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Imaturidade de jovens na escolha da profissão

Adolescentes precisam decidir curso de graduação antes dos 18 anos

(Foto: Pixabay)
De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), houve um crescimento desordenado na taxa de desistência do curso de ingresso na faculdade: em 2010, eram 11,4%; em 2014, chegou a 49%. A imaturidade dos jovens em escolher o curso de graduação ocasiona uma futura desistência ou infelicidade na faculdade.

Trabalhos. Provas. Vestibulares. Enem. Antes dos 18 anos, devem escolher um curso que pode definir a vida. Incerteza da decisão, competitividade no mercado de trabalho, o grande leque de ramificações de cada área de formação. Pressão da família e exigência da escola para optar pelas graduações X ou Y são algumas das situações vividas pelos jovens pré-universitários.

Leia mais sobre desistência em cursos da faculdade.

A idade em que os jovens precisam escolher a profissão, geralmente entre os 16 e 18 anos, pode ser considerada imatura. A psicóloga Janice Aparecida de Souza Pereira afirma que o lado emocional que envolve a decisão de optar por um curso é desigual em relação ao desenvolvimento intelectual. “O processo de educação formal privilegia o treino de habilidades cognitivas e menos o de habilidades sociais e a inteligência emocional”, argumenta.

Julia Padovan, 17 anos, está no terceiro ano do Ensino Médio e quer se graduar em Psicologia. Apesar de tentarem não interferir, os pais da estudante conversam com a filha sobre outros cursos, para ela pensar em outras opções. “Eu tenho medo de começar o curso e ver que não tem nada a ver com o que quero”, admite. Entretanto, ela afirma que a maior pressão vem da escola. “Eles (professores) estão sempre falando sobre vestibular e coisas do tipo, o que me faz sentir muito pressionada e nervosa sobre o assunto”, conta.

Enquanto alguns pais tentam apoiar a decisão do filho, como é o caso de Julia, outros querem que a escolha da profissão envolva sucesso econômico. Igor Fernandes Ferreira, 17 anos, quer seguir carreira na área de Direito. Ele conta que, apesar de não apontarem um curso específico, “sempre exigiram um que fosse realmente rentável”. O estudante também assume que o aperto dos pais e da escola afeta o dia a dia. “Eu tenho certeza, em minha opinião, que nossa obrigação nesses anos decisivos é aprender e absorver o máximo de conteúdo possível, de forma forçada e robótica, para simplesmente desempenhar o papel de propaganda da escola nos vestibulares e Enem”, reconhece.

Para Janice, essa imposição dos familiares e do colégio no desempenho dos alunos pode trazer sérios problemas de saúde, iniciando com a ansiedade e passando por distúrbios psicológicos e físicos. “Cada indivíduo vive de forma diferente as suas inquietações e preocupações na vida, principalmente porque a consequência dessa escolha induz a investimentos significativos na vida, envolvendo energia, tempo, recursos financeiros”, avalia.

A escolha dos pais

Hizabeely Ferreira Coelho, 18 anos, diz levar a pressão da escola de maneira tranquila. “Nunca fui aluna exemplar, sou largadona, mas aproveito os momentos da vida”, comenta. A estudante está no terceiro ano do ensino médio e quer seguir carreira na área médica. Quando questionada se não tem receio da escolha, Hizabeely diz que “medo é uma coisa que eu não sinto, sempre dei a cara a tapa, seja pro que for. Então, acho que se eu acabar não gostando do curso, saio e vou pra outra área”.

A aluna diz não estar apreensiva em escolher o curso preferido dos pais, pois afirma que nunca faria isso. “Acho que, assim como eles tiveram a vida deles e as escolhas deles, eu tenho o mesmo direito”, argumenta. Ao contrário de Hizabeely, muitos estudantes podem ser influenciados pelos pais. 

A psicóloga Janice chama a atenção para o modo como a família pode direcionar a escolha do jovem. “Há casais que influenciam de forma diretiva porque indicam possibilidades de formação baseadas nas suas experiências de vida e crenças pessoais. Outros não influenciam de forma explícita, mas de maneira velada, ora não se manifestam, ora desqualificam as intenções do jovem, sem entretanto, indicar uma profissão específica”, explica.

“Acho que, assim como eles tiveram a vida deles e as escolhas deles, eu tenho o mesmo direito” (Hizabeely Ferreira)


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Por Gabrielli Nicolau

Educação de Jovens e Adultos em Planaltina

A educação e ensino que ainda não chegaram à cidade

“É o que eu digo para eles: se um ladrão vem e te rouba, leva tudo seu. O que ele não vai te tirar? O estudo. Isso você leva para o resto de sua vida.” Poderia ser um professor dizendo aos alunos ou o ministro da Educação relatando a importância durante uma coletiva. Aos 40 anos, Zoraide Simone sonha em tornar-se advogada, além de se formar em Psicologia e Pedagogia.
Como uma futura professora por escolha, foi impressionante saber que 39,43% da população de Planaltina nem chegou a completar o ensino fundamental. Sabe-se que todos, a priori, possui o direito à educação. Entretanto, muito se confunde ensino e educação e, hoje, o que mais se vê é o acesso àquele - embora haja problemas que dificultam - do que a presença desta. "A educação tem que ser necessariamente voluntária, não pode ser, de modo nenhum, forçada por nenhuma espécie de método", disse o professor José Monir Nasser na palestra e lançamento do Livro "O Trivium", de Irmã Miriam Joseph.

"O que eu quero é tentar fazer a diferença", diz Zoraide Simone
Conhecer Zoraide foi uma experiência incrível, na qual se percebeu sua força de vontade e determinação. Entretanto, conhecer aqueles que abandonaram os estudos, por diversos motivos, foi perceber desânimo e falta de crença de saber onde o ensino e, mais importante, a educação podem levá-los.

O “start” para a educação, como costumo chamar quando se percebe onde se pode chegar com as possibilidades que o estudo reserva, varia de pessoa para pessoa e, mais ainda, de circunstância para circunstância. Entender o porquê pessoas de 40, 50, 60 anos ainda possuem o ensino fundamental incompleto instigou-me a realizar esta matéria. E digo: educação envolve muitas coisas - sonhos é uma delas, diria Zoraide. Assista à reportagem abaixo:


Confira a matéria completa do jornal Esquina:






Por Laís Rodrigues
Foto: Laís Rodrigues

Nossas cidades

A educação e ensino que ainda não chegaram à cidade

“É o que eu digo para eles: se um ladrão vem e te rouba, leva tudo seu. O que ele não vai te tirar? O estudo. Isso você leva para o resto de sua vida.” Poderia ser um professor dizendo aos alunos ou o ministro da Educação relatando a importância durante uma coletiva. Aos 40 anos, Zoraide Simone sonha em tornar-se advogada, além de se formar em Psicologia e Pedagogia.
 
Como uma futura professora por escolha, foi impressionante saber que 39,43% da população de Planaltina nem chegou a completar o ensino fundamental. Sabe-se que todos, a priori, possui o direito à educação. Entretanto, muito se confunde ensino e educação e, hoje, o que mais se vê é o acesso àquele - embora haja problemas que dificultam - do que a presença desta. "A educação tem que ser necessariamente voluntária, não pode ser, de modo nenhum, forçada por nenhuma espécie de método", disse o professor José Monir Nasser na palestra e lançamento do Livro "O Trivium", de Irmã Miriam Joseph.
 

"O que eu quero é tentar fazer a diferença", diz Zoraide Simone
 
Conhecer Zoraide foi uma experiência incrível, na qual se percebeu sua força de vontade e determinação. Entretanto, conhecer aqueles que abandonaram os estudos, por diversos motivos, foi perceber desânimo e falta de crença de onde o ensino e, mais importante, a educação podem leva-los.

O “start” para a educação, como costumo  chamar quando se percebe onde se pode chegar com as possibilidades que o estudo lhe reserva, varia de pessoa para pessoa e, mais ainda, de circunstância para circunstância. Entender o porquê pessoas de 40, 50, 60 anos ainda possuem o ensino fundamental incompleto instigou-me a realizar esta matéria. E digo: educação envolve muitas coisas - sonhos é uma delas, diria Zoraide. Assista a reportagem abaixo:
 

Confira a matéria completa do jornal Esquina:






Por Laís Rodrigues
Foto: Laís Rodrigues

Portas fechadas para o ensino

Imagine o que significa passar infância, adolescência e juventude tendo negadas oportunidades de educação. Imagine não ter acesso ao local onde se cultivam amizades, se despertam curiosidades, se abrem horizontes para o conhecimento e se dá perspectiva de uma vida produtiva. Diferente dos jovens brasileiros, esta é a experiência vivida atualmente no Irã, pelos Bahá’ís, em pleno século XXI.

O Brasil, hoje com 57 mil Bahá’ís, segundo a própria comunidade, foi um dos países que acolheu cerca de uma centena de iranianos como refugiados, após a Revolução Islâmica de 1979. Muitos dos quais aqui se estabeleceram, construíram famílias. 
Com o intuito de conscientizar a população brasileira da atual situação de oposição contra os Bahá’ís no Irã, nossa equipe de Reportagem foi até a Comunidade Bahá’í do Brasil para saber mais sobre a perseguição, a injustiça e o sofrimento de uma comunidade constantemente repreendida apenas por ter uma Fé.
A Secretária Nacional Adjunta de Ações com a Sociedade e o Governo na Comunidade Bahá'í do Brasil, Mary Aune, explica o que acontece com jovens que têm o desejo de estudar. E a posição da comunidade brasileira para ajudá-los.
Encontramos também a ex-aluna do Instituto Bahá’í de Educação Superior, Hasti Hoshnam, que atualmente mora em Brasília. No vídeo ela conta a experiência de quando ainda morava no Irã e encontrou as portas fechadas para o estudo na Universidade Nacional do Governo Iraniano.



Educação Não é Crime:
Após 118 dias de confinamento no Irã, o cineasta Maziar Bahari resolveu, por meio da profissão, dar voz aos que não podem falar. Maziar lançou, em 2014, a campanha hoje conhecida mundialmente como “Educação Não é Crime”. No mesmo ano, ele produziu o documentário Educação Não É Crime (titulo original em inglês, “ToLight a Candle”).





Em setembro de 2015, foi lançada a campanha #PinteAMudança, organizada pelo cineasta (com o apoio da Comunidade Internacional Bahá’í). Muros de países como Estados Unidos, Inglaterra e Brasil estão sendo preenchidos em defesa dos estudantes Bahá’ís iranianos que são impedidos de estudar no país.  Abaixo são fotos de artes realizadas nas cidades de Londrina e Rio de Janeiro.

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Leia a matéria completa publicada na versão impressa do Jornal Esquina:

http://issuu.com/blogdoesquina/docs/educa____o_ir___-_nabil

Por Guilherme Cavalli e Nabil Sami

Os deficientes fomos nós



Tudo começou com uma pauta. Era simples. Precisávamos falar com secretarias para saber sobre inclusão e acessibilidade no Distrito Federal. A gente teria que entrevistar especialistas e entender algumas limitações do atendimento a portadores de necessidades especiais. Por fim, precisaríamos de deficientes para ilustrar a matéria, mostrar as dificuldades na prática – o que, dentro do jornalismo, chamamos de "personagens".

Nosso primeiro passo foi conversar com os deficientes. E o que parecia sem mistério, modificou o nosso jeito de pensar. Nunca tínhamos refletido sobre o fato de que remédios em conta-gotas excluem cegos que precisam aplicar o medicamento, pois como poderiam medicar filhos pequenos, por exemplo, sem enxergar as gotas? Fomos pegos de surpresa ao pensar que poderiam existir grupos musicais só de surdos. Descobrimos um mundo meigo e gentil das pessoas com síndrome de Down. Encontramos um cego que, com 17 irmãos que enxergam, é o único integrante da família com diploma de ensino superior. Nós havíamos sido furtados de uma realidade. Isso fez com que invertêssemos não só a ordem dentro do cronograma de apuração, mas dentro da nossa lógica de pensar.

Clique aqui e confira o material completo.

Veja a reportagem publicada no Jornal Esquina.




Por Gabriela Caixeta, Jade Abreu, Julyana Sousa e Thiago Marcolini

Estrangeiros escolhem estudar no Brasil

Muitas são as histórias de jovens que decidem seguir em busca de experiências com uma nova cultura
Nascido em Madrid, na Espanha, Alvaro Gómez de 22 anos passou quase cinco meses no Brasil, onde estudou Relações Internacionais na Universidade de Brasília. O ex-intercambista, que veio para o Brasil depois de conseguir uma bolsa de estudos, revela a vontade que tinha de explorar as terras brasileiras. “Eu estava aprendendo português e, além disso, consegui uma bolsa muito boa do Santander para estudar no Brasil. Tinha muita vontade de conhecer o país”, afirma o estudante. Ele é um dos exemplos de pessoas que resolveram vir para o Brasil, buscar uma oportunidade de estudar e aprender coisas novas através da convivência com uma nova cultura.
Alvaro visitando o Rio de Janeiro.

Ao relembrar da época que passou no Brasil, o estudante espanhol relata que conheceu muitas pessoas boas, curtiu muito as festas, viajou e aproveitou bastante as aulas na faculdade. Mas, apesar de, no geral, ter tido uma boa experiência, ele menciona também as dificuldades enfrentadas. “No início eu tive muita dificuldade com a língua, principalmente com a pronúncia do sotaque, mas aos poucos isso melhorou”, ressalta. “A burocracia brasileira também foi um problema. Mas, no geral, não tive muitas dificuldades”, alega Alvaro Gómez.
O jovem, que nunca tinha estudado em outro país, morou no Brasil de agosto a dezembro do ano passado. Agora já voltou para a Espanha para continuar os estudos, e se forma em junho. “Foi uma ótima experiência, muito melhor do que achava que seria. Gostaria muito de voltar para o Brasil, fiz muitos amigos por lá. Sempre me lembrarei com carinho dessa fase”, conta.
A história da estudante chinesa Lou Shuo é bem parecida com a de Alvaro. Ela, que mora em Macau, também tem 22 anos e estudou na Universidade Brasília por 10 meses. Mas, ao invés de estudar Relações Internacionais, ela estudou Letras-Português e Comunicação Social. Lou, que também nunca estudou em outros países fora o Brasil, morou em Brasília de setembro de 2012 a julho de 2013. Ao contar da sua vinda para o país, a estudante destaca também a diferença cultural. “Eu faço o curso de Letras-Português na Universidade de Macau, então tive a oportunidade de estudar no Brasil e resolvi ir, para praticar o português e conhecer a cultura do país, que é totalmente diferente da cultura oriental”.
            Ao analisar a experiência, Lou lembra de algumas dificuldades que enfrentou. “Um dos problemas que tive foi comprar passagens de avião, porque a maioria das empresas só aceitavam cartões de bancos brasileiros”, relata. Ela achou muito complicado quando tentava resolver alguns problemas pelo telefone, como, por exemplo, entrar em contato com uma empresa para que pudesse ter internet em casa. “É preciso passar por muitos passos até conseguir falar com a pessoa certa”.
            A jovem chinesa conclui o curso em Macau em junho deste ano, e tem planos de voltar ao Brasil no ano que vem para fazer um curso de mestrado na área de Comunicação, no Rio de Janeiro.  “Achei que a experiência de estudar no Brasil foi maravilhosa, foi a melhor decisão que já tomei até hoje”, ela conta com alegria. “O Brasil e seu povo me impressionaram muito, o jeito que eles vivem, a música brasileira, as paisagens naturais, tudo”, ela relembra com carinho.
            O Brasil alcançou um número histórico no final do ano passado. Segundo a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), com a marca de seis milhões de turistas em um único ano, o país passou dos 5 milhões que duravam desde 2005.
            Além dos que já fizeram intercâmbio, muitos ainda estão passando por essa experiência. O argentino Christian Amann, de 23 anos, está no Brasil desde fevereiro. Ele estuda agronomia na Universidade de Brasília e vai ficar no Brasil até fim do semestre para trabalhar com o pai na fazenda da família quando voltar para a Argentina. “Vim de intercâmbio nesse semestre através de uma bolsa do banco Santander. Estou pegando disciplinas optativas para acrescentar no meu currículo”, afirma.
Christian Amann na Universidade de Brasília

            Christian lembra que desde que entrou na faculdade, uma professora falava muito sobre a experiência de um intercâmbio. “Eu fiquei com muita vontade de ir para algum lugar, fazer algo diferente, conhecer outras pessoas. Aí saiu esse programa com bolsas exclusivamente para o Brasil, e eu pensei: essa é a minha oportunidade”, conta.
            O estudante é de uma cidade argentina chamada Andresito, que fica a 20km da fronteira com o Brasil. Portanto, já tinha o conhecimento do português. Ele relata que, por ser de fora do país, os brasileiros estão sempre se preocupando com ele. “Essa experiência está sendo muito melhor do que eu esperava, estou gostando bastante. O pessoal daqui é muito bacana, os professores e as atividades são muito legais”, comenta. Depois de tentar lembrar quais foram as suas dificuldades no Brasil, ele revela que não teve nenhum tipo de problema no país. “Acho que é por isso que eu estou gostando tanto”.
            Desigualdades - Kiese Hansen, de 20 anos, também veio estudar no Brasil. Ela passou quase quatro meses em Florianópolis no ano passado, principalmente para aprender português mas, no final das contas, teve várias aulas em inglês. A americana, que estuda Economia nos EUA, se forma em mais ou menos dois anos e fica no Brasil até o dia 16 de maio. “Em Florianópolis fiz cursos sobre as desigualdades sociais e sobre a história política da América Latina. Também fiz um curso sobre gestão de recursos naturais, com enfoque no que o Brasil está fazendo para ser mais sustentável. Foi muito interessante”, conta.
            No final do ano, Kiese foi passar cinco semanas com sua família em casa, e depois veio para Brasília, onde está desde fevereiro. “Eu queria aprender outra língua. Falo inglês e francês, então decidi que queria aprender o português e pensei que seria melhor ir para algum país diferente para estudar”, relata. “Escolhi o Brasil, pois acho o país mais interessante e dinâmico que Portugal em termos de economia”, justifica.
            A estudante crê que existam muitas semelhanças entre Brasil e os Estados Unidos em termos de desigualdades, sejam elas de gênero ou de renda em geral. “Eu gosto da ideia de trabalhar no Brasil com essas questões. Gosto de muitas coisas no país, mas o que mais me atrai são as pessoas e a cultura”, ela ressalta. Quanto aos pequenos problemas enfrentados nesse tempo que passou no país, Kiese afirma que uma das coisas mais difíceis é que o Brasil é um país onde muitas pessoas não sabem falar em ingles. “A barreira da língua é sempre um obstáculo. Outro ponto negativo é que em Brasília tudo é muito longe, você precisa de um carro para fazer várias coisas”, ela acrescenta.

            Apesar das dificuldades, a americana assume que está adorando morar no Brasil. “Minha experiência no país tem sido maravilhosa, melhor do que eu esperava. Eu consigo me ver morando e trabalhando aqui, por causa das diferentes oportunidades que o Brasil oferece”.

Por Alice Pacheco.

Mídias Sociais: o futuro dos jornalistas

Por Stella Maris

O Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) ofereceu em outubro aos estudantes de jornalismo uma discussão a respeito do futuro da profissão. Marina Costa trabalha há mais de dez anos como jornalista e mostrou aos estudantes uma nova área em ascensão no mercado: as mídias sociais.

Segundo a jornalista, as mídias sociais são a grande oportunidade para os novos comunicadores. A especialista alerta para que o assunto não seja confundido com redes sociais. “Tudo relacionado a esse meio é novo. Às vezes as pessoas trocam os termos”, explica Marina. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Agências Digitais mostra que 56% dos profissionais dessa área tem entre 25 e 35 anos.
A jornalista aproveitou o momento para dar algumas dicas aos novos profissionais. “Aprender o português é fundamental”, garante Marina. “Um jornalista não pode ter erros de ortografia”, acrescenta. Marina destaca a importância do profissional de buscar sempre novas oportunidades. “Não se pode parar no tempo. É preciso foco. Assim você alcançará seu objetivo mais rápido”, afirma.

Durante o evento, ela também contou um pouco sobre a própria trajetória. Formada em 2003 em comunicação social pelo IESB e com pós-graduação em Ciências politicas pela UnB, foi repórter de grandes veículos de comunicação, como a Rede Globo e a TV Bandeirantes. Atualmente trabalha na TV Senado e é idealizadora da agência MARCO7 INTERATIVA, que cuida da imagem de políticos em mídias sociais.

Projeto busca auxiliar comunidades carentes por meio de inclusão digital


Por Luisa Ikemoto

 Uma iniciativa promete mudar a realidade das comunidades carentes do Distrito Federal a partir da inclusão digital. É essa a ideia da professora Adja Rego, uma das responsáveis por trazer para Brasília o projeto que nasceu no Rio de Janeiro há 15 anos. Ela conta que usa a informática como porta de entrada para ter acesso aos jovens das regiões mais carentes do DF. O programa funciona integralmente pelo próprio interesse da comunidade, que procura conforme as próprias necessidades. Para passar o conteúdo, professores especializados atuam na área com aulas de informática para a população.

Até mesmo o material é resultado de doações. Os computadores utilizados no projeto foram doados pelos próprias pessoas da cidade. A professora conta que na Estrutural as instalações usadas ficam em uma igreja. Com a estrutura montada, os professores reúnem-se com as turmas e escolhem um tema de interesse comum. A partir de então, os jovens aprendem a usar computadores e navegar na internet, o que resulta em uma melhora de autoestima, em uma formação mais completa, e em novas oportunidades para os envolvidos.

Os alunos formados viram monitores, e dessa forma, com a estrutura estabelecida e instrutores da própria comunidade, os professores podem se retirar e se concentrar em outras regiões administrativas. A iniciativa, que já chegou até a atuar em outros países da América Latina, passa agora por uma fase de reformulação.

Pesquisa revela que qualidade no ambiente de trabalho melhora desempenho dos funcionários

Uma pesquisa feita pela empresa de recursos humanos constatou que a maior motivação dos funcionários é ter um ambiente saudável e bom relacionamento com os colegas. O levantamento feito no ano passado ouviu mais de 40 mil executivos e também revelou que a felicidade no emprego gera ganhos entre a empresa, pois dessa forma a produtividade do funcionário aumenta.

Uma alternativa que visa a melhorar o ambiente de trabalho é a pratica de exercício físico. Esta alternativa já é utilizada por algumas instituições, como a Universidade de Brasília, o Ministério da Previdência Social e a Embrapa.

Leia também: Empresas oferecem prática de exercício físico para os funcionários

Passo a passo -
Segundo Marcelo Nascimento, professor de Educação Física da UnB, a atividade física pode evitar problemas de saúde dos funcionários. “O cansaço e esgotamento começa na mente e passa para o corpo e passa para o corpo. Isto pode se refletir em ganho de peso e a gordura prejudica a rotina da pessoa no dia a dia. O maior problema é que esse processo nem sempre é percebido, pois acontece gradativamente.”


Marcelo Nascimento afirma que a intenção da prática de exercício nas empresas não visa alterar toda uma estrutura de trabalho, mas apenas criar algumas condições de melhora na qualidade de vida do trabalhador. “O esporte é uma ferramenta de transformação quando bem utilizado e de objetivos claros.”
Por Luciana Amaral e Victor Barbosa - Jornal Esquina

Empresas oferecem prática de exercício físico para funcionários

Com o objetivo de melhorar a qualidade no ambiente de trabalho empresas buscam inovações com a prática de esporte e exercícios. Segundo pesquisa feita por empresa de recursos humanos organizações vêm utilizando essas atividades para motivar os funcionários em suas empresas.

O Ministério da Previdência Social oferece aulas gratuitas de dança a seus funcionários de alguns setores, como a Ouvidora. Segundo Aline Jacques há algumas resistências dos funcionários no inicio dessas atividades, mas logo eles gostam das aulas. “Parece que são outras pessoas após alguns meses de aula. No início eles ficam tímidos em dançar de casal, mas depois se soltam.”

A Embrapa foi outra empresa, onde os funcionários se uniram para a prática de corrida de Kart. A corrida se tradicional para a empresa, foi criada a Copa Embrapa Cerrados de Kart. Desde 2008 há o campeonato se tornou famoso entre outras pessoas que não disputavam a corrida. Dário Dantas, um dos funcionários da Embrapa, afirma que as corridas começaram aos com poucos participantes, mas logo outros participaram do evento. “Surgiu, então, a ideia de se fazer a Copa aberta a todos os funcionários da Embrapa.”

O Programa Viva Bem UnB é outro exemplo dessa proposta de exercício físico nas organizações. O programa criado na Universidade de Brasília visa estimular a prática de exercícios entre todos os funcionários da UnB. Atualmente mais de 100 pessoas praticam alguns esportes oferecidos pelo Viva Bem. Entre alongamento, ginástica localizada, step,. Dança de salão e jiu-jitsu, o programa possui cerca de 20 profissionais na aérea de Nutrição, Fisioterapia e Educação Física.

Por Luciana Amaral e Victor Barbosa - Jornal Esquina

Engenheiro propõe método para aprender idiomas em até três meses

O engenheiro Dangelo Ciccarini apresentou uma fórmula que possibilitaria a pronúncia correta de palavras em outros idiomas. Em evento realizado no campus do UniCEUB ontem, anunciado como audiência pública, Ciccarini explicou como a métrica das palavras poderia facilitar a aprendizagem. 

O evento teve a presença do Secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Cristiano Araújo, que admitiu analisar possibilidades de colaborar com a divulgação do trabalho do engenheiro. Entretanto, ainda não há comprovação científica do estudo.
Com comparações entre a tabuada,a tabela periódica e fórmulas da física, Ciccarini afirmou que com vinte combinações é viável aprender a falar e corrigir o inglês formal.Vogais e consoantes presentes nas palavras determinariam os sons corretos. “É possível determinar padrões matemáticos básicos que identificam apronúncia certa das vogais” explica.

Por Luísa Leite - Agência de Notícias CEUB