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Dia Internacional da Mulher: Distrito Federal tem mutirão para reconstrução de mama

Por Luísa Peleja
Estudante de jornalismo

Nesta semana, cirurgias de reconstituição da mama têm sido realizadas nos hospitais públicos do DF através do Sistema Público de Saúde (SUS). As beneficiadas são mulheres de diversas idades que passaram pela difícil etapa de recuperação do câncer que, na maioria das vezes, leva consigo um grande pedaço da sensualidade e autoestima das mulheres, os seios. Até sexta-feira, 9, pelo menos 55 cirurgias acontecerão, contando com ajuda de profissionais voluntários, sendo eles cirurgiões e enfermeiros.

Desde o final de 2010 a frente da Associação das Mulheres Mastectomizadas do Distrito Federal (Recomeçar), Joana Jeker dos Anjos (na foto ao lado), 35 anos, trabalha para que o sonho dessas mulheres de se sentir completa, seja realizado. Segundo a presidente da associação, em 2010 apenas 70 cirurgias foram realizadas, mas após tomar força no ano passado mais de 250 pacientes já foram beneficiadas. “A sensação é de renascimento. A felicidade nos olhos dessas pessoas que já sofreram tanto é lindo de acompanhar”, diz. No momento em que Joana falava, ela estava visitando uma das pacientes, “A minha relação com elas é bem próxima. Dividir essa conquista com elas é o meu presente”.

A presidente da Recomeçar fala por experiência própria, já que há 3 anos passou pelo mesmo processo de reconstituição. Cada cirurgia custa em média 15 mil reais e, normalmente, é preciso mais de uma para deixar a mama em ótimo estado. O que seria inviável para a maior parte das vítimas do câncer de mama que atinge mulheres de todas as classes sociais. Na cerimônia de abertura do mutirão, o governador, Agnelo Queiroz, prometeu, até o final do ano, diminuir quase a zero a fila de espera da cirurgia.

Brasiliense começa bem na Copa do Brasil e pode até perder do Guarani para se classificar

Por José Maciel
Estudante de jornalismo
O Brasiliense venceu o Guarani na quarta-feira, dia 7, por 2 a 0 e se aproximou da classificação para a segunda fase da Copa do Brasil. No jogo de volta, a equipe da capital pode até perder por 1 a 0 para passar de fase. Enquanto isso, o time campineiro, que jogou com time reserva para poupar titulares para o Campeonato Paulista ainda viu os velhos conhecidos Barbieri (na estreia como técnico do Brasiliense) e Bachin (ex-jogador) brilharem no primeiro jogo no torneio.
O time da casa ignorou a opção do visitante pelo time reserva e foi para a frente desde o início do jogo. A equipe demonstrou garra e muita vontade de jogo. O Jacaré, como é conhecido o time da capital, começou a partida pressionando o time bugrino.  No time titular, as cinco mudanças feitas pelo treinador Luiz Carlos Barbieri deram velocidade e ânimo ao time amarelo. Logo aos 26 minutos da primeira etapa, o atacante Bachin, ex-Guarani, marcou o primeiro gol dos donos da casa. O centroavante voltava de lesão no ombro e logo em seguida deixou o gramado com dores no mesmo lugar.
Os armadores do alviverde sempre procuravam explorar a velocidade do atacante Max Pardalzinho que em suas jogadas sempre levava perigo à meta do Brasiliense.
O segundo tempo começou diferente. A equipe do técnico Vadão tomou as rédeas da partida e começou a atacar firmemente o Jacaré. Ora esbarrava na marcação adversária, ora parava nas defesas do arqueiro Welder. Mas em um vacilo, o time campineiro cedeu escanteio que resultou com o gol do beque Luan.
O jogo de volta acontece em Campinas, no próximo dia 14, no estádio Brinco de ouro da princesa. Para se classificar, o Brasiliense pode perder por um gol de diferença. Se fizer gol, o Guarani será obrigado a golear o Jacaré. Em caso de devolução do placar, a vaga será decidida nos pênaltis.

Ficha técnica
2 Brasiliense (4-3-1-2)
Welder; Bocão, Luan, Teco e Tiago Piai (Rodrigo Cardoso/19 do 2º); Diego Tezelli, Ederson (Valdo/14 do 2º),Ferrugem e Adrianinho; Bachin (Daniel Amorim/30 do 12) e Hugo
Técnico: Luiz Carlos Barbieri

0 Guarani (3-5-2)
Juliano; Ewerton Páscoa, Rodrigo Arroz e André Leoni; Medina, Willian Favoni, Eduardo (Emílio/21 do 2º), Bruno Neves e Lusmar (Kauê/13 do 2º); Max Pardalzinho (Thiaguinho/21 do 2º) e Bruno Mendes
Técnico: Osvaldo Alvarez (Vadão)

Gols: Bachin, aos 26 minutos do primeiro tempo; Luan, aos 31 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Diego Tezelli e Daniel Amorim (Brasiliense) e Lusmar e Bruno Neves (Guarani)
Público: 2.583 agantes
Renda: R$ 6.847
Árbitro: Cleisson Veloso Pereira (MG)

Auxiliares: Márcio Santiago e Celso Luiz da Silva (MG)

Crédito do texto e foto: José Maciel, Agência de Notícias UNICEUB

Consultor propõe autoconhecimento para se ter sucesso profissional


Por Luísa Peleja
Estudante de jornalismo
Como em um espelho, enxergar os pontos fortes e fracos de si mesmo. Ao saber das limitações, saber como chegar aos resultados. Eis o que propõe o coaching ontológico que consiste em uma consultoria que auxilia na resolução de diferentes necessidades estratégicas em diversas áreas de empresas, com capacidade de gerar resultados concretos a curto e médio prazo. Na noite de terça (6), o consultor Judah Reis apresentou o tema para estudantes do UniCEUB.

Durante o encontro, foram divididas experiências e dicas de como obter sucesso no mercado de trabalho a partir do autoconhecimento. Segundo o palestrante, grandes empresas de todo o mundo já utilizam essa técnica e a tendência. Conforme explica, o autoconhecimento é cada vez mais exigido como condição fundamental para um candidato alcançar um cargo de gerência. “Chegamos a um momento em que só técnica não é suficiente. As pessoas precisam aprender a se relacionar e conhecer a si mesmo para alcançar um objetivo lá na frente”, disse.

Judah arriscou ainda dizer que o coaching vai acabar, “Não no sentido de que as pessoas não vão fazer mais coaching, mas essa atividade passará a ser obrigatória. Todas as pessoas que atuam em um nível gerencial têm que ter esse conhecimento para atuar nas suas áreas. O especialista irá perder lugar no mercado porque todo mundo deverá ter essa habilidade”.  Para o consultor, várias instituições até já adotaram o coaching como valor da empresa, “Hoje em dia as pessoas não sabem se relacionar. Elas só acham, mas não sabem o que está ao fundo dos relacionamentos. Saber disso torna a comunicação muito mais eficaz e produtiva”. A palestra fez parte de uma atividade promovida pela empresa júnior da universidade, a Projetos Consultoria Integrada.

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Planejamento de carreira é essencial

Planejamento de carreira é o diferencial para sucesso no mercado, alertam especialistas

Por Eduardo Aiache
Estudante de jornalismo

“O que você vai ser quando crescer?". A pergunta , que costuma encantar crianças e assustar adolescentes e mesmo adultos feitos, não tem resposta simples. Seja como for, especialistas na área de recursos humanos defendem que o sucesso no mercado de trabalho pode estar ligado à capacidade do indivíduo de planejar com cuidado cada passo de uma carreira profissional, o que está longe de ser um exercício de futurologia.
 

“A pessoa deve organizar suas habilidades, listá-las e perceber como aperfeiçoá-las”, disse Carmem Cavalcanti, mestre em recursos humanos. Ela foi uma das palestrantes de evento realizado por alunos do UniCEUB nesta terça, dia 6. Para ela, que é diretora de uma empresa do setor, o jovem deve trabalhar em contínuo aprimoramento, organizar e ser crítico sobre pontos fortes e fracos. “Devemos  planejar nossa carreira como devemos fazer com nossa vida.

Outro palestrante foi o Presidente da Confederação de Empresas Juniores, Carlos Nepomuceno. Ele, que acredita que o estudante deve adquirir experiências durante os cursos, entende haver no país deficiência de especialização nas áreas de tecnologia, em muitas das consideradas profissões do futuro.

No mesmo sentido, o estudante de administração Marcelo Tagliari, presidente da empresa junior da universidade (a Projetos Consultoria Integrada), ratificou a importância da prática como necessidade. “Na empresa Junior, você anda coma bicicleta de rodinhas, a retira, cai, mas se levanta e aprende”.

Em dia de confusão em quadra, Vidal expulso e mudança de atitude, UniCEUB vence Paulistano

O jogo prometia sofrimento quando nos dois primeiros quartos o Paulistano dominava as ações e vencia o UniCEUB. Mesmo com apoio de mais de 900 torcedores, que transformaram o ginásio da ASCEB em um caldeirão, o time da casa não via a bola cair. A tensão chegou ao banco de reservas. Pouco antes do intervalo, o técnico José Carlos Vidal reclamou de provocações de Gustavo de Conti, que dirigia o Paulistano. O comandante do time da capital em quadra e acabou sendo expulso. Apesar da perda, depois do intervalo o time da casa voltou diferente e o vento virou a favor. Com um rendimento impressionante, Guilherme, cestinha da partida com 26 pontos, comandou a virada até a vitória por 97 a 63.


“Conversamos no intervalo que precisávamos manter a calma e jogar. Voltamos bem e ganhamos este jogo difícil”, disse o cestinha após o jogo. Outros destaques do time da casa foram Rossi e Nezinho que colaboraram com uma sequência de sete cestas de três pontos no terceiro quarto do jogo. Com a incumbência de dirigir o time, o assistente Bruno Savignani comemorou a vitória e apontou a “força do grupo” como o fator decisivo. “A equipe se portou melhor na segunda etapa. Esquecemos da arbitragem e focamos o jogo”. Vidal, após a vitória, bem mais calmo voltou à quadra e disse que caiu na provocação.“Mas quero agora destacar o comportamento da minha equipe”.

 “Mérito deles” – Após o jogo, o Paulistano demonstrou resignação diante do resultado. “A confusão alimentou a reação deles. Estão de parabéns”, disse o ala Betinho. O técnico Gustavo do Conti, na mesma linha, preferiu destacar os méritos do time da casa a comentar a confusão antes do intervalo. “Eles venceram porque tiveram méritos. Voltaram bem na defesa e em contra-ataques”.

 O próximo jogo do UniCEUB é contra o Vila Velha, lanterna da competição. “Mas não podemos nos enganar. Precisamos entrar focados como hoje”, considerou Giovani.

Com reportagem de Gabriela Vogado, Luisa Ikemoto, Paulo Rocha e Rodolfo Rodrigues
Imagens de Cecília Sóter

Mistão garante vitória do UniCEUB/Brasília pelo NBB

Por Felipe Igreja

Cipriano (31) foi um dos destaques da partida.
Foto: Brito Júnior (divulgação)
Sem o capitão Alex, poupado por conta de um desconforto na coxa, o time candango não teve problemas para vencer o Araraquara-SP. José Carlos Vidal aproveitou para dar ritmo de jogo aos demais jogadores do elenco.

Oatual campeão do NBB, o UniCEUB/BRB/Brasília, não teve problemas para vencer o Araraquara-SP, último colocado nesta temporada, por 97 a 79, em partida realizada na última quinta-feira (8/12), no Ginásio da Asceb. Contra um adversário considerado menos qualificado, o técnico José Carlos Vidal aproveitou para dar ritmo de jogo aos atletas reservas do elenco e também poupou o ala Alex, que sentiu um desconforto na coxa direita durante a semana.

Como ala Guilherme Giovannoni e o armador Nezinho boa parte do jogo no banco de reservas, os destaques pelo lado do time casa foram o ala Arthur, cestinha da partida com 22 pontos, e o pivô Márcio Cipriano(foto ao lado), que conseguiu um duplo-duplo(dois dígitos em dois fundamentos), com 11 pontos e 10 rebotes. Já pelo ladopaulista, o melhor foi o armador Luisinho, também cestinha do jogo com 22 pontos.

Jáno primeiro tempo do jogo, o UniCEUB/BRB/Brasília mostrou toda a força e venceua parcial por 20 pontos de vantagem (51 a 31). Com uma defesa mais agressiva na volta do intervalo, o time do Araraquara esboçou uma reação no terceiro quarto, quando venceu o período por 30 a 26. Entretanto, na metade final do último período, o técnico José Carlos Vidal colocou força máxima em quadra e a equipe do DF venceu a parcial por 20 a 18, fechando o placar em 97 a 79.

“Foi um jogo fácil, porque nós deixamos o jogo fácil. A equipe de Araraquara é bem melhor do que falam. Em alguns momentos, eles estiveram melhores, mas conseguimos o nosso resultado no final”, avaliou o pivô Cipriano.

“O time deles é o melhor do Brasil. É o atual campeão. Não podemos entrar em quadra como entramos no primeiro tempo. A nossa defesa não estava boa e eles conseguiram abrir uma boa diferença. Depois, ainda reagimos, mas não conseguimos encostar no placar”, explicou o técnico do Araraquara, Fábio Apolinário.

Como resultado, o UniCEUB/BRB/Brasília alcançou a quarta vitória em seis partidas e ocupa a sexta posição na classificação. Já o clube paulista segue sem vencer,com seis derrotas e na lanterna da competição, no 15º lugar.

Jogos Itinerantes
Na próxima rodada do NBB, o time candango recebe o Limeira-SP, no sábado (10/12),às 18h, no Ginásio de Sobradinho. Com essa partida, o clube inicia a série de ‘jogos itinerantes’ pelo DF. Além de Sobradinho, as cidades-satélites de Taguatinga,Ceilândia, Gama e Cruzeiro devem receber pelo menos um jogo do atual campeão doNBB. A medida dividiu alguns atletas.

“Esse novo formato deve atrair mais público para os nossos jogos. É muito importante essa interação com a população de todo o DF. Muitas pessoas gostam de basquete,mas não têm como vir até o Ginásio da Asceb, aqui no Plano Piloto”, declarou o ala Guilherme Giovannoni.

Jáo capitão Alex, acredita que a equipe possa ter algum tipo de dificuldade na adaptação aos novos ginásios. “A iniciativa é muita legal, mas os jogadoresestão acostumados a jogar aqui na Asceb ou no Nilson Nelson. Talvez possamos sentir alguma dificuldade, ainda mais contra o Limeira-SP, que é um time bem qualificado”, destacou o jogador.

Vale lembrar que Limeira-SP foi a única equipe que conseguiu vencer o UniCEUB atuando no DF na última temporada. Das últimas 22 partidas disputadas pelaequipe candanga nos ginásios da Asceb ou no Nilson Nelson, o retrospecto aponta 21 vitórias e apenas uma derrota - Brasília 90x93 Limeira (Ginásio da Asceb,06/02/2011)

DF tem mais gente de fora morando em suas cidades




 

Eles vêm, chegam e por aqui ficam. Os migrantes, como são conhecidos, representam hoje 75% da população brasiliense. É o que garante uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA. A situação é atípica, se levar em conta a idade da cidade.

O fato de ser a sede do governo contribui para a migração segundo o IPEA. A rodoviária interestadual de Brasília é a porta de entrada. São 25 plataformas de embarque, sete plataformas de desembarque e 60 bilheterias onde estão instaladas mais de quarenta empresas de ônibus.

No entanto, não é de hoje que a migração acontece. A aniversariante Delnais Teixeira de Brito, 51, esperava os pais no terminal rodoviário. Ela veio do Piauí e chegou a Brasília em 1982. “Lá (no Piauí) é melhor, porque é a terra da gente, mas não tem muitos meios de sobreviver” avalia Delnais.

Renata Gomide é de Ceres, Goiás e mora em Brasília pela segunda vez. A primeira foi de 2002 a 2005 e há dois anos e meio voltou a se fixar na capital. Ela esperava, no desembarque, a amiga de sua mãe Rosária Fernandes, 69, também moradora de Brasília. Rosária chegou em Brasília pela primeira vez em 1988. Veio de Minas Gerais, onde nasceu, e também já morou no Espirito Santo, hoje optou, novamente pelo DF. 







Ouça a opinião de Rosária sobre o DF:

http://www.4shared.com/audio/8ORU9AZG/Rosria_Fernandes.html

Jogo de luxo – UniCeub/BRB vence Tijuca na estreia em casa

Fotos: Eduardo Aiache/Esquina

Da equipe do Esquina on-line

“Fácil, extremamamente fácil”, cantou a torcida no ginásio da ASCEB, nesta quinta-feira. O UniCeub/BRB recebeu o estreante Tijuca Tênis Clube pela segunda rodada do Novo Basquete Brasil. Os donos da casa, recepcionados pelos brasilienses que compareceram em peso, não tomaram conhecimento da equipe carioca e construíram um placar centenário. 109 a 78.Destaque para Guilherme Giovannoni, cestinha da partida com 26 pontos.

Foi a estreia do time da capital federal em casa. Na primeira rodada, o Brasília já havia vencido o Joinville fora de casa por 82 a 70. A equipe carioca fez o melhor que pode para evitar a segunda derrota no campeonato. Os atuais bicampeões terminaram o primeiro tempo de jogo com mais de 60 pontos no placar.

No segundo tempo, o jogo não foi diferente. Os donos da casa continuaram no mesmo ritmo e venceram o terceiro quarto por 25 a 2. Porém, no quarto período, o Tijuca endureceu a partida. Mesmo assim, em um lance, Alex levantou a torcida. O camisa 10 do Brasília subiu para fazer o centésimo ponto da exibição.  De acordo como o técnico do UniCeub/BRB, José Vidal, é grande a diferença técnica entre as equipes. “ O time se portou bem. Defendemos com eficácia e temos de aproveitar esses momentos contra equipes que estão se estruturando”, analisou Vidal.

Na próxima rodada, o time da capital tem um clássico contra o Flamengo no Rio de Janeiro. O jogo acontece no próximo sábado, às 15h. É a primeira vez que o Flamengo enfrenta o UniCeub/BRB com  Leandrinho, em uma competição oficial. “É bom começar bem a temporada, nessa intensidade. Vamos tentar repetir o feito das temporadas anteriores”, comentou Giovannoni

Jovens mostram-se cada vez mais envolvidos com a doação de sangue

por Maria Eugênia Caminha

A paulista Ana Carolina Rocha, de 23 anos, sofreu um grave acidente no mês de agosto. Ao tentar atravessar a rua fora da faixa de pedestre, em São Paulo, a jovem foi atropelada por um ônibus em alta velocidade e ficou entre a vida e a morte. O que a salvou foi o rápido atendimento médico e, como ela mesma revelou, 10 bolsas de sangue de 490 ml cada. O interessante é que Carolina, que tem 18 mil seguidores no Twitter e é conhecida na rede como @tchulimtchulim, causou comoção na internet e lançou a campanha "Vai Doa", que visa a estimular os jovens conectados a doar sangue e mandar fotos ou vídeos mostrando a experiência. Essa é apenas uma das recentes iniciativas que vêm chamando a atenção dos jovens para o assunto.


Acima, vídeo de Ana Carolina (@tchulimtchulim) fala mais sobre seu acidente e a importância da doação de sangue

Em Brasília, os jovens tornaram-se o público-alvo prioritário da Fundação Hemocentro de Brasília. A última novidade é que, desde setembro, menores de 18 anos de idade já podem ser doadores voluntários de sangue. Conforme portaria do Ministério da Saúde, jovens com 16 e 17 anos devem comparecer no Hemocentro com um responsável legal e uma ficha de autorização. “Com essa nova legislação esperamos aumentar nosso cadastro de doadores voluntários além de conscientizar os jovens, cada vez mais cedo, da importância de contribuir com a sociedade de uma forma tão humanitária”, disse Laciene Montalvão, coordenadora responsável pelo Setor de Captação da FHB. A informação foi divulgada oficialmente no dia 16 de setembro.


Agora, jovens de 16 e 17 anos podem doar sangue com autorização prévia

Foto: Divulgação

Compromisso - Mais antigo é o Clube 25, iniciativa que busca fazer de jovens doadores de sangue regulares. Ao aderir o projeto, cada jovem deverá assumir o compromisso de realizar no mínimo três doações ao ano, totalizando 20 doações, até completar os 25 anos de idade. O controle é realizado por meio de uma Carteira de Membro Fidelizado do Clube, que vai registrando cada doação. Para começar, é necessário assistir a um treinamento ministrado pelo Hemocentro, assinar um Termo de Adesão após a primeira doação e comprometer-se a manter um estilo de vida saudável.

O esforço, segundo Ana Carolina, vale à pena. “Sangue não se compra, não aluga, não pega emprestado. Os quase quatro litros que recebi foram doados! Para cada bolsa, uma pessoa teve que acordar em um belo dia e ir doar". No caso da estudante, foi graças à colaboração de 10 pessoas. "Fiquei realmente tocada com isso, pois caso não existisse sangue para a minha cirurgia, eu não estaria aqui falando com você. A boa ação de pessoas que não me conhecem salvou a minha vida”, disse. Em Brasília, são doações por dia de anônimos que vão salvar vidas de pessoas que eles também não conhecem.

: : Para saber mais sobre a campanha Vai Doa!

Tumblr: http://vaidoa.tumblr.com
Twitter: @vaidoa

: : Para saber como participar do Clube 25

Fundação Hemocentro de Brasília
Setor Médico Hospitalar Norte, quadra 03, conjunto A, Bloco 03 (próximo ao HRAN)
(61) 3327 4413 ou Disque Saúde – 160
servicosocial@fhb.df.gov.br

Em semana do doador voluntário, Hemocentro quer conscientizar para baixo estoque de sangue

Júlia Carneiro


Com a semana nacional do doador voluntário de sangue (de 21 a 25 de novembro), o Hemocentro têm expectativas de um aumento do estoque de sangue de Brasília, que está em baixa. Inclusive, para suprir o déficit de doação de sangue no Brasil, seria necessário que de 3% a 5% da população doasse sangue. Uma realidade longe da atual, que conta com 1,9% da população brasileira.

Lauciene Maria, chefe de captação do Hemocentro de Brasília queixa a falta de doações:  “Temos uma média de 200 pessoas por dia doando, sendo que o mínimo para termos um estoque bom seria 250 pessoas. O estoque está sempre em baixa, de todos os tipos sanguíneos”, e reforça que muitas pessoas doam pelas razões erradas: “O maior fluxo de doadores tende a acontecer antecedendo um feriado prolongado, geralmente para conseguirem um atestado médico e viajarem mais cedo”.

A verdade é que com uma doação de 470mL, de três a quatro pessoas podem ser salvas. O processo é muito simples, ágil e todo mundo de 16 a 67 anos que sigam as condições básicas para doação de sangue são convidados a doar. “Recentemente aumentamos o espectro de doadores, a pouco tempo menores de 18 anos nem podiam doar. Isso aconteceu porque as pessoas mais jovens estão cada vez mais com biótipo aceitável para a doação, com um peso acima de 50 quilos. Aumentamos também a idade limite, porque os idosos estão cada vez mais saudáveis”, explica Helena Bruno, assessora jornalista do Hemocentro.

Os doadores são divididos em três categorias diferentes. Doador voluntário, , doador de campanha interna e doador convidado. “O nosso call center, 160/2, liga para doadores já cadastrados e convida a pessoa para vim, de acordo com o tipo sanguíneo e a necessidade deste no estoque. Essa pessoa percebe um atendimento preferencial”, justifica Lauciene Maria.

Regiane Cordeiro é um exemplo de doadora voluntária. Doou pela primeira vez no ano passado, com seus três irmãos, porque sua mãe fez uma cirurgia e precisou de sangue que estava em falta no hospital. “Vim doar de novo esse ano, dessa vez trouxe até a minha mãe, minha filha e sobrinha, que vão doar assim que puderem. Mas durante a pré-triagem a enfermeira pediu para eu não doar porque estou com umas manchinhas na pele. Ela sugeriu que fosse à dermatologista e depois do meu diagnóstico correto voltar aqui”, completa Regiane.

"Doutoras do Riso" transformam ambiente de UTI no Hospital da Asa Sul


Valentina e Fronha  na UTI do HRAS.                                 Foto: José Maciel
Junte brincadeiras, risos e muita alegria. Sentimento inesperado para uma Unidade de Terapia Intensiva. O resultado dessa mistura é visto em rostinhos contentes, no olhar de esperança e no encanto de quem proporciona felicidade. Isso é o que garante a “doutora” Fronha e sua “assistente” Valentina, brincando de médicas. As atrizes Antônia Vilarinho e Natasha Padilha, intérpretes desses personagens, não são médicas, mas especializadas naquilo que confiam ser um remédio diferente: o riso.

Elas não usam máscaras, nem anestesias, muito menos bisturis. “Somos formadas em besteirologia”, repete a “doutora” Fronha para cada funcionário da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Regional da Asa Sul, o HRAS.  Quando elas chegam, toda a ala infantil do hospital se transforma. Pais que acompanham os filhos chamam Fronha e Valentina para verem seus filhos


Com nariz de palhaço, sapatos gigantes, tinta no rosto, jaleco e principalmente diversão, Fronha e Valentina entram em cada quarto da unidade infantil do hospital. São aproximadamente cinco alas e nem sempre dá para atender á todas. “Na próxima visita, a gente começa por onde não passamos”, conta Fronha. As médicas da alegria não atrapalham nenhum tratamento. Quando alguma criança está com algum médico, elas imediatamente procuram outro quarto e depois, retornam.

Cantarolando, Fronha e Valentina saem do quarto e brincam com funcionários e pacientes, colocam apelidos e se “apaixonam” por quem está à frente. Encontram-se com “Dilma”, uma servidora do hospital que, segundo elas, é semelhante à presidente. Fazem serenata em um quarto, reunião de família no outro, pedem pizza na recepção. Sem olhar o relógio por mais de três horas, as atrizes sentem a hora de dar tchau. Fronha e Valentina, a dupla dinâmica segundo alguns funcionários, com sentimento de dever cumprido deixam a última ala do HRAS.

Fronha e Valentina fazem parte da ONG Cara de Anjo. Uma instituição que surgiu em abril de 2010 com a ajuda da advogada dos Doutores da Alegria( Instituição voltada para apoio à recuperação de crianças. No momento, eles buscam pessoas, empresas ou quem mais puder para ajudar. 

Estudantes reclamam de infraestrutura escolar


Amarelinhas apagadas, calçadas externas não concluídas e uma grama escorregadia que cerca a caixa d’água atormentam os sonhos dos alunos da Escola Classe 36. A escola não possui biblioteca. “A professora passa as leituras para casa e junto às perguntas para responder”, conta  Marcos Vinicius*.


Na Escola Classe 36, o mato tomou a calçada que seria para as criaças e pedestres transitarem.       Foto: José Maciel/Esquina


Marcos Vinicius, 9, mora em Ceilândia, estuda na Escola Classe 36 e cursa o 4º ano, antiga 3ª série. O menino contou o que vê de segunda a sexta-feira no colégio em que estuda. A rotina de Marcos começa às 7h30 da manhã e vai até 12h30, com pausa de 50 minutos para o recreio e o lanche. Na sala de aula, o nosso personagem divide espaço com mais 34 crianças.

Na aula de recreação duas turmas dividem espaço reservado à essas atividades. Segundo Marcos, o número de alunos dobra e a supervisão é de duas professoras.  “A gente só joga futebol e pode ficar correndo também”, diz o menino. A diversão das crianças, ainda segundo Marcos, é prejudicada pela falta do parquinho. “Tiraram todos os brinquedos e no lugar plantaram uma árvore. E ela já está toda podre por baixo e velha”, relata Luiz com um olhar bem triste. Para a alegria dele ser completa, o colégio 36 deveria ganhar outro parquinho, assegura Marcos.
Próximo dali, no condomínio Sol Nascente, um grupo de alunos reclama de uma obra na Escola Classe 66. “Aqui não tem esgoto e estão construindo uma fossa do lado da quadra. Não podemos nem jogar bola mais” disseram os alunos ao Esquina on-line. A escola tem aproximadamente 1500 alunos, e segundo alguns professores, que não quiseram ser identificados, 30 educadores são temporários de um total de 48. A Secretaria não se manifestou sobre a questão dos professores não concursados.

* Nome Fictício

Secretaria de Educação admite que 309 escolas estão precárias, mas promete reformas

Por José Maciel

Em todo o Distrito Federal, 309 escolas estão em situação precária de infraestrutura. O número é da própria Secretaria da Educação que admitiu a dificuldade e o sucateamento de unidades de ensino. A subsecretária, Sandra Tiné, prometeu que obras começaram a ser realizadas para que se consiga mudar o cenário até o final do ano que vem. 

Das mais de 600 escolas públicas, 360 atendem o público infantil. A falta de estrutura e de professores concursados são motivos de preocupação com o ensino na capital do país, que tem como modelo o ensino paulista e a segunda melhor folha salarial do país, segundo a própria Secretaria.
O assessor da Secretaria, José Roberto Bueno avalia que a escola pública do Brasil perdeu qualidade durante o Regime Militar. “A Escola Pública brasileira, não é só a do Distrito Federal, está falida” declara Bueno.

A situação hoje

·         309 escolas em todo o DF estão em situação precária

·         O DF tem o segundo maior piso salarial do país. Nenhum professor recebe menos de R$3500 por 40 horas de trabalho

·         Quatro Escolas estão sendo construídas para suportarem alunos em turno integral

·         Para o ano de 2012 estão previstas reformas em mais de 100 escolas públicas

·         Neste ano foram reformadas 40 escolas, divididas em dois grupos.

·         Merenda – a Secretaria vai mudar em 2012 o cardápio da merenda escolar. Atualmente são servidos sucrilhos, biscoitos, galinhada e frutas para as crianças. Segundo a Secretaria, esses produtos ainda foram adquiridos pelo governo passado. Fonte: Secretaria de Estado Educação do Distrito Federal

“Nos últimos anos, a educação como toda não foi priorizada. O atual governo ainda não definiu se vai de fato priorizar a educação, e nem demonstrou de fato um projeto que possa mudar essa realidade”, conta o professor e diretor jurídico do Sindicato dos professores, o SINPRO/DF, Washington Dourado.

Diminuição da faixa etária para doar sangue não aumenta estoque

Por Ludmyla Barbosa
Video e Fotos: Luiz Leão

A partir desse ano os doadores de sangue não precisam ser maiores de idade. Jovens com mais 16 anos podem ser voluntários. Segundo informações da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), com a menor faixa etária, o Hemocentro pretende conscientizar os jovens cada vez mais cedo para a necessidade de colaborar.

Apesar do Hemocentro abrir as portas para mais doa dores,os estoques do hemocentro estão em baixa. A chefe de captação do FHB, Lauciene Maria, afirma que os menores de 18 anos começaram a aparecer, mas ainda não foio suficiente para alavancar a quantidade de sangue estocado.
Dados publicados no Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia (HEMO/2011) mostram o quanto a sociedade brasileira está longe de atingir o número ideal de doares, que varia de 3% a 5% da população doando uma vez por ano. Hoje esse número é de aproximadamente 1,9%. 
Lauciene explica que todos os tipos sanguíneos então em falta. Quando isso ocorre, o hemocentro recorre à “doação convidada”. Isso quer dizer que a fundação liga para antigos doadores, já registrados, para chamá-los a doar. Ela garante que a ação consegue aumentar de forma relevante os estoque sem períodos de crise.
Impulso- A estudante de técnica em odontologia, Jéssica Neiva, 21, se voluntariou pela primeira vez depois do convite da escola onde estuda em Planaltina, a 38quilômetros de distância. “Sempre tive vontade de doar, só faltava aquele impulso, o pessoal foi nos chamar, eu acabei vindo”, confessa Jéssica.
A colega dela, Elaine Fernandes, 32, doa sangue há dois anos e não perdeu a oportunidade de se juntar ao grupo para doar sangue pela oitava vez. Ela diz que é muito importante se conscientizar porque é um ato de solidariedade que salva muitas vidas.