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UniCEUB/Brasília precisa quebrar tabu para garantir vaga nas semis do NBB

Equipe candanga tem a vantagem na série contra o Uberlândia e pode voltar do interior mineiro com a classificação. 

O ala/pivô Guilherme Giovannoni encara a forte
marcação do time do Uberlândia
(Brito Júnior/Divulgação)
Por Felipe Igreja
UniCeub/Brasília e Uberlândia se enfrentam nesta sexta-feira (29), às 20h, no Ginásio do Uberlândia Tênis Clube, em duelo válido pelas quartas de finais do NBB. Será a partida de número quatro da série. O clube candango está na frente, vence por 2 a 1, e em caso de um novo triunfo garante classificação para as semifinais do torneio nacional.

Entretanto, para voltar do interior mineiro com a vaga, o Brasília vai enfrentar, além do adversário, um pequeno tabu no retrospecto do confronto. Nesta temporada foram cinco jogos entre as duas equipes e sempre quem jogou em casa levou a melhor.

Data
Jogo
Local
11/01/2011
Uberlândia 94x84 Brasília
Uberlândia-MG
18/03/2011
Brasília 88x74 Uberlândia
Brasília-DF
23/04/2011
Uberlândia 96x91 Brasília
Uberlândia-MG
26/04/2011
Brasília 109x73 Uberlândia
Brasília
27/04/2011
Brasília 84x72 Uberlândia
Brasília

“Ainda não vencemos em Uberlândia, mas vamos entrar em quadra com objetivo de obter o resultado favorável, aproveitando que a pressão está com o nosso adversário. Vamos apostar em uma marcação forte, fazendo com que eles saiam do padrão, explorando o contra-ataque”, analisou o ala/pivô Guilherme Giovannoni.

Com a necessidade da vitória para se manter vivo na série, o técnico do Uberlândia ainda estuda a maneira de vencer a equipe da capital federal. “O Brasília pegou a forma de jogar contra o nosso time, mas temos condições de vencer em casa. O elenco está confiante e com a expectativa de atuar de forma intensa, marcando forte o adversário”, relata Chuí, treinador do clube mineiro.

Caso o tabu seja mantido, com vitória do Uberlândia, a série fica empatada em 2 a 2 e retorna a Brasília, para o jogo decisivo. A partida de número cinco, se necessária, acontece na próxima segunda-feira (2), às 20h, no Ginásio da Asceb.

Entretanto, caso o UniCEUB/Brasília consiga o triunfo, a série termina e a equipe candanga se classifica para as semifinais.

Slackline: febre nos gramados brasilienses

Vindo do Rio de Janeiro, o esporte cresce na capital federal
O slackline veio do Rio de Janeiro para o Distrito Federal
(GNT/Globo)
Por Dyelle Menezes
Febre nas areias do Rio de Janeiro, o Slackline, ganha cada dia mais adeptos em Brasília. Os gramados das quadras e parques da cidade são tomados por cordas coloridas entre as árvores e pés descalços dos praticantes. A fita utilizada possui cinco centímetros de largura e quinze de comprimento e é amarrada em duas árvores. O objetivo é atravessar de uma ponta a outra sem cair. Apesar do espírito de brincadeira, o esporte exigem dedicação, equilíbrio e concentração.

Eduardo Villanova é educador físico e foi um dos pioneiros do esporte em Brasília. “Iniciei a prática em 2008. Depois levei amigos e alunos para iniciar e se exercitar comigo. Diante desse fato o grupo cresceu.  Acabamos criando o grupo "Nós na Fita Slackline-DF" que hoje se transformou no SlackBrasília. Muitas pessoas paravam para perguntar e eu explicava e ensinava. Outras muitas ficavam só olhando apreensivas e não tinham coragem de andar. Eu abordava e ensinava, adultos, crianças,  adolescentes. Vinha todo tipo de gente!”, afima.

Do ponto de vista físico, segundo Villanova, o esporte trabalha uma grande quantidade de músculos, devido ao desequilíbrio que a fita proporciona e ao tentar se equilibrar. “
Há uma exigência grande dos membros inferiores, como coxas e glutões, e abdominais que ajudarão na estabilização da movimentação na fita. Os membros superiores serão exigidos também, mas em menor intensidade pois serão auxiliares na hora do equilíbrio”, explica o professor.

O esporte em Brasília

Na lista dos lugares mais procurados para a prática em Brasília, o Parque da Cidade lidera o ranking. Sábados, domingos e feriados os gramados, ainda verdes do local, ficam cheios de fitas coloridas e slackliners – maneira como são chamados os fanáticos pela atividade. Paula Correa, estudante de Biologia, iniciou o esporte há uma semana entre as árvores do parque e acredita que seja o lugar ideal. “O parque tem toda a estrutura pro esporte, que só precisa de duas árvores para começar. Com duas árvores e uma fita, qualquer lugar fica ideal” afirma.

As quadras da asa norte também estão na mira dos adeptos. Tarcísio Vieira, é morador da 312 Norte, todas as sextas-feiras reúne os amigos e monta a fita nas árvores do local. “A 312 virou point pra galera que gosta de andar na corda. Além do grupo de amigos que eu chamo pra cá, já vi outros grupos por aqui. O esporte tem tudo pra crescer cada dia mais. Brasília possui grande quantidade de árvores, perfeita para a realização da atividade”, conclui o estudante de Engenharia Ambiental.

Andar sobre a “corda-bamba”  é uma ato que possui pelo menos dois mil anos. Praticado por acrobatas, é uma característica marcante da arte circense. Porém, foram dois escaladores americanos, Jeff Ellington e Adam Grosowsky, que nos anos 80 começaram a andar em cabos de estacionamento e correntes, e rapidamente, adaptaram para a fita tubular ancorada de forma simples em dois pontos fixos.

Estilos

O Slackline possui diferenciações conforme a maneira e a dificuldade com que é praticado. Nas alturas baixas e médias, as mais comuns em Brasília, o esporte recebe o nome de Lowline. Sobre a água é chamado de Waterline. O termo Highline é usado para as grandes alturas, quando a corda é colocada entre fendas, precipícios, prédios e depressões, que exige muita prática e conhecimento das técnicas do esporte.

O kit básico para o esporte custa entre R$160 e R$350 e contém uma fita de quinze metros com sistema para prender nos apoios.  Já estão à venda em algumas lojas de esportes e no site. Sem contraindicações, o Slackline pode ser praticado de crianças a adultos, basta gostar de adrenalina e desafio.

Estudo comprova que a mulher moderna está mais estressada

A procura da vida perfeita deixa as mulheres mais estressadas.
Por Giselle Mourão 
As trabalhadoras brasileiras são mais estressadas que os colegas de trabalho. Os dados são de uma pesquisa realizada entre 2003 e 2007, pela SulAmérica Saúde. A pesquisa investigou a saúde e o estilo de vida de 29 mil pessoas espalhados por 12 estados em 160 empresas. Deste total, 51% das mulheres participantes da pesquisa se declararam estressadas.

Edivan Coelho, 49 anos, é bancária e sabe muito bem o que é se estressar todo o dia. “Atendo todo tipo de pessoa, entre elas há muita gente ignorante, grossa, e isso acaba fazendo que com você se irrite”, afirma. A trabalhadora acredita que o estresse afeta o trabalho. “A nossa cabeça às vezes não aguenta tanta pressão, amo meu trabalho, mas me estresso muito”, diz.

Conciliar a vida do trabalho, de casa e ainda cuidar da beleza ocupa muito tempo da trabalhadora. “Eu acordo cedo e durmo tarde. Tenho filhos e netos e preciso me dedicar a todos. O único tempo que tenho para fazer minha unha, me cuidar, é no domingo à tarde”, reclama Edivan.

Para a psicóloga Petronília Farias, o estresse na vida na mulher, atualmente, está associado à vida cotidiana, acadêmica, ao ambiente de trabalho e responsabilidades familiares. “Hoje há um alto padrão de exigência pessoal, medo e frustação. As pessoas se cobram muito, acham que precisam ter mais dinheiro do que precisam, se esforçar mais”, explica.

Os sintomas do estresse são bastante parecidos com os da gripe. Quem fica muito estressando tem dor de cabeça e sudorese intensa. Além disso, a pessoa sente mais cansaço fica isolada, aumenta a agressividade e diminui a produtividade no trabalho. “Algumas doenças como a herpes labial podem aparecer e a mulher deve tomar cuidado. Também é importante que a mulher sempre vá ao médico para ver como está a saúde”, destaca Petronília.

A psicóloga explica como homens e mulheres podem lidar com o estresse diário. “A pessoa precisa ter autoconhecimento e uma boa comunicação, para que ela possa expressar melhor seus sentimentos”. Segundo Petronília, para combater o estresse, atitudes como fazer exercícios físicos regularmente, dormir bem, ficar um tempo sozinho e não esperar tanto de si, são recomendadas.

A vila é aqui

Franquia do Santos FC em Brasília é alvo dos novos atletas
(Marcos Paixão/Esquina)
Por Marcos Paixão 
O Santos FC tem uma tradição histórica de revelar grandes craques para o cenário do futebol mundial. Robinho, Diego e os novos queridinhos do Brasil, Paulo Henrique Ganso e Neymar. É por esse motivo que os futuros atletas aqui do Distrito Federal procuram a franquia Meninos da Vila, que é mantida pela Associação dos Funcionários da Caixa Econômica Federal (APCEF/DF), e tem capacidade de atender 300 atletas.

Alessandro Oliveira , um dos professores da franquia aqui do DF, que faz parte do Projeto das Escolas Oficiais de Futebol Meninos da Vila, afirma que a alta procura é pela tradição. “Os pais dos alunos matriculam seus filhos aqui porque eles insistem. Eles querem ser como Ganso e Neymar”, destaca o professor.

A escolinha reúne garotos de 9 a 17 anos de idade, e cada semestre acontece uma seleção realizada por funcionários do Santos vindos de São Paulo. Os atletas que se destacam vão para sede do clube fazer os treinamentos no CT – Centro de Treinamento Rei Pelé, com os garotos da mesma categoria. “Temos bons jogadores aqui, já mandamos dois para Santos, e não voltaram mais”, ressalta Alessandro.
(Marcos Paixão/Esquina)
A filosofia de jogo do Santos de Neymar é respeitada. Treinamentos táticos buscam formar atletas ofensivos. Segundo Alessandro, a parte física não é tão importante, o diferencial é fazer os garotos entenderem como se joga futebol. “Futebol é inteligência, e é isso que fazemos aqui, ensinamos os garotos a pensarem e não a se matar de tanto correr”, disse ele.

Os novos atletas se espelham nos jogadores até no corte de cabelo. “Na verdade foi o Neymar que me imitou”, brinca Caique, jogador que atua no meio de campo, assim como seu ídolo.

Brasília na onda do Twestival

O evento aconteceu pela primeira vez no DF e agradou o público participante 
Participante incentiva a mobilização social(RMS/Divulgação)
Por Hilda Rocha 
Mais de 200 milhões de pessoas usam o Twitter para se comunicar com os amigos, dar dicas de sites interessantes e divulgar novidades. A rede social é usada como ferramenta de divulgação e comunicação. Uma prova do seu poder é o Twestival, evento mundial que acontece no Brasil desde 2008.

O Twestival surgiu da idéia de um grupo de twitteiros em Londres. O objetivo era organizar um evento para que usuários locais do Twitter pudessem se encontrar off-line e juntar forças para criar um fundo de arrecadação destinado a uma instituição beneficente voltada aos sem teto da região. O encontro teve bons resultados e agora acontece simultaneamente em 153 cidades de diversos países, sempre com o objetivo de ajudar uma instituição voltada para a atuação social.

O evento desse ano aconteceu no dia 24 de março e foi divulgado no Twitter por jornalistas, empresários, blogueiros, artistas e twiteiros famosos, como o corredor Nelsinho Piquet.

No Brasil, nove cidades participaram da ação. A capital federal participou pela primeira vez do evento. A programação do festival foi bem diversificada com palestras de profissionais das áreas de comunicação, publicidade e tecnologia.

Twitteiros em ação: evento foi realizado
no Terraço Shopping
(RMS/Divulgação)
Os brasilienses adeptos do Twitter compareceram ao evento e aprovaram a iniciativa. “Já tinha lido sobre o Twestival e adorei participar. Cheguei por volta das 16h e fiquei até as 22h. Foi muito bacana poder conhecer e encontrar alguns amigos que fiz twittando”, conta a estudante Rafaela Oliveira, 21 anos.

O Twestival também teve um lado social. A renda do festival brasiliense foi revertida para o Comitê pela Democratização da Informática (CDI), que trabalha pela inclusão digital de pessoas carentes. Para o professor Eduardo Fonseca, 53, o festival deveria acontecer em todo o Brasil. “A iniciativa do evento de ajudar uma instituição como o CDI é excelente. O trabalho dessa ONG é promover a educação e atuar em iniciativas profissionalizantes, o que
deveria ser mais incentivado no nosso país.”

Quem quiser ajudar a instituição, pode doar equipamentos de informática antigos que serão recondicionados e utilizados nas salas de aula.

Maiores informações no site do CDI e pelo Twitter da ONG.

Muito além dos palcos

Como o teatro pode ajudar na desinibição das crianças

Cia. Néia e Nando ensaia uma de suas peças infantis
(Cia. Néia e Nando/Divulgação)
Por Flávia Otero
O teatro infantil é procurado por pais e professores para ajudar na formação das crianças. O foco principal dessa dinâmica é trabalhar com a timidez, mas esse não é o único objetivo. São propostos jogos e brincadeiras voltados para o teatro, e de maneira lúdica elas exploram a expressão corporal, vocal e desenvolvem a concentração e a criatividade.

Por meio da interpretação, a criança aprende como atuar, e aos poucos perde o medo de estar em evidência, de falar e de se expressar em público. Quando começa a lidar melhor com a representação no palco, a criança leva a segurança adquirida no teatro para o próprio cotidiano.

“O brincar é importante porque é ali que (a criança) aprende a lidar com a regra, a se perceber, a lidar com as suas próprias emoções”, afirma a psicóloga infantil Jaqueline Pessoa de Lima. Ela ressalta que é a partir da resposta positiva dos outros que a criança ganha confiança em si mesma e aprende a controlar melhor a timidez.

Professora de teatro infantil do Espaço Cultural Mosaico, Genice Barego afirma que, “mais do que definir se serão atores ou atrizes, a criança se desenvolve no sentido de saber falar, se expressar, se comunicar, sem ter medo”. Ela diz ainda que cada criança possui seu próprio tempo para apresentar essa mudança de comportamento, e lembra que os pais não devem pressioná-las.

(ffffound/http://ffffound.com)
Pais notam melhora na desenvoltura de filhos

Carla Araújo é mãe de Tiago Araújo, sete anos, no teatro desde os cinco. Ela diz que a desinibição do filho é cada dia mais evidente: “Ele ficou bem mais solto, com dificuldade menor para falar”.

A dinâmica também promove a socialização entre as crianças e consolida valores. “Muitas vezes eles veem aqui pela timidez, mas acabam aprendendo muita coisa, por exemplo, valores como amizade, já que o teatro é um trabalho coletivo”, diz Fernando Cardoso, professor de teatro infantil e figurinista da Companhia de teatro Néia e Nando.

O trabalho vocal também é utilizado com o objetivo de desenvolver melhor a dicção da criança. Além disso, “promove também o desenvolvimento da linguagem e do vocabulário”, acrescenta a psicóloga Jaqueline Pessoa de Lima.

Os encontros geralmente são feitos uma vez por semana e a faixa etária mais indicada para a prática do teatro infantil é de 5 a 11 anos, que “é a idade em que as crianças estão mais livres e dispostas a desenvolver as atividades teatrais. A partir dos 12 anos, a vaidade começa a estar muito presente, o que tira um pouco da liberdade dos adolescentes”, complementa Genice.

O nivelamento das turmas geralmente é feito por idade, mas em companhias de teatro menores, crianças de idades diferentes podem estar juntas, o que exigirá maior habilidade do professor para desenvolver as habilidades de todos.

Serviço
Néia e Nando Cia Teatral
Teatro da Escola Parque – 308 sul
(61) 8199-2120

Espaco Cultural Mosaico
714/715 Norte, bloco D, loja 16
(61) 3032-1330

Novas regras para declaração do IR garantem mais segurança

Receita estima diminuir erros básicos com o fim da declaração de papel
O supervisor do IR, Joaquim Adir, afirma que declaração
pela internet é mais rápida e segura. (Elza Fiúza/AB)
Por Caroline Rosito
Pela primeira vez, a Receita Federal só receberá Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) pela internet, ou através de disquetes nas agências da Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil. O que para alguns é uma facilidade, para Francisco Amaral a novidade se tornou um transtorno. 

“Eu não sei mexer com computador. Na minha casa eu tenho o aparelho, mas é muito antigo e não é conectado à internet”, diz.

Como todos os anos, o aposentado separa comprovantes, recibos e notas fiscais para declarar suas despesas e rendimentos anuais à Receita. Esse ano, o aposentado teve que recorrer à ajuda de um contador para não errar na hora de prestar contas ao fisco. “Para não perder tempo, preferi contratar um profissional”, explica.

Assim como Francisco, outros 67 mil contribuintes ainda usavam o formulário de papel. Segundo o supervisor nacional do IRPF, Joaquim Adir, o número é muito pequeno em relação ao total de contribuintes declarantes, que é de 24 milhões. Adir explica que o objetivo da medida é acabar com os erros de preenchimento.

“Quase 50% dos declarantes em formulários impressos caíam na malha fina, por que erravam nos cálculos ou esqueciam de colocar algumas informações, como data de nascimento dos dependentes, por exemplo”.

Além disso, entregar a declaração pela internet é mais seguro e rápido. “Colocar os dados no programa da Receita e enviá-los pela rede é mais confiável, pois ninguém tem acesso”, garante o supervisor. 

Segundo ele, quando a pessoa entregava a declaração de papel nas unidades da Receita Federal, os funcionários precisavam transcrever as informações para o sistema, o que facilitava o acesso aos dados do contribuinte por outras pessoas.

Como entregar a declaração
Para quem tem dúvidas de como declarar pela internet, o contador Carlos Machado dá a dica: “Navegue antes pelo programa e leia com atenção as orientações. O programa é simples e autoexplicativo”, afirma.

O programa gerador da declaração do imposto está disponível no site da Receita Federal e pode ser instalado em praticamente todos os computadores. Depois de preenchida, a declaração deve ser enviada à Receita por meio de outro aplicativo, conhecido como Receitanet, também disponível no portal.

Prazo para entrega
O contribuinte que recebeu, em 2010, rendimentos tributáveis acima de R$22.487,25 deve enviar a declaração do IRPF 2011 até o dia 29 de abril.

Dúvidas com IR? Veja o guia prático do Esquina

UnB fica alagada após forte chuva

Salas de aula, anfiteatros e autitórios ficaram submersos. 

Subsolo do principal prédio da Universidade de Brasília
(UnB) fica alagado depois de forte chuva na tarde deste
domingo (Antonio Cruz/AB)
Por Thayza Resende 
No dia 10 de abril, a Universidade de Brasília foi o local mais afetado com o temporal que atingiu a Asa Norte. No Instituto Central de Ciências (ICC) paredes foram derrubadas devido à força da água. 

Não foi a primeira vez que este fato ocorreu. Na década de 70, houve um desastre semelhante. O subsolo ficou todo alagado e as águas entraram pelas aberturas dos auditórios. A Copeve (hoje, Cespe), que ficava no subsolo, perdeu equipamentos e provas que foram submersas.

Segundo o professor William Taylor, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB, a topografia do terreno e a bacia hidrográfica em que ele se insere é outro agravante: “A topografia influencia no escoamento da água e a bacia nos dá os caminhos que esta água fluirá. No caso, para os lugares mais baixos, isto é, as águas vão para o lago Paranoá”, explica o professor.





Construções desenfreadas são principal causa de alagamentos no DF

Diminuição da área verde reduz capacidade de escoamento da água das chuvas.
Forte chuva na Asa Norte deixa vias alagadas
(Antônio Cruz/AB)
Por Thayza Resende
Nos últimos anos, a Asa Norte tem sofrido com os alagamentos em dias de chuva. O setor de hipermercados localizado no final da Asa Norte é um dos lugares mais comprometidos. A principal causa deste problema é o aumento considerável da área construída, e uma consequente diminuição da área verde do bairro. Deste modo, a absorção da água das chuvas fica comprometida.

“As mudanças climáticas podem ser um fator decisivo, mas a impermeabilização progressiva das áreas contribui significativamente”, explica o professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB, Paulo César Marques. Quanto mais construções houverem sem o devido redimensionamento de drenagem urbana, maiores as chances de alagamento em diferentes pontos do bairro.

Além de reduzir a área verde, as obras do Setor Noroeste aumentaram o trânsito de caminhões e a quantidade de terra e lama no local. Esses materiais caem no asfalto no decorrer do movimento dos veículos e entopem os bueiros, dificultando o escoamento das águas das chuvas.

UniCEUB/Brasília enfrenta Uberlândia nas quartas de final do NBB

Time mineiro bateu o Araraquara-SP por 3 a 0 e será o adversário da equipe da capital federal.

Robert Day, do Uberlândia-MG, tenta passar pela marcação do também
norte-americano Mark Borders, do Araraquara-SP
(Célio Messias/LNB Divulgação)
Por Felipe Igreja
O Uberlândia será o advesário do UniCEUB/Brasília nas quartas de final do NBB. A equipe mineira bateu o Araraquara, por 3 a 0, na série das oitavas de final, e se classificou para enfrentar os atuais campeões na sequência do campeonato nacional.
O primeiro jogo entre os dois times está marcado para o dia 23 de abril (sábado), no Ginásio Sabiazinho, em Uberlândia, às 18h30. Na primeira fase do torneio, os clubes se enfrentaram em duas oportunidades, com uma vitória para cada lado.
No jogo do primeiro turno, em Uberlândia, o time da casa levou a melhor e venceu por 94 a 84. Já no duelo disputado em Brasília, o UniCEUB venceu sem problemas, por 88 a 74.
Jogadores esperam dificuldades
A classificação da equipe do triângulo mineiro não foi uma surpresa para os atletas de Brasília. Segundo o ala Arthur, o clube de Minas Gerais será um advesário muito complicado para os brasilienses.
“Já esperávamos o Uberlândia na próxima fase.Trata-se de um time difícil, com um elenco forte, com os dois atletas norte-americanos que pontuam bastante e um trabalho de garrafão forte com o Estevam, Hátila e o Cippolini, além do Valtinho na armação, que é o grande maestro”, analisa Arthur.
Para o ala/pivô Guilherme Giovannoni, cestinha do UniCEUB/Brasília na temporada, a vantagem do time candango é decidir a vaga em casa, já que dentro de quadra as equipes são fortes e se equivalem.
“Vamos enfrentar uma equipe muito forte e sem dúvida vai ser uma série dura. A nossa vantagem é  que podemos decidir a vaga em casa, mas temos que focar cada jogo com o máximo de concentração e atenção, procurando fazer o nosso melhor”, comenta Giovannoni.
Pelo lado do time mineiro a opinião é a mesma. Os atletas do Uberlândia também esperam uma série muito equilibrada contra os atuais campeões do NBB.
“Temos que entrar focados, principalmente no primeiro jogo que é em casa, porque uma vitória é importante para nossa sequência", disse o pivô do Uberlândia, Cipolini

Mudança do primeiro nome tem sido mais comum

Darci, Givanildo, Aleluia, Riroca, Miliandra, e por aí vai. Estes são alguns dos diferentes nomes que encontramos se andarmos pelas cidades brasileiras. 

Francilton prefere o apelido (Emília Bizzotto/Esquina)
Por Emília Bizzotto  
Algumas pessoas não se reconhecem pelos nomes que ganharam. Outros, se mantém com um nome constrangedor por desconhecerem a lei que possibilita a troca de prenome.

A Lei permite que pessoas que desejam trocar de nome por motivo de constrangimentos vividos durante a vida ou por algo similar recorram à justiça para tal. Ao completar 18 anos, basta entrar com o pedido de alteração que haja custo algum. Porém, é necessário que a pessoa vá até o cartório onde o registro foi feito para, logo após, entrar com uma ação judicial.

Há quatro meses, Ricardo Ferreira, 50 anos, músico e professor fez a alteração. Ricardo se chamava “Rivaldo”, mas optou pela troca por nunca ter conseguido lidar com o nome, que segundo ele, trouxe muitas chateações quando ainda era garoto.

O diretor de Secretaria da Vara de Registros Públicos do Distrito Federal, Rodrigo Marrara, afirma que as trocas de nomes têm sido mais comuns e que geralmente acontece uma média de 15 a 20 alterações por mês.

Para a mudança ser feita, é preciso procurar a vara juntamente com um advogado, que fará os tramites legais de acordo com as argumentações levantadas. Os casos mais comuns são quando a pessoa é testemunha em processo criminal e precisa trocar de nome por motivo de segurança ou quando o nome causa algum tipo de constrangimento.

O lavador de carros, Francilton Apolinário, 43 anos, atende e é conhecido pelo nome de Wilton. Segundo ele, desde pequeno era chamado só por Wilton. “Não acho o meu nome feio, mas é um nome grande e difícil de pronunciar” – afirma ele, que apesar do apelido, não pretende fazer a mudança.


Em entrevista ao Esquina, o psicólogo Vicente Saldanha afirmou que ao longo de seus 30 anos de carreria como analista, pode observar que poucas pessoas sabem a origem do nome. Ele recomenda muita atenção na hora de definir o nome das crianças.

Psicólogo: 'Atenção na hora de escolher nome do bebê'

Vicente Saldanha afirmou que ao longo de seus 30 anos de carreria como analista, pode observar que poucas pessoas sabem a origem do nome. 

Por Emília Bizzotto 
O psicólogo Vicente Saldanha, que trabalha há 32 anos com Análise Junguiana
esclareceu a importância da escolha do nome de um bebê.

O psicólogo afirmou que ao longo desses 30 anos de trabalho como analista,
pode observar que poucas pessoas sabem a origem do nome e disse, que
saber a origem do nome tem uma importância fundamental na estrutura
psicológica dela.

“É o que traz identidade a você. Você se chama Emília, se eu chamar você
de Joaquina você não vai atender. Se eu insistir você vai se irritar comigo,
com razão, porque você sabe a origem do seu nome, a motivação pra ter
esse nome, onde tem cortejos afetivos emocionais. Você não é uma Emília
qualquer.”.

Segundo o profissional, existem pessoas com o nome de origem exótica. Como
por exemplo, o caso de uma das filhas da cantora Baby Consuelo, que foi
registrada com o nome de “Riroca”. O nome foi motivos de gracejos na escola
durante o período de adolescência, e claro, a filha, depois de adulta trocou o
nome.

De acordo com o psicólogo, ele pôde conhecer pacientes de um hospital
psiquiátrico no Rio de Janeiro que tinham o nome bastante exótico.

“Lembro-me de um rapaz que tinha o nome de “Psiu”. O que é Psiu? Ele tinha
um comprometimento mental grave e uma das queixas dele era justamente a
questão da identidade do nome dele.”

Vicente explicou que por isso, a justiça passou a reconhecer e possibilitar que
as pessoas pudessem ter o direito de optar pela troca de nome a partir de
argumentos bem fundamentados.

O nome, sendo ele qual for, tem um fundamento estruturante na personalidade
das pessoas, tem força. Imagina se você tem um filho homem e coloca o nome
de Maria ou vice versa. Dentro do contexto da coletividade, acontecerá uma
distorção muito grave.

Segundo ele, o trabalho de análise com seus pacientes se inicia a partir da
origem do nome. Durante as primeiras seções, Vicente pede para que o
paciente fale sobre o significado do nome, quem colocou e o que elas pensam
sobre o nome. A partir disso, faz uma avaliação do grau do nível de estrutura
da consciência que a pessoa tem.

“Alguns nomes são ambíguos, por exemplo, Darci, serve para mulher e para
homem. Conheci uma pessoa do sexo masculino com este nome. Ele era

muito tocado porque foi motivo de chacota na escola. Como Darci era nome
de mulher também, ele se sentia muito atentado com relação a sua identidade
sexual. Precisamos pensar mais claramente quando for dar o nome de um
filho sobre que nome é, o significado desse nome.” – explica.

A partir do nome, Vicente analisa questões psicológicas da pessoa. É como
você chegou ao mundo, você não é apenas o bebê, você é o “bebê fulano”.
O nome interfere na estruturação da personalidade.

“É como uma pessoa sem pátria. Tem pessoas que conseguem carregar o
piano nas costas, tem pessoas que não conseguem. Algumas, tem o nome
Darci e conseguem lidar com isso muito bem”.

Pedestres temem passarelas subterrâneas abandonadas

Quem precisa atravessar, arrisca a vida passando entre os carros nos eixinhos e no Eixão.

Túnel do metrô na altura da 102 sul é utilizado como
passagem de pedestres
(Isa Stacciarini/Esquina)
Por Isa Stacciarini  

Atravessar o Eixão entre os carros acelerados ou passar pelas passarelas subterrâneas? Esta é a dúvida mais freqüente de quem precisa utilizar os túneis. Pedestres se deparam com má estado de conservação. Passarelas escuras, sem iluminação, pichadas, perigosas e até mesmo com presença de fezes e urina.

O estudante Gustavo Teixeira, 23 anos, utiliza a passarela praticamente todos os dias para ir à academia. Ele conta que já foi abordado por dois jovens. “Eles me pararam, ameaçaram e vistoriaram o bolso da minha bermuda. Não encontraram dinheiro e nem objetos de valor. Depois me mandaram sair correndo e continuaram andando como se nada tivesse acontecido”. O estudante completa. “Mesmo assim prefiro atravessar pela passarela. No horário de 17h30 o trânsito já fica intenso. Passo por baixo, mas presto atenção. Acelero o passo e olho sempre para os lados”, confessa.
A diarista Maria Aparecida é uma das usuárias que prefere passar pelas vias movimentadas na altura da 209 norte. “Não me arrisco mais a atravessar pelos túneis. Além de ser perigoso, é sujo e tem muito mau cheiro. Já vi várias vezes meninos de rua urinarem nas paredes. Vou pelo Eixão e tomo cuidado com os carros”, explica.
Passarela subterrânea na altura da 209 norte
(Isa
Stacciarini/Esquina)
Já o túnel do metrô na altura da 102 sul é utilizado como travessia de pedestres. De acordo com quem passa pelo local, diferentemente das outras passarelas, a da Asa Sul é limpa e possui fiscalização. Marina Silva, 26 anos, concorda com as opiniões. “É muito seguro, além de ser limpo. Não utilizo nenhuma outra passarela. Quando preciso atravessar o Eixão e o Eixinho em outras quadras prefiro passar por cima”, relata. A dona de casa Vanda Marques lamenta que os outros túneis não sigam o mesmo modelo. “Tem passarela que está em estado precário. É necessário que o governo faça alguma reforma ou que construa novas travessias como esta. Aqui ninguém tem medo de trafegar, além de ser mais seguro do que atravessar o Eixão”, afirma.
O sargento da polícia militar Danilo Nunes alega que as passarelas são fiscalizadas e sempre quando possível ocorre policiamento. Porém, de acordo com ele, não é possível deslocar policiais todos os dias para fazer a ronda. “Existem dias onde sempre ocorre alguma ação em que é preciso um maior reforço de policiamento e, naquele momento, a urgência é prioridade”, declara.

Cinema alternativo

Brasília oferece opções para todo tipo de público, e o Esquina traz
para você um guia com as diferentes formas de apreciar a sétima arte.


Mães e bebês se divertem juntos no cinema
(CineMaterna/Divulgação)
Por Marcos Oliveira
Cinema para Mães
O CineMaterna é um projeto que teve seu inicio em fevereiro de 2008, quando um grupo de mães cansadas da rotina de trocar fraldas, se juntou e resolveram ir ao cinema A atividade informal se transformou em uma ONG que conseguiu parcerias importantes como o Cinemark e a Natura.
As mães podem participar de uma enquete no site do projeto para escolher os filmes a serem exibidos. As salas têm iluminação especial, ar condicionado mais fraco e trocador.
Tradição Conservada
Se você é daquele tipo que gosta de conversar durante o filme, namorar ou que prefere privacidade na hora de assistir a um filme, seu lugar é no cine Drive-in. Frequentado por dez entre dez casais dos anos 60, este tipo de cinema ainda tem um público fiel. O casal João e Eliza gosta do Drive-in para namorar: “A gente gosta de vim pra cá quando está chovendo, fica mais gostoso o clima”, afirma o casal que costuma ir ao local pelo menos uma vez ao mês.
Ópera no cinema atrai público de todas as idades
(Marcos Oliveira/Esquina)
Cinema Clássico
Quando se fala em ópera, quase sempre visualizamos um ambiente monótono e com um público bocejando a todo o momento. Mas essa visão esta mudando, jovens e até crianças estão entre o público das exibições da Ópera do Metropolitan de Nova York, transmitidas no cinema.
As sessões são transmitidas ao vivo, por satélite, em alta definição e com som digital. Os espetáculos são legendados, o que ajuda a entender o enredo. O preço do ingresso ainda não é tão acessível, mas quem viu garante, é uma experiência inesquecível.
Entusiasmada com a trama, Clara de apenas 10 anos saiu do cinema como se tivesse visto um filme da Disney. “Eu não sabia o que ia acontecer, mas fiquei chocada com a interpretação”.
Fome de Cinema
O projeto CineCal é realizado às terças e quintas sempre na hora do almoço, e exibe obras dos principais diretores e atores latinos. O publico é composto quase sempre por pessoas que trabalham no Setor Comercial Sul.
Maria de Lurdes trabalha como servente em um prédio ao lado e, sempre que pode, frequenta as sessões do CineCal: “Sempre que posso venho aqui, às vezes me atraso para voltar ao trabalho, mas vale a pena”.

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