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Em semana do doador voluntário, Hemocentro quer conscientizar para baixo estoque de sangue

Júlia Carneiro



Com a semana nacional do doador voluntário de sangue (de 21 a 25 de novembro), o Hemocentro têm expectativas de um aumento do estoque de sangue de Brasília, que está em baixa. Inclusive, para suprir o déficit de doação de sangue no Brasil, seria necessário que de 3% a 5% da população doasse sangue. Uma realidade longe da atual, que conta com 1,9% da população brasileira.

Lauciene Maria, chefe de captação do Hemocentro de Brasília queixa a falta de doações:  “Temos uma média de 200 pessoas por dia doando, sendo que o mínimo para termos um estoque bom seria 250 pessoas. O estoque está sempre em baixa, de todos os tipos sanguíneos”, e reforça que muitas pessoas doam pelas razões erradas: “O maior fluxo de doadores tende a acontecer antecedendo um feriado prolongado, geralmente para conseguirem um atestado médico e viajarem mais cedo”.

A verdade é que com uma doação de 470mL, de três a quatro pessoas podem ser salvas. O processo é muito simples, ágil e todo mundo de 16 a 67 anos que sigam as condições básicas para doação de sangue são convidados a doar. “Recentemente aumentamos o espectro de doadores, a pouco tempo menores de 18 anos nem podiam doar. Isso aconteceu porque as pessoas mais jovens estão cada vez mais com biótipo aceitável para a doação, com um peso acima de 50 quilos. Aumentamos também a idade limite, porque os idosos estão cada vez mais saudáveis”, explica Helena Bruno, assessora jornalista do Hemocentro.

Os doadores são divididos em três categorias diferentes. Doador voluntário, , doador de campanha interna e doador convidado. “O nosso call center, 160/2, liga para doadores já cadastrados e convida a pessoa para vim, de acordo com o tipo sanguíneo e a necessidade deste no estoque. Essa pessoa percebe um atendimento preferencial”, justifica Lauciene Maria.

Regiane Cordeiro é um exemplo de doadora voluntária. Doou pela primeira vez no ano passado, com seus três irmãos, porque sua mãe fez uma cirurgia e precisou de sangue que estava em falta no hospital. “Vim doar de novo esse ano, dessa vez trouxe até a minha mãe, minha filha e sobrinha, que vão doar assim que puderem. Mas durante a pré-triagem a enfermeira pediu para eu não doar porque estou com umas manchinhas na pele. Ela sugeriu que fosse à dermatologista e depois do meu diagnóstico correto voltar aqui”, completa Regiane.