e a Natura.
As mães podem participar de uma enquete no site do projeto para escolher os filmes a serem exibidos. As salas têm iluminação especial, ar condicionado mais fraco e trocador.
Tradição Conservada
Se você é daquele tipo que gosta de conversar durante o filme, namorar ou que prefere privacidade na hora de assistir a um filme, seu lugar é no cine Drive-in. Frequentado por dez entre dez casais dos anos 60, este tipo de cinema ainda tem um público fiel. O casal João e Eliza gosta do Drive-in para namorar: “A gente gosta de vim pra cá quando está chovendo, fica mais gostoso o clima”, afirma o casal que costuma ir ao local pelo menos uma vez ao mês.
Ópera no cinema atrai público de todas as idades
(Marcos Oliveira/Esquina)
Cinema Clássico
Quando se fala em ópera, quase sempre visualizamos um ambiente monótono e com um público bocejando a todo o momento. Mas essa visão esta mudando, jovens e até crianças estão entre o público das exibições da Ópera do Metropolitan de Nova York, transmitidas no cinema.
As sessões são transmitidas ao vivo, por satélite, em alta definição e com som digital. Os espetáculos são legendados, o que ajuda a entender o enredo. O preço do ingresso ainda não é tão acessível, mas quem viu garante, é uma experiência inesquecível.
Entusiasmada com a trama, Clara de apenas 10 anos saiu do cinema como se tivesse visto um filme da Disney. “Eu não sabia o que ia acontecer, mas fiquei chocada com a interpretação”.
Fome de Cinema
O projeto CineCal é realizado às terças e quintas sempre na hora do almoço, e exibe obras dos principais diretores e atores latinos. O publico é composto quase sempre por pessoas que trabalham no Setor Comercial Sul.
Maria de Lurdes trabalha como servente em um prédio ao lado e, sempre que pode, frequenta as sessões do CineCal: “Sempre que posso venho aqui, às vezes me atraso para voltar ao trabalho, mas vale a pena”.

Em nome da sobrevivência

Locadoras de DVDs apostam na diversificação do serviço para manter as portas abertas
  Ao atravessar a porta de entrada o ambiente climatizado alivia o desconforto do calor escaldante das tardes brasilienses. À direita, dois freezers – um com bebidas e outro de sorvetes. No fim do primeiro corredor se vê uma arara expondo camisetas estampadas com iconografias do cinema. Ao circular pelo ambiente avista-se engradados de refrigerantes e embalagens de papel higiênico que estão pelo chão. No caixa, uma atendente conversa com casal de clientes. A TV fixa à parede roda filme sem som. As prateleiras exibem enorme acervo de DVD, mesmo com a baixa procura. À parte, outra estante põe a venda algumas obras a preços modestos. O que antes era ponto de encontro para os amantes do cinema compartilharem  experiências, hoje recebe mais visitantes interessados em comprar uma simples garrafa d’água ou pacote de balas. Videolocadoras tiveram, durante muito tempo, uma participação significativa no ciclo de vida de um filme. Até pouco tempo atrás, antes da chegada dos serviços On Demand e de Video Demand, o produtor ou o distribuidor de filmes sabia que 25% da renda dele viria das locadoras. É o que relata o cientista social e produtor cinematográfico Norlan Silva, ao esmiuçar o momento de declínio vivido pelos serviços de locação de filmes.  Norlan conta que, com o passar do tempo, o avanço tecnológico prejudicou as locadoras. A transição do VHS para o DVD e a mudança do DVD para o Blue-Ray impactaram no estoque, e isso tudo teria causado uma retração nos negócios. “Com a democratização da TV a cabo e o aumento do preço do DVD para se ter a antecipação na locadora, a internet possibilitou que as pessoas optassem por assistirem seus filmes, piratas ou não, pelo computador. ”
Fachada da locadora Cult Video na Asa Sul.
Foto: Ricardo Rocha.
Para André Costa, dono da locadora Cult Video, que já chegou a ter cinco unidades, mas hoje tem apenas uma na 215 sul, o momento do mercado de videolocação é praticamente de extinção. “Não existem mais locadoras de vídeo em Brasília. Eu ouvi dizer que tenho a última, mas não sei se isso é verdade.”, opina André.

O empresário, que teve de fechar a última loja na Asa Norte, hoje também empreende em uma lanchonete próxima à única locadora restante. Ele conta também que, com o advento da banda larga de qualidade no Brasil e com o aparecimento dos serviços de streaming, as opções para assistir a um filme aumentaram, ficaram mais baratas ou mesmo de graça. E que os custos envolvidos para se manter a estrutura física de uma locadora – aluguel, impostos, salários – acabaram por inviabilizar o negócio. “As locadoras foram fechando as portas inevitavelmente. Você tem o custo muito alto, e a demanda diminuindo muito, a tendência é fechar. O que aconteceu com a grande maioria das locadoras de Brasília”, justifica o André.

Mas o declínio da demanda pela locação de filmes não abateu o entusiasmo do empresário, que encontrou na diversificação dos serviços e no mercado de nicho, as estratégias para levar o seu trabalho adiante. “A gente trabalha também com blockbuster, mas foca muito no acervo de filmes cult, filmes de arte, europeus,  de grandes diretores, documentários...” André explica que esses filmes não são facilmente  encontrados nos serviços de streaming disponíveis hoje, e que mesmo para downloads são difíceis de encontrar. O que acaba possibilitando reunir na loja um público cativo. “Uma galera que gosta desse cinema de arte, lançamentos de arte, e que hoje praticamente não saem em lugar nenhum. Brasília respira e tem vocação para o cinema.”
André costa, proprietário da Cult Video
Foto: Arquivo pessoal.

É o que também acredita o cientista social Norlan Silva. “As locadoras diversificaram. Viraram pizzaria, conveniência, farmácia...” O também produtor cinematográfico explica que a melhor saída é transformar o negócio num  ponto de convergência de vários interesses.  Dessa forma, o faturamento vem não somente da locadora, mas de outros serviços a serem oferecidos em conjunto.
Mas há também quem continue planejando essas adaptações. Fernando Pagani, proprietário da Loc Video em Águas Claras, até o presente momento se concentrou no corte de gastos da loja, para adequar as despesas à receita. O empresário, que já teve de fechar uma de suas lojas na Asa Sul, encara com resiliência o tempo de mudanças, e acredita que vão sobrar poucas lojas. “A perspectiva é diversificar os serviços prestados. Ainda não sei que tipo de serviço eu pretendo agregar. Mas tem que ser alguma coisa ligada ao produto da loja. No caso, DVDs”, declara Fernando.
Já numa proposta mais ampla de atuação, André Costa tem apostado em alternativas mais variadas para atrair público. Ele conta que há cinco anos inaugurou na sobreloja um espaço voltado para a realização de cursos, principalmente na área de audiovisual.  “A gente realiza cursos de direção para cinema, de roteiro, linguagem de documentários, história do cinema, e vários outros.” Com isso André conseguiu ter bastante gente circulando dentro da loja, aumentando o faturamento, diluindo custos e, principalmente, conquistando o público amante de cinema. Este acaba consumindo também as locações. “Eu acho que foi a grande estratégia para gente conseguir estar vivo até hoje”, opina.
Em relação ao futuro, acredita que a tendência é a transição. “Se eu fosse prever o futuro, a Cult seria uma escola de cinema. A gente está trabalhando, não ainda com este propósito, mas paralelamente nesse propósito, investindo ainda na locadora, mas investindo bastante nos cursos.”
Um panorama geral
Norlan Silva, além de cientista social e produtor cinematográfico, também é o proprietário da La Nave, uma escola de formação profissionalizante, incubadora-aceleradora e fomentadora de projetos audiovisuais. Trabalha no segmento há 25 anos. O entusiasta do cinema, que também já foi dono de locadora, detalha algumas partes dos eventos que levaram ao declínio do modelo tradicional de locadoras de filmes.
Norlan Silva, cientista social e produtor cinematográfico.
Foto: Arquivo pessoal.

Reportagem: O que te levou a abandonar o negócio de locação de filmes?
Norlan: Já quando surgiu o DVD, os serviços de tv a cabo estavam crescendo enormemente.  E as pessoas estavam deixando de alugar os filmes. Porque o filme terminava indo para a TV. E a TV é muito mais acessível para as pessoas. Mudam de canal, acompanham a programação, ficam sabendo dos filmes com antecedência. E já no ano de 1996 eu já pensei que era a melhor coisa partir para a produção.  Mas eu não deixei de estar vinculado ao Rental Vídeo, que é o sistema de locação. Mas passei também para venda, que é o sistema conhecido como Sell Through.
Reportagem: E o que aconteceu com as locadoras de Brasília? Todas fecharam as portas?
Norlan: Eu responderia que estão nas pequenas cidades, e nas periferias. Porque nas grandes cidades e centros urbanos, a banda larga já é acessível, a tv a cabo já é acessível, e dessa forma o entretenimento audiovisual passa a seguir esse caminho. Já nas pequenas cidades a locadora sobrevive, e é atração. Assim como a tv também é atração.
Reportagem: O que esperar do futuro das locadoras?
Norlan: Infelizmente eu não vejo um grande final feliz. A junção com outros estabelecimentos comerciais dentro da locadora é uma solução. A locadora tem que ter um atrativo muito interessante. Antigamente, o filme antes de ir para a TV, passava pela locadora.  Hoje em dia sai da sala de cinema e vai para a TV a cabo. Então a pessoa prefere pagar 120 reais pela tv a cabo, ou 15 reais pelo NETFLIX, e ter a oportunidade de ver com mais comodidade. Outras soluções foram adotadas pelas locadoras como, por exemplo, entrega à domicílio, ou a possibilidade de pegar uma quantidade maior de filmes para se devolver após uma semana. Agora eu acho que a geração mais nova não vai ter esse tesão de pegar filme em locadora como a minha geração teve. Porque a locadora tem aquele perfil de biblioteca. Então você olha, conversa, troca figurinhas, fala sobre filme... E essa geração nova, que está mais plugada, quer o imediatismo. Não quer ficar demorando uma tarde inteira para escolher um filme.
A saída tecnológica para as locadoras talvez seja o streaming.  Onde ela coloca a disposição para os seus clientes aquela quantidade de filmes disponíveis. Agora não vai partir da locadora criar essa plataforma. Eu acho que os estúdios podem criar um canal para a locadora, que o cliente vai poder acessar. Outra solução, que já está sendo adotada nos Estados Unidos, são os totens de locadoras self-service nas ruas.  Foi esse modelo que quebrou a Blockbuster.
Geração nostalgia
Ainda que a mudança de hábito de consumo tenha atingido a maior parte das novas gerações, alguns jovens ainda sentem o apelo emocional de ir a uma locadora e passar algum tempo selecionando DVDs. O estudante de Administração, Adilio Santana Bezerra, 20 anos, conta que sempre gostou de ir à locadora. “Quando eu era pequeno isso era um evento pra mim. Hoje o entusiasmo mudou, mas não acabou. E se tornou uma coisa mais casual. Eu gosto da disposição dos filmes, eu gosto de pegar um tempo e ficar olhando os filmes, lendo as sinopses... É quase como se fosse um diálogo”, descreve Adilio.


Adilio Bezerra, estudante de administração.
Foto: Reprodução da internet.
O estudante, que é assinante de serviços de streaming, revela que pega na locadora as obras que não encontra online. E que apesar de ter criado vínculos com os funcionários, está se acostumando a ideia de um possível fim iminente para o serviço de locação de filmes.  “Não é algo que me preocupa tanto. É algo que eu já tenho em mente que vai ter um fim. O que é uma pena porque é um hábito que eu gosto.”
Já a estudante de jornalismo Linda Braga, 20 anos, leva em consideração outros fatores na hora de optar por uma locadora. “Pela variedade que eu encontro quando eu entro numa locadora. E por eu ter quase 100% de certeza de que aquele filme vai ter qualidade. Diferente de um que eu baixasse pela internet, por exemplo”, explica a estudante.
Linda Braga, estudante de jornalismo.
Foto: Arquivo pessoal.
Ana Bastos, 19 anos, também estudante de jornalismo, revela que não tinha o hábito de alugar filmes quando era mais nova. Mas que desenvolveu paixão pelo cinema. “Eu notei que não tem tanta variedade para encontrar clássicos na internet. Então a melhor alternativa pra mim era alugar. E tem umas locadoras que eu frequento que tem um bom acervo. Principalmente de filmes antigos que são os meus favoritos.”
Ana Bastos, estudante de jornalismo.
Foto: Arquivo pessoal.

Confira abaixo a matéria feita para o Jornal Esquina.



Por Ricardo Cezar Rocha

Cinco filmes estreiam nesta sexta feira (11/05)


Na lista, dois documentários brasileiros, um suspense, um infantil e o aguardado “Battleship – a Batalha dos Mares”
 Por Gabriela Sant'Anna e Vivian Azeredo
As salas de cinema brasileiras recebem hoje cinco novos filmes. O mais esperado da lista é o filme de ação “Battleship – A Batalha dos Mares”, dirigido por Peter Berg. Os outros quatro que chegam à telona nesta sexta são o suspense “O exótico Hotel Marigold”, o infantil “Piratas Pirados!” e os documentários brasileiros “Romance de Formação” e “Vale dos Esquecidos”.

O filme mais esperado, “Battleship”, conta com a participação da cantora pop Rihanna, estreando nas telonas. A cantora faz o papel da tenente Raikes e é especialista em armas. O elenco é composto também por Taylor Kitsch, Brooklyn Decker, Liam Neeson e Alexander Skarsgard.

O longa já foi lançado no Reino Unido e em Portugal e sua estreia nos Estados Unidos está marcada para o dia 18 de maio. O filme é baseado no tradicional jogo de batalha naval e a frota de barcos retratada luta contra uma invasão alienígena.

O cinéfilo Jorge André Pereira, de 23 anos, que tem um blog sobre cinema, esperou ansioso a estreia de Battleship. “Eu acho interessante o filme ser baseado num jogo de tabuleiro, apesar de o tema estar desgastado. Isso acontece devido aos últimos lançamentos hollywoodianos, onde toda a trama acontece nos EUA, coroando o país, mais uma vez, como o ‘salvador’ do planeta terra”.

Confira onde os filmes estão em exibição:
Battleship – A Batalha dos Mares:
Arcoplex 2 - 14:00 16:30 19:00 21:30
Cine Premier Formosa - 17:00(dublado) 19:15(dublado) 21:30(dublado)
Cine Premier Sobradinho 1 - 15:20(dublado) 17:45(dublado) 20:30(dublado)
Cinemark 10 - 17:30(dublado) 2(dublado) 20:40(dublado) 23:50(dublado)
Cinemark 2 - Taguatinga - 13:40(dublado) 16:50(dublado) 20:00(dublado)
Cinemark 3 - 13:05 16:00 18:55 22:00
Cinemark 4 - Iguatemi - 11:50 14:40 17:30 20:30 23:30
Cinemark 8 - Taguatinga - 13:00(dublado) 16:10(dublado) 19:20(dublado) 22:30(dublado)
Cinemark 9 - 14:20 17:40 21:00
Espaço Itaú de Cinema 4 - 13:30 16:00 18:30 21:00
Kinoplex Boulevard 3 - 13:00 15:45 18:30 21:15
Multicine Cinema 1 - 14:00 16:30 19:00 21:30
Park 3 - 13:15 16:00 18:45 21:30
Park 9 - 13:00(dublado) 15:45(dublado) 18:30(dublado) 21:15(dublado)
Pátio 6 - 13:00(dublado) 15:45(dublado) 18:30(dublado) 21:15(dublado)
Terraço 4 - 13:00 15:45 18:30 21:15
Top Mall 2 - 16:20(dublado) 18:45(dublado) 20:50(dublado)
Piratas Pirados:
Arcoplex 3 - 14:10(dublado) 15:55(dublado) 17:40(dublado) 19:25(dublado)
Cinemark 1 - Iguatemi - 12:10 14:20 16:30 18:55
Kinoplex Boulevard 2 - 13:40(dublado) 15:40(dublado) 17:40(dublado)
Park 10 - 15:40(dublado) 17:40(dublado) 19:40(dublado) 13:40(dublado)
Pátio 3 - 13:40(dublado) 15:40(dublado) 17:40(dublado) 19:40(dublado) 21:40(dublado)
Terraço 1 - 14:00(dublado) 16:00(dublado) 18:05(dublado) 20:00(dublado) 22:00(dublado)
O exótico Hotel Marigold:
Cinemark 5 - 16:20 19:10 21:50
Espaço Itaú de Cinema 3 - 13:40 16:10 18:40 21:40
Park 7 (Sala Platinum) - 14:00 16:30 19:00 21:30

Romance de Formação:
Espaço Itaú de Cinema 8 - 19:20
Vale dos esquecidos:
Espaço Itaú de Cinema 8 - 17:50

Mais de 100 mil pessoas movimentam Goiás Velho em festival de cinema

Alessandra Santos
FICA adolesce e a cada ano se renova. Crédito:Divulgação/FICA
Entre os dias 2 e 7 de julho, Goiás Velho (confira o caminho de Brasília até a cidade), recebe a 15ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – FICA, um dos pioneiros no tema. Ano passado, a organização do festival registrou a passagem de cerca de 150 mil pessoas pela cidade histórica, a maioria delas jovens.

Muitos atraídos não só pelos filmes exibidos, como também pelos shows, que ano passado, além de atrações goianas, trouxe a big band Orquestra Imperial (RJ), Caetano Veloso e Nado Reis. A programação ainda abrange mesas redondas, cursos, exposições, oficinas, palestras e muitos shows.

Entre elas estava Daniela Léda, 24 anos, que frequenta o festival desde 2010, mas vai apenas aos shows ao contrário do que acontece com Bruna Viana, 25 anos, que foi pela primeira vez em 2008 e só deixou de ir ano passado porque não estava no Brasil. E foi em Goiás Velho que ela teve uma experiência emocionante.

“Em 2009 tive a oportunidade de conhecer o Yamandú Costa, que sempre admirei bastante. Ele ficou bebendo conosco e foi até a casa onde estávamos (os amigos). Este é clima do festival. Palestrantes e todo mundo se mistura”, conta Bruna.

Uma das novidades deste ano é que o festival irá sediar o encontro anual do GreenfilmNetwork, grupo que reúne festivais de cinema ambiental de todo o mundo. Os encontros, como explica o superintendente executivo da Secretaria de Cultura de Goiás, Délcio Coutinho, são uma troca de experiências.

Sobre os shows, ainda nada foi confirmado e as inscrições para as bandas acabaram no último dia 2 (domingo). Serão escolhidas 20 para as apresentações durante os sete dias de festival.

Entre os filmes escolhidos para esta edição, destaca-se o longa de Kléber Mendonça, “O Som ao Redor”, que já passou pelos cinemas nacionais, que ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro no respeitado Festival do Rio. Segundo Coutinho, foram inscritos cerca de 500 películas este ano.

Veja a lista completa de filmes aqui. 



O FICA foi idealizado em 1999 por Luiz Felipe Gabriel, Jaime Sautchuk, Adnair França e Luís Gonzaga, sob a coordenação geral do cineasta João Batista de Andrade. Hoje, ele é comandado pelo Secretário Estadual de Cultura, Gilvane Felipe, e recebe consultorias de Lisandro Nogueira (professor da Universidade Federal de Goiás) e do jornalista Washington Novaes; e tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado, que todo ano reserva cerca de R$ 4 milhões para os investimentos.

Fotos do festival de cinema:



slideshow | Viewer

Confira outros festivais de cinema ambiental pelo Brasil


Sessão Vitrine promove curtas e longas brasileiros no CCBB

Por Gabriella Kolling


Cena do filme 'Os Residentes' (Créditos: Divulgação)

O Centro Cultural Banco do Brasil promove mais uma vez o ‘Sessão Vitrine’. O evento traz para Brasília longas e curtas nacionais, em cartaz até o dia 4 de setembro.

Em sua primeira edição, o Sessão Vitrine já passou por sete capitais entre maio e junho deste ano, e agora, na segunda edição chega a Brasília.

Seis curtas-metragens e seis longas estão em exibição nas salas de cinema do CCBB desde a última terça-feira (30 de agosto), com entrada franca e sessões marcadas das 13h às 21h20.

Silvia Cruz, idealizadora da mostra, explica o objetivo da exposição, ‘democratizar o acesso a filmes nacionais alternativos, que por serem de baixo orçamento são lançados coletivamente e divulgados pelo Brasil através de exposições como o Sessão Vitrine’.

Na programação, um curta sempre antecede um longa, com títulos de destaque como ‘Os Residentes’ e ‘Desassossego’.

‘Os Residentes’ foi premiado na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Apesar de ter sido premiado no Festival de Cinema de Brasília, o filme recebeu críticas por causa de sua estética contemporânea e o tom lúdico proposto pelo diretor Tiago Mata Machado.

Já o filme ‘Desassossego (Filme das Maravilhas)’, une o trabalho de 14 cineastas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará. Em dez fragmentos que formam o longa de 63 minutos, que aborda temas como o amor, utopia e aventuras.

Serviço:
Local: Cinema Centro Cultural Banco do Brasil - SCES, Trecho 2, lote 22
Data: 30 de agosto a 04 de setembro
Ingressos: Podem ser retirados de terça a domingo, das 9h às 21h
Telefone: (61) 3108-7600

Polo de Cinema de Sobradinho permanece abandonado há anos


Espaço que deveria servir aos cineastas e produtores de Brasília está inutilizado por problemas estruturais e administrativos

Por Bruna Cravos e Nádia Laís

Inaugurado há duas décadas, o Polo de Cinema Grande Otelo, em Sobradinho (DF), permanece há anos abandonado. Criado para aproximar a população da sétima arte e dar suporte a produções locais, o espaço foi aos poucos sendo abandonado por falta de investimento do governo.

O último filme rodado no local foi “Vidas mortas e as horas vazias”, de Pedro Lacerda, filmado entre maio e junho de 2010, em parte do prédio. Desde então o local encontra-se inutilizado.

 “O maior problema é a questão da estrutura mesmo. Se você entrar no estúdio do Polo a possibilidade de uma telha cair na sua cabeça é enorme. O Polo não pode ser utilizado. Vários cineastas gostariam de usar o espaço, porque isso barateia o filme, mas não dá.”, afirma o cineasta Pedro Lacerda.

O descaso e a falta de manutenção podem ser percebidos desde a via que dá acesso ao Polo. O trecho não é asfaltado, é mal sinalizado e não possui iluminação. Lá dentro, a situação também não está muito diferente. A estrutura é precária e a grama alta e os vazamentos são só alguns dos problemas.


Os materiais de trabalho também encontram-se em péssimo estado e as salas do local foram transformadas em depósitos de materiais e entulho. Além disso, o telhado do estúdio ainda corre o risco de desabar.

A coordenadora de Audiovisual da Secretaria de Cultura, Cibele Amaral, comentou sobre os planos para o local. “O Polo foi entregue pelo governo passado totalmente degradado. Para que volte a funcionar ele precisa de reformas.”, explicou ela.

“É preciso ter um cuidado enorme para direcionar a reforma e a revitalização do Polo para que ele depois venha a ser ocupado de fato e não como vinha sendo: com eventos ocasionais e sem uma política que oriente as atividades realizadas.”, complementou.

O Deputado Claudio Abrantes, presidente da Frente Parlamentar de Cultura da Câmara Legislativa, visitou o local nessa sexta-feira, dia 20, para conferir o estado em que se encontra o Polo e defendeu a importância da revitalização do espaço.


“O cinema no Brasil cresceu muito nos últimos anos e a gente não quer ver esse patrimônio, que podia colocar Brasília a frente no cenário nacional, fechar. Nós temos exemplos em todo o país da força que tem o cinema, tanto do ponto de vista da divulgação da cultura local, quanto da própria geração de renda e recurso da economia e isso não pode ser deixado de lado”, afirma o deputado.

Com um pé em Londres

Ópera é no cinema
Por: Alessandra Santos

Foto: Royal  Opera


“Viajar todos os anos para fora, para acompanhar o cenário de óperas é muito caro e complicado. Às vezes, não é possível nem conseguir ingressos na hora, já que os amantes da música compram com até um ano de antecedência”, conta o crítico, jornalista e professor de cinema Sérgio Moriconi. Assim como ele, muitos brasileiros não têm condições de sair de daqui para assistir óperas renomadas, como Carmen, Fausto, La Bohème, entre outros.

De olho nesse nicho, o Cinemark implantou um projeto em que são apresentados óperas e balés durante todo o ano e com um preço bem mais acessível ao público. Os ingressos variam entre R$ 60 (inteira) e R4 25 (meia). Dede 2012 a Rede Cinemark iniciou uma parceria com o Royal Opera House, uma das casas de espetáculo mais importante do mundo e de Londres. Antes, eles trabalhavam com o Metropolitan Opera House, de Nova York.

“Em outubro de 2010, a Cinemark incluiu na programação dos cinemas a temporada da ópera Metropolitan Opera House(Met). E em 2011, a Rede exibiu pela primeira vez uma ópera em 3D, com o espetáculo Carmen”, explica a diretora de marketing da Rede, Bettina Boklis. A iniciativa não se restringe apenas em Brasília, mas passa pelas 37 salas do Cinemark, que estão divididas em 24 cidades brasileiras. A transmissão fica toda por conta do próprio Royal e o som chega aos cinemas via satélite.

Tudo isso facilitou a vida de quem é apaixonado pelo gênero, como o escritor e apresentador do programa Vesperal Lírica, que vai ao ar todos os sábados, às 17h, na Brasil Super Rádio Fm, João Carlos Taveira. “Este ano eu já fui a todas e conheço o projeto desde o início, quando ainda havia a transmissão ao vivo aqui na rádio. Se formos comparar as duas casas, tanto a Met quanto a Royal, são magníficas”, reporta Taveira. Ele que começou desde cedo, aos cinco anos a escutar óperas e música clássica a partir de seu pai e avô.

Hoje, com 65 anos e nove filhos criados, não conseguiu transmitir o mesmo amor pela música para a geração seguinte e critica a falta de investimento no setor. “O empresário brasileiro não dá um níquel para a área, muito menos o governo. O Brasil ainda tem muito o que aprender com os Estados Unidos, por exemplo, onde os cidadãos podem inclusive, ajudar a financiar este tipo de arte”.

A figurinista Nina Maria ao contrário de Taveira não passou pelo Pier ou Cinemark, locais onde são exibidas as óperas em Brasília, mas morre de vontade de ir. “Eu nunca fui, porque sempre esqueço daí lembro quando vou assistir a um filme e passo pelo cartaz no local. Acabo me desorganizando”. Mas mesmo assim, está louca para conhecer. “Para mim, é uma mistura de diversão, hobby e trabalho, já que eu sou fissurada por figurino”, completa ela, que já trabalhou com alguns musicais infantis, como Os Saltimbancos.

A programação completa do festival, que vai até junho, está no site oficial do projeto (http://www.cinemark.com.br/royal-opera-house). As próximas apresentações são Fausto, La Fille Mal Gardée e Nabucco.







Crianças têm várias opções culturais no feriado

Para as famílias que ficam em Brasília no feriado, há bastante opções para entreter as
crianças nessa Páscoa. Nos dias 19, 20 e 21, no shopping Pátio Brasil, as crianças de 3 a 12 anos terão uma programação bem variada na Floresta do Coelho, localizada no terceiro piso do local. No espaço temático elas vão poder aprender a fazer cupcakes, brigadeiros, cenourinhas de doce e ovinhos de Páscoa, e ainda irão poder participar de várias oficinas como a de orelhinhas personalizadas, fantoches, pintura de rosto e caça aos ovos.
No sábado, 19, será um dia para contar histórias. As crianças irão ouvir a história “A lenda dos ovos de Páscoa”. Que irá ensiná-los como surgiu a tradição da entrega de ovos de chocolate por um coelho. Já no domingo, 20, a companhia de teatro Néia e Nando, irá apresentar a peça “Coelhinho comilão”. Os eventos são gratuitos e começam ambos às 16h. Com relação às outras atividades, estas serão das 12h às 19h no sábado e na segunda e das 14h às 18h no domingo. As crianças estarão sempre acompanhadas por monitores.
Outro local que irá oferecer atividades para as crianças nesse feriado é o JK Shopping. 

Eles vão trazer a turma da Galinha Pintadinha e realizar várias atividades com os pequenos. Dentre elas estão: o cinema da Galinha Pintadinha, os jogos do Galo Carijó, aprender a reciclar o lixo com a Pombinha Branca, a loja do Mestre André, e ainda a Toca do Coelhinho. Essas atividades, que possuem entrada franca, estão ocorrendo desde o dia 10 e vão até o dia 20 de abril. Já a atração principal, a Galinha Pintadinha vai aparecer nos dias 19 e 20 para tirar fotos com as crianças. O Shopping é localizado na Avenida Hélio Prates, entre Taguatinga e Ceilândia.
E ainda, para as crianças que gostam de teatro, a Companhia Teatral Néia e Nando irá apresentar três peças no feriado. A peça “O Corcunda de Notre Dame”, que conta a história do misterioso sineiro quasímodo e sua história de amor com a cigana esmeralda, a peça “Peppa Pig”, que tem como personagem principal uma porquinha rosa que irá animar a todos com uma festa aniversário à fantasia e a peça “Angelina Bailarina”, que conta a historia de uma ratinha que sonha um dia em ser uma grande bailarina.
 A peça “Corcunda de Notre Dame” será apresentada na Escola Parque da 307/507 Sul e as peças “Peppa Pig” e “Angelina Bailarina” no Espaço Cultural do Brasil 21. As peças ocorrem aos sábados e domingos as 17h e ficam em cartaz até o dia 27 de abril. Os ingressos estão a venda 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro. A meia custa R$20,00 e a inteira R$40,00. Para os pais também há bastante opções culturais como exposições de fotos, peças e cinema. Todos poderão se divertir no feriado, mesmo ficando em Brasília.

Por Yasmin Almeida



Brasília traz opções diversas para casais nesse feriado

Exposições de fotografias, teatro e cinema. Ninguém ficará sem o que fazer nesse feriado. Para os amantes de fotografia, há uma exposição do fotógrafo Bento Viana que retrata Brasília vista do céu. O lançamento ocorreu dia 15 de abril e ficará até o dia 30 do mesmo mês. As fotos mostram lugares como o Lago Paranoá, parques, monumentos e detalhes de prédios da capital. O público poderá apreciar 44 fotos de Brasília vista de cima sobre o olhar desse fotógrafo que sobrevoou a cidade. Para os casais que gostam de teatro, temos a comédia “Como não arruinar seu relacionamento”. 
A peça conta a história de um casal que estão juntos a 12 anos e ainda não se casaram. O público poderá se divertir com cenas de ciúme, falta de diálogo, ausência de apetite sexual e outras coisas que fazem a plateia se perguntar como o casal ainda esta junto. É uam comédia em que os casais vão se identificar. A peça irá ocorrer no Teatro da Escola Parque em Brasília até o dia 04 de Maio aos sábados às 21h e domingo às 20h.

Para quem quer curtir um cinema, temos o drama “Noé”, o romance “Divergente”, e a comédia “SOS Mulheres ao mar”. O drama retrata o desafio de Noé de construir uma arca que abrigará animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra. O romance mostra uma jovem de 16 anos que tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade esta dividida e sua relação com um rapaz que consegue intriga-la e encantá-las ao mesmo tempo. Já a comédia acontece em um cruzeiro marítimo que está indo para a Itália. A protagonista embarca com o objetivo de reconquistar seu ex-marido que está com outra mulher logo após pedir o divórcio. Para os pais que querem descansar há a opção de levar as crianças para se divertirem de forma segura. O feriado possui várias opções para os pequenos também.

Por Yasmin Almeida


Evento traz cinema e outras artes para pista de skate no Distrito Federal

Por Mariana Fernandes

O grupo Radicais livres S/A, em parceria com o coletivo Muruá, traz cultura e arte para o Skate Park de São Sebastião, no Distrito Federal. O evento faz parte do Sarau Radical Livre, que ocorre praticamente todos os meses e este ano contou com uma mostra de cinema com diversos vídeos curtas-metragens de artistas brasilienses, além de shows e poesias. Em setembro, o evento reuniu mais de sete tipos de arte, Além dos filmes que representaram a mostra, pequenos clipes da performance dos skatistas foram exibidos à plateia.

 Como em eventos anteriores, artistas locais tiveram a oportunidade de se apresentar. Bandas de rock e de rap tocaram enquanto artistas divulgavam poesias de vários estilos para efetivar o desejo de misturar estilos e promover a diversidade cultural. A música foi representada pelo grupo de rap Dialeto Crew. Já o rock ficou por conta da banda Recalcitrantes. Na poesia, o Saurau Radical recebeu a literatura de cordel e causos do poeta Ruiter Lima, a fim de resgatar as raízes nordestinas que também existem no Distrito Federal. Para completar, nas artes plásticas, Maurício Faria e Fabrício Murback fizeram pinturas ao vivo e graffiti para o público.

O Sarau

De acordo com Vinícius Borba, poeta e produtor cultural do evento, o grupo Radicais Livres surgiu em 2003 com a necessidade de dar espaço para os artistas locais. “Faltava dinheiro, força e até mesmo auto-estima para que eles pudessem chegar aos palcos”, ressalta. Vinícius, junto com o grupo, já roda Brasília há nove anos para reunir diferentes artes e divulgar os artistas, em busca de devolver o interesse da população para a cultura local. “O Sarau é para a comunidade e objetiva democratizar a arte nas periferias do Distrito Federal”, completa.

Os eventos são organizados pelos voluntários do grupo e os artistas se reúnem para a produção de grandes misturas de estilos. Os saraus já acorreram em praticamente todas as regiões administrativas do Distrito Federal, além de Piauí, São Paulo e Goiânia. Os poetas radicais livres já realizaram espetáculos para a Feira do Livro de Brasília e para seis saraus simultâneos na programação do Brasília Outros 50, em 2010.

O grupo é formado por aproximadamente 15 pessoas, entre artistas e apreciadores que se mobilizam por meio de redes sociais. Em geral, são moradores de São Sebastião que buscam a diversidade de apresentações culturais. “Buscamos espaço para outras artes que, normalmente, não tem voz em Brasília, seja pelo preconceito ou pela falta de apoio estatal,” diz Vinícius.